Vamos falar da Mariah Carey: E=MC2

Mariah havia conseguido de volta o que perdera lá atrás no "Rainbow", a coroa de diva do pop/r'n'b, com o "The Emancipation of Mimi". Agora o mistério é se ela conseguiria manter o título, néam? Então, o que fazer na lacuna de três anos entre os álbuns? Ué... vamos nos jogar no mais do mesmo! Pra que inovar se meu time tá ganhando?
E foi isso mesmo que Mariah e seu time de produtores resolveram fazer: nada de novo. O "E=MC2" é meio que uma continuação do "The Emancipation of Mimi" e dá pra perceber isso logo no título: uma cagação de nome atrás da outra. Por favor, Mariah... um pouco mais de criatividade, tzá? Como é que se pronuncia isso?! "Ê igual a eme cê dois"? Aim, uó e me traz péssimas lembranças das aulas de Física!

Mas, enfim... no final das contas foi até bom Mariah não ter mudado muito a sua fórmula do sucesso porque as chances dela cagar no maiô são sempre MUITO grandes. Como resultado, o "E=MC2" é novamente um álbum todo voltado pro r'n'b pastoso que ela adora fazer, com uma coisinha aqui e outra ali que se destaca, mas nenhuma invenção da roda entre suas 14 faixas.
O "E=MC2" foi lançado em abril de 2008 e fez sucesso, viu? Acho que nem a própria Mariah tava esperando! Chegou em primeiro lugar na Billboard junto com seu primeiro single, a chatinha "Touch My Body", e ainda rendeu um marido e um par de gêmeos pra bunita! Vejam só! Mariah havia FINALMENTE saído da bosta de inferno astral/emocional que havia se enfiado após seu casamento com o Tommy Motolla!
Como já falei, Mariah trabalhou novamente com Jermaine Dupri, Stargate e Scott Storch, que produzia praticamente todo mundo da cena r'n'b da época. O tracking list final do "E=MC2" é o seguinte:

1- Migrate
2- Touch My Body (single)
3- Cruise Control
4- I Stay in Love (single)
5- Side Effects
6- I'm that Chick
7- Love Story
8- I'll Be Lovin' U Long Time (single)
9- Last Kiss
10- Thanx 4 Nothin'
11- O.O.C.
12- For the Record
13- Bye Bye (single)
14- I Wish You Well
15- Heat (bônus de algumas edições internacionais)
16- 4real4real  (bônus das edições francesa e japonesa)

Olha, eu gosto quando os álbuns não abrem logo de cara com seu primeiro single, como no caso do "E=MC2", mas também não precisava começar toda trabalhada no auto-tune, néam Mariah? Migrate é um hip hop com batidas pesadas com um toque de eletrônico, além dum rap insuportável no meio. Pensem no auto-tune usado pela Cher... entonces, agora imaginem esse mesmo nível de auto-tune num rapper qualquer aí. Não dá, néam? Migrate não é chata, mas eu SUPER cortaria esse rap pra lá de desnecessário.
Touch My Body foi o primeiro single lançado e tá longe... mas BEM LONGE... de ser uma música que eu goste. Um r'n'b leve, mas tão bobinho. O instrumental não muda muito do esquema pianinho e estalar de dedos e só consigo encará-la se for o remix do Seamus Haji! Maravilhoso! Cruise Control também segue a linha r'n'b, mas com uma vibe mais reggae que... não, Mariah! Outra música que não é tão ruim assim quanto parece, mas... não, Mariah! Reggae, não!

O último single do "E=MC2" foi I Stay in Love, uma baladinha r'n'b assim... bonitinha, vai. Mandei email pra Mariah na época dizendo que esse visual showgirl usado no clip já tinha sido vislumbrado pela Kylie. Só uma dica mesmo. De mulher pra mulher. Marisa. 
Side Effects é cagada no instrumental, mas interessante na letra. Aqui a bunita decide discutir a sua relação com Tommy Mottola, que não devia estar soltando nenhum rojão pelo retorno de Mariah Carey às paradas, néam? Até aqui, o "E=MC2" não tem nenhuma música completamente jogável na fogueira, mas também não tem nenhuma obra-prima musical.
Felizmente, vem I'm that Chick, musiquinha gostosa e animada com pegada disco. Podia ter virado um single bem delicinha, mas pra que, néam Mariah? Love Story, até onde eu sei, não virou single, mas ganhou clip com o então novo marido dela, Nick Cannon. Bom, ambos se conheceram durante a gravação do clip de "Bye Bye", apaixonaram-se perdidamente, casaram e procriaram rapidinho. Coelhos são assim.
I'll Be Lovin' U Long Time foi o terceiro single do álbum e também tem o pezinho no old skool. É uma gracinha e bem animadinha. Diferente de Last Kiss... r'n'b sem sal e sem dizer a que veio no mundo. Conheço muita bilu assim.     

Thanx 4 Nothin' continua nessa linha de "tô aqui pra encher linguiça e não nego". Recomendo parar tudo, pegar o "MTV Unplugged" e chorar até amanhã. Bom, O.O.C., apesar de ser mais do mesmo, tem uma batida gostosa e válida. Não vai pra fogueira, mas é por pouco!
For the Record, vai. Tá bom que ela tá ali escondida no final do álbum, mas... aim, muito sem graça. A Mariah vai devolver meus três minutos que perdi ouvindo a música dela? Naum. Bye Bye foi o segundo single e é a baladinha r'n'b de autoajuda que SEMPRE tem que ter nos álbuns dela. As lambs precisam estar muito... mas MUITO fodidas na vida, viu?
Enfim, o "E=MC2" encerra com I Wish You Well, que não tem nada a ver com o restante do álbum. Apenas piano e vocal. Enfim... senta e chora, meu amor, porque a Mariah que você conheceu e aprendeu a amar com "Without You" já era, viu? 
De bônus, temos Heat, que... Jesuis! Música de mano, hein!? Depois vira música de moninha, mas mona do morro. Tem também 4real4real, outra balada r'n'b pra você que ainda não se cansou da mesmice gueto da Mariah.

Olha, eu acho que a função musical do "E=MC2" foi a de não deixar a peteca cair pra Mariah, porque ele tá no mesmo nível de evolução dos álbuns da Celine Dion. Tá, não chega a ser tão insuportável, vai...
Apesar do sucesso inicial do "E=MC2" e seu primeiro single, as outras músicas lançadas comercialmente não emplacaram e a turnê planejada pra ajudar na divulgação do álbum teve que ser cancelada porque a Mariah havia engravidado do Nick Cannon. Meu amô, tempo é dinheiro... ainda mais pruma mulher que tava chegando nos seus quarenta anos. Fika a dika!
Antes de pularmos pro próximo álbum, em 2009 foi lançada a coletânia "The Ballads", mas sem nenhuma novidade além da regravação CAGADA de "Hero". Espero profundamente que a Mariah tenha aprendido que não é legal mexer com seus próprios clássicos. Ainda mais se você não conseguirá melhorá-los...

I Stay in Love

Radio Edit
Instrumental
Ralphi Rosario BIG Vocal
Ralphi's Melodic Club Vox Mix
Ralphi's Melodic Radio Vox Mix
Ralphi's Melodic Radio Edit
Ralphi's Bar Dub Mix
Jody den Broeder Club Mix
Jody den Broeder Radio Edit
Jody den Broeder Dub
Jody den Broeder House Mix
Jody den Broeder House Dub


Aim, cansei! Tô indo tomar um rabo de galo no buteco mais próximo!
"I Stay in Love" é mais uma baladinha r'n'b da Mariah que não fede nem cheira. Na verdade, até que gosto dela, viu? Não é nenhuma "My All", mas tá valendo. Se joga na Radio Edit e ahazze na dublagem porque essa pede um lip sync digno.
Mas, assim como o post anterior da Mariah, o que importa hoje são os remixes de "I Stay in Love". Não são muitos, mas são bons. Ralphi Rosario sempre ahazzando edys com o Ralphi Rosario BIG Vocal. Despirocação travesty pra você que é phemynyna. O Melodic Club podia estar com a qualidade melhorzinha, mas nem é tão diferente assim. A graça do dia é o Ralphi's Bar Dub Mix, que ahazza no latin house. Uma delicinha!  
Outro que arromba edys é o Jody den Broeder. O Jody den Broeder Club Mix tem a pegada mais club diva similar ao remix do Rosario, mas prefiro o Jody den Broeder House Mix, que é praticamente o mesmo remix, mas todo trabalhado no piano house. Super recomendado!

2 Bilus felizes:

Fini disse...

Emancipation Equals Mariah Carey Squared. Mais cagado que isso só Memórias de Um Anjo Imperfeito. Prepara o cu e acende a fogueira, porque se não gostou desse álbum a tendência é odiar o próximo...

Ah, e Migrate arromba todo edy despreparado.

Maddyrain disse...

Xente, então é pior do que eu imaginava! Que título é esse, Jesuis!?!!? Eu = Me caguei ahhahahaha

Eu tô adorando essa abordagem de não esperar nada da Mariah porque pelo menos me surpreendo com algumas coisinhas aqui e ali...

Um beijo,
Maddyrain

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