Vamos falar da Mariah Carey: Glitter

O primeiro (e único) trabalho da nossa kérida Mariah Carey pra sua nova gravadora, a Virgin, foi na verdade a trilha sonora pro seu tão aguardado filme "Glitter". Seguindo a tradição brasileira em nomear os filmes da pior forma possível, por aqui ele saiu como "Glitter - O Brilho de uma Estrela". Precisava? Não. Aliás, precisávamos deste filme? Não... nem um pouco! Como já comecei pincelando no post anterior sobre a Mariah, a carreira e vida particular da bunita tava... assim... um mar de bosta e o lançamento do filme "Glitter" ajudou a afundá-la ainda mais nesse esgoto a céu aberto.
Nunca assisti "Glitter" (e não tenho a MENOR intenção de assisti-lo a esta altura do campeonato), mas sei que a história se passa nos anos 80 e a Mariah queria que a trilha sonora fosse um encontro entre 1982 com 2002. Que fofolete, néam? Infelizmente, esse rendezvous de décadas não foi lá muito bem aceito pelo público, pois "Glitter" é o álbum de menor sucesso na carreira da Mariah. Com vários singles potenciais, a Virgin se via numa situação delicada, pois nada que era lançado fazia sucesso. O single que mais vendeu foi "Loverboy", mas isso porque a gravadora precisou baixar o valor dele! Enfim, um fiasco total.

Pra vocês terem noção da quantidade de dinheiro que Mariah custou à Virgin, a bunita ainda "devia" mais um álbum de estúdio à Columbia (Sony). No entanto, após o término do casamento com Tommy Mottola, ele queria mais é que a Mariah se fudesse e que se fudesse bem longe de sua gravadora. Eis que surge a Virgin! Ela propôs um acordo de 20 milhões de dólares à Columbia para que a Mariah pudesse assinar um contrato de 100 milhões e cinco álbuns. A Columbia aceitou e Mariah mudou-se para ser tão ou mais infeliz ainda na Virgin.
Com as vendas do "Glitter" lá embaixo, a Virgin decidiu também meter o pézinho na bunda da Mariah e romper o contrato, pagando-a 28 milhões pra se livrar dela. Xente, é muito mais dinheiro do que todas nós juntas veremos em vida! Finalmente, Mariah acabou assinando um contrato de 20 milhões com a Island Records, onde ficou até seu último álbum.

Como resultado de toda esse empurra daqui, empurra dali, a saúde mental e física da Mariah foi ficando cada vez pior, até a bunita ser hospitalizada e tentar o suicídio. Na verdade, a história do suicídio é MEGA abafada pela equipe da Mariah e seus fãs mais lambs até hoje, mas a xente sabe que é verdade, tzá? Bom, não preciso nem dizer que isso tudo ajudou pra divulgação do "Glitter" ser pra lá de zoada.
"Glitter" foi lançado em setembro de 2001, exatamente no mesmo dia dos atentados aos Estados Unidos. Agora, me responde uma coisa, Mariah: como é que você espera fazer sucesso lançando seu trabalho no dia em que o mundo parou pra ver horrorizado as Torres Gêmeas tombarem!? É muita zica, meu amô!
Toda trabalhada na estética sonora dos anos 80, a produção do álbum ficou basicamente a cargo da dupla Jimmy Jam e Terry Lewis de novo e o DJ Clue, entre outros. O tracking list final do álbum é o seguinte:

1- Loverboy (Remix)
2- Lead the Way
3- If We
4- Didn't Mean to Turn You On
5- Don't Stop (Funkin' 4 Jamaica) (promo)
6- All My Life
7- Reflection (Care Enough) (single)
8- Last Night a DJ Saved My Life (promo)
9- Want You
10- Never Too Far (single)
11- Twister
12- Loverboy (single)
13- Loverboy (MJ Cole Main Remix Radio Edit) (bônus da edição japonesa)

O álbum abre com a versão remix de Loverboy, primeiro single lançado, mas esse remix é praticamente a versão original com o rap adicional de um monte de xente que eu me recuso a listar. Eu lembro de ficar completamente chocada quando vi o clip desta música pela primeira vez. Xente, o que aconteceu com a Mariah!? Foi raptada por aliens? Enfim, sofrível. A música também não é lá aquelas coisas... r'n'b com pegada dos anos 80. Tá bom pra vocês? Porque pra mim não tá! Só não jogo o single completamente no lixo porque os remixes do David Morales até que são bem interessantes.
Lead the Way é a última colaboração entre a Mariah e o produtor Walter Afanasieff. Na verdade, a música, uma balada bem bonitinha, é sobra de estúdio do "Butterfly" que acabou vendo a luz do dia após passar anos engavetada. Classic Mariah, meu amô! Walter, volta pra nós?
If We tem toda uma história podre por trás: dizem as más línguas que Tommy Mottola fez a cabocla magoada e boicotou o sample original de "Loverboy", que precisou ser recriada de última hora, e fez um copia/cola com "If We" e o remix hip hop de "I'm Real", da Jennifer Lopez. De fato, ambas músicas têm lá suas semelhanças, mas vocês sabem como é a cabeça de alguém paranoico, neám? Enfim, "If We" é um r'n'b inofensivo. Podia ser mil vezes pior... é o que eu sempre penso.

Didn't Mean to Turn You On é praticamente um pop dos anos 80. Além de ser de fato um cover da época, a música é uma delícia e nostálgica. Don't Stop (Funkin' 4 Jamaica) também vem com trechos de outra música dos anos 80 e chegou a ganhar clip, mas foi um fracasso absoluto. Super jogo a culpa no rapper Mystikal, que quer cantar mais que a Mariah durante a música. Muito chato! A música sem ele seria até que bonitinha.
All My Life tem uma pegada funk old skool super gostosa e tem uma das produções mais legais do álbum. Uma pérola, viu? Merecia ter ganhando um clip bem chiquetoso com a Mariah toda trabalhada no black power. Fika a dika (tardia, mas fika...).
O segundo single lançado no Japão foi Reflection (Care Enough), outra balada que lembra bastante a época de ouro da Mariah. Como a música não ganhou clip e teve sua divulgação toda cagada, não fez lá grande sucesso, mas é muito bonita. Em seguida temos o delicioso cover de Last Night a DJ Saved My Life! Adógo essa versão da Mariah! É verdade que eu SUPER tiraria a participação do Busta Rhymes, Fabolous e DJ Clue já que eles quase que afogam os vocais da Mariah, mas enfim... quem sou eu pra dar palpites, néam? A música quase virou single, mas acabou sendo engavetada na última hora mesmo com clip passando na MTV. Uma pena. 

Want You também é outra faixa praticamente tirada dos anos 80 com sua sonoridade bem marcada com aquelas batidas BEM típicas da época. Bonitinha, mas temos músicas melhores no álbum. Como Never Too Far, uma balada super bonita em que a Mariah simplesmente ahazza nos vocais. Foi o segundo single nos Estados Unidos, mas não agradou muito e acabou não fazendo o merecido sucesso.
"Never Too Far" vem seguida de mais uma balada, Twister. Esse é bem a cara das baladas mais pessoais que a Mariah sempre coloca nos seus álbuns. É o momento "guarde sua navalha".

E eu devo confessar que nunca tinha ouvido nada do "Glitter" além das músicas lançadas e fiquei PASSADA escrevendo este post! Xente, é um dos melhores álbuns da discografia da Mariah! Super bem balanciado, com faixas mais r'n'b/pop e as típicas baladas da Mariah. Uma delícia ouvi-lo do começo ao fim (pulando "Loverboy", é claro).
Antes de seu próximo lançamento pela Island Records, teríamos mais uma coletânia da Mariah, o "Greatest Hits". Lançado tanto pela Virgin quanto pela Columbia, é uma coletânia em CD duplo apenas para cumprir um acordo contratual entre as duas gravadoras. O único plus dela seria a edição japonesa com "Never Too Far / Hero", porque de resto... nada de novo. Enfim, no próximo post, o que será que me espera no "Charmbracelet"?  

Never Too Far / Hero

Never Too Far (Radio Edit)
Medley
Extended Mix
Radio Mix
Radio Mix with Intro
Mike Rizzo Extended Club Recall Mix
Mike Rizzo Radio Recall Mix
Al B. Rich Inspiration Mix - X-tended Mix
Al B. Rich Inspiration Mix - Radio Edit
bônus: There for Me


Meus amores, eu tô TODA trabalhada no padê. Vocês não sabem de nada:
Aim, amores do meu edy, vamos combinar que o "Glitter" não foi um dos álbuns mais felizes nos singles, néam? Tá bom que a bichinha tava na merda, mas não precisava dum tratamento desse também. Bom, "Never Too Far" é uma baladinha muito... mas MUITO bonitinha e Mariah simplesmente encanta nos vocais. Super se jogue na versão Radio Edit duma das baladinhas mais bonitinhas dela.
Bom, alguns meses depois, Mariah relançou "Never Too Far" numa versão Medley com "Hero", um dos seus principais hits, em prol das vítimas dos atentados de 11 de setembro. O clima baladinha foi mantido sem grandes mudanças.
O mais curioso é que essa versão medley ganhou remixes bem interessantes. Mike Rizzo simplesmente ahazzou no club dance com o Mike Rizzo Extended Club Recall Mix. A gravadora deve ter gostado tanto que lançou os remixes dele todos duplicados no promocional. Enfim, uma verdadeira lição de como transformar uma baladinha num remix arrombante. O Al B. Rich Inspirational Mix também é bem válido e mantém a qualidade lá em cima. 
De brinde, o lado B "There For Me", uma baladinha também bem bonitinha, mas que não adiciona absolutamente nada de novo à discografia da Mariah.

5 Bilus felizes:

Anônimo disse...

Maddyzinha,
Tô querendo mesmo é saber o que você vai achar do "The Emancipation Of Mimi".Não sei se você vai gostar...espero que sim.
E olha,espero ansiosamente o "Vamos falar dos Pet Shop Boys" e espero um "Vamos falar da Shania Twain"

Maddyrain disse...

Aim, gatón... olha, eu me surpreendi com o "Glitter", viu? Esperava trevas e veio até que bastante luz celestial!

Já até separei os remixes pros primeiros três posts dos Pet Shop Boys, meu amô, mas não prometo Shania, embora tenho um post dela pra liberar...

Um beijo,
Maddyrain

Bilu Demanding disse...

Eu não acredito que você gostou do glitter. Nem eu que gosto até do cheiro do pum da Maraia gosto desse álbum.
O que esperar do charmbracelet? Muita gongada. É todo trabalhado no r&b + rap que você atóra.
Uma penca de post pra ler, mas vim nesse só porque me surpreendi quando bati os olhos no single, que também acho 1 porre.

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Amei que tem um post da Shana separadinho. Vem rainha, vem rastelar o chão!

Maddyrain disse...

Aim, porque você não gosta do "Glitter", amore? Achei tão bonitinho no final das contas. Mas sabe o que eu acho que aconteceu: baixas expectativas. Tava esperando uma merda sem igual e fui surpreendida...

E a senhorita chegou a ouvir os remixes que eu postei? São válidos, viu?

E a música da Shana Taiwan é na verdade um pedido meio antigo, mas não será nem nesta nem na próxima semana, então segure a sua shaninha.

Um beijo,
Maddyrain

Washington Batista disse...

O Glitter é um album lindo gente!! Eu sabia que vc ia se surpreender Maddy!! Assim como vai se surpreender com o Emancipation! Guarde na mente musicas como: Mine Again, Circles, Stay the Night I Wish You Knew!! Sao lindas, muito bem produzidas e emocionantes.

O Glitter não é um album comercial, é a trilha de um filme, o povo não pode achar que deve ser um Butterfly. É uma obra para ser ouvida e curtida, pois as canções sao lindas independente do fracasso comercial.

Bjs querida!!

Alô?! Maddyrain chamando!

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