Vamos falar da Celine Dion: Taking Chances

Aim, chega de Celine Dion! Jesuis, a mulher é uma máquina de fabricar discos! Olha, todo mundo precisava duma pausa de Celine Dion após um álbum após o outro. Atendendo a pedidos desesperados de um público que já não a aguentava mais, Celine passou o hiato entre o "One Heart" e o "Taking Chances" fazendo adivinhem o quê: shows em Las Vegas!
Preciso fazer um comentário maldoso, mas tem coisa mais brega? Aloka! Imagino que a bunita entupiu o edy de dinheiro, mas xente... quase cinco anos de shows em Las Vegas é... assim... fim de carreira!
Mas, como a xente tá falando de Celine Dion, não é de espantar que nessa pausa para shows a bunita achou tempo pra gravar mais um álbum em francês, o "D'elles". Vocês já pararam pra pensar o que aconteceria se Celine Dion fosse um sucesso absoluto? Só tocaria essa mulher em cada canto em que você tentasse se esconder!

Bom, para a produção do "Taking Chances", Celine recrutou um time tão.... mas tão grande de produtores que eu me recuso a citar os nomes. É quase uma música para cada um. O resultado é um álbum com de tudo um pouco.
"Taking Chances" foi lançado em novembro de 2007 e veio com o seguinte tracking list:

1- Taking Chances (single)
2- Alone
3- Eyes on Me (single)
4- My Love (single)
5- Shadow of Love
6- Surprise Surprise
7- This Time
8- New Dawn
9- A Song for You
10- A World to Believe In (single)
11- Can't Fight the Feelin
12- I Got Nothin' Left
13- Right Next to the Right One
14- Fade Away
15- That's Just the Woman in Me
16- Skies of L.A.
17- Map to My Heart (bônus da edição japonesa)
18- The Reason I Go On (bônus da edição japonesa)

O abre-alas Taking Chances é uma balada com ares de rock que demonstra com precisão o que Celine trará com o "Taking Chances": além das típicas baladas feitas sob encomenda, muita música com guitarra. Felizmente, os vocais poderosos e escandalosos da Celine conseguem salvar Taking Chances da fogueira.
Pra mim, a melhor música do álbum é Alone, cover da banda Heart dos anos 80. A produção é de Ben Moody, que fazia parte do Evanescence. Olha como a Celine foi longe atrás de seus produtores! Enfim, mais uma balada rock com o vocal mais que foda da Celine.
Eyes on Me tem toda uma pegada world music que chega a destoar do restante do "Taking Chances", mas não... Sorry, Celine. Não. My Love é muito bonita e os vocais estão divinos, mas segue a cartilha de baladinhas mela-calcinha que Celine sabe de cor e salteado. A música seria lançada como single para divulgar a coletânia "My Love: Essential Collection".

Shadow of Love é a primeira música mais dançante do álbum e embora não seja a oitava maravilha na discografia da Celine, é bem okay. Surprise Surprise é mais uma balada uptempo soft rock popcorn my ass. Não estamos nem na metade do álbum e já tô cansada.
This Time é outra faixa produzida por membros órfãos do Evanescence então já sabem do que se trata, néam? Falando no Evanescence, fico toda cagada até hoje quando escuto "My Immortal". Sou brega? Sou uma emo fora de época?
New Dawn agrega elementos mais folk/country ao pop rock que Celine vem se esforçando a enfiar em nossa goela abaixo. A Song for You volta pro terreno de baladas que as bilus deprimidas devem evitar. Todo um melodrama que vocês sabem que só a Celine Dion consegue fazer.

A World to Believe In foi lançada como single apenas no Japão, onde virou um dueto com uma cantora chamada Yuna Ito. Enfim, mais uma baladinha que realmente não acrescenta absolutamente nada de novo. Com Can't Fight the Feelin, por outro lado, Celine se entrega completamente ao rock, mas como eu gosto da Celine Dion cantando outras coisas e não gosto de rock... enfim, não preciso dizer mais nada além de que a voz dela tá bem zoada nessa música.
I Got Nothin' Left é a única produção do Ne-Yo pro "Taking Chances". Bom, se assim como eu, vocês também cagam pra quem é Ne-Yo na noite, ele é um cantor de r'n'b aí e I Got Nothing' Left é uma baladinha em que ela preferiu cantar os refrões como se tivesse treze anos de idade. Vai entender...
Right Next to the Right One é uma baladinha calminha meio folk bem bonitinha e despreocupada. Fade Away é o último respiro de pop contemporâneo do álbum. Podia ter uma produção mais puxada pro pop do que pro rock (de novo).

Pelo que andei lendo, levou "apenas" quinze anos pra Celine decidir gravar That's Just the Woman in Me. Podíamos ter ficado sem ela TRANQUILAMENTE. Celine, meu amô, você NÃO é a reencarnação da Janis Joplin, okay?
O álbum encerra com Skies of L.A., uma balada (sim, mais uma) lindíssima que casa com harmonia seu instrumental bonito com a voz da Celine.
Como bônus pro Japão tivemos Map to My Heart, uma balada que também se entrega às guitarras, e The Reason I Go On, uma balada mais tradicional (e mais bonita).

Celine deve(ria) ter aprendido uma lição com "Taking Chances": não adianta chamar toda uma galera pra produzir seu álbum se ele será mais do mesmo. Ah, e a mais importante: que ela não é uma diva do rock.
Pra ajudar na divulgação do álbum, Celine foi a diversos programas de TV e saiu em turnê com a "Taking Chances World Tour". A bunita ficaria mais alguns anos em pausa antes de lançar seu próximo (e último) álbum em inglês... mas adivinhem só!? Mais um time de futebol produzindo o "Loved Me Back to Life"! Celine... Celine... assim fica difícil, néam?
Taking Chances

Radio Edit
Ralphi Rosario & Craig J. Vocal Mix
Ralphi Rosario & Craig J. Full Vocal Radio Edit
Ralphi Rosario & Craig J. Radio Mix
Ralphi Rosario & Craig J. Dub
Ralphi's Thick Dub
Jason Nevins Extended Remix
Jason Nevins Remix
I-Soul Extended Mix
I-Soul Radio Edit
Matt Piso's Club Mix
Matt Piso's Radio Edit


Chupa meu edy que é escandaloso:
Vocês sabem que eu atóron quando os DJs pegam uma música okay, mas longe de ser um clássico e a transformam numa bateção de cabelo glamourosa e chiquérrima, néam? O que mais gosto de "Taking Chances" é a forma como ela vai crescendo. Começa bem sem graça, mas aos poucos surgem os berros da Celine, guitarras e o instrumental potente. Se jogue na Radio Edit, que também é conhecida como versão original, e se acabe.
Imaginem o trabalho que Ralphi Rosario e Craig J. tiveram pra transformar a original no Ralphi Rosario & Craig J. Vocal Mix, um ahazzo house deslumbrante! E como eu já tô cansada de falar, o Rosario sempre arromba com seus dubs. Uma prova disso é o delicioso Ralphi's Thick Dub. Super recomendado!

Pra ser justa, todos os DJs de hoje ahazzaram nos remixes. Claro que uns menos que outros, néam? Foi o caso do Jason Nevins, que já melou minha calcinha no passado algumas vezs, mas desandou pruma coisa wannabe rockstar que cansa minha beleza intestinal. O Jason Nevins Extended Remix é bem isso entender. Não é chato, mas também não empolga. Serve como uma versão alternativa pras rádios.
Outra versão alternativa bem tolinha do seu kool é o I-Soul Extended Mix. Uma gracinha e pra lá de inofensivo. Pelo menos dá pra balançar o bumbum pra lá e pra cá. Por fim, embora eu já tenha jogado tudo feito do Matt & Vito no esgoto, o Matt Piso's Club Mix  é super bonitinho. Um dance bem calma-lá-minha-filha e fofolete. Tem vezes que é melhor trabalhar sozinho, Matt, meu amô!

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Olha, que Donna Summer esteja lendo este post e lembre-se de mim!

i-soul extended remix instrumental 7:33
i-soul dub mix

6 Bilus felizes:

Fini disse...

Na reta final da Celine -da discografia, não quero que ela morre, pls- vemos que falar da bunita deu um resultado positivo em você. Pruma música 'chata, sem graça e mela calcinha' virar 'okay', e ainda gostar de sua evolução, tem que ter esforço.
Maddy, você foi aprovada na escola de saco e paciência que é gostar de Celine Dion, e não abandonar sua discografia na metade. Seu prêmio é uma estatueta em formato fálico. Beijos.

Lord N Music disse...

Celine Dion já dando seu adeus temporário com o Loved Me Back To Life, Mariah ainda passeado aqui com o Glitter, Pet Shop Boys logo caçando necas de passivas logo mais, RuPaul mostrando quem é a mais diva e a pergunta que não quer calar: E o Vamos Falar da Madonna: Rebel Heart?

To brincando Maddy, não precisa ter pressa viu?

beijos
Lord N.

Anônimo disse...

Se arriscando em virar estrela do rock. Não deu certo, beu amô. Aim, minha favorita também é Alone, muito linda, e pequena. Queria uma versão de 8 minutos, lindíssima. E não gonga Eyes On Me, eu amo tzá!
Acho que o pior problema do álbum é ser enorme. Dá pra fazer uns 3 álbuns, só com esse conteúdo! Chega em Surprise Surprise eu já tô é morta.
1 beijo da Bilu Demanding.

Anônimo disse...

Maddy, quando que você vai falar da versão oficial do Rebel Heart? Tô loka de ácido pra saber sua opinião sobre os remixes de Ghosttown! Bjxxx

Jiló disse...

O que eu acho mais bonito nesse cd é a arte dele; as fotos são todas lindas, muito diferentes do que a celine já fez. A capa era igual fantasy da mariah, mas mudaram pra não ser cópia. E aquela foto do olho??? 1 beijos

Maddyrain disse...

Fini, acho que a discografia da Celine é mais chata no começo... diferente da Mariah, que vai ficando cada vez mais insuportável...

Amores, eu vou falar de "Rebel Heart", craro. Só tô esperando um pouquinho assim não serei presa e jogada numa cela cheia de cafuçus ativos...
Quanto aos remixes de "GhostTown"... hmmm... ouvi trechinhos e só consegui fechar e rezar pela alma dos DJs. "GhostTown" não é uma música "remix-friendly", néam?

Um beijo,
Maddyrain

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