Vamos falar da Celine Dion: Loved me Back to Life

Após mudar-se de mala e cuia pra Las Vegas, onde passou cinco anos fazendo show no Caesars Palace, tivemos um respiro considerável de Celine Dion já que o salto entre o "Taking Chances" e seu próximo álbum, "Loved me Back to Life", seria de seis anos. Não sei como ela conseguiu ficar tanto tempo assim "parada". Ah, já sei! Entupindo o rabo de passarinho com dinheiro, néam? Óbvio!
Claro que isso não significa que não tivemos o que comprar dela nesse período. Mesmo sem gravar nada de novo, algumas coletânias foram lançadas pra ajudar a conter o ímpeto dos fãs mais desesperados de pegar o primeiro avião pra Las Vegas e assistir Celine ao vivo.

Em 2012, Celine divulgou uma nota de que entraria em estúdio para iniciar as gravações de dois álbuns, um em francês (o "Sans Attendre") e outro em inglês. Para ajudá-la no álbum em inglês, Celine recorreu novamente a um time extenso de produtores, entre eles Babyface, Walter Afanasieff, Eg White (que trabalhou com a Adele) e Tricky Stewart (que já trabalhou com a Beyoncé e Mariah Carey). Celine fazendo r'n'b... Será o apocalipse?! Bom, primeiramente o álbum seria composto por seis faixas novas e outras seis regravações. No último instante, decidiram mudar o conceito do álbume atrasar um pouco o seu lançamento. 
"Loved me Back to Life" foi lançado em novembro de 2013 sem fazer lá muito barulho. Seu tracking list é considerável e os poucos singles lançados não viraram hits em lugar nenhum.

1- Love me Back to Life (single)
2- Somebody Loves Somebody
3- Incredible (single)
4- Water and a Flame (promo)
5- Breakaway (single)
6- Save Your Soul
7- Didn't Know Love
8- Thank You
9- Overjoyed
10- Thankful
11- At Seventeen
12- Always Be Your Girl
13- Unfinished Songs
14- How Do You Keep the Music Playing (bônus da edição deluxe)
15- Lullabye (Goodnight, my Angel) (bônus da edição deluxe)
16- Open Arms (bônus da edição japonesa)

O retorno de Celine Dion não podia ser mais digno. Loved me Back to Life é um pop adulto e muito bem produzido. Escrito pela arroz de festa mais desputada do momento, Sia, a música é forte e Celine tem todo espaço que precisa pra gritar e invocar suas famosas air guitars.
Somebody Loves Somebody é uma balada midtempo interessante e que foge do estereótipo das baladas da Celine. Ou seja, nada de navalhas dançando pelo pulso aqui. Já a baladinha r'n'b Incredible é chata e ainda vem com aquele Ne-Yo de brinde. Aim, Celine... a xente não precisava desse dueto, tzá? Só pra te avisar.
Water and a Flame, que já havia sido gravada pela Adele, quase virou a canção-título do álbum. Uma balada bem bonita em que o esforço da Celine pra não sair berrando é tocante. Merecia ter virado single comercial com vídeo clip. Breakaway continua na onda de baladinhas e aqui o clima "Adele" é ainda mais forte que na música anterior. Ela poderia ter gravado essa música tranquilamente. Enfim, uma música bonita.

Save Your Soul é um pop bem enchedor de linguiça que ajuda um pouco a quebrar o clima trágico do álbum até aqui. Não mudará a vida de ninguém, isso é certo! Didn't Know Love, outra baladinha no estilo "Adele", também não te tornará uma pessoa melhor. Só pra avisar. Aliás, já é a terceira música em que uma sonoridade Adele é forte. Celine, meu amor, você não precisa disso.
Thank You é uma balada com mais jeito de Celine Dion, mas uma Celine Dion moderna. Não exala "sucesso", mas pelo menos não é insuportável. Overjoyed é um dueto com Stevie Wonder, que eu por sinal não dou a mínima. Acho a voz dele muito... menininha. Aim, super cansa minha beleza ouvir algo dele por mais de um minuto e eu já tô mais que cansada de tanta balada neste álbum!
Como ninguém escuta minhas preces, Thankful é outra fucking balada, mas uma balada Celine Dion, tzá? Ou seja, a bunita vai segurando a porra da voz até chegar no final e sair berrando pelo estúdio. Temos até um coral gospel como backing vocal. Puro looshu.

Xente, eu conheci At Seventeen num episódio dos Simpsons e fiquei COMPLETAMENTE cagada com a letra desta música. Na época, eu lembro de ter visto uma apresentação ao vivo da Celine cantando "At Seventeen" e fiquei feliz quando ela a gravou em estúdio. Uma baladinha muito tristonha e dedicada a todos os patinhos feios do mundo.
Always Be Your Girl foi produzida pelo Babyface e Walter Afanasieff. JUNTOS. Podia ser aquelas power ballads da Celine, mas até que é bem contida. Bonitinha, mas esperava mais. O álbum encerra com Unfinished Songs que infelizmente não consegue força suficiente pra livrar o "Loved me Back to Life" dessa torta de climão. Uma baladinha pop até que agitadinha que podia ter gerado mais eco pelo resto do tracking list.

A versão deluxe do álbum veio com How Do You Keep the Music Playing, outra balada dramalhona já batida na discografia da Celine, e Lullabye (Goodnight, My Angel), que é... adivinhem só! Baladinha! Piano, cordas e voz. Porque Celine Dion que se preze tem que ser dramática, meu amô! 
Por fim, a versão japonesa vem com Open Arms, cover do Journey que Mariah Carey já havia regravado e arrombado vários edys. Depois desta versão da Mariah, ninguém... NINGUÉM deveria mexer em "Open Arms".

Terminamos enfim nossa saga pela discografia da Celine Dion com um gostinho azedo na boca, meus amores. "Loved me Back to Life" acabou não sendo nenhum sucesso de vendas e não marcou o retorno da Celine de forma alguma. Suas músicas são pra lá de batidas e desinteressantes, os poucos singles trabalhados não geraram nenhum grande hit... enfim... Celine deve ter percebido que ganha mais dinheiro e tem menos dor de cabeça cantando em Las Vegas mesmo.
Considero a Celine Dion uma das cantoras com a voz mais bonita atualmente no mercado, mas também uma das mais chatas. É preciso estar inspirado... MUITO inspirado pra ouvir um álbum seu do começo ao fim numa tacada só. Puta tarefa difícil! Lá pra quarta música você já ouviu praticamente o conceito inteiro do álbum e quer colocar algo mais dançante ou menos choroso pra ouvir. Seus singles quando ganham remixes dançantes são extremamente irregulares, pois eu sempre afirmei que a voz da Celine não funciona pra buatchi, principalmente quando ela se põe a gritar feito uma louca. 
No fundo, Celine tem bastante fãs espalhados pelo mundo e mesmo não sendo o estereótipo da diva gay, fiquei impressionada com a quantidade de biluzinhas leitoras pedindo pela sua discografia. Que loucura! Celine marcou minha adolescência e ganhei meus primeiros trocadinhos traduzindo suas músicas pras minhas amigas de classe. Gata, você estará sempre no meu coração.

Um beijo,
Maddyrain

Loved me Back to Life

David Morales La Vie in Stereo Remix
David Morales La Vie in Stereo Radio Edit
David Morales La Vie in Stereo DJ Remix
Dave Audé Club Remix
Dave Audé Club Instrumental
Dave Audé Mix Show
Dave Audé Radio Edit
Dave Audé Dub
Jump Smokers Remix
Jump Smokers Extended Remix
Jump Smokers Instrumental
Jump Smokers Dub

Check comments...

Vocês nem imaginam a quantidade de PhotoShop que usaram em mim:
Tem forma melhor de encerrar a discografia da Celine Dion com um single que traz o retorno do David Morales?! Aim, não tem! Na verdade verdadeira, eu não tive muita escolha, já que os singles do "Loved me Back to Life" vieram sem remixes... Enfim, o David Morales La Vie in Stereo Remix transformou a música "Loved me Back to Life" numa coisa... assim... chiquérrima! Um club dance super bem produzido, mas longe do nosso kérido classic house de outrora. Bom, tudo bem, vai... O David Morales La Vie in Stereo DJ Remix tem apenas o começo diferente, depois não vi nada de novo.
Eu sinceramente acho que o Dave Audé tá começando a cansar minha beleza intestinal. Antes criativo e jogativo, hoje em dia... mais do mesmo. O Dave Audé Club Remix é nada além de um club dance pra bater cabelón na buatchi. Podia vir com algo mais interessante, mas pelo menos não cagou e sentou em cima. Como não sou fã dos remixes do Jump Smokers, vamos encerrar por aqui, tzá? Um beijo, Celine!

3 Bilus felizes:

Washington Batista disse...

Vou dizer uma coisa que já é cliché e piadinha batida, mas a verdade é que o sucesso de Celine afundou com o Titanic. O Album Lets Talk About Love foi o auge e o último sucesso dela. Ela está nos corações de todos nós, mas na minha opinião, Celine se tornou datada. Totalmente anos 90. Depois dela vieram Britney, Aguilera, J-lo e Beyoncé, ou seja, nada próximo de Celine. A Mariah até se adaptou e conseguiu alguma vida pós-nineties mas a Celine é uma Diva muito Diva, entende? Ela até tentou fazer algo puxado para o hip-hop mas ficou até constrangedor. Uma vez meu ex me mostrou um live dela com um cantor de rap mas não lembro qual musica ou qual cafuçú cantava, mas eu pensei: meu Deus, que mico! O que resta para Celine sao os fans fiéis. Realmente não a consigo ver no topo do mundo denovo como em 1998...

Maddyrain disse...

Olha, eu concordo com você. Celine até emplacou uma coisa aqui e outra ali depois de "My Heart Will Go On", mas ficou muito presa à fórmula do seu sucesso. E quando tenta fazer algo diferente, soa desconexo... e desconcertante, néam?

Um beijo,
Maddyrain

Maddyrain disse...

Donwload:

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Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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