Perfumes: Etat Libre d'Orange Parte 2

Dando continuidade à saga dos perfumes da Etat Libre d'Orange [ELDO], no último post eu só falei de algumas fragrâncias lançadas nos dois primeiros anos de existência da marca.... e ainda falta uma cacetada, meus amores!

Bendelirious (2008) - não sei como anda a distribuição da ELDO nos Estados Unidos, mas até onde sei o único ponto de revenda oficial da marca era a chiquérrima loja Henri Bendel. Quando estive em Nova York (phinérrima), fiquei completamente loka do meu kool quando entrei na loja da 5º Avenida. Uma verdadeira avalanche de perfumes exclusivos para qualquer perfumista ir à loucura e falência.
Enfim, Bendelirious foi lançado para celebrar essa parceria e é um perfume bem gostosinho, mas nenhuma obra-prima. Na verdade, parece seguir os passos de Delicious Closet Queen. O que mais gosto no Bendelirious é o combo champagne, cereja e couro que predomina na minha pele. Novamente, a íris e a folha de violeta dão um toque levemente atalcado e deixam a bilu ainda mais feminina.

Charogne (2008) - ou "Cadáver". Outro perfume com nome estranho que eu consigo associar o conceito à fragrância. Bom, a criatura tem que ser muito ingênua pra pensar que Charogne tem cheiro de defundo, néam? Na verdade, o que temos aqui é uma fragrância com foco na nota de lírio rodeada por baunilha, couro e incenso. Eu acho os lírios lindos, mas extremamente fortes. Imagino sua fragrância anulando... ou melhor... matando as demais ao seu redor. É daí que tiro essa associação com a morte. Sim, loucura e viagem, mas tem que se jogar no padê pra entender.

Fat Electrician (2009) - perfumes com ênfase na nota de vetiver costumam ser bastante parecidos. Não é diferente com Fat Electrician. Aqui o vetiver até recebe o suporte de notas mais doces, como a baunilha, mas não tem muito como fugir do vetiver que está presente em todos os estágios da fragrância. Sim, o nome também é estranho, mas dessa vez não consigo estabelecer nenhuma associação com o conceito do perfume.

Rossy de Palma Eau de Protection (2009) - os amantes dos filmes do Almodóvar conhecem Rossy de Palma e sua cara pintada por Picasso. Pulamos do vetiver de Fat Electrician pra rosa de Eau de Protection. O aroma de rosas é um dos meus preferidos, mas fujo de perfumes com rosas carregadas e que gritam "perfume de velha". Felizmente, Eau de Protection é uma rosa metálica curiosa. Abre bem rapidinho com notas cítricas e picantes até a rosa aparecer e misturar-se ao gengibre e criar essa áurea metálica. É como colher rosas e corta-se com os espinhos. Delicioso e um dos meus favoritos da marca.

Sex Pistols (2010) - mais uma parceria com celebridade, mas, assim como o Tom of Finland, uma ligação pouco marcante entre perfume/personagem. Eu confesso que pouco sei sobre os Sex Pistols além de que são uma banda de punk rock inglesa. O que esperar do perfume deles então? Rebeldia? Não, meu amô. Sex Pistols é basicamente limão, pimenta e couro na minha pele. Aliás, a pimenta e o couro brilham durante a fixação mediana da fragrância. Falta personalidade em Sex Pistols. O perfume foi relançado em 2012 com o nome "Malaise of the 1970's". Talvez perceberam que a fragrância não passava NADA da imagem dos Sext Pistols.

Tilda Swintom Like This (2010) - a parceria com a andrógena atriz Tilda Swintom ("Precisamos Falar sobre o Kevin" e "Queime Depois de Ler", para citar alguns) é a obra-prima da ELDO. Nenhum outro perfume da marca juntou uma legião de admiradores como Like This. A caixa e frasco do perfume são trabalhados na cor laranja e é exatamente essa imagem que a fragrância passa, mesmo sem ser cítrica. Tangerina, gengibre, abóbora (sim... abóbora) e margaridas compõem uma fragrância que transita entre os universos gourmand e floral. Linda performance na pele e o aroma da abóbora se mescla lindamente com o restante das notas.

Archives 69 (2011) - por ironia do destino, Archives 69 é o endereço de uma das lojas da ELDO em Paris, além da alusão ao gostoso meia-nove que todo mundo aqui já deve conhecer bem. Foi o último perfume da ELDO que eu comprei e eu tava bem ansiosa pra conhecê-lo. Não me decepcionei, mas sinto que outros perfumes da marca, como Delicious Closet Queen e Bendelirious, trilham o mesmo caminho. O que sinto na pele é uma combinação fascinante de ameixa, pimenta rosa, incenso e orquídea onde nenhuma nota é forte demais a ponto de anular as demais. Uma composição muito bem elaborada que poderia ter uma fixação melhor na pele.

Fils de Dieu, du riz et des agrumes (2012) - com esse nome gigantesco que significa "filhos de Deus, do arroz e dos cítricos", temos uma verdadeira obra-prima da perfumaria gourmand moderna. Parece que todo perfume gourmand precisa ter notas de café ou chocolate para conquistar seus fãs. Aqui, temos a curiosa nota de arroz que se mescla com limão e uma série de temperos (como gengibre, cardamomo e canela) para criar um verdadeiro banquete de comida exótica. A presença do coco reforça ainda mais esse imaginário de culinária asiática. Uma delícia! Foi lançada primeiramente como "Philippine Houseboy", mas após certa polêmica acabou virando Fils de Dieu mesmo.

La Fin du Monde (2013) - e, por fim, o último perfume lançado pela ELDO que eu conheço. Quando La Fin du Monde foi anunciado, eu fiquei COMPLETAMENTE alucinada! As notas divulgadas incluiam pipoca, pólvora, sementes de cenoura e íris, entre outras. O conceito era do fim do mundo assistido nas telas do cinema. Enfim, não via a hora de ter La Fin du Monde e quando finalmente encontrei online por um valor okay, veio a decepção. Sim, temos pipoca e pólvora, mas essas notas são tão... mas TÃO passageiras que não chegam nem a ser fazer muita diferença. La Fin du Monde acaba sendo uma versão mais criativa de "Dior Homme", onde a íris e o principal elemento. Além disso, a fixação também é mediana. Enfim, La Fin du Monde é um filme que poderia ser melhor, mas que mesmo assim deixa os espectadores querendo mais.

Claro que a Etat Libre d'Orange lançou outros perfumes após La Fin du Monde, mas eu não senti nenhum desde então. A jogada de marketing é lançar dois perfumes por ano e em 2015 só tivemos o "True Lust Rayon Violet des ses yeux", que parece ser uma versão intense de "Putain des Palaces", de 2006. 
Como no ano passado tivemos a versão intense de "Rien" e a primeira "Cologne" da ELDO, fico-me perguntando se a marca não está sofrendo de alguma crise de falta de criatividade para elaborar novas fragrâncias.
Infelizmente, como já falei, os perfumes da ELDO não são encontrados no Brasil, mas dos que falei hoje, MEGA recomendo "Like This" e "Fils de Dieu, du riz et des agrumes". Se você curte rosas como eu, "Eau de Protection" também é bem válido. 
Amores, prometo que na próxima vez falarei de algum perfume mais disponível por estas terras. Por ora, parto deixando pelo menos uma ou duas biluzinhas com a mão coçando pra experimentar as criações de uma das marcas mais avant garde da atualidade.

Um beijo,
Maddyrain

King of my Castle

Original Mix
Original Radio Edit
Roy Malone's King Mix
Roy Malone's King Edit
S-Man's Comin' 4 Ya Castle Mix
S-Man's Comin' 4 Ya Castle Mix Edit
Charles Schilling Toboggan Mix
Kris Needs Full Mix
Kris Needs Radio Edit
Bronx Dogs Mix
Bini & Martini '999' Mix
Bini & Martini '999' Dub
Armin Van Buuren Remix
Armin Gimmick Dub
Rowald Steyn Club Mix
Rowald Steyn Radio Edit
Rowald Steyn Radio Edit XXL
Mischa Daniels Long Full Vocal Edit
Mischa Daniels 2 AM Remix
Nicola Fasano & Steve Forest Club Mix
Nicola Fasano & Steve Forest Radio Edit
Nicola Fasano & Steve Forest Dub Mix


Aim, que gracinha esses bonequinhos LEGO!
"King of my Castle" é aquele tipo de música que eu ouvi em algum lugar do passado, guardei em algum canto da memória e quando, após séculos, associei o nome à canção, fiquei loka do meu kool. Alguns de vocês também já devem ter ouvido "King of my Castle" alguma vez.
Na verdade, a versão que ficou conhecida e tocou não foi o Original Mix que, apesar de ser uma graça, é um lounge bem phyno e Ibiza. A versão mais dançante e rádio é o Roy Malone's King Mix. Uma delícia e bem phyna. Isso é música de xente ryka, meu amô. Sabe festa de bicha ryka, bonita e bronzeada usando óculos de sol Prada? Então. As batidas desse remix são uma delícia e inconfundíveis.

O S-Man's Comin' 4 Ya Castle Mix, do Roger Sanchez, tem uma pegada mais old skool bem bonitinha também. O Charles Schilling Toboggan Mix volta ao clima Ibiza e phynesse que a xente finge que tem.
O Kris Needs Full Mix (também conhecido como Beef Injection Mix) é um pouco mais jogativo, mas pode ser cansativo se não for em doses homeopáticas. Pra finalizar essa primeira safra de remixes, temos o doido Bronx Dogs Mix, com uma vibe mais street e interessante como desconstrução da original.
O próximo lançamento de "King of my Castle" seria no ano seguinte, em 1999, com pouca coisa nova. Faz tempo que o Bini & Martini não aparecem por aqui, néam? Bom, o Bini & Martini '999' Mix é um dance bem característico do começo dos anos 2000 em que se valorizava algo perdido atualmente: glamour e looshu. O Armin Van Buuren Remix é mais buatchi fervida, mas não faz completamente o meu estilo.

Dez anos depois, "King of my Castle" foi desenterrada e ganhou novos remixes. Tenho medo dessa mania de revitalizar hits do passado, viu? O Rowald Steyn Club Mix é, surpresa... surpresa, um electro house que eu nunca fui muito fã. Não é de todo ruim, mas cagou com as versões clássicas. O Mischa Daniels 2 AM Remix é acelerado e com batidas mais atuais na medida certa. Uma delícia (diferente da outra versão que ele fez). Por fim, o Nicola Fasano & Steve Forest Club Mix é um dance bem atual e dá pra ahazzar ouvindo na academia. Gostoso, mas ainda prefiro voltar no tempo...

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Enfim, sempre tem que sobrar um pouquinho pra eu depender da generosidade dos meus leitores.

s-man's comin' 4 ya castle radio edit  3:11
roger sanchez dub
armin van buuren radio edit  3:43
brutal bill pumped up hardsynth mix

2 Bilus felizes:

Jiló disse...

Tá inspirada, hein! 3 posts em 3 dias. Quem é você, e o que fez com a Maddyrain? ahahaha eu gosto daquele perfume composto de porra, do outro post.

Maddyrain disse...

Jiló, amore... o pior é que o "Secretions Magnifiques" não tem cheiro de porra, tzá? Não se anime. A não ser que vomito velho e seco seja a sua praia...

Um beijo,
Madyrain

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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