Vamos falar da Mariah Carey: Butterfly

Se com o "Daydream" a Mariah colocou o pezinho no gueto power, no seu próximo álbum, "Butterfly", a bunita se jogaria com toda força. Na verdade, ela deu continuidade à transição que iniciou no trabalho anterior, mas o salto foi olímpico. No entanto, FELIZMENTE não podemos dizer que o "Butterfly" é um álbum insuportavelmente r'n'b. Muito pelo contrário. Mariah retornaria sua parceira com Walter Afanasieff para escrever/produzir lindas baladas, incluindo "My All", que se tornaria um dos principais singles da carreira da Mariah.
Mas nem tudo é um mar de rosas, néam? "Butterfly" não podia ter sido produzido e lançado em época mais cagada na vida da Mariah, que passava pela sua pior crise de casamento com Tommy Mottola e entrava em constantes entraves com sua gravadora, Sony.

Em setembro de 1997 (que parece ter sido ontem), Mariah liberou sua "Butterfly" (aim, mega Zorra Total!), que foi bem recebida pela crítica musical e pelos fãs. Mariah viria a afirmar que o "Butterfly" representa o momento das maiores mudanças em sua carreira e vida pessoal. E não é pra menos... a Mariah jamais seria a mesma!
O tracking list final do álbum é o seguinte:

1- Honey (single)
2- Butterfly (single)
3- My All (single)
4- The Roof (Back in Time) (single)
5- Fourth of July
6- Breakdown (single)
7- Babydoll
8- Close My Eyes
9- Whenever You Call
10- Fly Away (Butterfly Reprise)
11- The Beautiful Ones
12- Outside
13- Honey (So So Def Radio Mix) (bônus das edições internacionais)
14- Honey (Def Club Mix) (bônus das edições internacionais)
15- Mi Todo (bônus da edição da América Latina)

O álbum já abre logo com seu primeiro single, Honey, produzido pelo Puff Daddy. A música é puro hip hop, mas, felizmente, consegue ser bonitinha mesmo tão distante de qualquer outra música já lançada pela Mariah. Ganhou um vídeo clip todo trabalhado no glamour de Hollywood e é a primeira exposição ultra mega sexy da bunita. Adeus, Mariah das igrejas!
Talvez pra não assustar e afugentar seus lambs, temos Butterfly, uma balada super linda e com o selo de controle de qualidade Mariah Carey/Walter Afanasieff. Um tanto diva da depressão, é verdade. Embora o single lançado seja discreto, os remixes latinos promocionais são... no mínimo... curiosos! Enfim, nada bate a maravilhosa My All, outra baladinha mega famosa e favorita de muita lamb por aí. Eu simplesmente AMO. Ganhou remixes pra lá de dignos do Morales (que fizeram sucesso absurdo na época), clip lindo pelo Herb Ritts... e até uma versão regravada r'n'b que não é tão trevas assim...

Mariah volta com um r'n'b super melódico, The Roof, que acabou sendo single apenas na Europa e me conquistou desde a primeira vez que ouvi. Adógo! Mas não posso dizer o mesmo de Fourth of July, uma baladinha midtempo bem chatinha. Enfim... música pra encher linguiça.
Breakdown é, assim como Honey, bem carregada no hip hop. Não é uma música que eu escuto com frequência, mas é o tipo de som que Mariah viria a fazer cada vez mais. Babydoll segue exatamente a mesma linha, mas é mil vezes mais desnecessária. Pura chatice. Felizmente, temos duas baladinhas arrombantes em seguida: Close My Eyes é simplesmente linda, mas não foge do padrão baladístico da Mariah; Whenever You Call é mais bonita e melodramática. Eu fico toda cagada com essa música!

Assim como no "Daydream", temos um interlúdio house com a interpretação do David Morales pra Butterfly, Fly Away. Eu não preciso falar do Morales, meus amores!
Beautiful Ones é um cover do Prince e durante anos achei que fosse ele nos vocais com a Mariah, mas não é. É o Dru Hill... um rapper aí (sem querer desmerecer ninguém, claro). "Butterfly" encerra seus trabalhos no gueto com mais uma balada, Outside. Acho que nunca a ouvi inteira... Mariah, meu amô, você tem mil outras baladinhas melhores. Como bônus, apenas remixes de Honey e a versão em espanhol de My All. Nenhuma grande novidade.

"Butterfly" é um dos álbuns mais equilibrados da Mariah e ele define muito bem as duas vertentes musicais que ela viria a seguir: uma mais puxada pro r'n'b e outra mais pop/romântica. Eu geralmente penso no "Butterfly" como o último álbum interessante da discografia da Mariah (mesmo gostando de uma música aqui e outra ali) porque, com os anos, ela foi se distanciando cada vez mais da imagem de boa moça que havia lhe consolidade no coração de suas lambs. Craro que as lambs mais fervorosas não largam o osso até hoje, mas esta que vos escreve já perdeu a paciência com a Mariah faz tempo... 

E depois de tantos hits e um álbum após o outro, tava mais do que na hora de chegar a primeira coletânia da discografia da Mariah!

Honey

Smooth Version with Intro
Smooth Version no Intro
Bad Boy Remix feat. Mase & The Lox
So So Def Mix feat. Da Brat & JD
So So Def Radio Mix feat. Da Brat & JD
Classic Mix
Classic Instrumental
Def Club Mix
Def Rascal Anthem
Morales Club Dub
Morales Dub
Mo' Honey Dub
Rascal Dub


Parem e vejam como eu era bonita até com o ventilador ligado:
Como eu falei lá em cima, "Honey" foi produzida pelo então-tesudo Puff Daddy. "Honey" é um hip hop bem pop e que viria a se tornar a assinatura da Mariah Carey em seus futuros álbuns. A versão original é basicamente a mesma usada no Bad Boy Remix, com a diferença dos rappers pra lá de desnecessários. As raras Smooth Versions são, como o nome sugere, mais suaves nas batidas. Interessantes, mas depois de acostumar com a original, é estranho ouvi-las. Parecem inacabadas...
Também indo pro lado r'n'b da força, o So So Def Mix apresenta vocais novos e uma pegada mais gueto e menos diva pop. Não faz completamente a minha cabeça, mas não é tão terrível assim...

Claro que quem salva hoje é nosso kérido David Morales, que simplesmente ahazzou com "Honey". O Classic Mix também vem com vocais regravados pra encaixarem nas batidas house. Até backing vocals escandalosas ganhamos de presente! Morales sabia trabalhar com a Mariah como ninguém mais! Os outros remixes são edições do Classic Mix, mas o bunito se empolgou nos dubs dessa vez! O Morales Club Dub tem uma pegada mais pesada e se parece pouco com o remix original. Se gostar dele, se jogue nos outros dubs, que são todos parecidos entre si, ou seja, todos ótimos! Por fim, o Rascal Dub é mais puxado pro Classic Mix.                    

3 Bilus felizes:

Fini disse...

Adoro, adoro, adoro Butterfly! Tá entre meus álbuns favoritos da Maraia.
Os próximos não me pegam de jeito, mas Charmbracelet é outra lindeza. Acho que vai te surpreender! Beijos.

Washington Batista disse...

Não adianta, é um dos preferidos de todo fã. Até as fotos para o encarte sao as mais lindas que ela já fez. Pena que não se encontra mais fotos vazadas na net assim como aconteceu com as fotos do Ray Of Light da Madge. As musicas sao maravilhosas, passei minha adolescencia ouvindo. Adoro Breakdown, adoro os remixes de todas. É um dos albuns da minha vida, mas os que viriam a seguir também são muito bons...

Anônimo disse...

Fourth Of July e Babydoll são irmãs chatas que não vivo sem.

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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