Vamos falar da Kylie Minogue: Body Language

Vocês sabem qual é a grande maldição do mundo musical, néam? Se o seu primeiro álbum é um sucesso absoluto de críticas e vendas, prepare-se para cagar ouro em forma de piroca pra conseguir agradar o público (vide Lady Gaga...). E, geralmente hoje em dia o que acontece é o contrário. O segundo álbum é sempre mais ou menos (vide Lady Gaga de novo...).
Com a Kylie aconteceu algo parecido após o incrível "Fever". Ao ouvir o "Body Language" pela primeira vez, eu pensei Credo! Levou dois anos pra Kylie vomitar essa coisinha? E é a sensação que tenho até hoje, a loka! Parece que Kylie decidiu ir na contramão do que havia lhe trazido ao holofote novamente e lançou um álbum mais voltado pro r'n'b, mas ainda com nuances eletrônicas.

Pra ser bem franca com vocês, meus amores, só não voaram mais tomates na coitadinha da Kylie na época do lançamento do "Body Language" por conta do vídeo clip de "Slow", primeiro single do álbum. A bunita decidiu ahazzar na sensualidade e agarrar definitivamente o trono de princesa das guêi chamando uma garaiada de bophy bonito e musculoso pra gravar.
Aliás, toda a arte do "Body Language" é trabalhada na sensualité da Kylie, num estilo bem Brigitte Bardot e roupas de vinil. Adógo!

Enfim, "Body Language" foi lançado em novembro de 2003 e teve como principal fonte de divulgação o pocket show "Money Can't Buy", já que nenhuma turnê saiu desse balaio. Esse show foi gravado junto com o lançamento do álbum, então não a plateia MEGA não se empolga durante as músicas inéditas. Só rindo, viu?
Como já era de se esperar, o Japão ganhou algumas músicas a mais em relação à versão mundial do "Body Language". O tracking list final é o seguinte:

1- Slow (single)
2- Still Standing
3- Secret (Take You Home)
4- Promises
5- Sweet Music
6- Red Blooded Woman (single)
7- Chocolate (single)
8- Obsession
9- I Fell for You
10- Someday
11- Loving Days
12- After Dark
13- Slo Motion (bônus das edições australiana e japonesa)
13- You Make Me Feel (bônus das edições japonesa e americana)
13- Cruise Control (bônus da edição americana)

"Body Language" já abre com seu primeiro single e mostrando o distanciamente em relação à sonoridade do "Fever". Slow é uma das músicas mais séquisi da Kylie, mas os elementos eletrônicos não a tornam um hit da buatchi. Ganhou alguns remixes interessantes na época, mas não chegou a tocar nas pistas em que Maddyrain brilhou. A música até dá uma acelerada na parte final, mas continua sendo perfeita apenas para fofar.
Nunca entendi direito por que Still Standing não foi lançada como single. A música é um pop bem Kylístico e ahazzou ao vivo no "Money Can't Buy". Oportunidade perdida. Pop chiclete com direito a várias estouradas. Adoro! O mesmo não posso dizer de Secret (Take You Home). R'n'b com Kylie tentando fazer rap. Sofrível. Chegou a ser lançada promocionalmente em algum país da Ásia, mas ignoremos o fato. Promises continua nessa pegada r'n'b, mas dá uma animadinha, mas não muita. Embora seja uma música bastante esquecível, eu gosto de Promises. Já ouviram falar na expressão "album filler"?

Sweet Music é outra que teria dado um single interessante. Mais um pop animado do jeito que a xente gosta que a Kylie faça. Red Blooded Woman foi o segundo single do "Body Language" e também se debruça na sonoridade r'n'b da força, mas é um r'n'b Kylístico, ou seja, séquisi. Eu adógo. Se as outras músicas com essa vibe fossem assim, o álbum seria mais digerível. 
O terceiro e último single lançado foi Chocolate e é um dos meus clips favoritos da bunita. Na versão original, Chocolate é um r'n'b bem lento e sensual. A versão lançada no clip deu uma acelerada leve na música e a deixou ainda melhor. Obsession é mais um r'n'b copia-cola sem graça e dispensável. Acho que nunca ouvi inteira... a loka!
I Feel for You é uma música que cresceu em mim com o tempo, porque na primeira vez que eu a ouvi achei terrível! Embora seja também toda jogada no r'n'b, é mais um exemplo de r'n'b feito de maneira inteligente e que casa com o estilo da Kylie.

Someday segue a mesma linha de Chocolate, mas super não funciona comigo. Outra que eu também nunca devo ter ouvido inteira! Felizmente, temos Loving Days em seguida, única balada do álbum... e que balada! É uma das que mais gosto da Kylie e se sobressai no "Body Language", que encerra com After Dark, ou seja, sem deixar saudade.
Como bônus temos You Make Me Feel, que é melhor que muita música do álbum. As batidas são bem repetitivas, mas Kylie canta como se fosse Kylie e a xente adóga quando Kylie é Kylie, néam? Slo Motion é uma baladinha bem bonitinha, mas fica atrás de Loving Days. Por fim, Cruise Control que é uma delícia! Devia ter sido lançada também no álbum regular e virado single! R'n'b dance de qualidade, meu amô! Daqueles que você só escuta na casa das bilus do gueto!

Sem querer ser a pessimista do recinto e levar pedrada na cabeça, mas o "Body Language" meio que constata para mim que a Kylie é uma ótima cantora, mas de álbuns regulares com singles bons. Desde o "Fever" eu tô esperando algo bombástico! 
Levaria quatro anos para Kylie lançar um novo álbum de inéditas. Será que o "X" é esse "algo bombástico" que eu tanto quero? A resposta estará no próximo post da Kylie, meu amô!

Red Blooded Woman

Celestial Bhangra Mix
Whitey Mix
Whitey Mix Edit
Narcotic Thrust Mix
Narcotic Thrust Edit (thanx to N!)
Play Paul Extended Dub
Play Paul Radio Edit


Maddyrain vermelha da cor da menstruação:
Amores, "Red Blooded Woman" foi o segundo single tirado do "Body Language" e é uma das melhores faixas do álbum, mesmo sendo toda trabalhada no r'n'b (que, por sinal, a xente não acha que combina com a Kylie, néam?). Enfim, embora tenha ganhado um clip super bonitinho e todo bem produzido, "Red Blooded Woman" podia ter vindo com um single mais recheado de remixes.

A versão mais inusitada de hoje é o Celestial Bhangra Mix, que só saiu numa coletânea. Prepare-se pra ouvir a Kylie indiana! Uma delícia e super fofa. Eu adógo! Mais artistas deviam investir em versões world music! Indo do mais inusitado pro melhor remix de hoje, o Narcotic Thrust Mix. "Red Blooded Woman" merecia mesmo uma versão dance pra salvar o single! Infelizmente, o remix é promocional e a qualidade podia ser mais "limpa", mas é o que tem pra hoje!
Nós tivemos a Kylie indiana, a Kylie bicha da buatchi e com o Whitey Mix (que eu SEMPRE quase escrevo Whitney Mix) temos a Kylie rock star. Foi o único remix lançado comercialmente e... misericórdia! Não é a sonoridade que mais tem a ver com Kylie Minogue. Enfim, todo a promoção do "Body Language" foi cagada, então não tem muito o que falar, néam?! O remix desse tal de Play Paul a xente ignora.

2 Bilus felizes:

Anônimo disse...

Maddie, querida, fiquei louco esperando pela análise!
BL foi um álbum que aprendi a gostar -principalmente com o Money Can't Buy- e hoje em dia gosto muito -mas só.

Obrigadinho por compartilhar os remixes. Gostei muiti da 'Kylie Indiana'. Mas ainda espero o dia em que Slow dê pinta por aqui.

P.s.: E a menção honrosa ao Ultimate Kylie/Homecoming Tour/Câncer?

N disse...

narcotic thrust radio edit 3:33 (192)
https://www.sendspace.com/file/ui45sw

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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