Vamos falar da Kylie Minogue: Impossible Princess

Logo após o lançamento do álbum "Kylie Minogue", Kylie voltou pro estúdio e iniciou o longo e exaustivo processo criativo do "Impossible Princess". Embora tenha voltado à parceria com o duo Brothers in Rhythm, o estilo musical que eles buscariam seria completamente diferente do álbum anterior. Ao invés do house phyno e chic, Kylie se jogaria numa sonoridade mais madura e voltada ao chato indie rock que ninguém nesta budega gosta... néam!? Ou vai me dizer que você é adepto ao indie?! Saia deste recinto agora mesmo!
Confesso que não sei o porquê dessa mudança, viu? De toda forma, Kylie passou praticamente dois anos regravando as músicas até chegar no estágio que ela queria. Outros produtores foram se juntando ao projeto, como a banda de rock alternativo Maniac Street Preachers (a qual eu adoro não conhecer nada). Bom, foi no mínimo uma colaboração inusitada! Nesta época, a Kylie começou a namorar o fotógrafo Stéphane Sednaoui, que já havia trabalhado com o Red Hot Chilli Peppers, U2, Björk, Madonna e o Garbage, entre outros. Ele foi responsável pelo MARAVILHOSO ensaio que serviu de capa pro "Impossible Princess". É uma das minhas capas favoritas da bunita!

Infelizmente para a Kylie, o lançamento do "Impossible Princess" sofreu uma demora muito grande, principalmente devido à morte da Princesa Diana. A gravadora considerou arriscado lançar um álbum chamado "Impossible Princess" bem na época em que o mundo inteiro chorava a perda da "princesa do povo". Faz sentido, néam? Enfim, em novembro de 1997 o álbum foi lançado com as seguintes faixas:

1- Too Far
2- Cowboy Style (single)
3- Some Kind of Bliss (single)
4- Did it Again (single)
5- Breathe (single)
6- Say Hey
7- Drunk
8- I Don't Need Anyone
9- Jump
10- Limbo
11- Through the Years
12- Dreams
13- Tears (bônus da edição japonesa)

"Impossible Princess" abre logo de cara com uma das músicas mais diferentes da carreira da Kylie, Too Far. Poucos são os trechos realmente cantados... mais parece mais um desabafo da bunita. As batidas têm uma pegada mais hardcore e com tudo isso ainda vem um piano super sinistro. Leva tempo pra gostar de Too Far. A música recebeu até que uma quantidade considerável de remixes, mas sabiamente não foi lançada como single.
Para amenizar o choque causado pela primeira faixa, Cowboy Style é um pop mais digerível e comum. Não segue a mesma linha que a Kylie seguiu no álbum anterior, mas não foge muito dos padrões. Em compensação, o primeiro single de "Impossible Princess", Some Kind of Bliss, é uma decepção total. A sonoridade podia ter sido feita por qualquer bandinha de indie rock dos anos 90. Eu sinceramente não sei dizer se já a ouvi até final...

Did It Again continua a pegada rock que Kylie tentava enfiar goela abaixo. E até difícil de acreditar que a produção ficou a cargo dos Brothers in Rhythm. Felizmente, a música ganhou remixes babadeiros e um clip bem simpático. Não é minha música favorita da Kylie, mas gosto a ponto de ouvi-la por inteiro sem reclamar.
A próxima faixa felizmente recebeu uma mixada ao ser lançada como single. Breathe em sua versão original é lenta... quase parando! Dá tédio! A versão lançada no video clip é idêntica à original, sendo apenas mais acelerada e isso faz TODA diferença! Say Hey inaugura o lado mais dançante e clubber do "Impossible Princess". Não fará você sair dançando pela casa, mas tem toda uma sonoridade "lounge de xente colocada" que eu adoro! Drunk é mais jogativa, mas... Jesuis... muito chata! Outra que também nunca tive paciência pra ouvir até o final!

I Don't Need Anyone volta pro lado indie da força e até chega a ser bonitinha, mas estando no álbum que está, não ajuda em nada. Jump é mais uma das poucas músicas da Kylie que eu definitivamente não suporto! O tempo da música é parecido com Breathe original, ou seja, puro tédio! Mas abre caminho pra uma das melhores músicas da Kylie (e provavelmente a melhor do "Impossible Princess"), Limbo. Temos aqui um dance mais pesado e jogativo que devia ter virado single!
O álbum encerra com Dreams, uma baladinha bonitinha e com letra bem escrita. Muito bonita mesmo! Como sempre, os japoneses ganharam uma música a mais, Tears. Não que seja um puta presente, mas é melhor que nada, néam?! Mais uma faixa mais puxada pro lado dançante do "Impossible Princess" que podia ter trocado tranquilamente a maioria das faixas lançadas.

Sei que parece que odeio o "Impossible Princess", mas não é isso. Na verdade, eu o considero um bom álbum experimental. Kylie queria tentar deixar de lado seu passado negro do pop chiclete e tentar algo mais maduro e conseguiu o que queria, mas convenhamos... não precisava, néam? Quem é fã da Kylie gosta dela justamente pelo seu aspecto bagaceiro!
Enfim, talvez o ponto mais importante do "Impossible Princess" na carreira da bunita tenha sido representado pelo seu amadurecimento como pessoa e artista. Depois de ouvi-lo é até difícil acreditar que a mesma cantora gravou "I Should be So Lucky" ou "Especially for You". E, felizmente, o próximo álbum da Kylie traria novamente o dance pop que a xente tanto gosta ao foco da atenção!

Breathe

Album Mix
Radio Edit
Abbey Road Sessions
TNT Club Mix
Tee's Freeze Mix
Tee's Radio Edit
Tee's Glimmer Mix
Tee's Dub of Life Mix
Tee's Dancehall Mix
Sash! Club Mix
Sash! Club Edit
Nalin & Kane Remix


Respira e inspira. Respira e fode:
"Breathe" é uma gracinha e devia ter sido mais apresentada ao vivo pela Kylie numas performances pra lá de loucas. Como eu falei no post, a versão original de "Breathe" é muito chata com seu ritmo lento e desinteressante. A Radio Edit é a mesma coisa, mas é mais acelerada e torna a música noutra coisa mil vezes mais legal. Adógo! A versão Abbey Road Sessions acabou não fazendo parte do último álbum da bunita, mas é uma gracinha e vale como bônus.

"Breathe" não recebeu muitos remixes diferentes, mas pelo menos ninguém cagou e sentou em cima. Todd Terry não decepcionou com seu TNT Club Mix, mas também não inovou em nada. Alguns trechos do instrumental são idênticos ao remix dele pra "Everything She Wants '97" do Wham! Super criativo... só que não! O lado bom é que a Kylie regravou os vocais de "Breathe" pra se adequarem ao remix. Uma delícia pra dançar. Bom, não vejo nenhuma diferença absurda entre o TNT Club Mix e o Tee's Freeze Mix além do começo. Dance duas vezes a mesma coisa e seja feliz! Se gostar das batidas, ouça o Tee's Dub of Life até enjoar. O Tee's Glimmer Mix fica apenas nas batidas e nos vocais da Kylie. O único remix mais inusitado é o Tee's Dancehall Mix, mas é tão chato que merece ser ignorado!
Pra matar suas lombrigas trance, temos o Sash! Club Mix. Ele descontrói totalmente a versão original e torna a música numa despirocagem deliciosa! Por fim, o chill in maravilhoso do Nalin & Kane Remix com seus dez minutos de apenas "It won't be long now... breathe" até você estourar.

2 Bilus felizes:

Anônimo disse...

Maddy, cadê você sua sumida?! Espero muito por posts novos!
Enfim, só reportando um errinho, cadê a análise de Through The Years? Não que faça uma phuta diferença, mas sua digna opinião faz falta!

Valeu... :D

Maddyrain disse...

Aim, amore... acho que ignorei "Through the Years" inconscientemente por ela ser uma bosta mesmo... A loka!

Beijos e obrigadjénha pelo toque anal,
Maddyrain

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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