Mãe

Tantas vezes escrevi aqui sobre meu pai e o quanto a ausência de sua figura paterna na minha vida me marcou, mas tão pouco escrevi sobre minha mãe e minha relação com ela. Não, ela não me deixou ainda criança e sim, ela ainda está viva.
A maioria dos gays que eu conheço tem uma relação no mínimo confusa com o pai, mas também possui uma relação quase que visceral com a mãe. De amor e ódio. De total receptividade à ausência de compreensão.

A relação entre minha mãe e eu sempre foi marcada pela ausência de compreensão e até mesmo de aceitação. Sempre achei que nós não falamos a mesma língua e não conseguimos transmitir o afeto esperado numa relação de mãe/filho. A única vez que pudemos conversar abertamente sobre minha sexualidade foi quando eu tinha dezoito anos e não foi uma experiência muito agradável. Naquela época, preferi fingir esquecer tudo que foi dito, pois achava que eu carregaria uma mágoa muito grande para o resto da vida. Enfim, o tempo acabou por apagar qualquer decepção que eu tenha sentido, mas não sei como ela ainda encara tudo.
Mas, ao mesmo tempo, sempre nutri uma relação de extrema gratidão e reconhecimento por ela. Gratidão por ter se levantado do fundo do poço por seus dois filhos e ter enfrentado uma separação conturbada. Minha mãe não ficou solteira muito tempo após a partida de meu pai. Em pouco menos de dois anos, vi-me diante de um padrasto que sempre tentou (e ainta tenta) substituir o lugar de figura paterna na minha vida sem conseguir muito sucesso.

No meu íntimo, sempre considerei como sendo minha família apenas minha mãe, irmã e eu. A presença de meu padrasto era apenas uma forma de estar presente, pois tinha medo de sua figura violenta sozinha com elas. Quantas discussões precisei apartar e quantos socos e pontapés foram trocados na minha adolescência... E eu encarava tudo com determinação. Determinação em um dia poder ser independente e não precisar de meu padrasto para absolutamente nada. Que um dia sua presença em casa se tornasse tão compulsória que ele acabaria indo embora por livre e espontânea vontade.
Enfim, minha independência veio, mas continuei. Continuei por ainda não ter coragem de deixá-las com ele. E também pela comodidade de ter sempre a cama arrumada, a roupa lavada e um prato pronto lhe esperando ao chegar em casa. As discussões foram passando e ficando cada vez mais escassas quando a fase adulta chegou, mas mesmo assim... meu padrasto não é o meu pai. Mesmo eu tendo o pai que tive.

Aos poucos fui encerrando-me em um pequeno mundo apenas meu. Tudo parecia ser uma obrigação desnecessária, desde o bom dia ao almoço de domingo. As línguas que eu e minha mãe falávamos foram se tornando cada vez mais estranhas e nem para comentar os assuntos mais corriqueiros eu tinha vontade.
Após uma discussão violenta com meu padrasto, em que ficou bem claro que eu era visto como uma pessoa acomodada e que nunca teria coragem de arregaçar as mangas e buscar o meu espaço, eu decidi fazer justamente isso. Levantei-me da minha zona de conforto e sai em busca do meu futuro. Senti medo? Claro! E ainda estou com um pouco. Será que vou conseguir? Será que tudo dará certo? E se der errado? Terei que voltar com o rabo entre as pernas?

Enfim, tudo dará certo. Pode ser que nenhuma grande mudança aconteça na vida de Maddyrain, mas uma vida toda nova parece estar prestes a acontecer para este aqui escreve.

Um beijo,
Maddyrain et al.

Emotion

Album Version
Instrumental
A Cappella
Calderone AM: Mix
Calderone Dub Mix
Maurice's NuSoul Mix
NuPrise Mix
The Neptunes Remix
The Neptunes Remix Instrumental
The Neptunes Remix A Cappella
Errol McCalla Remix
Errol McCalla Remix Instrumental


Emoções anais:
Hoje é dia de você pegar sua navalha mais bonita e se retalhar toda, meu amô. Ainda mais se você foi deixada, chutada e cuspida na sarjeta. Mas Maddyrain tá aqui pra te fazer feliz. Pra te fazer dançar. Pra te fazer sentir ainda mais mulher!
"Emotion" é um crássico mela-calcinha do trio-gay-que-não-sabia Bee Gees. Confesso que não curto nem um pouco a voz dos três irmãos, mas "Emotion" ficou bem mais digerível com as Destiny's Child. Pode ouvir a Album Version pra relembrar. Se você acha que nasceu pra brilhar nos karaokês da sua cidade, se jogue na versão Instrumental, mas não ignore a versão A Cappella. Só pra te lembrar que você não canta NADA.

Mesmo balançando coraçaums, "Emotion" ganhou remixes. Não são muito bons, mas mesmo assim, ganhou! Vamos começar gongando o Victor Calderone. Olha, o bunito era o máximo nos anos 2000, mas o remix dele pra "Emotion" é triste de chorar, viu? Fujam porque a inspiração passou longe!
Maurice Joshua remixou praticamente tudo das Destiny's Child e sempre com seu estilo soulful que a xente tanto gosta. O Maurice's NuSoul Mix não é nenhum grande mistério e é, na verdade, o único remix que irei indicar hoje, porque eu não tô nem um pouco afim de perder meu lindo tempo com as versões r'n'b de "Emotion".

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Amores, parece ser fácil encontrar coisas das Destiny's Child, mas não é, tzá? Fika a dika!

maurice's nusoul mix edit  4:00
groove chronicles remix  3:31
aloé extended version  5:57
aloé radio edit  3:19

2 Bilus felizes:

Anônimo disse...

hi. can i request for the song nasty girl the next time you'll be posting destiny's child please? thanks and keep up the good work.

Maddyrain disse...

Honey,
I have no plans on posting "Nasty Girl" for the moment, but my next Destiny's Child song will be "Independent Women"... hope you like it!

Kisses,
Maddyrain

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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