O lugar ideal do passado

[modo "Confissões de Absorvente" on:]

Acho que vou contar uma história antiga... que eu já devo ter contado alguma vez por aqui.... mas meu kool. Minha memória não é mais a mesma faz tempo! Ao contrário do que todo médico, "especialista", estudioso, pastor evangélico ou caralho a quatro gosta de alegar, eu sempre soube que era bilu. Desde sempre. Não tive nenhuma desilusão amorosa pra me fazer acordar gay no dia seguinte e graças à boa Donna Summer nunca tive qualquer tipo de racaída moral ou sexual.
Minha adolescência foi como a da maioria de outras biluzinhas que nasceram antes do surgimento da internet. Ou seja, vivíamos uma ilusão esperando ansiosamente o momento em que a borboleta fosse voar. Eu observava tudo à distância como se não vivesse a vida que me foi dada. Vivia uma sucessão de amores platônicos que NUNCA se concretizavam. 

Uma de minhas paixões platônicas que mais marcou esta minha fase foi com um menino do meu prédio. Tínhamos a mesma idade e eu era completamente apaixonada por ele. Contava a hora de voltar pra casa e poder chamá-lo pra brincarmos pelos corredores escuros do meu prédio. E, como toda boa paixão platônica, eu sentia que era verdadeiramente retribuída. Ele também gostava de mim, mesmo nunca afirmou isso... ou o contrário.
E no escuro dos corredores, nossa "relação" foi se desenvolvendo. Nossas brincadeiras tinham que envolver alguma forma de contato físico. Eu sentia seu pau duro roçando em mim enquanto ele se demorava atrás de mim pra contar algum segredo. Sentia sua boca bem próxima da minha orelha. E eu retribuía essa forma desconhecida de carinho. Deixava ele me pegar no esconde-esconde. Ajudava-o com a lição de inglês. Enfim, na minha pobre cabeça juvenil nós éramos uma espécie de casal. 

Quando ele me contava de suas aventuras amorosas com outras meninas, eu queria morrer e levá-lo comigo. Chorava sozinha no meu quarto e jurava pra mim mesma que jamais o veria novamente. Fechava a cara por um ou dois dias. Ignorava a campainha tocando. Saia para brincar com os outros e se ele aparecesse, eu ia embora sem dar explicações. Como podem ver, eu era a mulher da relação. 
Mas essa paixão tinha prazo de validade, pois ele voltaria com a família pra Bahia e eu temia nunca mais vê-lo novamente. Cada dia significava um dia a menos com ele e, como eu previ, eu realmente nunca o vi de novo. Os anos passaram e eu perdi completamente a esperança de reencontrá-lo. Se não havia internet naquela época, imagine redes socias para promover o contato entre nós.

Enfim, chegou o momento da borboleta abrir as asas e voar. Tornei-me a diva que vocês conhecem, tive outros amores, mas sempre me perguntei como estaria este meu primeiro amor. Estaria gordo? Careca? Com filhos? Que vida ele estaria levando?
E eis que após tantos anos consegui localizá-lo no Facebook. Conforme eu cavocava até cair no seu perfil, meu coração palpitava. Finalmente poderia saber como ele estava. Pura curiosidade, é verdade, mas eu queria vê-lo. Jamais passou pela minha cabeça mandar uma mensagem ou algo do tipo. O que eu escreveria? "Oi, lembra de mim? Costumávamos nos esfregar no escuro do corredor do nosso prédio". Se há algo que eu ainda tenho e noção do ridículo.

Quando vi sua primeira foto atual respirei fundo e cheguei à seguinte conclusão: os anos passam para todos, não só para mim. Não sou a única a engordar, ganhar cabelos grisalhos e viver. Respirei novamente mais aliviada. Se houvéssemos envelhecido juntos... mas há coisas que devem ser preservadas no passado mesmo.

Um beijo,
Maddyrain

[modo "Confissões de Absorvente" off.]

Nobody's Supposed to Be Here

Original Version
Special Slow-to-Fast Version
Dance Radio Mix
Hex Hector's Club Mix
Hex's Dub
Hex's Beats
Club 69 Club Mix
Club 69 Dub Mix
Gordon Kaye Dub Mix
Wayne G Heaven Anthem Vocal


Quanto mais xente aqui, melhor:
Hoje a xente tem um crássico da buatchi da ex-diva Deborah Cox! Se você não viveu a época de ouro de Deborah Cox e outras cantoras que arrombavam o edy da bicharada, so sorry, amore. Só tenho a lamentar por sua deficiência temporal. "Nobody's Supposed to Be Here" fazia a pista pegar fogo e quando algum DJ bonzinho decide ressuscitá-la, a bicharada ainda se acaba. Eu pelo menos viro purpurina!
A xente MEGA vai ignorar a PÉSSIMA versão original e vamos nos jogar completamente no MARAVILHOSO remix do Hex Hector, que salvou a música e Débora Pinto da chatice. Se joga com todo seu poder travesti no Hex Hector's Club Mix e se acabe ao ponto de não sobrar nem uma purpurina sua pra contar história!

A música ainda ganhou remixes do Peter Rauhofer, que na época assinava como Club 69, mas eu duvido que o Club 69 Club Mix tenha tocado em algum lugar no planeta. Aposto que até o próprio Rauhofer tocava a versão do Hex Hector! Talvez a grande surpresa seja o Gordon Kaye Dub Mix (prazer, Maddyrain). O babadu até que é interessante, viu?! Um dub meio underground gostoso. E, por fim, temos o Wayne G Heaven Anthem Vocal, que segue a linha despirocação do Hex Hector.

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Aim, amores, falta pouca coisa! Ajuda a Maddyrain, vai?

original version instrumental  4:21
club 69 radio mix  3:49
wayne g heaven anthem dub  8:13

1 Bilus felizes:

Unknown disse...

Ai, Maddy, mega amo suas confissões. Me faz lembrar do meu passado e perceber q não smente eu que tinha uma vida, digamos, não tão glamurizada, porém com um certo encanto. Me faz até sentir saudades!

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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