Vamos falar da Kylie Minogue: Rhythm of Love

Amores, não dá pra negar que a Kylie soube muito bem como começar uma nova década. O lançamento de "Rhythm of Love" em novembro de 1990 marcou diversas mudanças em sua carreira. A primeira, e mais fundamental, foi deixar um pouco de lado o estilo pop chiclete que já tava cansando. Talvez esse seja o perigo de lançar três álbuns em três anos seguidos... o artista precisa se reinventar muito rapidamente para dar conta da crítica e do público. Enfim, palpite meu!
O álbum também traz... FINALMENTE... novos produtores, como o famoso Stephen Bray (se esse nome não lhe diz nada... você não é fã da Madonna, néam?!) além do trio Stock, Aitken e Waterman. Kylie passou a estar mais envolvida na produção das músicas, se aventurando a compor algumas músicas. Enfim, é a evolução da borboleta, néam!?

Mas, adivinhem da onde vieram as dicas pra essa revolução na carreira da Kylie? De uma piroca, ÓBVIO! Nessa épóca, Kylie já não tava mais namorando o gracinha Jason Donovan e se enroscava com o vocalista do INXS, Michael Hutchence. Ele foi o grande responsável pela mudança também no visual da Kylie, que deixou de ser a boa moça cristã australiana para se tornar a sexy Kylie Minogue que todo mundo gosta e ama até hoje.
Quando foi lançado, "Rhythm of Love" recebeu críticas positivas que elogiavam a mudança visual e artística de Kylie, mas enfim... não se podia negar que quem estava por trás dessa nova persona AINDA era a Kylie Minogue com todas suas limitações musicais. O tracking list original inclui as seguintes músicas:

1- Better the Devil You Know (single)
2- Step Back in Time (single)
3- What Do I Have to Do (single)
4- Secrets
5- Always Find the Time
6- The World Still Turns
7- Shocked (single)
8- One Boy Girl
9- Things Can Only Get Better
10- Count the Days
11- Rhythm of Love

O que eu mais gosto desse álbum é que ele possui quatro singles SUPER emblemáticos e importantes para a carreira da Kylie até hoje, tanto é que essas músicas fazem parte de praticamente todas as turnês das bunita. "Rhythm of Love" abre com o hino Better the Devil You Know. Um dance bem mais adulto e interessante que tudo apresentado até então pela Kylie. Ótima escolha também como primeiro single do álbum, com um vídeo clip bem provocante que mostra a Kylie toda sexy periguetji se esfregando com um negão pirocudo. Não tem como não amar!
O segundo single escolhido foi Step Back in Time, que mantém a pegada agitada e dance, com um toque de old skool funk. Super delicinha e com a letra bem inteligente que diz, basicamente, que quando a xente não consegue encontrar músicas boas e novas que façam a xente se acabar, nada é melhor do que voltar no tempo. E eu assino embaixo, meu amô!

Praticamente todo fã da Kylie ama e se acaba com What Do I Have to Do, terceiro single do álbum. Um dance extremamente jogativo e dublativo! Essas três primeiras músicas tinham tudo pra estourar no mundo inteiro! O clip de "What Do I Have to Do" apresenta a Kylie em várias facetas e tem uma das cenas mais lindas com a bunita em que ela tá com um cabelão todo jogado na cara dançando. AMO! 
Secrets é bonitinha, mas parece um retrocesso após faixas tão boas. Podia ter saído nos álbuns anteriores sem ninguém perceber.  Essa mesma pegada segue para a próxima faixa, Always Find the Time. Não acrescenta algo de realmente novo no produto final. São faixas com a cara do pop do começo dos anos 90, sem se destacar... ou pelo menos tentar.
A qualidade e ritmo dão uma caída com The World Still Turns, um pop com intenções bem leves virar de r'n'b uptempo super sem graça. Completamente dispensável! Por sorte temos Shocked, quarto e último single do álbum. A música retorna ao dance de qualidade proposto pelas primeiras faixas e consegue levantar a qualidade geral do "Rhythm of Love".

One Boy Girl tem uma pegada street super gostosa. É um dance bem característico do começo dos anos 90 que misturava toda uma ginga funk/r'n'b com batidas dançantes. Isso sem contar as backing vocals que ahazzam nessa música! O povo volta a dançar com Things Can Only Get Better. A versão original não muda muito das produções PWL, mas a música ganhou um remix e ficou mil vezes mais interessante. 
As duas últimas músicas do "Rhythm of Love" foram produzidas pelo Stephen Bray, mas não espere nada tão bom quanto o que ele produziu com a Madonna, principalmente na época do "Like a Prayer", de 89. Count the Days retorna à pegada mais funk que algumas músicas exploraram, mas é uma uma chatice e super sem graça. Por fim, a faixa-título do álbum, Rhyhtm of Love. Extremamente datada e parecida com várias outras músicas da época. Poxa... acho que todo mundo esperava mais do Stephen Bray, néam?

Como já falei, "Rhythm of Love" foi importante na carreira da Kylie por fornecer singles emblemáticos e de sucesso, além de promover um amadurecimento musical que aos poucos a bunita foi buscando. É também o penúltimo álbum produzido pela gravadora PWL e o último de grande sucesso dessa época, já que o próximo, "Let's Get To It", é um tanto quanto brochante... Mas essa história fica pro próximo post!

Um beijo,
Maddyrain
Step Back in Time

Original 12" Mix
Instrumental
Extended Instrumental
Backing Track
Walkin' Rhythm Mix
Harding/Curnow Remix
Tony King Remix
Big Shock Mix


Nostalgia é meu sobrenome:
Amores, "Step Back in Time" é uma das minhas músicas favoritas da Kylie dessa época PWL. Acho que representa muito bem essa mudança de estilo menos pop, mais dance que a bunita procurou com o "Rhythm of Love". Um dance com pegada old skool super gostoso! Não preciso nem dizer que concordo em gênero, número e grau com a letra da música, néam?!
A produção é tão boa que nem parece o estilo repetitivb do PWL! Super se jogue no Original 12" Mix com seus oito minutos de ferveção! Adoro o trechinho "I wanna funk... I wanna funk... I wanna F-F-F-U-N-K"!

A música não ganhou uma avalanche de remixes, mas super merecia. Enfim, não é nenhuma novidade pros singles da Kylie dessa época que todas as versões sejam variações da original, como o Walkin' Rhythm Mix, que é SUPER parecido, mas acrescenta uma coisinha aqui e outra ali. Válido, já que a original ahazza.
O Harding / Curnow Remix mantém o dance da original, mas com um instrumental diferente e um electric piano bem gracinha.
Dizem as más línguas que a versão original de "Step Back in Time" é, na verdade, uma edição do Tony King Remix, que é o remix mais diferente de hoje. Ele tem uma pegada mais funk, mas também não foge tanto da versão original que todo mundo conhece. Por fim, ignore o Big Shock Mix, que saiu numa coletânia aí, mas é terrível. Os vocais estão... sofríveis!

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