Lip sync for your life!

Como é que a xente aprende a dublar, néam? Eu sei que nem todo vinhado nasceu para ser uma diva, mas o que eu já vi de drag queen que simplesmente não tem o dom da dublagi... Mas eu, meu amô, eu nasci pra ahazzar no lip sync (for your life!).
Se não me engano, eu acho que já fiz um Manual Prático da Dublagem da Maddyrain antes, então não vou voltar a (tentar) ensinar vocês como dublarem todos os hits na buatchi. Não lembro se eu comentei nesse post perdido no tempo, mas para mim a arte da dublagem não envolve apenas mexer a boca como uma loka tentando acompanhar os vocais originais. Naum, meu amô! Dublar é interpretar. Colocar-se no lugar de quem canta. Quanto mais drama queen for a música, mais difícil é a dublagem. É sentir cada batida da música pulsando pelo seu corpo e transformá-la em movimentos.

E não podemos esquecer que um bom conhecimento de inglês também ajuda, néam? Fika a dika.

É tão curioso como funciona a nossa memória, néam? Tava pensando nisso agora enquanto cogitava sobre o que escrever hoje. Eu lembro perfeitamente como e quando comecei a dublar.
Lá pelo começo dos anos 90, não sei como foi cair nas minhas mãos uma fita K7 da coletânia "O Melhor Internacional de Novelas". Óbvio que eu não tinha assistido praticamente nenhuma das novelas, mas adorava ficar no meu quarto tentando dublar "Coming Around Again" da Carly Simon. Minha audácia era tanta que eu até juntava um monte de crianças do meu prédio pra me verem dublar! Xente, que vergonha de expor isso!

Minha diversão era dublar tudo que eu ouvia e gostava. Claro que naquela época meus conhecimentos eram nulos, então eu ia de Carly Simon ao LP do "Carrossel". Voltando um pouco naquele post que falei sobre meus primeiros CDs, lembro da minha alegria em dublar algo mais... adulto.
No ápice de meu fanatismo pela Madonna, eu criava verdadeiros set lists do show que Maddyrain apresentaria num futuro não muito distante (sim... Maddyrain já existia! Ela é velha, meu amô!). Mas minha principal dificuldade era me apresentar para alguém. Quem poderia descobrir essa minha paixão pela dublagem em minha plena adolescência? Eu continuava suando diante de uma plateia imaginária.

Quando comecei a botar minhas asinhas de fora e contar sobre minha sexualidade, eu logo fazia um pocket show para minhas amigas. Elas ficavam embasbacadas. Achavam tudo lindo. Lembro do dia em que fiz uma amiga muito querida (e, hoje em dia, uma das melhores cantoras líricas do Brasil) passar a tarde inteira me assistindo enquanto eu dublava e corria pra lá e pra cá trocando meus CDs da Madonna. Até "Bad Girl" entrava na parada! E eu fazia toda uma contextualização antes de músicas como "Bedtime Story" e "Nothing Really Matters"! Que loucura olhar pra trás!

O que eu mais gosto é ouvir música bem alto com fones de ouvido. Adeus, audição, eu sei, mas como gosto de me desconectar do mundo ao meu redor e apenas sentir a música fluindo diretamente pelos meus ouvidos. Imaginar como seria o meu vídeo clip pra música que estou escutando. Quais caras e bocas eu faria.
Qualquer dia eu paro o mundo e saio dublando por aí ao som de "Like a Drug" da Kylie Minogue. Subo no ônibus lançando aquele olhar avassalador que só as divas conseguem ter. Caveiras cobertas com diamantes vão me seguindo enquanto vou dublando pelo corredor. Todos me olham com espanto, achando que eu sou realmente quem canta a música que lhes invade a privacidade.

Mas a música sempre acaba e sou novamente contemplada por uma plateia imaginária que me aplaude de pé.

Um beijo,
Maddyrain


The Colour of my Dreams

Dreamidnight-Mix
Dreamedia-Mix
Dream-In'-House-Mix
TNT's Party Prince Mix
TNT's Video Version
Blue & Grey & Light
African Jungle Cut


A cor do meu edy (é rosa!):
Amore, se você também era bilu mirim na década de 90, aposto que você ficava dublando escondida no seu quarto esses hits italo dance tipo "The Colour of my Dreams". Eu só me pergunto aonde foi parar tanto artista que fazia "sucesso" nas rádios nessa época. Vivem de fazer show no Brasil, néam?

As recomendações de hoje serão SUPER curtas porque, como a maioria das músicas dessa época, as versões de "The Colour of my Dreams" são tristes. A única grande indicação é o Dreamidnight-Mix, que é a versão extendida do Dreamedia-Mix, que tocava nas rádios e eu ADORO! Por fim, o Dream-In'-House-Mix (que nome do garai, viu!) tem umas batidinhas a mais em cima da versão original, mas não é nada de muito extraordinário. Só é melhor que o resto dos remixes, que são terríveis!

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Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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