A biluzinha que lia gibis

Eu acho que em algum momento da vida de uma bilu é impossível que a xente não se sinta completamente sozinha no mundo. Como se não houvesse mais ninguém no universo que compartilhasse de nossas ideias e interesses. Eu sou do tempo, meu amô, em que isso era extremamente comum. A Internet não era tão popular a ponto de conseguir uma fodinha a cada dia. Que dirá então encontrar algum gay com quem conversar sobre gostos e preferências?!
Ainda hoje, acho tão difícil encontrar alguém que tenha os mesmos interesses geeks que eu e seja (de preferência) gay (e ativo, tzá?!). Aim, antes de mais nada, vou dizer que acho esse termo geek muito eufemismo pra nerd. #prontofalei

Como já dei a entender algumas vezes por aqui, um dos meus vícios que mais marcam minha constituição como ser pensante é o universo dos quadrinhos. Especialmente (e quase que unicamente) o universo da Marvel Comics. Meu amô, eu sou marvete de carteirinha! Juro que nem tenho mais lugar pra guardar tanto gibi! Tanto papel! O terror das traças! Mas hoje eu decidi revirar meu baú de memórias e voltar até quanto comecei esse vício que qualquer dia me levará à falência.

O que despertou minha atenção ao universo dos quadrinhos foi o desenho animado dos anos 90 dos X-Men que passava na finada TV Colosso. Não se falava em outra coisa na escola em que eu estudava. Na época, havia ainda os cards dos X-Men que eram vendidos na banca de jornal ao lado ao preço de uma pedra de diamante cada deck. Lembro que eu tinha que juntar absolutamente todas as moedas do mundo para poder comprar um pacote de cards e rezar para não tirar nenhum repetido. Ainda guardo todos com muito carinho. São relíquia hoje, néam? Logo menos valerão diamante de novo!
Mas, na verdade, eu só os comprava para poder fazer parte do grupinho e poder ter assunto com o resto do pessoal, porque as semelhanças entre os personagens do desenho animado da TV e os cards eram poucas. Havia uma tonelada de personagens que eu nem imaginava quem eram (e também pouco me importava).

Para pertencer ainda mais ao grupo, decidi então comprar meu primeiro gibi dos X-Men e lembro como hoje quando isso aconteceu. Eu estava acompanhando minha avó ao supermercado da região e na frente havia uma banca de jornal. Naquela época, gibis de super heróis ainda gozavam de alguma popularidade. Hoje em dia, parece-me que cada vez mais o público é restrito e fechado. 
Mas enfim, logo na frente da banca estava o último número dos X-Men. Edição 74, com o Wolverine e o (delícia) Gambit na capa. Xente, mas espera! Que uniforme são esses?! Cadê o estilo do desenho da TV?! E que caralho é isso? Novos Mutantes? X-Factor?! Não tô entendendo nada!

Li o gibi sem entender ABSOLUTAMENTE nada e o guardei sem dar muita atenção. Muito difícil pro meu gosto. Decidi, então, pedir algumas edições anteriores a um colega para poder acompanhar melhor a história. Saquei logo de início que os gibis eram, na verdade, uma grande novelona que havia começado sabe-se lá quando e quem começava a ler tinha que correr atrás do passado para entender alguma coisa. Minha mais nova diversão era entrar e TODAS as bancas de jornal que eu encontrava pelo caminho para ver se havia algum gibi antigo esquecido nas prateleiras. E, pasme, encontrei bastante coisa, viu!? Eu também confesso que dei a elza em muitos gibis. Pegava emprestado pra ler com o pessoal da escola e simplesmente desaparecia com os gibis. A loka! Desde cedo na vida bandida!

Dentre todas as edições raras e importadas que eu possuo, para mim, os dois gibis mais importantes da minha coleção são justamente aquela edição 74 dos X-Men, que marcou o início da minha grande paixão, e a edição 62 de A Teia do Aranha, por ser o gibi que comprei com minha mãe na noite em que descobrimos que meu pai tinha uma amante.

Olhando pra trás, é engraçado como certas coisas marcam a nossa vida, néam? Veja só você. Associo a um gibi a noite em que tudo que eu conhecia como vida familiar foi destruído.

Enfim, desde dezembro de 1994 compro praticamente todas as publicações da Marvel mensalmente. São quase 20 anos de histórias boas e outras péssimas e de perdas de personagens favoritos e o nascimento de outros memoráveis. 
Quando tenho paciência suficiente para limpar tudo, pego algumas edições e consigo me lembrar perfeitamente de quando as comprei. Onde as comprei. Como eu estava quando as comprei.
Acho que isso é amor, né?

Um beijo,
Maddyrain

Cartoon Heroes

Radio Edit
Metro's That's All Folks Remix
Metro's That's All Folks Radio Edit
Love to Infinity Classic Mix
Love to Infinity Classic Radio Mix
Junior's Playground Remix
Sleaze Sisters Anthem Mix
Sleazy Dub
Hampenberg Remix
E-Lite Extended Remix
TNT Mix


Codinome: Edy Falante. Nome Verdadeiro: Maddyrain.
Hoje não só é o dia do retorno do Aqua por aqui, mas também o dia em que a xente vai foder com seu computador, meu amô! Prepare-se pra baixar até o meu edy!
"Cartoon Heroes" é do segundo álbum do Aqua e, embora bem produzida (pros padrões do Aqua), não emplacou e a banda acabou desistindo de tudo após uma sucessão de fracassos. Uma pena, viu? Eu bem que gostava do Aqua na época! Prontofalei. Pode pegar o Radio Edit pra conhecer, porque você muito provavelmente não a conhece. A música tem todo um clima dramático exagerado super fofolete! Uma graça!

O remix do Metro segue a linha da versão original, mas adiciona as batidas dance que o Metro fazia tão bem. Saudades... Se jogue no Metro's That's All Folks Remix. Adógo o nome desse remix! Fofo!
Pra uma coisa mais phyna e chique, pegue o Love to Infinity Classic Mix que... surpresa! surpresa!... é parecido com a maioria dos outros remixes do Love to Infinity. Hoje também temos o nosso kérido Junior Vasquez com o Junior's Playground Remix que, pasme, não é um batidão travesti como você tava esperando! Juninho não devia estar muito inspirado e acabou fazendo uma versão dance até que simples pros seus padrões.

Todos os remixes dos Sleaze Sisters que eu escuto são parecidos e me lembram cenas de corridas malucas no velho oeste. Vai entender! O Sleaze Sisters Anthem Mix não é diferente. Um dance acelerado com ares de trance travesti. Uma delicinha.
O Hampenberg Remix deixa "Cartoon Heroes" mais parecida com os primeiros singles do Aqua. Ou seja, euro dance total! Por fim, o estiloso e phyno TNT Mix pra você ouvir à beira da piscina, tomando seu coquetel. Muito glamour nessa vida!

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Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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