Vamos falar da Madonna: Ray of Light

Ainda colhendo os frutos de seu maior sucesso cinematográfico, Madonna não sabia muito bem o que fazer com seu próximo álbum. Ela tentou algumas músicas com seu produtor de longa data, Pat Leonard, com o Babyface, com quem havia trabalhado no "Bedtime Stories", e Rick Nowels, mas nenhum deles apresentou o que ela tava procurando.
Desiludida e com uma criança pequena pra sustentar, Madonna levou algumas das músicas que escreveu com esses produtores até o Orbit e eles começaram a trabalhar no "melhor álbum da Madonna da década de 90". Bom, essa afirmação tem lá seus poréns. Eu, por exemplo, mega prefiro o Erotica, mas sou uma biluzinha safada, néam? Não dá pra levar em consideração a minha opinião!

O burburinho sobre o próximo disco da Madonna começou quando foi divulgado que o som seria mais eletrônico, caminho ainda não trilhado pela Madonna. Na verdade, Madonna SEMPRE foi muito esperta ao lançar seus álbums (craro que as coisas mudaram com o American Life, mas isso fica mais pra frente). Ela sempre soube pegar o que faz sucesso no underground e levar pro holofote, como fez com o produtor William Orbit. Ele já havia trabalhado anos antes com a Madonna nos remixes de Erotica e I'll Remember, mas ficou realmente famoso após sua parceria com ela no "Ray of Light".
A crítica recebeu o fruto do trabalho dos dois com louvor, considerando o disco um dos melhores trabalhos da Madonna e um álbum extremamente maduro e profissional. Bom... se eles esperavam uma loira pulando pra lá e pra cá semi-nua... alto lá! Madonna agora era mãe de família! Uma senhora de respeito!

"Ray of Light" foi lançado em março de 1998 (como o tempo passa!) e é sucesso absoluto de lá pra cá. O álbum ganhou uma caralhada de prêmios e é tido, como já falei, como o melhor álbum da carreira da bunita por muitos fãs e críticos. Só pra constar, foi o álbum que acendeu meu interesse pela Madonna. Quando assisti o clip de "Frozen" pela primeira vez, minha xana melou completamente e me entreguei aos braços da bichice madônnica! Pras colecionistas de plantão, ele também foi lançado numa versão limitada luxuosa com a capa holográfica simulando o vestido azul da Madonna. Eu tenho e acho o futuro da nação guêi! O tracking list dessa obra-prima é o seguinte:

1- Drowned World/Substitute for Love (single)
2- Swim
3- Ray of Light (single)
4- Candy Perfume Girl
5- Skin
6- Nothing Really Matters (single)
7- Sky Fits Heaven
8- Shanti/Ashtangi
9- Frozen (single)
10- The Power of Goodbye (single)
11- To Have and Not to Hold
12- Little Star (promo)
13- Mer Girl
14- Has to Be (faixa bônus da edição japonesa)

O álbum abre com Drowned World/Substitute for Love, uma baladinha mid tempo mega autoral e bonita. Virou single no Reino Unido, ganhou um clip digno, mas não é um sucesso absoluto entre os fãs. As batidas sintéticas mostravam um pouco do que estava por vir. Swim levanta os ânimos e tem TODO o clima William Orbit que ele replicou em dezenas de outras músicas não só da Madonna, mas também de outros artistas, como All Saints.
A faixa-título é a favorita de muita xente, mas eu confesso que nunca fui loka e fascinada por Ray of Light. Na verdade, acho que sempre gostei mais do clip do que da música! Ray of Light é mega acelerada e dançante, diferente de tudo que Madonna havia feito no campo dance music até então. Infelizmente, Madonna decidiu que, ao vivo, Ray of Light só funciona se for numa versão rock digna de um belo peido.

Nunca entendi direito o porquê de Candy Perfume Girl. Uma coisa... assim... meio underground demais. Uma música completamente esquecível, principalmente a PÉSSIMA versão ao vivo que a Madonna insistiu em incluir em sei lá qual turnê. Lá pro final, a música dá uma despirocada, mas já é tarde demais. Já pulei pra próxima, Skin, que eu ADORO! Skin é um clássico exemplo de single promocional que teria dado muito certo na dancefloor. A original já é mega buatchi às 4 da manhã. Perfeita pras bilus colocadas de plantão. E deixa eu falar que eu fico toda cagada com aquelas batidas e sonzinhos orientais?! Uma loucura!
Nothing Really Matters é um dos maiores fracassos na carreira da Madonna, mas é também, uma das minhas músicas favoritas da bunita! Acho que eu dou azar pra ela! Fugindo um pouco do clima eletrônico pesado de Skin, Nothing Really Matters é um dance bem gostoso e MERECE ser dublada! O clip também é mega esquisito, todo inspirado no livro "Memórias de uma Gueixa", e os backing vocals da Donna DeLory e Nicki Harris me deixam COMPLETAMENTE cagada!

A próxima música é outra que podia ter virado single promocional e brilhado nas buatchis. Sky Fits Heaven é dance... é poética... é arrombante. Ganhou alguns remixes do Sasha e do Calderone, mas merecia um clip mega loko! Uma das melhores músicas do álbum e abre caminho pra uma das mais esquisitas, Shanti/Ashtangi. Bom, temos que tirar o chapéu pra Madonna, néam? Gravar uma música em sânscrito não deve ser muito fácil! Ainda pegando carona nos sonzinhos indianos de Skin, Shanti/Ashtangi é a pedra no caminho de toda bilu fã que gosta de ter todas as músicas da Madonna na ponta da língua!
Acho que Shanti/Ashtangi é uma escada PERFEITA pra obra-prima do "Ray of Light", Frozen. Se fosse lançada hoje, talvez Frozen não faria muito sucesso. Como single abre-alas, foi um lançamento arriscado, principalmente porque Frozen não representa completamente a essência do álbum. Sempre achei que o primeiro single deveria ter sido Ray of Light, que é mais emblemática. Frozen é dramática, com todas aquelas cordas no maior estilo Björk, e, ao mesmo tempo, um pop moderno e diferente do que Madonna sempre fez. Resumindo, Madonna tá anos-luz de lançar uma música como Frozen novamente...

"Ray of Light" não é um álbum de baladas declaradas, mas sim de baladjénhas disfarçadas, como o caso de The Power of Goodbye. Outro single arriscado, mas que deu certo na Europa. Acho a letra mega triste e depressiva! Ela e To Have and Not to Hold são duas das músicas mais downs do álbum, na minha opinião! Bem diferente da pegada bossa nova da versão demo, To Have and Not to Hold segue o mesmo caminho triste e contemplativo de The Power of Goodbye. Duas coisinhas lindas que antecedem duas merdinhas. NUNCA gostei de Little Star! E Mer Girl então!? Acho que nunca ouvi inteira em todo esse tempo! Ouvindo hoje Little Star, até acho bem produzida e bonitinha, mas Mer Girl não dá. Terrível!
Os japoneses, como sempre, sairam ganhando e levaram de bônus Has to Be, que foi lado B do single de Ray of Light. Mais uma música linda e tocante pra se ouvir COMPLETAMENTE colocada. Mas cuidado pra não ser abduzida por ETs durante o processo!

Pra felicidade de muitos fãs, "Ray of Light" foi o álbum da Madonna que mais rendeu obscuridades lançadas na Internet. O álbum praticamente inteiro foi lançado instrumental pelo William Orbit em seu site e VÁRIOS demos vazaram anos atrás, inclusive de músicas descartadas e belíssimas, como Like a Flower e Revenge. Dá quase que pra lançar um CD só com esse material! Eu ficaria mega contentinha!

"Ray of Light" talvez não é o meu álbum favorito dos anos 90 na carreira da Madonna, mas é um dos meus favoritos no contexto geral. Madonna em um dos seus pontos artísticos e criativos mais altos. Infelizmente, os trabalhos seguintes desceriam uma bela ladeira na qualidade, deixando muitos fãs e críticos descontentes e assustanto até mesmo a própria Madonna...

Frozen

Edit
Video Version
Acapella
Instrumental Demo
Odyssey Remix
Meltdown Mix - Long Version
Widescreen Mix
William Orbit Drumapella
Extended Club Mix
Extended Club Mix Edit
Victor Calderone Drumapella
Stereo MC's Mix
Stereo MC's Remix Edit
Stereo MC's Video Instrumental
Drowned World Tour Studio Version
Re-Invention Tour Studio Rehearsal

Check comments / Vejam os comentários...

Chupa meu edy geladinho:
"Frozen" foi a música que fez despertar todo meu instinto travesti e dublativo pela Madonna. Até então, eu andava à toa na vida ouvindo Spice Girls e Celine Dion. A loka. Meu passado MEGA me condena! Se por algum lapso completo e absoluto de existência você não conhece "Frozen", se joga na versão Edit. Também recomendo a lindíssima versão Instrumental lançada anos atrás.
Embora "Frozen" não seja mega dançante na sua versão original... aliás, não é nem um pouco dançante... ela ganhou remixes muito dignos! Os remixes do William Orbit seguem a linha "bicha estranha" de quase todos os remixes que eu já ouvi dele. São bonitos, mas definitivamente não foram feitos pra buatchi. O Meltdown Mix - Long Version deixa a música mais pesada nas batidas e acrescenta uma flauta bem legal na segunda parte do remix. O Widescreen Mix não é muito diferente, mas os vocais estão mais evidentes e os elementos da versão original também são mais claros. O estranho Stereo MC's Mix, lembram daquela música "Connected"?, também não é muito ideal pra dançar na buatchi. Acho uma delícia pra deixar tocando em casa! Aliás, uma observação: faltam remixes assim nos singles da Madonna! Não tudo nessa vida é se acabar na buatchi!

O remix que fez MUITA biluzinha dançar e jogou uma luz na carreira de Victor Calderone é o Extended Club Mix. Simples assim, sem nem mencionar o DJ responsável por essa maravilha! Esse remix representa perfeitamente o tipo de som que tocava nas buatchis guêis no final dos anos 90 e começo dos anos 2000, antes de tudo ir pro bueiro. Um dos meus remixes favoritos de todos os tempos!

1 Bilus felizes:

Maddyrain disse...

Link pra download:

http://www31.zippyshare.com/v/89533653/file.html

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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