Vamos falar da Madonna: Madonna

Olha, o DJ Mark Kamins serviu basicamente pra duas coisas na vida da Madonna: fofar gostoso no chão da buatchi e apresentá-la pro pessoal da Warner. Depois que conseguiu o que queria, a bunita deu um belo chute na bunda dele e se jogou nos braços de outro DJ. Se eu fosse o Jesus Luz eu ficava de olhos abertos... vai que ela decide trocá-lo por algum DJ de verdade, néam? F.A.D.! Fika a dika, Jesus Luz...
Como Everybody já tava produzida e fazia sucesso da forma como estava, decidiram lançá-la sem colocar a foto da Madonna na capa. O motivo? O povo achava que a vocalista de Everybody era negra! Pra não atrair críticas negativas, os executivos da Warner decidiram continuar com a mentirinha. Dizem que Madonna tava loka na buatchi certa vez e começou a tocar Everybody. Virou pra biluzinha do lado e falou:

_ Sabe quem tá cantando essa música, viado?
_ Claro! É a Madonna!
_ Eu sou a Madonna!
_ Ah vá! A Madonna é negra e mora no Bronx, sua branquela.
_ Que nada! Eu sou a Madonna!
_ Se liga, branquela! Madonna é minha vizinha e é negra.

Imagina o conflito de identidade na cabecinha dessa mulher! Sem saber se pintavam Madonna da cabeça aos pés ou continuavam lançando singles sem a foto dela, os executivos da Warner ficaram felizes com o sucesso de Everybody e decidiram fechar contrato pra um disco inteiro. Biscatinha desde sempre, Madonna morou um tempinho com o artista Basquiat nessa época. Como ele não sabia produzir música, ela decidu engatar o namoro com o DJ Jellybean Benitez, que remixou até a mãe peidando antes de ser completamente apagado dos anos 80 pelo furacão chamado Shep Pettibone. Jellybean ficou responsável pela produção das músicas do primeiro disco que acabaram virando hits para sempre, inclusive Holiday.

Em julho de 1983, os Estados Unidos finalmente descobriu a cor e cara de Madonna com o lançamento do primeiro disco autointitulado da bunita. O tracking list do álbum Madonna é o seguinte:

1- Lucky Star (single)
2- Borderline (single)
3- Burning Up (single)
4- I Know It
5- Holiday
6- Think of Me
7- Physical Attraction
8- Everybody (single)
9- Burning Up (12" Version) (bonus track da versão remasterizada de 2001)
10- Lucky Star ("New" Mix) (bonus track da versão remasterizada de 2001)

Dividindo a crítica especializada e os fãs até hoje, Madonna é um disco que passeia pelo pop, disco e eletrônico. Eu, particularmente, acho um pouco cansativo de ouvi-lo de cabo a rabo. As músicas não estão no ápice de criatividade da Madonna, são muito longas e repetem o refrão várias e várias vezes. Além disso... xente, vou ser apedrejada... eu SUPER prefiro as músicas que não viraram single e acabaram sendo b-sides. Por exemplo, eu não suporto mais ouvir Holiday, considerada um dos principais hits da carreira da Madonna.
Borderline é o que a xente pode chamar de baladinha do álbum e é outra que também nunca fez a minha cabeça, se bem que hoje em dia eu gosto mais dela do que antigamente. Mas, como eu já disse, são das outras músicas... aquelas sempre esquecidas... que eu gosto mais. I Know It é uma gracinha e podia ter sido lançada no lugar de Borderline. A loka! Olha a pedra! Think of Me eu também atóron! Tem um sax que me deixa toda cagada. Mas a minha música favorita é... surpresa... surpresa... Physical Attraction! Atóron! Nunca consegui entender porque ela não foi remixada pro álbum You Can Dance. Vai entender. Dizem por aí que Reggie Lucas escreveu essa música depois de ter conhecido a Madonna. O tesão não é lindo? Longe de conter músicas com letras inspiradas e com críticas sociais e políticas, Madonna já declarou que se arrepende de não ter tentado ser mais criativa em seu primeiro disco. Mas também, convenhamos, néam? Duvido que ela tinha o mesmo grau de controle que tem hoje sobre sua produção. Aposto que ela sentou a bundinha no banquinho, cantou com aquela voz de gralha que ela tinha (ou tem?!) as músicas e pronto.

O susto de descobrir que Madonna era branca foi substituído pelo brilho dos acessórios que a bunita usava toda vez que aparecia em algum clip ou programa de TV. Curiosamente, o público que mais se identificou com ela num primeiro instante não foi o gay, mas sim o público feminino, que logo passou a se entupir de crucifixos, correntes, cordinhas e toda aquela muamba que a Madonna usava. Chego a dizer que o surgimento da Madonna incentivou sim a carreira solo e despirocada da Cyndi Lauper, que lançou o disco She's So Unusual no mesmo ano. No entanto, o sucesso mundial de Madonna só viria com o segundo álbum... Like a Virgin.

Lucky Star

Edit
Demo, February 24, 1983
Drums & Vocals Only
Drums, Vocals, Guitars, Handclaps
"New" Mix
Video Remix
Confessions Tour Studio Version

And when I'm lost you'll be my guide...

Chupa meu edi que eu gosto:
Assim... bem basicamente... Lucky Star é o meu segundo single favorito tirado do primeiro disco da Madonna. O primeiro é Burning Up. Se bem que hoje em dia, depois de ter ouvido esse CD uma caralhada de vezes, confesso que não tenho mais tanta paciência pra Lucky Star. Acho muito repetitiva. Se você nunca parou pra ouvir as músicas antigas da Madonna, se joga na versão Edit de Lucky Star e reveja seus conceitos sobre Madonna! Os principais clássicos estão nos anos 80! A versão demo não é muito diferente do material final e está aí pras colecionistas de plantão.
O "New" Mix nada mais é que uma versão extended com umas batidinhas a mais aqui e ali. Meu amô, estamos falando de 1983! Não dava pra esperar um club mix babadu, néam? A Confessions Tour Studio Version é bem interessante e dá uma repaginada super gostosa pra música. Recomendo.

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