Movendo montanhas

As salas de aula ficavam nos andares de cima da academia, o que significava uma coisa: escadas. Nada é mais penoso na vida de uma diva gorda do que subir e descer escadas! Olhei desesperada em busca dum elevador, mas o único que encontrei tava em manutenção. Quis matar o filho da puta que conspirava com o meu universo. Aposto que colocaram essa bagaça pra consertar só porque eu ia precisar dela!
Enquanto eu me esforçava pra subir até o andar da aula, um monte de menininhas com suas roupinhas de academia enfiadas no rabo passavam por mim saltitando, felizes a cantar. Não sei quem foi que me segurou quando o impulso pra derrubar uma condenada escada abaixo gritou alto. Ah, lembrei quem foi! O cansaço, aquele viado!

Quando finalmente cheguei, Litta Walitta já me esperava na porta da sala de aula com uma toalhinha no ombro, faixa na cabeça e segurava um squeeze de deputado estadual. Eu tava tão cansada que nem consegui comentar a visão. A sala seria uma prisão moderna. Dum lado, espelhos. Do outro, vidro. Xente, que horror! Ou eu cometo suicídio me olhando no espelho ou morro de vergonha com os outros me vendo pelo vidro!
A aula não tinha começado ainda e, pelo visto, só mulher fazia aula de jump. Mulher e viadinhos, néam? Como vinhado gosta de coisa de mulher! Que doideira! As mulheres me ignoraram com elegância, mas duas biluzinhas amigas e femininas me olharam com nojo e desaforo.Vou pular tanto... queimar tanta caloria... que essas guêi vão engoliar esse olhar de kool! No fundo da sala encontramos uma pilha de jumps pra usarmos na aula. Olhei desesperada pra Litta.

_ Gata, você acha que eu vou conseguir pular nisso sem quebrar? Não tenho dinheiro pra ficar repondo aparelho da academia...
_ É... pensando bem... a senhora tá com um peso considerável mesmo. Vamos perguntar pro professor?
_ Naum! Aim, que vergonha! Imagina a cena: "Professor, eu posso pular nessa joça sem que ela quebre e eu pague mico?"
_ Pode sim! Eles aguentam o tranco. - aim que susto dugarai! Virei pra trás e vi o professor pegando o seu jump. Pra felicidade geral da nação, o bophy não era... assim... fazible. Craro que eu atendia ele todinho no escurinho do dark room, mas não fez minha vadjáina imaginária ficar úmida de imediato. Ele não parecia ter mais que 15 anos. Aparelho nos dentes. Corpo definido, mas magro. O que mais me chamou a atenção foi o sorriso gentil e simpático, como se entendesse minha obesidade.
_ Aim, você é o professor? Gato, você tem certeza que eu não vou estourar essa budega, néam? Não quero passar vergonha na frente do povo.
_ É a primeira vez de vocês na aula?
_ Sim e naum. É a primeira vez depois de milênios sem colocar os pés numa academia e de quilos e mais quilos de gostosura.
_ Fica tranquila. Vou explicar tudo no começo da aula.

E jogou seu jump no tablado. As bilus correram pra frente da sala pra colher todo o suor do professor. Segui o povo e subi no meu jump. Senti as molas se esforçando pra não me derrubar no chão. Olhei apavorada pra Litta Walitta. A maldita fingiu que eu e minhas crises não existíamos. Tomara que o jump DELA quebre! 
O professor perguntou quem fazia a aula pela primeira vez e eu, Litta Walitta e mais dois gatos pingados levantamos a mão com certa relutância. Ele explicou os movimentos básicos e nos orientou a não forçarmos demais as molas dos jumps. O povo caiu na gargalhada. As biluzinhas malditas olharam pra trás... especificamente pras molas do MEU jump. Tomara que o jump DELES quebre!

Uma música insuportável de academia começou a tocar e o povo começou a pular nos jumps. Xente, na próxima aula eu trago meu iFod sem falta! O professor parecia uma  mistura de gazela e perereca enquanto pulava na frente da turma. Confesso que fiquei com vergonha alheia. Pra piorar a situação, suava em bicas banhando as bichinhas na frente dele. Fiquei com nojinho e decidi que não atenderia aquele bophy nem no dark! Bom... talvez... assim... sem ter a MENOR noção de quem era... quem sabe, néam?! Também não tô em condições de negar neca!
Meu medo de destruir meu jump era tão grande que eu nem arriscava uns saltos ornamentais. Como eu já tinha feito aula de Jump antes, não havia grande mistério na arte de pular. Que beleza! Fico anos afastadas e a coisa simplesmente não evolui, néam? Não sei como as pessoas não cansam dessa merda de academia e decidem se entregar aos prazeres da gula!

Decidi focar todo meu poder mutante latente em fazer aquelas bichinhas nojentas desabarem do jump delas. Fiquei imaginando como seria engraçado elas escorregarem no suor do professor (que continuava se desfazendo em água enquanto pulava). Eu acredito piamente no poder da mente. E acredito ainda mais no poder da maldade dentro do coração de cada bilu desse mundo. Quando o vinhado quer, ele consegue foder com a vida de qualquer um.
No meio da confusão de mulheres frenéticas querendo ajudar as biluzinhas que cairam do jump e escorregaram no chão todo molhado, decidi voltar pro vestiário e ver se aquendava alguma neca. Chega de maldade por hoje!

Um beijo,
Maddyrain

Love Can Move Mountains

Daniel Abraham's 7" Edit
Tommy Musto 7" Edit
Club Mix
Club Dub (low quality...)
Underground Vocal Mix
Underground Dub (low quality...)
Wake & Jones Dub


Uma neca odara move montanhas!
Xente, hoje vamos juntar breguice com gospel? Adivinhem o que vai dar! Em Celine Dion cantando "Love Can Move Mountains"! Tadinha, eu gosto da moça, mas não nego que ela tem certo dom pra cagar no maiô. Enfim, a música de hoje é do segundo CD da bunita e, apesar dos pesares, ganhou remixes interessantes.
Mas não posso começar as recomendações ignorando a pérola que é o clip da música! Assistam até os primeiros quinze segundos e depois se explodam de tanto rir! Fika a dika! Aliás, o clip inteiro merece ser assistido!

Como falei, "Love Can Move Mountains" ganhou versões bem bonitinhas. O Daniel Abraham's 7" Edit é bem parecida com a versão original, acrescentando um pianinho e batidas house super fofas. Podem pegar sem medo.
A maioria dos remixes ficou a cargo do Tommy Musto, que nem sempre me agrada. O Club Mix é um dance também fofolete e MEGA anos 90. Gostoso pra deixar tocando. O Underground Vocal Mix também vai segue a linha house/dance que a xente adóga.
Por fim, temos o ótemo Wake & Jones Dub pra você ouvir enquanto limpa a casa. Dub de qualidadji pra você.

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Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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