Incêndio passional

Meu coração disparou na metade do corredor até o quarto. Será que é o Gersonswald de novo!? Mágomo!? Ele não tem mais a chave de casa! Parei pra tentar ouvir com mais atenção os gemidos. Não dava pra entender nada, mas havia alguém feminino e alguém masculino no quarto. Xente... nem imagino como Litta e Kilo gemem quando não estão trepando por dinheiro!
Cheguei na porta do quarto e abri apenas uma fresta. Lá dentro estava escuro, mas consegui ver dois vultos na cama, debaixo do lençol. Pela posição, alguém chupava o edy de outrém. A única luz que invadia o quarto era o luar. O lençol deitou sobre os corpos e percebi o contorno de dois seios. Femininos.

_ Ai, como você chupa gostoso uma buceta, Gerson. Não para. Quero gozar na sua boca.
_ Hmmmm....

Meu coração parou e voltou a bater a mil. Meus olhos tremiam e sentia meu sangue em ponto de ebulição. A vadia colocou a cabeça pra fora do lençol e reconheci o mesmo rosto angelical com cabelos dourados que havia trepado na minha cama não muito tempo atrás. Eu sentia a maçaneta da porta se desfazendo na minha mão.
Fui até a cozinha. Abri a geladeira e peguei minha garrafa de Absolut do freezer. Bebi do gargalo mesmo. A bebida desceu alastrando fogo por todos os cantos do meu corpo. Fechei os olhos e deixei uma lágrima escorrer. Essa é a última lágrima que derramo por você, seu ordinário. Ela queimava tanto quando a vodka na garganta. Voltei pro quarto.

Os dois continuavam se misturando num só corpo. Abri a porta e fui até um canto do quarto. Fui voyeur de minha própria decepção. Ela sentou no pau dele e cavalgava naquela neca que tinha me feito feliz tantas outras vezes. Ela beijava aquela boca que havia me devorado antes. Ele puxava os cabelos dela com desejo e instinto.

_ Você me ama, Gerson?
_ Te amo! Mais do que qualquer coisa.
_ Não aguento mais trepar nesse muquifo. Quero ir prum motel de categoria.

Não sei como, mas segurei minha vontade de esganá-la e esfolá-la por completo. O vento batia e agitava a cortina vagabunda do quarto. O luar iluminava apenas os dois corpos na cama e o meu rosto cadavérico no canto do quarto. A vagabunda abriu os olhos em êxtase e me viu. Soltou um berro e deve ter fechado a xana com tanta força que Gersonswald até fez cara de dor.

_ Tem um maníaco no quarto!!
_ Não se mexe, maluco! Tô armado! - ele pulou da cama e acendeu o abajur - Maddyrain!? Eu...
_ Pelo amor de Diana Ross, não me diga que você pode explicar tudo. Levantem-se da minha cama, coloquem suas roupas e acabem de foder em algum outro lugar.
_ "Maddyrain"? Que caralho é isso!? - fui até a vagabunda e a segurei pelos cabelos suados.
_ Eu sou o caralho que seu bophynho pedia pra chupar toda noite. Xente, olhe esses dentes. Da onde você saiu não ensinam as pessoas a escovar os dentes? Agora sai daqui. Não quero pegar nenhum doença venérea só de dormir nesta cama novamente.

Os dois se vestiram completamente constrangidos. Nunca vi a neca do Gersonswald tão pequena e escondida entre os pentelhos. Ela devia estar lendo minhas intenções. A vagabunda saiu pro corredor do meu andar e foi chamar o elevador. Gersonswald olhou pra trás e disse.

_ Maddyrain, não queria que terminasse assim. Eu realmente gosto de você.
_ Gersonswald, você achou que poderia me fazer de boba por quanto tempo? Você achou que eu nunca... que eu jamais descobriria os seus podres? Você queria enganar a quem? A mim, Maddyrain?! Eu não nasci pra ser corna, mas pra colocar os cornos, meu amô. Adeus.

E bati a porta. Fui até o quarto, abri a gaveta em que ele havia deixado suas cuequinhas Calvin Klein (falsificadas) pra eventualidades e as joguei pela janela. Narcisa traída. Enquanto os dois procuravam um táxi que os levasse até o abatedouro mais próximo, chovia cuecas.
Fui à cozinha, peguei uma garrafa ainda fechada e quente de Balalaika e a despejei na cama sem nenhuma dó no coração. Peguei e acendi um baseado enorme da minha gaveta dos prazeres e joguei um fósforo aceso na cama. As chamas devoravam cada pedaço em que aqueles dois haviam fodido. Coloquei um modelito by Versace e sai de casa. Tranquei a porta e gritei pra quem quisesse me ouvir no corredor.

_ Eu não nasci pra ser corna! Eu nasci pra cornear! Chega de achar que vou casar! Eu quero é rola! Homem bom é o homem chupando o meu rabo, garai!

You Lost Me

Radio Mix
Hex Hector & Mac Quayle Club Remix
Hex Hector & Mac Quayle Dub Remix
Hex Hector & Mac Quayle Radio Edit
Hex Hector & Mac Quayle Radio Edit Instrumental
DJ Yiannis Forfeited Remix
CCW Remix
Majik Boys Club Mix
Majik Boys Radio Edit

You'll regret it but it's too late...

Você chupou meu edy:
Demorou, mas eis que ela ressurge das cinzas de algum cigarrinho barato! O retorno da safadjénha Christina Aguilera com uma das poucas músicas recentes dela que eu realmente gosto! "You Lost Me" é uma baladjénha mela calcinha super triste e perfeita pra você ouvir quando estiver prestes a cometer um suicídio. A loka.
A versão original, que não tá presente hoje no recinto, foi trabalhada um pouquinho no Radio Mix e ficou mais linda e maravilhosa. Se joguem com muita tristeza e depressão!

Na época de lançamento do single, criou-se todo um mistério sobre a dupla de DJs que voltaria do limbo pra remixar "You Lost Me" com vocais regravados. A dupla não é ninguém menos que os babadérrimos Hex Hector e Mac Quayle. Quanto aos vocais regravados, eu perdi essa parte. O Hex Hector & Mac Quayle Club Remix é uma delícia e QUASE chega perto dos trabalhos antigos dos dois. Uma coisa bem diva gay da buatchi. Se joguem!

Os outros remixes são oficiais, mas desconfio que não tiveram nem lançamento promo. Ficaram só no formato digital mesmo. O DJ Yiannis Forfeited Remix é pras biluzinhas mais barraqueiras e batedoras de cabelo presentes. Um tribal bem gostoso e loko do meu respectivo kool.
O CCW Remix, do Cajjmere Wray, também segue essa linha pintosa e é validíssimo! Por fim, se joguem também no Majik Boys Club Mix, que é muito bonitinho e segue os passos do remix do HQ2. Aim, que saudosismo!

0 Bilus felizes:

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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