Eu quero ser Lara Croft!

Lá em 1997, quando eu finalmente havia conseguido um PlayStation pra jogar meu tão querido e assustador "Resident Evil", fui comprar jogos e pedi dica para um amigo. Perguntei sobre um lançamento que havia lido chamado "Tomb Raider" e lembro da resposta dele: Ah, é um jogo imbecil com uma mina que corre dando tiros em morcegos. Pensei com os botões do meu cinto de castidade Jesuis, isso deve ser um porre! e voltei pra casa com o PÉSSIMO "Overblood". Algum tempo depois, peguei emprestado "Tomb Raider" com alguém da escola... e meu mundo mudou! E descobri que opinião é que nem edy: cada um com o seu e o de alguns é mais sujo e fedido que o de outros.
Acho que a primeira coisa que me chamou atenção em "Tomb Raider" foi o tema principal do jogo. Uma coisa... assim... linda! Nem tinha começado a jogar e já estava com os olhinhos vidrados na trilha sonora! Eu olhava a personagem na capa do jogo e pensava Xente, que mulher peituda! Quero ser Lara Croft! E essa minha paixão pela Lara durou anos e mais anos. Colecionava quase tudo dela! Os jogos, eu tinha todos para o PS1. Sempre que via fotos dela em revistas, recortava tudo e guardava com carinho num fichário. Mas, como toda paixão, tive lá meus altos e baixos com Lara Croft... Afinal, nenhuma relação é só um mar de rosas, néam!?

Tomb Raider (1996)
Sempre que penso no primeiro "Tomb Raider", me surpreendo com quanto tempo já passou desde que o joguei pela primeira vez. Que loucura, quase 20 anos! Lançado no final de 1996, "Tomb Raider" revolucionou o mundo dos jogos ao apresentar uma personagem feminina num universo quase que completamente masculino. Dizem que nos estágios iniciais de produção, "Tomb Raider" era pra ter como personagem principal um homem, mas como a ideia tava muito próxima do Indiana Jones, decidiram criar a Lara.
Claro que hoje em dia, a primeira Lara Croft é feia pragarai. Os peitos, embora grandes, são triangulares. A cara, uma tristeza. Mas na época, meu amô, Lara Croft virou padrão de beleza e musa dos nerds e intelectuais rejeitados pela sociedade.

O jogo é basicamente o que meu amigo me disse na primeira vez em que pensei em "Tomb Raider". Lara corre e pula pra lá e pra cá dando tiros em morcegos, ursos, tigres, leões e até mesmo um tiranossauro rex. Isso mesmo, meu amô, um T-Rex. Mas deixa porque a Lara pode! Em busca de um artefato místico, Lara viaja do Peru à Grécia. Do Egito às ruínas de Atlantis. O jogo inteiro é em 3D e os gráficos são um tanto toscos hoje em dia, mas representam bem a época do lançamento do jogo. Como já falei, a trilha sonora é magnífica, mas escassa, aparecendo apenas nos momentos certos para criar o clima de tensão e isolamento que "Tomb Raider" passa.
Terminei "Tomb Raider" nem sei quantas vezes. Era fascinado pelas habilidades acrobáticas da Lara e sabia todos os segredos e suas falas de cor. De todos os Tomb Raiders lançados até hoje, é o meu favorito. Ele teve um pacote de expansão (Tomb Raider: Unfinished Business), mas confesso que nunca o joguei porque foi exclusividade para PCs.

A Eidos, produtora do jogo, sempre lançava um "Tomb Raider" novo a cada novembro e, um ano após o primeiro jogo da série, "Tomb Raider II" chegou aos mercados. Eu tava tão loka da minha pirikitinha pra jogá-lo que acabei comprando uma versão protótipa no black market! Só pra eu ter uma ideia de como seria o jogo!
A jogabilidade não havia mudado tanto em relação ao primeiro "Tomb Raider", o que, pra mim, era bom. Os gráficos apresentavam algumas pequenas melhorias, mas a mais significativa era que agora Lara Croft trocava de roupa! Minha Barbie virtual! A loka!

Desta vez, Lara percorria o globo em busca de outro artefato místico, a adaga de Xian. O jogo começava na Muralha da China e ia para Veneza, numa sequência de fases frustrantes e difíceis, já que os inimigos agora eram, na sua maioria, humanos. Cadê meus ursos, morcegos e outros animais de estimação? Pra não perder o clima de absurdo, ainda havia um T-Rex na primeira fase, pelo menos!
Após a cansativa fase "Opera House", Lara perde seu equipamento e vai parar no Maria Doria, um navia afundado. Lembro que eu ODIAVA essas fases do Maria Doria, embora achasse interessante o conceito da Lara estar debaixo do mar. Em seguida, algumas fases no Tibet e Lara retornava para a China. Uma das fases que eu mais gostava era a última, em que a mansão da Lara Croft era invadida. Don't you think you've seen enough?!

"Tomb Raider II" não conseguiu me captar completamente como o primeiro jogo da série, mas deu uma alanvacada absurda na Lara Croft, que passou a participar de comerciais de TV e até apareceu no telão do show do U2! O jogo também ganhou um pacote de expansão (Tomb Raider II: The Golden Mask) exclusivo para os PCs.

No terceiro jogo da série, a Eidos precisava, de alguma forma, inovar, já que os saltos ornamentais de Lara Croft começavam a dar seus indícios de cansaço muscular. O jogo começava com Lara na Índia, em fases bem coloridas e que mostravam algumas novidades gráficas interessantes, como sangue na água. Lembro que fiquei impressionada com isso na época! Em certa fase, Lara anda até de caiaque! Mais irritante impossível. A equipe criativa da Eidos parecia ter se experimentado mais com "Tomb Raider III", mas nem toda escolha foi acertada.
Depois dessas fases iniciais, cabe ao jogador decidir onde levar Lara primeiro, podendo escolher entre as Ilhas do Pacífico, Londres, Nevada e, por fim, voltava à Antártida. Para cada destino escolhido, uma roupa nova para Lara Croft!

Lembro que "Tomb Raider III" foi um dos jogos da Lara que mais me irritou (antes do próximo jogo da série). As fases eram escuras, principalmente as de Londres e Nevada, e não faziam o menor sentido. Eu ficava horas completamente sem saber o que fazer! Os transportes inseridos no jogo não respondiam adequadamente aos controles e só pioravam a experiência.
"Tomb Raider III" também teve uma expansão (Tomb Raider III: The Lost Artifact), que eu, novamente, nunca joguei.  

Para muitos jogadores e críticos de video game, a série "Tomb Raider" precisava apresentar algo realmente novo... algo que a reinventasse, já que as curvas de Lara Croft não era mais tão atraentes assim. No entanto, não seria "Tomb Raider: The Last Revelation" que conseguiria tamanha façanha... No próximo post, falarei dos outros jogos de Lara Croft!

Um beijo,
Maddyrain

Elevation

Album Version
Tomb Raider Mix
The Biffco Mix
Influx Remix
Paul van Dyk Mix
The Vandit Club Mix
Escalation Mix
Quincey and Sonance Remix


Eleve meu edy às alturas:
Tirando o fato que eu chuparia 3/4 do U2 com gosto, não sou grande fã deles, naum. Aliás, só gosto mesmo dos singles que receberam remixes dançantes e que já apareceram por aqui na fase pré-MediaFire loko do kool e que provavelmente voltarão no futuro.
Anyway, "Elevation" não vai agradar muita xente, mas eu acho que toda vinhada tem uma pitadinha de rock na veia. Podem pegar o Tomb Raider Mix e ahazzem no bate cabelón rockeiro!

A metade dos remixes de "Elevation" seguem a linha pop rock da versão original, então meu kool. O Paul van Dyk Mix deixou a música toda agitada e descaracterizada. Aposto que os fãs de verdade do U2 quiseram matar o Paul van Dyk! O The Vandit Club Mix é menos trance e mais club. Tem uma pegada dançante mais gostosinha.
O Escalation Mix é o meu remix favorito de hoje. Leva dois minutos exatos pra ele começar a ficar interessante, mas vale a pena, viu? Tem uma batidinha tão bunitinha!

4 Bilus felizes:

Daniel Tavernaro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Daniel Tavernaro disse...

Nossa, como eu tinha entre 10 ou 12 anos na época, não me lembro direito de algumas coisas. Mas comecei jogando o Tomb Raider 2. Lógico demorei uns 3 meses para ter paciência para achar como sair daquela primeira fase! E olha que eu sempre gostei de games e tals... mas aquele começo sem música, solitário e sem nada que demonstre "uma saída"! Mas depois comecei a jogar de fato, descobri como saia e fui jogando. Admito que jogava mais para ver se algo "acontecia", mas parecia que era só andar, pular, nadar e atirar (lógico, antes disso tudo, tentar achar a saída).

Mas, para a época, era legal, rs.

Me deslumbrei de fato com o 3º, principalmente daquela fase na Área 51. Ficava com os olhinhos grudados na TV, vendo detalhes, como os ET's e discos voadores.

Somente na terceira versão é que comecei a interessar de fato pelos jogos da série...Achei a terceira parte mais "jogável", mais próxima a um jogo da (então) nova geração de games.

Ai, veio o 4º jogo e, senão me engano, era aquele que você tinha que colher itens e combiná-los e tals...(estava SUPER na modal, na época, jogos assim, de colher itens e combiná-los para fazer uma alquimia nova e lhe dar mais vida, mais poder, mais isso ou menos aquilo)... E como eu sempre detestei jogos do tipo, de cara detestei a quarta versão. Tentei jogar e fui até longe, mas acho que não tive paciência para continuar...

Maddyrain disse...

Gato, eu acho que os primeiros Tomb Raiders são justamente sobre isso: solidão e "fraqueza" feminina.. Uma loucura! Quase uma filosofia!

Anônimo disse...

Eu queria ser como minha perzonagem favorita..laracroft

Alô?! Maddyrain chamando!

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