Quando eu crescer quero ser salsicha!

[modo "Confissões de Absorvente" on:]

Quando a xente é pequena e não tem totalmente as rédeas de nossa vida nas mãos, o futuro e qual profissão seguiremos são sempre marcados por aquilo que achamos legal e pelo que seus pais gostariam que você fosse.
Acho que a primeira vez em que pensei numa profissão... por assim dizer... foi quando decidi que queria seguir o estrelato e virar uma estrela de televisão. Nunca fui dotada de muitos talentos, além dos sexuais (é craro), mas sempre me acharam engraçadinha, carismática e teatral. Eu diria que sempre fui melodramática mesmo. Desde pequena adorava uma boa tragédia. Decidi, então, que seria atriz de novela. Seria famosa, fingiria beijos na boca dos atores bonitos e sairia na revista Caras fazendo caras e poses descontraídas e falsas. Depois pensei nos problemas práticos da profissão: ter de decorar os textos. Xente, peçam-me tudo, menos decorar textos e mais textos (e fazer a ativa... aloka!). Imaginem então se eu fosse atuar num monólogo! Jamais!

Continuei sendo engraçadinha, carismática e teatral, mas completamente jogada na arte do improviso.
Depois, mais velha, pensei em atuar num tipo diferente de mercado... Ganha um bokétji quem adivinhar qual. No setor pornô é óbiveo! Quando descobri os encantos e prazeres que um bom vídeo pornô proporciona, logo me interessei e decidi entrar em contato com uma produtora da época, a Pau Brasil. Nem sei se ela ainda existe, mas recebi como resposta que eu deveria mandar fotos minha completamente pelada. Fiquei constrangida. Onde já se viu!? É craro que eu queria trepar com caras sarados e pauzudos... quase nunca realmente bonitos... mas mandar fotos pelada assim!? Aim, não dá, néam? Se estivessemos falando do mercado europeu ou americano, vá lá... mas pra trepar com aspirantes a segurança e michês fazendo bico... Não! Abandonei meus planos de ser uma estrela das artes cênicas (ou pornôs).

Também muito pequena já quis ser veterinária. Acho que toda criança quer ser veterinária uma vez na vida, néam? Mas faltam-me e muito os colhões pra conseguir abrir um bichinho pelo bucho ou sacrificar algum animal. Aim, não! Muita dor! Aliás, não consigo ver imagens fortes reais nem fodendo! Só no video game, tzá? Nos jogos eu mato, estrangulo, escondo o corpo e me visto como a vítima como se fosse a pior assassina do mundo!
Passei um longo período sem saber ao certo, então, o que fazer de mim quando crescesse. Minha mãe queria que eu fosse doutora em qualquer coisa. O importante era ter o título de doutora. Eu queria morrer quando ela vinha com esses papos.

Alimentava uma esperança secreta de arranjar um bophy bem rico e ser completamente sustentada sem qualquer tipo de culpa ou remorso. Mudei de planos quando arranjei meu primeiro namorado e vi estabelecermos uma relação de "eu te levo pra jantar, pago a conta, você dá pra mim e não reclama de nada". Aim, olha... posso ser tudo, menos conformista! Não consigo ficar quieta quando algo não tá do meu agrado. O namoro não durou muito e a vontade de ser dondoca menos ainda.
Passei então a querer ser uma escritora de romances bem famosa. Escrevia um conto aqui, um esboço de poesia ali e me achava a cidadã mais criativa do mundo. Quando entrei na faculdade, percebi que eu ainda tinha que ler MUITO pra conseguir escrever algo, no mínimo, interessante. Comecei a ser mega crítica com tudo que eu escrevesse e, principalmente, com o texto dos outros. Nada era bom ou engraçado o suficiente. Com o tempo, a vontade de escrever romances foi passando e hoje alimento esses sonhos juvenis vindo aqui, vez ou outra, deixar minha imaginação, criatividade e delírios transbordarem.

Às vezes confesso que não sei muito bem se sou feliz fazendo o que faço quando o computador está desligado e Maddyrain volta pro armário. Como a maioria das pessoas, não acho que eu ganhe o suficiente e que meu trabalho seja reconhecido, mas nem tudo são espinhos nessa vida, né? Temos que encontrar a felicidade em outro aspecto da vida, então. Além disso, o reconhecimento pode demorar, mas uma hora ou outra ele vem...

Um beijo,
Maddyrain

[modo "Confissões de Absorvente" off.]

When I Grow Up

Pop Mix Main
Alt Pop Mix
Danny Tenaglia Mix
Danny Tenaglia's Club Mix
Danny Tenaglia's Club Mix Edit
Danny Tenaglia's Golden Shower Dub
Shirlapella

God, I'm pregnant...

Agora que eu cresci você quer chupar meu edy:
Aim, xente, às vezes eu até esqueço do Garbage! Já gostei tanto nos meus tempos de mocinha quando pretendia um dia ser rebelde. Adógo a voz da Shirley Manson e SUPER queria ser que nem ela quando eu crescesse. Acabei virando uma versão piorada da Madonna misturada com a Courtney Love! "When I Grow Up" é um rock com pegada pop bem gostosinho e que me lembra do tempo do colegial. Podem pegar o Pop Mix Main (ou o Alt Pop Mix) que eu não sei aonde difere da original.

Na época, o Garbage lançou singles bem interessantes com ótimos remixes, mas nunca se jogou numa seleção extensa de DJs. E a coisa não foi diferente com "When I Grow Up", que só foi remixada pelo tudo e maravilhoso (e sumido) Danny Tenaglia. O cara deixou a música uma delícia e super dançante! Se joguem no Danny Tenaglia's Club Mix! Onze minutos de pura despirocagem!

1 Bilus felizes:

Rodrigo Santiago disse...

maddy, te acompanho desde o mpb. por favor, não nos abandone. nem que continue apenas com as histórias e insights.
obrigado por moldar parte do meu gosto musical nesses anos todos.
volte logo.

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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