De aprendizados

A gente tropeça, cai, levanta e aprende. Acho que esse é o movimento mais contínuo e positivo em nossa vida. Claro que nem sempre a lição é apreendida da maneira como deveria ser. E nem sempre aprendemos sozinhos; o melhor exemplo são os outros. Quando revejo todos meus professores, nenhum me ensinou tanto quanto meu pai. Tive com ele um verdadeiro aprendizado à distância, pois suas ausências, em todos os sentidos, ensinaram até mais do que se ele estivesse presente.

Com ele aprendi o que não ser na vida. Aprendi que os outros têm sentimento e que promessas feitas sem a menor intenção de cumpri-las magoam... e muito. Aprendi também que as palavras possuem um poder incalculável quando proferidas ao vento e... o mais importante... que elas voltam. Ah, e como voltam! Ao contrário de toda a balela de que o tempo apaga as feridas do passado, aprendi com ele que as pessoas NÃO esquecem o que realmente as machucou. Nós podemos até perdoar e fingir que tudo está resolvido, mas ninguém aperta um botão na cabeça e esquece para todo o sempre o que aconteceu.
Quando ele morreu, senti que perdia não só o meu pai, mas também um puta professor, que ensinava como ninguém através de seus exemplos. Claro que tudo isso da maneira mais inconsciente possível. Afinal, acho que ele odiaria saber que estava me ensinando algo positivo.

No meu primeiro relacionamento sério e duradouro também aprendi um monte de coisa. Imagine só você completamente cru, sem nunca ter ido muito além de um beijo com outros caras, de repente decide que vai namorar alguém com o dobro da sua idade! Havia entre nós uma verdadeira lacuna temporal, cultural e existencial. Enquanto eu vivia um turbilhão de emoções e experiências, ele já tinha passado por tudo isso e bocejava diante de mim.
Aprendi a respeitar o momento do outro e aceitar que, num relacionamento, nem sempre os dois estão na mesma sintonia. E que isso é normal! Não é o fim do mundo. Você não precisa acordar amoroso e carinhoso todos os dias. Aprendi a dar valor a quem te compreende e aceita você com todas suas peculiaridades, defeitos e qualidades. Isso é tão raro de se encontrar, né não?

O convívio social também foi me ensinando quais vícios evitar. Toda noite presenciando meu padrasto virando uma garrafa de cerveja atrás de outra me ensinou que o que deve ser vivido com intensidade é o amor, a vida, a alegria, os amigos... Que os exageros, embora parte de nossa vida, devem ser controlados de uma forma ou de outra. Aliás, essa é a lição mais difícil. A gente vive no exagero.

Hoje perdemos, talvez vítima de seus próprios exageros, uma das maiores vozes que já embalaram corações apaixonados e gays frenéticos na balada, Whitney Houston. Sempre fui muito fã dela, desde as baladas mais depressivas até os hits dançantes, mas confesso, sem demagogias, que fazia tempo que não me sentia embalado por ela.
Presto aqui minha homenagem à cantora que fez parte efetiva da minha vida quando sai do armário, que embalou como ninguém diversas noites minhas nas baladas e que serviu de tutora em tantas dublagens escondidas no meu quarto. Com ela aprendi que nem sempre as coisas estão bem... mas tudo bem... a gente sempre dá a volta por cima no final.

Obrigado, Whitney. Sua voz ecoa.
Um beijo,
Maddyrain

I Learned from the Best

Radio Edit
HQ2 Club Mix
HQ2 Mixshow (low quality...)
HQ2 Mixshow Instrumental
HQ2 Uptempo Radio Mix
HQ2 Dub
HQ2 Acappella
Jr. Vasquez USA Millennium Mix
Jr. Vasquez Millennium Dub Beats
Jr. Vasquez U.K. Club Mix
Jr. Vasquez U.K. Radio Mix
Jr. Vasquez Disco Club Mix
Jr. Vasquez Disco Radio Mix
Jr. Vasquez Disco Padapella

I learned the way to break a heart...

Aprenda a chupar gostoso aí então me procure:
Xente, eu sei que a tia Whitney perdeu lá sua relevância na cena guêi desde que se afundou até o nariz nos narcóticos, mas quem viveu a época de "I Learned from the Best" e "It's Not Right But It's Okay" sempre terá um carinho todo especial por essa loka. Ainda mais se você começou a sair justamente nessa época em que as buatchis eram dominadas por ela. Aim, que saudade daquela época, viu? Garai...
Se você é muito novinha e nada sabe além de Britney Spears e cia., se jogue na Radio Edit de "I Learned from the Best". Uma baladjénha mela calcinha super bonitinha e inofensiva, mas que marcou a época.

Se você é tia véia que nem eu, se jogue com muita nostalgia no MARAVILHOSO HQ2 Club Mix, que eu tenho certeza que você já dançou muito na sua época de brilho nas buatchis! Pra você que tá começando no ramo, duble essa música pra aprender a ser vinhado. Se dez minutos de bateção de cabelón são muito pra você, pegue o HQ2 Uptempo Radio Mix então. Uma loucura! Continuando o momento nostalgia, aim que saudades dugarai do Hex Hector! Jesuis! Por onde anda, néam?
Não pare a chuva de piolhos com o Jr. Vasquez USA Millennium Mix do Junior Vasquez. São mais de onze minutos de puro travequismo, mas nesse remix já dá pra notar o brilhantismo do Juninho Vasconcelos indo embora. Os vocais não combinam muito com as batidas aceleradas. O Jr. Vasquez U.K. Club Mix é parecido com o Millennium Mix, mas é um pouquinho (só um pouquinho) mais contido. Gosto mais dessa versão. Pra finalizar, peguem o Jr. Vasquez Disco Club Mix que, como sugere o nome, tem uma pegada disco music super bonitinha e conta ainda com vocais regravados pela diva Whitney! Um luxo!

1 Bilus felizes:

Unknown disse...

nossa eu comecei a sair justamente na época em que its not rigth but its ok tocava horrores, ia a loucuraaaa

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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