Amor, impossível amor...

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Outro dia eu tava tocando uma siririca gostosa no puff exotérico da minha tenda dos milagres quando li a mensagem de um leitor do meu blog pedindo que eu escrevesse um post falando sobre amores impossíveis, separação e outras cagadas que só quem já amou sabe do que se tratam. Abri minha gaveta de narcóticos proibidos por leis brasileiras e procurei o mais diferente de todos: um cogumelo que eu JURO conter toda uma população de seres mágicos morando nele. Fiz um chá com a budega, coei na minha calcinha mais linda, tomei um golinho e cá estou, escrevendo sobre amores impossíveis.

Será que eu sou a única neste recinto que acha que cada dia fica mais impossível amar seja lá o sexo do outro ser humano que te atrai? Há tanta coisa pra se odiar nos outros que fica difícil cavocar algumas pessoas em busca de algo genuinamente bom e digno. Mas é craro que eu tô sendo extremista. Aliás, adógo chegar ao extremo das questões e depois, aos poucos, ir voltando pra um estágio mais aceitável.
Eu não acho que é impossível encontrar alguém que a xente queira passar o resto da vida juntinho. O que é difícil é encontrar alguém disposto a isso também. Quando eu vou à buatchi com minha amiga Litta Walitta, fico vendo os casais que se formam e queria ficar parada ao lado cronometrando o tempo em que cada um seguirá pro seu próprio canto. Craro que eu tenho mais o que fazer, como dançar e beber, e acabo cagando e andando pra tudo isso! Mas eu acho que já comentei aqui o quanto acho que o público solteiro nas buatchis perde ótemas oportunidades de conhecer alguém legal e interessante porque prefere fazer cara de bicha nojenta e soberba.

Mas também, meus amores, não é todo mundo que quer namorar ou se apaixonar, néam? Acho que uma parcela gigantesca da população gay quer saber apenas e simplesmente de foder não importa com quem. Aliás, "quem" deixou de ser importante há muito tempo e perdeu lugar pro "quantos". Mas isso não é um crime e não condeno ninguém. Quando eu podia, também achava o futuro trepar, trepar e trepar, foda-se com quem.
Uma hora cansa, é verdade. Ou o edy fica frouxo ou você simplesmente amadurece um pouco. Se você vai contra a turba e tá procurando alguém pra um relacionamento, depende dos seus instintos travestis perceber quando um bophy é apenas pra trepar e quando dá pra investir algo mais sério e concreto com ele. Se você não tem esses instintos, ah, meu amô... volta pra prancheta e vamos repensar essa sua ideia de personalidade!

O problema é que às vezes... e muito provavelmente várias vezes... a xente acaba se apaixonando pela pessoa, seja porque o bophy é hetero, já tem dono ou simplesmente porque é impossível mesmo. E é óbiveo que estou MEGA descartando bophys inalcançáveis, néam? Também já pensei que o Malvino Salvador era afim de mim pela novela, mas não deu muito certo!
Enfim, na minha história de vida, já tive vários amores impossíveis e serei bem fatalista ao admitir que NENHUM se tornou possível. Mas também não quero desesperar a bicharada. Talvez eu não tenha tido a coragem pra torná-los possíveis. Ou talvez eles realmente não eram pra acontecer. Sei que a xente luta pra não aceitar o destino, mas às vezes não é pra ser. Craro que não tô falando que o destino de algumas pessoas é ficar sozinha pra sempre! Jesuis, longe disso! Mas vai saber como seria o seu futuro ao lado daquele bophy do serviço que você cobiçou durante meses e meses?

Lembre-se, meus amores, no estágio da paixão... ainda mais da platônica... todo mundo é perfeito! Ninguém peida. Ninguém caga. Ninguém tem bafo. Ninguém tem papo de aranha e por aí vai. Quando você passa a conviver com alguém ou dividir a mesma cama constantemente começam a surgir os defeitos que, por que não?, podem levar ao fim dos seus sonhos românticos?

Enfim, escrevi e escrevi e até agora não propus uma solução pros amores impossíveis. Talvez porque não haja uma solução. E talvez... bem certamente... porque eu NÃO sei o que fazer com amores impossíveis. O que eu aprendi com os anos que pesam nos meus ombros é que você tem que pular fora do barco assim que percebe que ele tá afundando. Sacou que o bophy que fez seu edy piscar e o coração bater não tem lá um bom futuro a te oferecer, pula fora. Não perca seu tempo. A vida é uma só e... acredite... é curta. Não deixe que o peso morto de alguém que não lhe fará feliz atrapalhe suas chances de conhecer outra pessoa mais interessante. E, quem sabe, até mais necuda?

Um beijo,
Madre Maddyrain do Cú-que-Dá

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Who Do U Love

Radio Edit
Gass Mix
Gass Mix Edit
Driza Bone Mix
Driza Bone Extended Mix
Chucky Thompson's Hip Hop Mix
Morales Classic Club Mix
Morales Classic Club Edit
Morales Classic Instrumental
Morales Love Mix
Morales Love Radio Mix
Morales Down Low Dub
Morales Boss Drums Dub
Mono Preach Dub
Junior Vasquez DMC Remix
Junior Vasquez Dub
Junior Vasquez Tribal Beats
Junior Vasquez Acapella
Junior Vasquez Padapella

I guess you're not the man that I once knew at all...

Você chupa o edy de quem? O meu!
Acho que algumas cantoras surgem com o único propósito de virarem divas das buatchis guêis. O mais contraditório é que, ao invés de se jogarem desde a versão original no clima dancefloor, elas insistem em fazer algo com uma pegada mais r'n'b. É o caso da eterna diva Deborah Cox. A mulher era uma verdadeira fábrica de sucessos nas buatchis, mas de repente, não mais que de repente, voltou pro útero da mãe dela. Sumiu completamente, deixando saudades pras bilus de mais idade como eu e tantos outros leitores do meu blog, que insistem em admitir que não são dessa época. Meu kool. Sendo assim, vamos ignorar completamente a versão original. Um r'n'b safado e sem graça. Os primeiros remixes seguem todos essa pegada e estão aí pras mais completistas do recinto.

"Who Do U Love" nem foi o maior hit da bunita, mas ganhou um tratamento tão phyno e digno pelo David Morales que ela precisa ser relembrada! Vocês já sabem que sempre que aparece um remix com o nome Morales Classic Club Mix então é sinônimo de coisa boa na certa. Xente, isso é um babadu só! Uma verdadeira lição de house music! Se acabem nos pianinhos maravilhosos e nas batidas mais que gostosas! O Morales Love Mix não muda muita coisa, apenas é maior e tem uma introdução mais interessante. Maravilhoso também! O Mono Preach Dub fica mais voltado pras batidas e o instrumental dessa introdução. Puro glamour!
O Junior Vasquez já provou mais de uma vez que quando não tá inspirado, só faz merda. O remix dele pra "Who Do U Love" é um bom exemplo disso. Hoje, só o David Morales salva!

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Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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