Venham a mim as criancinhas
_ Ai, que horror! Até a Litta Walitta fazia quitutes mais gostosos na casa de Roxxana Veludo!
_ Só que com salsicha no lugar do frango. Juro que não posso nem fazer mais analogias com salsicha! Enjoei!
_ Tenta tacar a mãe da próxima vez pra ver se ela quica, meus amores. - uma mulher descabelada e toda de preto veio correndo até nós três.
_ Vocês são as meninas do telefone?!
_ Sim! Gata, que porra de festa é essa!? A xente não atende crianças naum!
_ É a festa de aniversário daquela menininha de nove anos! O que você pensou que fosse!?
_ Aim, que babadu! Achei que fosse uma surubona! Nós somos profissionais do séquiso.
_ Ah, mas agora são animadoras de festa. Vão pra cozinha e coloquem os uniformes e comecem a servir e animas as crianças JÁ. - deu as costas pra nós três e voltou pra plateia ainda em estado de choque - Eu peço desculpas em nome da Festinha Animadinha. Houve uma pequena confusão, mas nossas funcionárias já passarão servindo mais risoles e guaraná. Podem voltar a brincar e a gritar, crianças.
Seguimos pra cozinha e senti um beliscão na bunda. Olhei pra trás borbulhando ira. Litta e Kilo levaram um susto. Que foi?! Não foi eu! Foi ele! E apontou pra baixo. Um demônio de sei lá quantos anos abriu o maior sorriso Colgate do mundo. Fiz a Coringa.
_ Oim, kérido. O que você quer da titia Maddyrain?
_ Você é homem ou mulher? Minha tia falou que você é homem.
_ Quem é a sua tia?
_ Aquela ali. - apontou pra uma gorda de óculos, cabelo preso no típico penteado crente. Ela me viu e desviou o olhar.
_ Vai lá contar pra sua tia que eu sou você amanhã.
O demônio saiu saltitando. Você não vale nada. Como se Litta Walitta valesse mais! Entramos na cozinha e vestimos o uniforme mais brochante da vida. Uma calça social preta vagabundíssima acompanhada de uma camiseta preta escrito "Festinha Animadinha" em dourado com balões em volta. Me senti o ser menos fazible do mundo. A mulher que nos recebeu voltou e entregou pra Litta e Kilo uma bandeja de salgadinho. Olhou pra mim com desdém e me passou a bandeja de refrigerantes.
_ Gata, eu se fosse você não me daria essa bandeja de refrigerante! Não sou boa em carregar refrigerante assim. Aliás, nem me entregava uma bandeja! Uma vez, deixei cair tudo no McDonald's. É ou não é, Kilo?
_ É verdade.
_ Você não é boa com bandeja? Tá na hora de aprender.
E me empurrou uma montanha de copinhos de plástico. Ah, é?! Quer ser maldita comigo? Abri minha bolsinha e peguei meu cantil para emergências. Sempre ando com um pouquinho de mé na bolsa pra eventualidades. Despejei toda minha vodka nos copinhos de plástico. Misturei tudo com o dedo e virei um copo pra ver se o drink tava bom. Aim, que delícia.
Fui rodando no salão ignorando os comentários maldosos à minha pessoa, me esforçando pra não derrubar tudo no chão (não por desastre, mas por puro prazer) e entregando a Coca e guaraná batizados pelas Irmãs Balalaika. Os demônios puxavam minha calça pra pedir cada vez mais bebida. Felizmente, Litta e Kilo também tinham levado rum e pinga (respectivamente) pra qualquer emergência, então preparei outra rodada de mé praquela infestação demoníaca.
As crianças foram as primeiras a ficarem bêbadas. Iam andando tropeçando em tudo, batiam com a cara na parede e pediam por mais refrigerante. Os pais foram em seguida. Se jogavam na piscina de bolinha e dançavam valsas imaginárias no meio do salão. Mudaram a letra do parabéns pro tradicional "é rola, é rola... no... seu... kool!". A aniversariante dava risada. Cortou os pedaços de bolo e tacou nos convidados. A anarquia tava instaurada.
O povo foi embora dando beijinhos e gorjetas pra nós três. Alguns falaram pra moça que nos contratou que nunca haviam sido tão bem atendidos. Eu e as meninas até trocamos telefone com alguns interessados em nossos serviços mais sórdidos.
Fomos embora e eu me senti a criatura mais educativa do mundo. Eu havia acabado de introduzir àquela gente o prazer do mé.
Um beijo,
Maddyrain
Not That KindHex Main Club Mix
Hex Hector Radio Edit
Maurice's Chicken Pox Club Mix
Maurice's Chicken Pox Edit
Kerri Chandler Vocal Mix
Kerri Chandler Vocal Mix Edit
Kerri Chandler Organ Dub
Mousse T Remix
Ric Wake Club Final
JS Ecstasy Mix
LT's Not That Kind Dub Mix
If you leave, I believe life will go on...
Sim, eu sou desse tipo sórdido:
Resgatada diretamente do limbo, eis que ressurge Anastacia aqui no meu blog! Que loucura! "Not That Kind" pode não ser mega conhecida do povo, já que foi lançada antes do boom "I'm Outta Love", mas é uma gracinha! E tem remixes babadeiros!
Vamos começar pelo saudoso Hex Hector. Aliás, POR ONDE ANDA HEX HECTOR?! Onde foi parar esse DJ que deixou muita bilu deslocada na dancefloor durante os anos 2000?! Volta, Hex, volta! Fugindo um pouco do batidão tradicional, o Hex Main Club Mix tem toda uma vibe old skool deliciosa e válida. É dance, mas sem quebrar o pescoço. Se joguem!
Agora um pouco de soulful house pras bilus. Vocês já conhecem o Maurice Joshua pelos remixes dele pras Destiny's Child e a Beyoncé, então se joguem também no Maurice's Chicken Pox Club Mix. Uma gracinha soulful do jeitinho que Maddyrain gosta deixar tocando enquanto limpa a casa. Aliás, eu desconfio que os vocais foram regravados pra esse remix... Ainda nessa linha soulful, temos o JS Ecstasy Mix. Bem bonitinho.
Outro DJ crássico que remixou "Not That Kind" foi o Kerri Chandler, mas ele seguiu uma linha mais classic house, que eu AMO! Peguem e se acabem com o Kerri Chandler Vocal Mix! Uma delícia! E se você também foi uma bilu da igreja no passado, pegue o Kerri Chandler Organ Dub.
Pra uma coisa mais rádio, temos o Mousse T Remix. Bonitinho, mas não mudou muita coisa na minha vida. O remix do Ric Wake, produtor da versão original, deixou a música mais club diva. Se joguem no Ric Wake Club Final e chega de Anastacia por hoje!
Sexta-feira, Setembro 30, 2011 | Celebridades: Anastacia | 1 Bilus felizes
Party animals
_ Maddie, encontrei um emprego decente pra gente!
_ Aim, que loucura! Não se pode nem tirar mais o cochilo habitual depois do pastel do almoço nesta casa?!
Roxxana Veludo havia morrido semanas atrás. Eu, Kilo Minhoca e Litta Walitta voltamos à nossa vida de avenida como verdadeiras divas da noite prostituída de São Paulo. Continuávamos dividindo o quartinho de Kilo Minhoca, mas com intenções de juntar dinheiro e comprar um apartamento (ou uma kit no Centrão, na pior das hipóteses) e voltar a ter uma vida menos ordinária. Eu tirava um cochilo gostoso depois de um almoço gorduroso e sádio enquanto Kilo Minhoca revirava os anúncios em busca de um emprego. Litta Walitta ainda não tinha voltado do último programa da noite.
_ Ai, que horror. Eu fico aqui, me matanu pra encontrar um emprego pra gente e você só pensa em dormir, comir, trepar e dormir.
_ Não necessariamente nessa mesma ordem. É uma vaga pra que, gata?
_ Ai, não diz direito aqui. Vou ler pra você: "Party Animals - procuramos pessoas descontraídas e animadas para festejar noites a fora. Pagamos bem. Não precisa de experiência". Será que envolve sexo?
_ Tem telefone no anúncio? Deve ser alguma vaga pra trabalhar nos puteiros da Augusta. Vou dar uma ligadjénha. - Kilo me passou o telefone e eu liguei. Uma voz feminina atendeu do outro lado da linha - Alôin? Eu tô ligando pra tratar do anúncio no jornal. Pra vaga de party animals. Eu e minhas amigas somos verdadeiras party animals!
_ Maravilha! Estou desesperada! Preciso de três moças pra hoje à noite e não estava conseguindo ninguém! Vocês podem hoje?
_ As três de uma vez?
_ Sim!
_ Aim... nossa... bom... a xente tá disponível sim, mas a xente cobra por hora, tzá sabendo?
_ Não tem problema. Nós pagamos assim mesmo.
_ Olha, eu já vou adiantando que as três são passivas, viu? Não temos paciência com ativo que diz que é ativo, mas na hora do rala e rola, vira o kool!
_ Oi... desculpa, a ligação tá falhando. Vocês podem hoje então, né? Anote o endereço. Compareçam lá por volta das 18 horas, pode ser? Os convidados devem chegar umas 20 horas.
_ Xente, convidados!? - afastei o telefone e sussurrei pra Kilo em verdadeiro frenesi - Aim, que tudo! É surubona!!
_ Ai, que delícia! Eu sabia que esse anúncio era bom! Senti isso dele assim que li! É muito chique colocar anúncio em inglês! "Party animals"... Somos animais festivas!
_ E deixa eu te perguntar, amore. A xente vai com que roupa?
_ Olha, os clientes não deixaram nenhuma restrição. Venham como quiserem. Confio no seu bom gosto.
_ Looshu! Pode deixar! A xente sabe se vestir pra multidões.
Desliguei o telefone loka do meu kool. Xente, surubona! Festinha privé! Quanto tempo que não participava dessas orgias! Me arrependi na hora de ter comido pastel na hora do almoço. Devia ter ficado com algo mais leve, como salada, pra não correr o risco de estragar a xuca.
Ficamos aguardando Litta Walitta voltar do serviço pra contar a novidade. A bunita chegou cansada e ligeiramente bêbada. Fico empolgada com a novidade, mas logo caiu no sono. Kilo e eu passamos o resto da tarde segurando as pregas e fazendo força pra mandar qualquer vestígio de comida de volta pra cima. Todo um trabalho de desobstrução de via.
A noite chegou e decidimos ir peladas pra festinha safada que os homens armaram pra me convencer. Kilo Minhoca chamou nosso taxista e motorista particular, Ricardinho, que chegou uma hora atrasado, e fomos até o endereço da festa sentindo o estofado do banco do táxi roçando no olho dos nossos respectivos edys.
_ Aim, não acredito que vamos chegar já causando logo no primeiro dia!
_ Maddyrain, se contenha! Nunca vi party animals chegando cedo pra festa alguma!
No local do endereço da festa, um buffet infantil todo enfeitado com balões. A mocinha da porta não queria deixar a xente entrar. Já enfrentei gorilas fantasiados de seguranças em baladas e doors em estado de fúria. Passei pela mocinha como se ela nada fosse e descemos as escadas guiadas pelos gritos ensandecidos de crianças.
_ Ai, que horror! Tô ficanu com medo! Que tara será essa?!
_ Eu já adianto logo que não faço a ala maternal.
_ Nenhuma de nós faz, Litta!
Chegamos no salão de festa. Uma multidão de crianças sujas e com caras de más nos olhavam espantadas. Um pai de família deixou cair o copo de guaraná. Ouvi um choro no final do salão seguido de um grito de medo. Fiquei nervosa, a xuca desandou e soltei um peido estilo metralhadora. Outra criança começou a soluçar e berrar. Abri o maior sorriso do mundo e gritei.
_ Inhaim, criancinhas!! As travestis mais animadas do Brasil chegaram pra animar a sua festinha!
Uma coxinha voou e acertou meu peitinho. Criança quando quer ser má, reinventa o conceito de maldade. É que nem viado...
The Need To Be NakedOriginal Club Mix
Original Radio Edit
Demo Version
Thunder Fake Mix
Thunderpuss Stripped Mix
Thunderpuss X-Tended Mix (low quality...)
Thunderpuss Radio Edit
Thunderpuss Tribapella
ThunderDub (low quality...)
Guido Osorio's Virgin Mix
Guido Osorio's Slut Vox Mix (thanx to Roger!)
Guido Osorio's Naughty Dub
Peter Bailey's Tuff Luv Dub
Q & K Session Trust Dub
Aren't we just animals after all at night when the sky is black...
Chupa meu edy peladinho:
Xente, hoje é dia de bateção de cabelón com a Amber! A ex-diva de todas as buatchis gays do mundo! E acho que "The Need to be Naked" devia ser o hino de toda bilu com fogo no rabicó! Tem dias que a xente quer ficar pelada e se esfregar em qualquer um que passa na rua, néam? Isso é ser diva, pra mim!
A xente vai ignorar completamente a versão original e vamos pular de cabeça no ÓTEMO Thunderpuss Stripped Mix! Se você chegou até aqui e não faz ideia de quem foi o Thunderpuss, super se retire do recinto! Como a versão X-Tended tá meio ruinzinha (só encontrei assim), se joga também no Thunderpuss Radio Edit pra ahazzar na dublagem breve, mas abalativa.
Pra não mandar todo o resto pro bueiro, vamos salvar os remixes do Guido Osorio, que também são bem gostosos e pintosos. Podem pegar o Guido Osorio's Virgin Mix. É um club dance menos vinhado que o remix do Thunderpuss, mas super válido! O Slut Vox Mix é uma variação da versão virgem. Se joguem também no ótemo Guido Osorio's Naughty Dub que é bem diferente do Virgin Mix! Super recomendado! Por fim, só porque eu sou uma bicha caridosa e dubística, peguem o Q & K Session Trust Dub. Uma coisa... assim... underground e dark room.
Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Aim, agora só falta uma versão! Me ajuda, meu amô!
original dub 7:02
Terça-feira, Setembro 27, 2011 | Celebridades: Amber | 0 Bilus felizes
De casamentos
Sempre fico triste por saber que para minha mãe o meu casamento nunca ocorrerá. Aliás, ela tá certa; ele não ocorrerá MESMO, mas essa certeza dá um sentimento de falha que me acerta bem no útero. Fico pensando o que se passa na cabeça dela naquele momento em que o casal tá no altar jurando o amor eterno. Aposto que é a célebre frase "Onde foi que eu errei?" Eu, por outro lado, fico pensando como será o casamento da minha irmã e fico toda cagada. Penso em mim fantasiada de hominho substituindo o meu pai e carregando ela até o altar. Imagino meu pai e meus avós assistindo a cerimônia de algum lugar e choro. Acho que o povo acha que eu tô chorando pelo casal que tá casando... Tolinhos.
Mas, mesmo ficando triste, também fico feliz pelo casal que tá realmente ali vivendo aquele momento que deve ser mágico, quando não fake. Quando será que um casal hetero de namoradinhos decide casar? Tão trepando e um vira pro outro e fala "Ah... vamos casar? Vamos juntar dinheiro pra casar?" Casar é, e talvez sempre será, tão caro. Na verdade, considero um verdadeiro desperdício de dinheiro! Fico feliz pela coragem do casal em casar e decidir morar junto... habitar o mesmo teto e ver, pelo resto dos dias de sua paciência, o parceiro acordar com bafo e cara de bunda toda manhã. Precisa de coragem. Quando não coloco muita fé no casal, faço apostas comigo mesma pra tentar acertar quanto tempo o "amor eterno" irá durar. Maldade minha, eu sei, mas é meio incontrolável.
E, completando a salada de sentimentos, acabo me sentindo também incompleta. Gostaria eu também de ter o meu momento de brilho e glamour na igreja, de caminhar pelos convidados mandando beijinhos e tchauzinhos, de jurar no altar e perante Diana Ross meu amor eterno. Também gostaria de dar uma festa de casamento looshuosa e saber por terceiros que fulano e ciclano sairam falando mal dos salgadinhos. Mas como isso tudo não será possível, transfiro minhas expectativas pra minha irmã. Enfim, acabao fazendo exatamento o que mommy faz comigo. Tudo muito justo e familiar.
Mas será que precisamos mesmo de um casamento pra mostrar aos amigos, parentes ou sociedade que amamos nosso parceiro e que queremos pelo menos tentar passar o resto dos dias juntos? E não digo isso apenas sobre os relacionamentos gays. Quantos casais heteros também mandaram o casamento pro bueiro por vários motivos? Acabo achando que o casamento fomenta uma expectativa geral entre os presentes muito grande. Será que vai durar? Quando vai acabar? Será que ele é fiel? Será que a amante tá presente? E toda esse energia negativa (a qual eu participo na criação) mega ajuda, na minha opinião, a desandar o angu. Às vezes acho que o casamento favorece o término de um relacionamento que era muito feliz e sadio enquanto namoro.
Então, continuo alimentando minhas ilusões de que sou eu olhando pra frente enquanto toca a Marcha Nupcial, de que sou eu sorrindo pros convidados sentados na igreja, de que sou eu conduzindo minha irmã ao altar e transferindo a ela o que meu pai certamente desejaria naquele momento.
Um beijo,
Maddyrain

Most Precious Love
Original Mix
DJ Tool Mix
Accapella
DF's Future 3000 Mix
DF's Future 3000 Instrumental
DF's Future 3000 Drums
Copyright Spiritual Club Mix
Copyright Spiritual Radio Edit
Copyright 'So Spiritual' Dub
Copyright 'Broken Down' Dub
Franck Roger Remix
Franck Roger Beats
Martin Solveig Re-Edit
Tiger Stripes Remix
Freemasons "Proper" Club Mix
Freemasons Extended Mix
Freemasons Radio Edit
Freemasons Dub Mix
Sergio Flores Scientific Soul Afro Vox Mix
Sergio Flores Tronic Dub
Ian Carey Club Mix
Chocolate Puma Remix
DJ Takashiro Main Mix
High Contrast Mix
High Contrast Instrumental
My lonely days seemed like a memory...
Chupa o edy mais precioso do mundo... o meu:
Você vai ficar bélgico, mas "Most Precious Love" é música de louvor. De igreja, meu amô! Já pensou que loucura se aqui no Brasil essas músicas crentes chatas virassem hit de buatchi!? Eu ia rir muito!
Mas o babadu é o seguinte: "Most Precious Love" foi produzida pelo maravilhoso Blaze, então peguem o Original Mix pra curtir um soulful house super gostosinho e lounge. Os vocais da Barbara Tucker estão simplesmente ahazzantes nessa música! Pra mim, o único remix de hoje que segue um pouco essa linha "calma-lá-minha-filha" é o Franck Roger Remix, que é um pouco mais acelerado, mas continua nesse clima lounge. Super gostosinho.
Mas é óbiveo que você e o mundo não ouviram a versão original do Blaze, mas sim o remix do Dennis Ferrer pra "Most Precious Love"! O DF's Future 3000 Mix destrói toda a estrutura da versão original e torna a música num dance mega gostoso e um clássico moderno! MARAVILHOSO! Pra falar a verdade, não sei quem foi mais rápido em recriar a música, já que o Copyright Spiritual Club Mix é bem parecido com o remix anterior. De toda forma, são duas versões maravilhosas! Acho válido ficar naqueles barulhinhos com a boca ad infinitum do Copyright 'So Spiritual' Dub. Uma loucura!
Preparando o terreno pros remixes mais bateção de cabelón, temos o Tiger Stripes Remix. Uma versão bem interessante, mas acho que as batidas e o instrumental do remix não combinam muito com os vocais. Talvez a versão instrumental seja mais coesa.
"Most Precious Love" já foi relançada e ganhou mais uma caralhada de remixes. E não me espantaria nada se ela fosse relançada mais mil vezes no futuro. O Freemasons "Proper" Club Mix é uma versão mais dançada e mais "freemasônica" do remix do Dennis Ferrer. Mesmo assim, super gostoso e diva club! Se joga com muita fé! O Chocolate Puma Remix segue uma linha mais loka do seu respectivo kool e deve deixar o povo do padê completamente alucinado na buatchi.
Por fim, o Sergio Flores Scientific Soul Afro Vox Mix, que tem toda uma pegada soulful moderna bem gostosa. Todo um clima Havaí, praia, mar e sol! O DJ Takashiro Main Mix também é uma gracinha com um pianinho super gostoso.
Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Aim, xente, é incrível como sempre fica faltando algo pra ter tudo, néam? Seja caridoso comigo e você retire sua senha pra ser feliz!
live at amika miami '05 6:00
df's future 3000 edit 3:31
tiger stripes instrumental remix
roman s. elektrosila vocal remix
ian carey instrumental 7:11
Sexta-feira, Setembro 23, 2011 | Celebridades: Barbara Tucker, Blaze | 0 Bilus felizes
O fim do mundo
Eu passei a pensar nisso e criar hipóteses quando comecei a desenvolver um verdadeiro talento para déjà vus. Sabem aquela sensação de já estive aqui, isso já aconteceu, já conheço essa pessoa (mas não sei de onde)? Então... Tentei criar uma técnica macabra e oculta de distanciamento da minha realidade e tentar, assim, controlar o déjà vu. Vivenciá-lo sabendo já de antemão o que aconteceria. Uma loucura sem fim e, acreditem, isso tudo foi bem antes dos narcóticos proibidos por leis brasileiras entrarem na minha vida. Hoje em dia, depois de velha, são poucos os déjá vus. Ou minha vida se tornou MEGA previsível ou o padê realmente afeta o cérebro do ser humano.
Quando voltei ao presente e pude destruir a linha temporal... ou a realidade... criada com minha morte, me senti uma divindade soberana e absoluta. Um mundo tava completamente nas minhas mãos. E vejam só que engraçado... o grande agente catalisador disso tudo era justamente alguém criada numa realidade também alternativa... Roxxana Veludo.
Meu amô, o meu blog é uma mega novela global com dois anos de idade. Já vivi tanta coisa! Já fui pro passado, pro futuro, pro inferno e pro céu. Qualquer dia, quando você não tiver absolutamente nada de mais importante pra fazer, revira o meu baú. Tem muita bobagem, eu sei, mas, modéstia à parte, tem muita coisa também, tzá?! Pra entender tudo isso, não bastaria um resumão by Maddyrain...
Quando os olhos de Roxxana Veludo se perderam na eternidade desconhecida, não pude deixar de pensar no que aconteceria com o futuro em que eu havia passeado. Será que ele simplesmente deixaria de existir? E todas as pessoas que lá viviam? Não tive tempo pra voltar ao submundo nos túneis de metrô, então não sei como se desenrolou a guerra entre a polícia e a bicharada. Será que alguém sobreviveu? Será que a população guêi tava ainda menor? O que será que aconteceu com aquele futuro depois que eu decidi sobreviver?
Roxxana Veludo encarava os tijolos de cimento escuros de sua cela perdida em pensamentos. Sua chance de ser morta e, assim, aliviada de tanta dor e humilhação havia escapado junto com Maddyrain. Parte de sua consciência dizia que ela voltaria na calada da noite para matá-la. Outra parte insistia para que ela continuasse cavando o chão de concreto da cela. Se ela continuasse não comendo a ração diária, conseguiria escapar pelo túnel estreito que a levaria de volta para a civilização.
Ouviu um barulho distante. Algo como uma explosão. Uma explosão imersa no silêncio. Levantou-se do chão molhado e encardido e foi até as barras da cela tentar enxergar o que acontecia lá fora. Não ouvia gritos ou vozes. Sentiu um vento forte vindo do corredor, como se houvessem aberto uma clareira no Teatro Municipal. Espantada, olhou as paredes da sua cela desaparecendo aos poucos. Tijolo por tijolo se desfazendo no ar, dando espaço à paisagem do lado de fora. Via o Viaduto do Chá com toda sua decadência e começou a chorar. Nem lembrava mais como era o lado de fora do Teatro.
Percebeu, então, o que havia acontecido. Ela com certeza havia morrido em algum lugar do passado. Olhou pro pés e viu que eles também iam desaparecendo. Uma onda de calafrio subiu pelo seu corpo acompanhada pelo vazio de se perder no vácuo. Olhou para as mãos e viu cada dedo seu virar ar. Olhou o infinito e pensou:
_ Eu tenho toda uma vida para viver...
E deixou de existir.
Naquele mesmo exato instante, nas ruínas do que havia sido a Tunnel, dois fantasmas travestis dançavam nos escombros. Litta Walitta e Kilo Minhoca viam o mundo se desfazendo e riam. Se abraçavam em nome dos velhos tempos e ouviam músicas já esquecidas, pois as boas memórias não podem ser silenciadas.
_ Ela conseguiu!
_ E você tinha dúvidas, Kilo? Maddyrain é uma bicha arretada!
_ Bom... só de lembrar no meu rostinho com nariz... tomara que ela me dê alguns toques fortes de amiga no passado... quem sabe eu largo essa vida de drogas, sexo e pop music?
_ Gata, ela é arretada, não milagreira. Acho que logo mais nós também iremos virar pó.
_ Ai, que horror. Eu quero virar purpurina. Quero vagar pelo universo e colar no corpo suado de algum bophy sarado.
_ Eu até choraria agora, antes de deixar de existir completamente, sabe? Mas fantasmas não choram....
Happy EndingThe LA Edit
Quentin Harris Remix
Quentin Harris Instrumental
Kleerup Remix
Trail Mix
This Time of Night Remix
This is the way that we love, like it's forever...
Chupa meu edy sorridente:
O retorno do Mika ao meu blog hoje vem com uma música MEGA triste! Xente, se você tá saindo de algum relacionamento conturbado e pensa em se matar, NÃO ouça "Happy Ending"! Muito triste! Craro que se você não fala inglês, então meu kool, já que a música não fará o menor sentido mesmo. Depois entra no CNA e tira seu diploma, tzá?
"Happy Ending" foi o single final do álbum de estreia do Mika e, como já falei, é uma baladjénha mela cueca super triste e digna. Se jogue no The LA Edit e mantenha as gillettes escondidas. Os (poucos) remixes não válidos da atenção geral da nação. O Quentin Harris Remix é o mais interessante, mas confesso que tenho problemas pra aceitar remixes com o tempo do vocal diminuído. Então, meu amô, pegue o Quentin Harris Instrumental e deixe tocando enquanto você limpa a casa. O resto tá aí pras mais completistas do recinto.
Segunda-feira, Setembro 19, 2011 | Celebridades: Mika | 0 Bilus felizes
O triste fim de Roxxana Veludo
_ Vambora! É o fim dos tempos! Tão matanu travesti em rede nacional!
_ Me larga! Eu vou lá em cima!
_ Você tá loka, Maddyrain!? Quer levar um tiro no meio da fuça?! Vamos embora antes que a balsa lote e a gente fique presa aqui!
_ Podem ir! Eu vou lá em cima!
Afastei as mãos cheias de unhas das duas e fui até o palco. Pigmaleão já tava lá do lado de Roxxana Veludo. Abri caminho entre os curiosos e me ajoelhei ao lado dela. Ela ainda tava viva. Me encarou com os olhos vermelhos de sangue.
_ Maddyrain... então você voltou mesmo? Me diga... como é... como é?
_ Cumé o guê, garai?
_ Como é ser tanta gente ao mesmo tempo?
_ Eu... não sei. Às vezes, não sei nem quem sou.
_ Você... você parece mais velha... mais acabada.
_ Eu vivi demais nos últimos tempos. Era pra ser eu aí caída e você aqui me segurando.
_ Eu trocaria de lugar lindamente com você. Eu não quero morrer no dia da inauguração da minha Ilha do Sexo. Porque teve que ser eu?
_ Porque se fosse eu, o mundo ficaria um lixo. Sem você, será um looshu.
_ Acho que sua vida será mega sem graça sem mim. Todo mundo tem um arqui-inimigo.
_ Gata... eu prefiro ter só amigos. - Roxxana Veludo tossiu e um fluxo de sangue escorreu pela boca - Você tomou tudo que era meu. Minha fama, meu dinheiro, meu homem, minha casa. Agora é a hora de eu retomar a minha vida.
_ Só teve uma coisa que eu nunca consegui tirar de você... suas melhores amigas.
_ Roxxana!? - reconheci a voz do Fabinho das Bananas. Virei pra trás e, se olhar matasse, ele tinha caído duro ali mesmo. PA-PUM!
_ Fabinho... por favor... não quero que você me veja morrendo...
_ Mas eu quero estar aqui com você.
_ Seu falso... sai daqui, por favor? - Roxxana tossiu novamente.
_ Os médicos nunca chegaram a tempo... Maddyrain... você não terá nada que eu tomei de você de volta.
_ Gomoasí?
_ Eu não vou te deixar absolutamente nada. Nem pra você, nem pra ele.
_ Aim, maldita até o final! Eu não preciso do seu/meu dinheiro! Posso ser feliz sem isso! (Eu acho...)
_ Quero ver você se virando pra reconstruir tudo que eu roubei de você... porque você roubou minha vida... minha chance de viver... acho justo. Justíssimo. Como é... como é sentir parte de você mesma morrendo? - levei alguns segundo pra entender a pergunta e acho que ela nunca chegou a ouvir a resposta.
_ Reconfortante.
Os olhos de Roxxana Veludo encaravam o infinito. Deitei o corpo dela no chão e Fabinho veio tentar me ajudar a levantar. Olhei pra ele com meu olhar fatal número 53.
_ Não me toque. Clichê, mas válido pro momento. Não me toque!
_ Você não sabe de nada!
_ Sei de tudo e mais um pouco. Você NUNCA mais irá me tocar.
Levantei-me sozinha e fui até a balsa da Ilha do Bororé. Eu tinha toda uma vida nova para viver.
Um beijo,
Maddyrain
Souffles HOriginal Version
Souffle Your Wig -Norman Cook Remix
Dub Souffle
King St. Club Mix
Mondo Mix
Louie's Phunky Horns Mix
Live at the Sound Factory Bar Mix
MAW Dub Mix
tu tu tu tu... tu tu tu tu....
Chupa meu edy no Sound Factory Bar:
Hoje temos a indicação de um dos leitores do meu blog! Eu já conhecia alguns remixes do Mondo Grosso (agora só lembro de uma música do Jamiroquai), mas não sabia da existência da delicinha "Souffles H"! Muito gostosinha e phyna! Ouvi, gostei e decidi dividir com vocês esses momentos meus. Peguem a Original Version pra conhecer também. Tem uma... flauta (?!)... super interessante!
Os (poucos) remixes lançados também são legais. Começaremos pelo Souffle Your Wig do Norman Cook (aka Fatboy Slim). Ele não fugiu muito da versão original, mas deixou a música com uma pegadinha mais soul bem gostosa. Também acho válido pegar o Dub Souffle que é bem diferente!
O babadu, como sempre, ficou por conta dos remixes dos Masters at Work. House de primeira! O King St. Club Mix também não fugiu muito da original, mas agora com uma linha house super gostosa. Os outros remixes dos MAW não se diferenciam também assim, então peguem todos pra ter uma overdose de MAW na veia! Destaque pro ótemo Louie's Phunky Horns Mix!
Sexta-feira, Setembro 16, 2011 | Celebridades: Mondo Grosso | 1 Bilus felizes
Tiro ao alvo - Parte 2
_ Fabinho! Vem cá! Vem cá!
_ Maddyrain! Que bom que você veio. Quero te pedir uma coisa...
_ Eu também! Por favor, não cometa nenhuma burrice! Não faça nada que você vá se arrepender no futuro.
_ Futuro? O que sabe você sobre o futuro.
_ Mais do que você imagina, gato!
_ Maddyrain, não suba no palco por nada nesta vida. Eu sei que você gosta de um holofote, mas fique escondida na plateia e me promete que pensará em mim sempre com carinho, não importa o que aconteça. Você promete?
_ Fabinho, você tá me assustando! Eu não quero que você mate ninguém!
_ O que você tá falando? Veio drogada? - puxei aquele bophy mais gostoso impossível pra perto de mim, peguei na neca dele (só pra não perder o costume) e sussurrei em seu ouvido.
_ Não mate Roxxana Veludo. Por favor.
Me afastei e voltei pro meu lugar ao lado de Litta Walitta e Kilo Minhoca sem prometer meu carinho eterno pro Fabinho. As duas falavam algo sobre a decoração do lugar, mas meus pensamentos estavam em outro lugar. Da onde será que ele vai atirar? Será que vão descobrir que ele é o assassino? A equipe de divulgação da nova Ilha do Sexo passou entregando um folder contando sobre a reforma da ilha e os principais atrativos do local e eu voltei à realidade. Quando finalmente encontrei meus óculos na minha bolsinha Kinder Ovo, repleta de surpresa, as luzes foram apagadas e meu coração acelerou.
Um show de luzes começou a percorrer o palco armado. Um DJ qualquer tirado de uma buatchi do Centrão saiu do meio duma nuvem de gelo seco e começou a tocar os principais drag hits do momento. Senti falta do bom house nosso de todo dia. Uns gogo boys gostosos e com enchimento na cueca começaram a dançar e sensualizar. Pra agradar as poucas rachinhas no local e chocar a maioria, gogo girls com pinta de periguétji também pularam no palco e balançavam os têtês pra lá e pra cá. Kilo Minhoca já tava de pé batendo o cabelo e arriscando a dublagem. Litta Walitta foi mais pra perto do palco pra observar a carne exposta. Tentei gritar pra ela não subir no palco, mas ela não escutou. Uma voz no alto-falante anunciou a chegada de Roxxana Veludo.
_ E agora, o momento mais importante da noite. Ela, a maior celebridade gay da cidade de São Paulo, a primeira travesti a ficar famosa e rica no Brasil! Roxxana Veludo! - o públicou vibrou. Kilo Minhoca pulou da cadeira e começou a bater palmas. Olhou pro lado e dei de ombros. Continuou batendo palmas como se Roxxana Veludo realmente fosse alguém legal. Fiquei com ciúmes e acabaria com a raça de Kilo ali, naquela hora, se eu estivesse animada. Roxxana Veludou subiu ao palco carregada por alguns gogo boys vestida de Cleópatra.
_ Inhaim, meus amores! Tão vendo o meu modelito desta noite? Eu COMPREI após a morte de Liz Taylor, meus amores! Imaginem quanto custou! Mas não foi tanto quanto eu gastei pra reconstruir essa ilha de ninguém até então conhecida como Ilha do Bororé! Eu vou colocar a Ilha do Bororé nos anais de todo mundo! E todo mundo vai botar nos anais na minha Ilha do Sexo!
PALMAS.
_ Obrigada! Obrigada! Meu sonho em criar um local destinado ao culto ao sexo não é de hoje. Vocês podem dizer "Ah... ela podia abrir um puteiro de looshu no Centro de São Paulo". Mas um puteiro é muito pouco pra putaria que eu quero na minha Ilha do Sexo! Eu quero séquiso 24 horas por dia, 7 dias por semana!
MAIS PALMAS
_ E minha Ilha do Sexo será uma pequena ilha-nação sexual livre de tabus e preconceitos! Todos serão bem aceitos aqui, sem sofrer qualquer tipo de humilhação! Teremos áreas para gays, lésbicas, simpatizantes, heteros, curiosos, travestis... enfim... todos os tipos sexuais! Só não admitirei pedofilia e zoofilia por aqui, mas de resto, meus amores... vocês que cuidem de vossos respectivos kools!
PALMAS E ROXXANA VELUDO É OVACIONADA
_ Antes de iniciarmos um passeio pela ilha, vou me abrir pra imprensa! Podem devorar meu corpo, seus safadinhos! - a bunita abriu o vestido e ficou pelada na frente de todo mundo. Fiquei Bélgica. Eu tinha esquecido desse detalhe! E lá estavam nós duas, passando o frio da Ilha do Bororé! Vários jornalistas levantaram a mão pra fazer perguntas - Vou começar pelos mais gostosos! Você! Pode perguntar, meu amô.
_ Roxxana Veludo, sou da revista G Magazine! Você voltará à sua vida sexual na Ilha do Sexo? Voltará a fazer programa?
_ Meu amô, você acha mesmo que eu não vou querer aquendar umas necas gostosas aqui na minha ilha? Tá boa!
_ Roxxana, sou da revista Veja o meu Kool. Você pretende punir de que forma o preconceito em sua ilha?
_ Gata, a xente tá numa ilha. Vou colocar neguinho pra nadar se rolar preconceito. Minha ilha conta com os melhores seguranças de São Paulo. Nada de gorila em terno da Dorinho's, não! Aqui só tem segurança com Armani!
_ Mme. Veludo, meu nome é Arnaldo Jaboticaba da revista Kools. Como você encara o retorno de sua grande rival na noite de São Paulo, Maddyrain?
_ E ela voltou, meu amô? Quem é que te contou isso?
_ Ela foi vista na fila para a balsa.
_ Você deve estar equivocado, meu kérido. Mas eu desafio então essa tal de Maddyrain a vir aqui em cima! - fiquei encolhida na minha cadeira. O povo revirava a cabeça tentando encontrar a tal Maddyrain.
_ Maddie, não liga pra ela. Deixa ela falar. Ela tem inveja de você.
_ Gata, eu não levanto daqui nem se o Brad Pitt mais moço estivesse lá em cima me chamando pra eu chupar a neca dele!
_ E então? Cadê a Maddyrain? Maddyrain... uhuuuu. Cadê você? Eu não te falei, meu amô. Maddyrain não existe mais. Próxima pergunta, por favor.
Meu coração parecia que ia pular pra fora do meu ser escultural. Olhei ao redor tentando achar o Fabinho, mas a luz refletida do palco não ajudava em nada. Pensei em levantar, chamar a atenção da Roxxana Veludo e tirá-la lá de cima, mas preferi ficar na minha. Lembrei do submundo gay nos túneis do metrô e da vida precária lá embaixo. Lembrei das mortes violentas de Litta Walitta, Kilo Minhoca e Fabinho das Bananas. Pensei no que a Roxxana Veludo do futuro estaria fazendo naquele exato momento. Percebi uma luz fina e vermelha brilhando na direção de Roxxana. Senti um alívio no peito e fechei os olhos enquanto uma comoção geral tomava conta do lugar. Pronto... está feito!
Trick MeClub Mix
Radio Mix
Instrumental
Acapella
Mac & Toolz Extended Remix
Mac & Toolz Extended Dub
Mac & Toolz Radio Edit
Mac & Toolz Radio Dub
E-Smoove House Trick
E-Smoove House Trick Mix Show Edit
E-Smoove House Trick Edit
Artificial Intelligence Remix
Artificial Intelligence Dub
Tiefschwarz Special Trick Remix
Adam Freeland Remix
Jaxxbackclash Rerub
Knee Deep Remix
Tommie Sunshine Remix
Freedom to u has always been whoever landed on your dick...
É difícil, mas vem chupar meu edy:
Estreia tardia, eu sei, da Kelis aqui no blog. Na verdade, o post de hoje é basicamente pra compartilhar apenas UM remix. A loka. É que eu gosto tanto dele que acho válido meus leitores conhecerem também! "Trick Me" é aquele r'n'b básico que não faz a cabeça de toda bilu. Tem que ter um certo gueto feelings na veia.
Se jogue no Club Mix, que é a versão dirty da música. Enfim, não é nada que você já não tenha ouvido antes por aí. As mais ligadas do recinto pegarão a referência a "West End Girls" dos Pet Shop Boys. Fika a dika.
O melhor remix de hoje é, sem dúvidas, o E-Smoove House Trick! Um dance SUPER gostoso e babadeiro. O E-Smoove conseguiu recriar a música e deixá-la melhor que a original! Uma ahazzo!
Já o restante, meu amô... ah, o restante... Bom, vamos ver o que dá pra salvar da fogueira. Tem de tudo no resto, até drum'n'bass! Como não é minha praia, BUEIRO! O electro do Tiefschwarz nunca fez minha cabeça, então BUEIRO também. O Adam Freeland Remix tem uma pegada dance da selva que poderá agradar alguns. O Jaxxbackclash Rerub do Basement Jaxx é parecido com o remix do E-Smoove. Na verdade, desconfio que ele seja piratão. Aim, amores, essas são as indicações de hoje! Fiquem com o E-Smoove House Trick e sejam felizes!
Quarta-feira, Setembro 14, 2011 | Celebridades: Kelis | 1 Bilus felizes
Penetrando na Ilha do Bororé - Parte 2
_ Ai, que horror! Apaga essa luz! Que horror! Eu tô durminu!
_ Desliga essa porra, vinhada!
_ Kilo! Litta! Vocês tão vivas!? Aim que loucura!
_ Eu tô viva e puta! Amanhã é a inauguração da Ilha do Bororé by Roxxana Veludo! Não quero aparecer com olheiras!
_ Kilo, a senhora tá com seu nariz inteiro! Aim, que emoção!
_ E por que não estaria, Maddie?
_ Uma longa história... Foi um pesadelo que eu tive. Por favor, prometa que você vai largar o pó?
_ Ah, claro, Maddie. Senta lá. Eu largo o pó quando a senhora largar o kétji.
_ Ou seja, nunca.
_ Litta, e a senhora vai me prometer que nunca se juntará à militância gay!
_ Gata... às vezes eu fico até espantada com o poder do padê que a senhora encontra pelas estradas da vida... E pelo amor de Deus, que estrada a senhora andou passeando?! Que futum é esse?! Que roupa é essa!? - olhei pra baixo e vi que ainda usava os trapos de minha aventura pelos esgotos, presídios e metrôs de São Paulo do pântano.
_ Xente! Nem eu sei! Devo ser sonâmbula e não sabia de nada!
_ Ai, que horror! - Kilo Minhoca me olhava assustada, com a boca aberta de espanto; Litta Walitta não tinha engolido minha história.
_ Sonâmbula...
Voltaram pra cama e eu fui pro banheiro externo do quartinho jogar uma água no corpo. A noite tava fria e a água, adivinhem só?!, gelada. Mas a sensação de ter a água escorrendo naturalmente do chuveiro, sem me preocupar nem um pouco com o meio ambiente ou com o fim dos oceanos num futuro não muito distante, era magnífica! Deixei a água levar pro bueiro tudo que eu havia trazido de pior do futuro da nação.
Sem grandes surpresas, fomos à inauguração da Ilha do Sexo devidamente montadas. Litta Walitta pegou uma piruka vermelha meio Rihanna e cobriu bem porcamente a neca e o edy com espátulas. Kilo Minhoca pegou uma piruka moicana preta, colocou glitter na ponta e foi toda de couro preto com espinhos. Mega Motoqueira Fantasma. Eu decidi mudar o visual desta vez e fui completamente pelada. Amarrei a neca pra trás num laçarote de presente e coloquei duas estrelinhas cintilantes cobrindo os têtês.
Levamos três longas horas pra cruzar a cidade e chegar na balsa que levava até a ex-Ilha do Bororé. Eu olhava a paisagem e o trânsito como se tudo fosse novidade pra mim. Fiquei tão contente em ouvir novamente o som das buzinas desesperadas, os xingos de motoristas nervosos, fiquei maravilhada com os prédios ainda erguidos e com o sol brilhando no céu.
Uma fila interminável de travestis, profissionais do séquiso, jornalistas e fashionistas esperava pra embarcar na balsa. Mostrei meu convite VIP extra VIP que o Fabinho das Bananas tinha me dado em algum lugar do passado e nós três furamos a fila mandando beijinhos e deixando uma multidão de bichas em estado de fúria.
_ E quem são elas pra furaram a fila assim?! - gritou novamente uma bichinha qualquer.
_ Meu amô, nós somos Maddyrain, Litta Walitta e Kilo Minhoca. Preciso dizer mais alguma coisa? Ah, preciso: seu futuro depende de hoje. Um beijo.
_ Vocês voltaram!? Gente, elas voltaram! Maddyrain voltou! - um repórter da G Magazine veio me entrevistas. Perguntou por onde eu estive metida.
_ No lado mais negro do futuro.
Olhei pro lado e vi o Fabinho das Bananas passando. E agora, Brasil!?
Miss You Much7" Edit
Mama Mix
Oh I Like that Mix
Sing it Yourself Mix
A Cappella
Shep's House Mix
Shep's House Dub
7" House Mix
7" R&B Remix
Slammin' R&B Mix
Slammin' Dub
7" Slammin' R&B Mix
That Bass You Much Mix
I'm not the kinda girl who likes to be alone...
Saudades da sua neca:
Vamos ver quanto tempo o MediaFire e o Blogger manterão este post no ar, néam? O povo tem uma coisa com a Janet Jackson que eu fico até com medo! Anyway, "Miss You Much" faz parte da época em que a Janet era Janet e tinha lá alguma importância. Não vamos entrar nos méritos da Janet de hoje em dia, néam?
"Miss You Much" foi single do principal álbum da carreira da bunita, o Rhythm Nation 1814. Gosto de pensar que o Control simplesmente não existiu, mas abaphe the case. Se você nunca ouviu "Miss You Much", pegue o 7" Edit. A produção é de ninguém menos que o duo Jimmy Jam & Terry Lewis, que produziram basicamente tudo dela. Não tem muito o que falar; é aquele pop com nuances r&b bem no estilo Janet Jackson. Uma delícia! O Mama Mix é a versão extended. As outras versões são, respectivamente, um dub, a versão instrumental e a cappella. Estão aí pras mais completistas (atenção pro dub que é uma porcaria).
Os outros remixes ficaram todos a cargo do guru house Shep Pettibone. Antes da Madonna pegá-lo de jeito, o Pettibone já havia mudado a vida da Janet! Vamos começar pelo MARAVILHOSO Shep's House Mix! Uma delícia de flash house que não foge em nada dos padrões Pettibonianos. Gostou das batidas? Então pega também o Shep's House Dub. O Slammin' R&B Mix fica mais próximo da versão original, mas ainda mantém elementos do House Mix. Eu SIMPLESMENTE adógo o começo desse remix! O Slammin' Dub também é gostosinho.
Segunda-feira, Setembro 12, 2011 | Celebridades: Janet Jackson | 1 Bilus felizes
Vamos falar da Madonna: American Life
Bom, não é novidade alguma quando eu digo que o "American Life" é o álbum mais fraco e chato da Madonna. Isso todo mundo sabe! Mas, de toda forma, não dá pra jogar absolutamente tudo no bueiro. O "American Life" tem lá algumas coisinhas boas e crássicas. Continuando a questionável parceria com o Mirwais, que havia produzido praticamente o "Music" inteiro, Madonna decidiu lançar sua opinião sobre a vida, o sonho e os costumes americanos, levando pedra até no olho do edy.
Pras bilus mais desinformadas do recinto, na época do lançamento do "American Life", em abril de 2003, grande parte dos americanos aplaudia de pé os atos de contra-terrorismo promovidos pelo então presidente Bush. Quando a Madonna decidiu abrir a linda boquinha de veludo e expressar sua opinião contrária ao governo, o público dos Estados Unidos voltou as costas pra ela e o pobre do "American Life" acabou sendo um dos piores fracassos na vida da Madonna. Bom, eu acho que o maior fracasso do álbum é a arte dele. A capa é simplesmente TERRÍVEL. Uma coisa "quero ser Che Guevara" que SUPER cansa minha beleza intestinal. A edição limitada, que não contém absolutamente nada de mais, é um trambolhinho de couro sintético sem graça que mofa cada dia mais no meu armário.
Como já falei lá em cima, as letras das poucas músicas (apenas dez, já que "Die Another Day" já havia sido lançada antes) expressam a opinião às vezes exagerada da Madonna em relação à cultura americana. Cultura esta em que ela faz parte, meu amô. Quando ela diz que não assiste televisão em "Nobody Knows Me" tenho vontade de vomitar. Tem também uma "homenagem" ao filho Rocco que abordarei mais abaixo. Diana Ross me proteja de homenagens assim!
"American Life", embora tenha estreado em primeiro lugar nos Estados Unidos, recebeu críticas negativas e foi considerado desinteressante pelo público geral. Eu lembro que quando ouvi o álbum pela primeira vez, pensei: "Jesuis, nunca pulei TANTAS músicas num disco da Madonna!" Loucura! Loucura! Loucura!
O enxuto tracking list (mas dentro dos padrões da Madonna) conta com as seguintes músicas, sem nenhuma variação para edições internacionais ou limitadas:
1- American Life (single)
2- Hollywood (single)
3- I'm So Stupid
4- Love Profusion (single)
5- Nobody Knows Me (promo)
6- Nothing Fails (single)
7- Intervention
8- X-Static Process
9- Mother and Father
10- Die Another Day (single)
11- Easy Ride
Acho que uma das melhores coisas do "American Life" foram os singles, que ganharam remixes bons e tocaram bastante nas buatchis. O primeiro single do álbum foi o polêmico American Life, que criou mais barulho por conta do clip do que a música em si. Pra quem nasceu ontem e perdeu todo o babadu da época, o primeiro clip mostrava um desfile de moda com a guerra do Iraque como pano de fundo, tendo até o presidente Bush no final. Uma loucura! O público americano quis jogar a Madonna na fogueira! Resultado, um dia após a estreia do clip, ele foi retirado do ar e foi relançado numa versão MEGA chata com a Madonna cantando na frente de bandeiras do mundo todo. Meu kool geral e absoluto!
A música pode ser resumida da seguinte forma: olha só, meus amores, eu sou ryka, tenho de tudo, já chupei mulher, homem e cachorro, mas sou infeliz, tzá? Tenho milhares de empregados, mas não sei lavar um copo. Meu kool pra vida americana! Junte a todo esse bla bla bla hipócrita umas batidas eletrônicas bem europeias e com a assinatura do Mirwais. Resultado: um koolzinho, mas com remixes ótimos. Levei eras pra decorar aquela parte do "rap". A troco de quê, eu me pergunto...
Hollywood continua a crítica aos padrões americanos atacando o império do glamour, a cidade de Hollywood. A música tem uma pegadinha eletrônica com violão bem reminiscente do "Music". Outro gogozito que ganhou remixes bons e tocou pra garai na buatchi. Em seguida, I'm So Stupid. É isso mesmo, Madonna! Você é uma estúpida em lançar algo TÃO chato! Mais uma chatice eletrônica criticando a vida que ele levava no passado. Assim... meu kool! Quer trocar de vida, gata? A xente troca RIGHT NOW!
Love Profusion é a primeira baladinha do álbum e é bem bonitinha. Felizmente a Madonna muda de tema e trata de algo mais espiritual. Como praticamente tudo que o Mirwais fez, temos uma batidinhas eletrônicas com violões. A música também foi tema do comercial de um perfume e ganhou um dos clips mais bonitos da Madonna.
Pra mim, o grande problema de Nobody Knows Me não é a música em si. As batidas eletrônicas são ótimas e dá pra ahazzar na dublagem. Mas a letra, meu amô... ah, a letra... Se você compreende inglês, ignore a letra por completo! Na época de lançamento do álbum, eu achava Nobody Knows Me uma das mais chatas do disco, mas com tanta merda boiando, até que dá pra salvá-la do bueiro.
A segunda baladinha do álbum, Nothing Fails, também segue um caminho mais espiritual e mistura violões com cordas e um coral super bonito, criando uma atmosfera bem gostosinha. É um dos poucos singles da Madonna que não ganhou clip e teve uma divulgação pra lá de cagada (isso sem contar na capa do single que... por Diana Ross... só podia ser contenção de gastos). Intervention é outro eco do "Music" e é uma "homenagem" ao então pequeno Rocco. JURO que nunca parei pra ouvi-la inteira!
Entrando no clima MTV Unplugged, temos X-Static Process. Confesso que já gostei MUITO dessa música, mas hoje em dia considero um blah sem igual. Extremamente parada e sem sal. Ficaria boa, talvez, como um lado B. Aliás, já ouvi lados B melhores! Bem melhores...
Na minha opinião, o ápice do "American Life" é Mother and Father e a pergunta que não quer calar desde 2003 é: por que essa música não virou single?! Na época, houve boatos de que ela seria lançada como promo pelo menos, mas os remixes acabaram engavetados e vazaram anos depois. Uma pena.
Die Another Day já havia sido lançada antes como parte de divulgação de um dos filmes do 007, então não é nenhuma novidade. A música é bem dançante e, FELIZMENTE, não mistura as batidas eletrônicas do Mirwais com violões! O babadu são os belíssimos violinos. Adoro!
Pra fechar o álbum, temos Easy Ride, que também é entupida de violinos. Na minha humilde opinião, uma das baladjénhas mais bonitas da Madonna. Muito linda, mas é uma pena que veio num disco tão chato e acaba sendo esquecida no meio de tanta chatice.
A primeira tentativa de promover o "American Life" e levantar as vendas foi com o lançamento do "Remixed and Revisited", um dos álbuns de remixes mais fracos que eu já ouvi na vida. Lançado em novembro de 2003, o tracking list é o seguinte:
1- Nothing Fails (Nevins Mix)
2- Love Profusion (Headcleanr Rock Mix)
3- Nobody Knows Me (Mount Sims Old School Mix)
4- American Life (Headcleanr Rock Mix)
5- Like a Virgin/Hollywood Medley
6- Into the Hollywood Groove
7- Your Honesty
O remix de Nothing Fails eu falarei mais abaixo. Bom, não vou nem comentar sobre as cagadas de rock remixes que ela encomendou pra Love Profusion e American Life. Puro lixo. O remix de Nobody Knows Me é electro básico da época e que tocava bastante nas buatchis.
A apresentação ao vivo de Like a Virgin com Hollywood contou com as ninfetinhas Britney Spears e Xtina Aguilera e criou-se todo um alvoroço por conta do beijo que a Madonna deu nas duas. Amores, Madonna já beijou mulheres mais bonitas. Fika a dika.
Como brinde, temos o mash-up de Hollywood com Into the Groove e os vocais adicionais da Missy Elliott. Nada de outro mundo, na minha opinião. No final das contas, a grande surpresa do disco é Your Honesty, sobra de estúdio do "Bedtime Stories" que ficou engavetada por milênios.
A segunda tentativa de alavancar o "American Life" veio com a turnê mundial "Re-Invention Tour". Acho que Madonna foi muito esperta quando escolheu esse título pra turnê. Os fãs ficaram todos com o kool piscando pra saber quais seriam as inovações que ela promoveria e como ela mexeria nos clássicos. O resultado é um tanto desanimador.
A turnê ainda não teve um lançamento oficial e mais da metade dos fãs já desencanou e comprou versões piratas do show. Levou anos pra eu assistí-lo em DVD e acabei soltando um peidinho acompanhado do clássico comentário "É só isso?". É praticamente uma continuação do desinteressante "Drowned World Tour", com Madonna intercalando performances animadas com números CHATOS de guitarra e cagando com músicas clássicas. A melhor parte, pra mim, é justamente a primeira música, Vogue. Melhor apresentação EVER daquela música!
Talvez o maior mérito do "American Life" tenha sido fazer a Madonna despertar pra vida com a queda absurda de popularidade e público e decidir voltar às origens com um novo álbum dançante e definitivamente Madônnico. As poucas músicas boas do "American Life" acabam se perdendo no meio de tanta mesmice e comentários ácidos pra lá de hipócritas. Mas todo túnel tem uma luz no seu final, meus amores! E a luz e salvação da Madonna foi o "Confessions on a Dancefloor"!
Nothing FailsRadio Edit
Radio Remix
Nevins Mix
Nevins Big Room Rock Mix
Nevins Global Dub
Peter Rauhofer's Classic House Mix
Peter Rauhofer's Classic House Long Mix
Peter's Lost in Space Mix
Tracy Young's Underground Mix
Tracy Young's Underground Dub
Jackie's in Love in the Club Mix
Re-Invention Tour Rehearsal
I'm not religious but it makes me wanna pray...
Trepe no meu edy da vida:
"Nothing Fails" é uma das melhores músicas do "American Life". FATO! Infelizmente, o single não teve uma divulgação muito decente e acabou sendo um fracasso mundial. A música até ganhou remixes muito bons, mas a falta de um clip bonitinho foi sentida. Podem pegar a Radio Edit. Uma gracinha.
O primeiro remix lançado pra "Nothing Fails" foi a versão do Jasons Nevins. O Nevins Big Room Rock Mix segue o padrão dos remixes dele da época. Um dance pesado com algumas guitarras aqui e ali. Bem interessante! O Radio Remix tem mais vocais, mas mantém os elementos rock dance diva. O Nevins Global Dub é mais bafônico e pintoso.
Quem não podia faltar era o arroz de festa Peter Rauhofer (que felizmente anda sumido). O Peter Rauhofer's Classic House Mix podia ser mais "classic house", mas é muito bom. Não esperem nenhum ar de David Morales ou Frankie Knuckles! Pra não fugir do estilo que ele seguia na época, ele lançou ainda o Peter's Lost in Space Mix, que é mais club e tem a cara da The Week.
A sapinha Tracy Young geralmente não me agrada com seus remixes, mas o Tracy Young's Underground Mix é bonitinho e dançável. Acho engraçada essa fixação dos DJs em colocar nomes nos seus remixes que não são necessariamente classificatórios. O remix dela não é nada underground. Um club dance bem básico e jogativo.
Por fim, o Jackie's in Love in the Club Mix de uma rachinha que eu nunca vi mais gorda. De toda forma, ela conseguiu fazer uma versão bem dançante e gostosa de "Nothing Fails". Recomendado!
Quarta-feira, Setembro 07, 2011 | Celebridades: Madonna | 1 Bilus felizes
Lar doce lar
A plataforma de espera da estação era um grande abrigo fedido e sem qualquer fiscalização pelos guardas. Uma verdadeira terra de ninguém. O vagão chegou e entrei sozinha nele. Ninguém desembarcou e o medo e apreensão das pessoas dentro do metrô de que houvesse uma infestação de pobreza era tão grande que elas ficavam amontoadas tentando se proteger do perigo de fora. Quando me viram, ficaram ligeiramente mais confortáveis. Meus amores, eu sou mais perigosa que todos aqui reunidos!
Olhei o esquema com todas as estações que ainda restavam em São Paulo e vi que seria uma viagem longa até a Praça da Árvore. Fechei os olhos, cansada, e sonhei com a casa dos meus avós paternos. Passei pouco tempo da minha infância lá, mas aquele sobrado na Praça da Árvore me marcou muito. Sempre sonho que estou voltando para lá e lembro perfeitamente dos cômodos, dos detalhes da mobília... de como tudo era. A dika da Roxxana Veludo só podia se referir àquela casa.
Sonhei com a rua como ela costumava ser. Os sabradinhos germinados idênticos um ao lado do outro. A escadinha na entrada. A sala de estar com a tapeçaria de leões. A despensa debaixo da escada com os potes de arroz e feijão. A máquina de costura num dos cantos da sala de jantar. A cozinha com azulejos azul claro. O banheiro externo minúsculo com a cordinha para dar descarga. Os quartos no andar de cima. O guarda-roupas com cheiro de naftalina. Tudo ainda fresco na minha memória.
Acordei com alguém me cutucando. Era o motorista do metrô dizendo que havíamos chegado na estação final. Olhei a placa e vi que era a Praça da Árvore. O que aconteceu com o resto das estações? Não dá pra ir lá. Tá tudo dominado pela vegetação. Fiquei assustada, mas entendi o recado quando sai da estação. Um cheiro forte de grama acompanhava uma paisagem verde e até bonita. Árvores enormes haviam brotado do concreto e destruído os prédios e casas da região. O povo vivia que nem macaco, pulando entre os galhos. No solo, uma grama verde escura com manchas pretas. Tudo tóxico, óbvio!
Segui até a rua em que morei. Como o mato crescia numa velocidade absurda, as pessoas haviam deixado as casas pra trás, que haviam sido completamente devoradas pelo matagal. Aim, só falta a casa dos meus avós estar nessa condição! Como é que eu vou entrar no meio desse mato todo!?
O sobradinho ainda tava lá, resistindo bravamente às forças de uma natureza desregulada, mas o segundo andar havia sido destruído pelos anos. Os outros sobrados haviam sido apagados pela vegetação. Forcei o portão de ferro enferrujado e entrei na casa. Lá dentro estava escuro. As janelas haviam sido bloqueadas pelo mato. A única iluminação entrava pelo teto aberto.
Quando meus avós morreram, a casa foi vendida e virou um ponto comercial. Não havia, obviamente, mais nenhum resquício do passado lá, apenas as paredes. A despensa debaixo da escada agora abrigava um esqueleto perdido. Inhaím, tá boa? Quem será você? Você vem sempre aqui? Acho que sim, néam? A cozinha ainda tinha alguns poucos azulejos grudados na parede. Até agora, nada do meu caixão! Aliás, acho que nunca ouvi falar de alguém procurando o próprio caixão depois de morta! Sou pioneira em tanta coisa!
Olhei pra cima na escada principal da casa e vi que ainda restava o quarto dos meus avós, mas com a porta trancada. Subi pisando em degraus podres que se quebravam e abriam buracos que levavam a lugar nenhum. Girei a maçaneta. A porta tava trancada. Havia uma pichação nela.
Aim, Madonna! Chutei a porta com força que se quebrou em lascas grandes de madeira velha. O quarto tava intacto por dentro. O teto ainda estava miraculosamente conservado. Fui até a janela e deixei o sol e cheiro de mato entrarem. No meio do quarto, um caixão coberto por uma bandeira do arco-íris. Pensei em todas as bilus que haviam morrido por causa daquela bandeira. Olhei pro lado e vi um armário grande de madeira. Lá dentro encontrei tudo que talvez me resuma. Alguns dos meus frascos de perfume, pilhas de gibis... até a carcaça de um video game. Toquei tudo e senti a nostalgia no ar. Aim, que vontade de jogar um team deathmatch! Peguei um dos frascos de perfume e borrifei no pescoço. A fragrância já havia apodrecido há anos, mas não importava. Peguei um dos gibis, sentei no chão e virei as páginas como se nunca havia visto um gibi na vida.
Levantei-me e fui até o caixão. Joguei a bandeira no chão sem dó. O problema das pessoas é que elas carregam bandeiras de mais. Tudo precisa ser rotulado. Forcei a tampa do caixão e, sem grandes surpresas, não encontrei nada dentro, apenas uma caixinha preta com detalhes orientais. Te encontrei, sua danada!
Segurei ela na mão e lembrei dos abraços e risadas com minhas amigas Kilo Minhoca e Litta Walitta. Nunca quis tanto estar com quem eu gosto. Fechei os olhos e abri a caixinha. Um beijo pro futuro! Eu quero voltar ao meu presente!
Come on HomeSingle Version
Extended Club Mix
Junior's Sound Factory Mix
Junior's Sound Factory Single Version
Factory Dub - Short Version
Ruff Factory Dub
Dream Dub Beats
Techno Vox
Techno Vox Single Version
Techno Dub
Jungle Vox
Jungle Dub
Remember who you are...
Vem chupar meu edy aqui em casa:
Amores, é triste admitir, mas a carreira musical da Cyndi Lauper é uma das mais irregulares que eu já vi! No meio de singles ótimos, tem muita tranqueira. Isso sem comentar os álbuns da bunita, néam? Mas enfim... "Come on Home" é uma das inéditas da coletânia "Twelve Deadly Cyns". Peguem a Single Version pra conhecer.
A música não fez um sucesso absurdo em lugar nenhum do mundo, mas os remixes do Junior Vasquez MEGA arrombam edys despreparados! A bunita regravou os vocais tanto pro Extended Club Mix quanto pro Junior's Sound Factory Mix. O primeiro é uma versão club básica com a cara dos remixes do Vasquez nos anos 90. Já o Sound Factory Mix, meu amô... se prepare! O instrumental é praticamente o mesmo, mas os vocais são mais sussurrados e as batidas mais pesadas. Isso sem contar na lendária frase "Dream drums... Cyndi Lauper"... Maravilhoso!
Os PÉSSIMOS remixes techno e jungle também são do Junior Vasquez, mas aposto que ele tava completamente dopado quando os fez. Ignorem.
Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Anos e mais anos tentando achar esses remixes... Uma batalha que eu e Cindi Loka desistimos! Fomos vencidas!
instrumental 3:52
factory dub 4:50
jungle ragga beats 5:35
instrumental 8:26
Sábado, Setembro 03, 2011 | Celebridades: Cyndi Lauper | 0 Bilus felizes
- 20 Fingers (1)
- Alicia Bridges (1)
- Alison Limerick (1)
- Aly-Us (1)
- Amber (3)
- Amy Winehouse (3)
- Anastacia (2)
- Angie Stone (1)
- Annie Lennox (4)
- Aqua (1)
- Aretha Franklin (1)
- Barbara Tucker (4)
- Beyoncé (10)
- Billie Ray Martin (1)
- Björk (4)
- Blaze (1)
- Blur (1)
- Boris Dlugosch (1)
- Britney Spears (1)
- C and C Music Factory (1)
- CeCe Peniston (3)
- Celine Dion (5)
- Cesária Évora (2)
- Cher (1)
- Christina Aguilera (3)
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