Roxxan Velvet

_ Apareceu a margarida, olê, olê, olá... Inhaim, hmmm... qual é o seu nome desta vez?

A minúscula cela de Roxxana Veludo era tão escura que eu mal conseguia enxergar o contorno do seu corpo enrolado num dos cantos. O chão tava molhado e dava pra enxergar manchas de sangue ressecado nas paredes. Tudo isso embrulhado futum terrível de dark room velho.

_ Roxxana Veludo? Venha para a luz. Quero ver essa sua cara feia.
_ De que adiantaria eu ir pra a luz, Maddyrain? As luzes... os holofotes... já se apagaram faz tempo.
_ Shhh. Não fique dizendo meu nome assim tão alto!
_ Não quer ser reconhecida? Claro que naum, néam? Maddyrain, a salvadora da pátria. Maddyrain, a messias. Maddyrain, la diva del sexo anale. Eu sempre preferi Maddyrain, a piada mal contada. Mas a que devo a honra de sua visita, meu amô? O que é que você tá fazendo aqui? Eu até te serviria um café ou um chá se tivesse condições.
_ Você sabe como eu vim parar aqui?
_ Claro que eu sei, meu amô. Você veio até aqui buscar aquilo que me criou.
_ Cumé?
_ Você não quer aquela porra de caixinha mágica? Não veio até mim pra me perguntar dela? Você realmente é a versão burra minha, só pode! O que lhe fez pensar que eu estaria com ela? Sabe o que é que eu tenho e posso dizer que é meu atualmente? Nem meu rabo é mais meu. Nem rabo eu tenho mais! Nem peitos! Eu não tenho mais nada, Maddyrain! E você achou MESMO que eu teria a sua caixinha de Pandora? Onde ela estaria agora? Faz-me rir.
_ Mas você sabe onde ela tá! Você foi a última a estar comigo antes de eu desaparecer no tempo! Me conta!
_ Pra você fazer o que? Como é que você vai mudar o futuro, Maddyrain?
_ Eu... eu não sei.
_ Mas eu sei. Deixa eu te contar o que você precisa fazer pra mudar o futuro: você tem que viver. E, para você viver, eu tenho que morrer assassinada na inauguração da Ilha do Sexo. Não é engraçado você vir aqui pedir pra eu morrer no passado? Gente... que viagem! Se eu ainda me lembrasse dos efeitos dos narcóticos, provavelmente seria assim... essa puta viagem!
_ Você não faz ideia de como está o mundo lá fora! Você não imagina o que todos os gays têm passado! Vivemos num bueiro, escondidos da civilização e com medo constante.
_ E eu com isso, Maddyrain? Eu "moro" num cubículo fedido, molhado e escuro. Tenho "direito" à luz solar apenas uma vez por mês. Minha ração diária é o composta pelo resto do resto. Não sei o que é um bom banho há anos. Não venha me falar sobre condições de vida!
_ Eu preciso voltar no tempo! Nem eu nem você precisamos morrer naquele dia, Roxxana!
_ Gata, você já parou e se perguntou QUEM puxou aquele gatilho? Quem te matou acidentalmente?
_ Kilo Minhoca me disse que nunca descobriram.
_ Claro que ela te falou isso, gata. Você acha que sua melhor amiga jogaria a verdade... assim... na sua cara? O seu assassino foi ninguém menos que o Fabinho das Bananas! Era pra ele ter matado a mim naquele dia. E sabe por que? Pra viver uma linda história de amor com você usufruindo da minha herança!
_ Você... você tá mentindo! Ele jamais te mataria!
_ Claro que ele "jamais" me mataria, meu amô. Você pulou na frente da bala!
_ Por favor, Roxxana! Onde tá a caixinha? O que eu posso fazer pra você me falar? Nada que envolva sexo, tzá?
_ Eu só quero uma coisa, Maddyrain. Quero que você me mate aqui e agora. Eu tô cansada de apanhar e ser humilhada e torturada cada dia de um jeito diferente. Acabe com minha dor agora.
_ ... combinado! Eu estou com minha Gillette de estimação.
_ Sua caixinha foi enterrada junto com seu caixão vazio. Quando os ataques às minorias começaram, um grupo de bilus renegadas tirou seu caixão do Araçá e o levaram prum lugar mais seguro.
_ Onde?
_ No lugar onde você foi criada. Eu não sei onde fica; na época eu vivia perseguida 24 horas por dia. Não estive presente e não soube dos detalhes, mas você deve saber onde foi criada, néam?
_ Acho que sei...
_ Eu fiz a minha parte, Maddyrain. Agora você faça a sua!
_ Desculpe, Roxxana. Você deveria me conhecer melhor que ninguém. Eu não vou te matar. Pelo menos, não agora. Quero que você esteja viva pra ver esse futuro acabar. Quando eu mudar o passado, quero que contemple o último minuto de uma vida criada por um equívoco, porque é isso que você é; um equívoco... um engano. Uma anomalia temporal. Você não é real. Não deveria existir. Eu voltei no passado e cancelei minhas ações, mas mesmo assim você lutou pra se agarrar numa existência inexistente. Você me assombrou e acabou com tudo que eu tinha de mais glam e looshuoso na vida. Por sua culpa estou aqui, num futuro desastroso criado, na verdade, por você. Você viverá para saber que sua salvação virá de mim.
_ MADDYRAIN! VOCÊ VAI ME MATAR SIM!

Roxxana Veludo avançou até as grades. A pele estava toda ressecada e quebradiça. A cabeça já não tinha mais aquela cabeleira vasta, apenas alguns fios espetados e brancos. Os olhos esbugalhados brilhavam num vermelho de raiva. A boca aberta gritando e esperniando mostravam alguns poucos dentes sobreviventes e quebrados. Fui pra trás diante daquela visão assustora de mim mesma. Senti mais pena do que repulsa, na verdade. Uma das mãos esquelética segurava a grade enquanto a outra tentava me alcançar com seus dedos longos, finos e espectrais.

_ EU QUERO MORRER, MADDYRAIN!

Fui embora e deixei aquele fantasma pra trás. Meu coração batia acelerado. Queria sentar e chorar ali mesmo, mas segurei a dor. Seria mais fácil ter matado Roxxana Veludo. Passado a gillette naquela garganta magra. O guardinha da saída das celas me encarava assustado e suava frio.

_ Err... senhor... Capitão Bórni?
_ Gueguéam?!
_ Senhor... eu... err... recebi um comunicado para não deixar o senhor sair. O senhor é a Maddyrain mesmo!?
_ E seu for!?
_ Bom... siga por esse outro corredor. Saia pela porta à esquerda. Ninguém vigia aquela saída. Você estará de volta ao Vale do Anhangabaú.
_ Obrigada, amore. Eu até te pagaria um kétji... se você não tivesse essa cara de nequinha minúscula.

Sai correndo pelo corredor que o guardinha indicou. Só faltava ser uma armadilha! Felizmente, não era. O fedor de mijo eau de parfum me esbofeteou novamente e corri pra estação Anhangabaú de metrô. Tava na hora de visitar minha antiga casa.

Cover Girl

Album Version
Feat. Bebe Zahara Benet
Acappella
Twisted Dee's Club
Joe Gauthreaux's Runway Anthem
Macutchi's TaterZ DeeP
Macutchi's TaterZ DeeP Edit
RevoLucian's I am the Runaway
RevoLucian's Ruskool
One... Two... Drew G's Coming for You

And when they see me, they wanna be me...

Chupa meu edy na Ilha de Caras:
Aim, eu acho que o sonho de toda drag é ser glamourosa que nem eu (e a RuPaul também). Loucura! Acho um looshu só as pirukas e o figuro que a RuPaul sempre usa! Adógo! Craro que a xente desconsidera COMPLETAMENTE a versão masculina dela, néam? Abaphe the case.
"Cover Girl" é mais recente e ficou famosa graças ao programa RuPaul's Drag Race, que passou no canal VH1. Se a senhora não assistiu é porque não tem TV a cabo! Fica aí no seu combo Globo e SBT, meu amô! Podem pegar a Album Version que é uma graça e super dançante. Bem que merecia uma versão extended, instrumental e o caralho a quatro! Se você assistiu RuPaul's Drag Race, se joga também na versão com os vocais adicionais da Bebe Zahara Benet (ganhadora da primeira temporada do programa).

Pros remixes, fica evidente a falta de grana que a RuPaul deve estar passando. Ninguém muito conhecido, mas como popularidade não é sinônimo de qualidade, até que tem coisas boas hoje. Começando pelo Twisted Dee's Club que é aquela coisa diva de club gay bem básica e gostosa pra se acabar. O Joe Gauthreaux's Runway Anthem é ainda mais pintoso e despirocado. Um show de travequismo! Recomendado!
Os outros remixes não são lá aquelas coisas! O Macutchi's TaterZ DeeP também segue a linha club diva, mas sem nada de muito especial. Por fim, o One... Two... Drew G's Coming for You que tem uma pegada mais bicha colocada. Enfim, nada que mude a nossa vida.

Procura-se Roxxana Veludo desesperadamente

Sabe quando você tá andando pela rua, toda bunita, balançando os têtês pra lá e pra cá e completamente despreocupada com onde tá pisando porque só pensa em exibir o carão pra quem tá passando e, de repente, não mais que de repente, pisa na merda? Aquela sensação desagradável de estar atolando na merda. Aquele cheiro que instantaneamente sobe ao nariz. Aquela raiva por seja lá qual foi o ser que cagou na rua. Entaum, meu amô, eu corria num túnel de fuga à la dark room, ia pisando não quero nem saber em quais bichos e coisas pelo caminho. Minha vontade era navalhar todo ser cagante do mundo! Começando pelo edy!

Meu plano era bem básico: chegar até o presídio, entrar lá na maior caruda fingindo ser um guarda bem pouco sensual e conversar com Roxxana Veludo. O que conversar já era outros quinhentos. Na escuridão do túnel, ouvi uma voz vindo do meu lado direito.

_ Maddie, a senhora ainda não sabe o que perguntar pra Roxxana, né?
_ Naum. E posso saber por que você tá empoleirada no meu ombro, Kilo Minhoca?!
_ Agora que a gente morreu, vamos te atazanar! Seremos a sua consciência!
_ Era só o que me faltava ter Kilo Minhoca e Litta Walitta como minha voz da razão!
_ Gata, a senhora tá mais perdida que rabo de bichinha virgem no club de sexo do Centrão! Você precisa da nossa ajuda.
_ Amore, eu não entendi a referência à bichinha virgem porque isso eu fui séculos atrás. Tudo que sei é que preciso me encontrar com Roxxana Veludo! Ela deve saber como consertar esse futuro imperfeito.
_ Claro que ela sabe, Maddie. Como é que a senhora veio parar aqui?
_ Eu abri a minha caixinha de Pandora no último suspiro de vida...
_ Então, gata... junta os pontos. O que é que a senhora precisa perguntar pra Roxxana Veludo?
_ Como é que ela tá? Tá boaw? Inháim, como vai, como vai, como vai? Vou bem, muito bem, bem, bem!
_ Ai, que horror! Sempre achei a senhora mais inteligente! Litta, seja mais didática.
_ Maddyrain, cadê a porra da sua caixinha?!
_ E eu lá vou saber?!
_ Justamente! Quem é que sabe? A Roxxana Veludo!
_ Aim, que loucura! Plim! A lampadinha em cima da minha cabeça acendeu!
_ Você tem que perguntar pra ela onde tá essa caixinha pra voltar ao passado e mudar o futuro, Maddie!
_ Quem tem que morrer naquele dia na inauguração da Ilha do Sexo é Roxxana Veludo, não Maddyrain!

Loucura! Loucura! Loucura! Me senti saída de uma trama de fixação científica! Meu cavalo sempre leu muito história dos X-Men. Só pode ser isso! Senti pena das bilus leitoras completamente perdidas nessa mega trama de viagem no tempo! Enquanto Litta Walitta e Kilo Minhoca discutiam com saudosismo na minha orelha as cores de esmalte com nomes mais bizarros de outroa, avancei até a saída do túnel.
Do lado de fora, São Paulo continuava a mesma merda escura, suja e fria. O antigo Teatro Municipal que agora servia como presídio de segurança máxima encarava a vista devastada com antipatia e tristeza. O cheiro de nena que o Vale do Anhangabaú exalava novamente me deixou nauseada. Fiz um 21 pro Hugo assim que sai do túnel. Litta e Kilo ficaram com nojo e desapareceram dos meus ombros. Caminhei até a entrada do presídio como se fosse o guarda modelo da corporação.

_ Identificação!
_ Não tá vendo minha plaquinha com meu nome?
_ Boa noite, Capitão Born. Pode passar!

O interior do Teatro Municipal havia perdido toda pompa e looshu do passado. Todo mármore do salão de entrada agora exibia uma coloração escura e mucosa. Todos os guardas por quem eu passava pareciam tristes e deslocados naquele ambiente sufocante e assombrado pelos gritos de agonia e desespero que vinham das profundezas do teatro. Fui seguindo as plaquinhas até as celas do povo perigoso e diferenciado. Um guardinha cochilava no posto.

_ Acorda, meu amor! Você não é pago pra dormir! Sentido!
_ Opa! Desculpa! Capitão... hmmm.. Bórni?
_ Born, soldado! "Born"! Vim vistoriar a interna Roxxana Veludo!
_ Senhor, para entrar nas celas deste bloco é necessário apresentar a papelada...
_ Eu sei, soldado. Será que eu aparento ter saído de um bueiro qualquer e surgido aqui num passe de mágica? Tá tentando me ensinar a trabalhar, soldado?!
_ Não, senhor! Perdão!

Apresentei a pasta com os documentos que elzei da cobertura do ministro de segurança pública e me achei merecedora de um Oscar por minha interpretação. Talvez só o "meu amor" ficou deslocado no contexto, mas o restante foi mais macho impossível! O guarda abriu o portão para o corredor com as celas. Um odor azedo de suor, mijo e otras cositas más tava impregnado no ar. O interior das celas era escuro, mas dava pra distinguir pessoas escondidas espreitando do escuro.

_ Qual é a cela de Roxxana Veludo, soldado?
_ É a...
_ Eu tô aqui! Apareceu a margarida, olê, olê, olá...

Senti um calafrio...

Show Me

Urban Soul Original Mix
Def Club Mix
Def Radio Edit
Def Instrumental Mix
Def Dub-Appella
Him & Her Mix

It don't matter if you're gay or live...

Vou te mostrar meu edy pra você chupar:
"Show Me" é uma daquelas pérolas que poucas pessoas conhecem e merecem ser divulgadas! Eu só conhecia o remix do David Morales e acho, assim, MEGA válido toda biluzada baixar! Se joguem no Def Club Mix! Puro escândalo daqueles vocais andrógenos! Não sei se é homem, mulher ou bilu cantando! O clima do remix é todo dark room house. Uma loucura. Se gostar, pega também o Def Instrumental Mix, que não é totalmente instrumental, mas é legal. Outra versão pra deixar você todo cagado é o Def Dub-Appella! Uma loucura!
Por fim, o Urban Soul Original Mix, que tem uma pegada mais dance e bonitinha também, mas a estrela da vez é o Morales que SUPER ahazzou com essa música.

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Aim, xente, hoje é pouca coisa, vai! Ajuda a tia Maddyrain, ajuda?

radio edit 3:55
him & her dub
phillip & danny's twilo edit 8:42

Bucha de canhão

_ Diana Ross existe! Eu tô salva, meu amô!
_ Diana Ross e eu, né Maddie?
_ Kilo!? Cumé que a senhora veio parar aqui!?
_ Andando, oras.
_ Mas a senhora não conseguia nem ficar de pé direito hoje cedo!
_ Maddie, eu tô aqui de pé te ajudando graças ao poder da cocaína. Cheirei tudo que eu tinha. Tudo! Até os pacotinhos escondidos pra emergências. Não me sobrou mais nada. E cá estou, linda, leve, solta e delirante. A cocaína me curou! Aleluia!
_ E como é que a senhora ficou sabendo que eu ia precisar da sua ajuda, vinhada? Algum tipo de visão?
_ Justamente! Litta Walitta apareceu na nossa tenda e mandou eu vir pra cá. Mas primeiro mandou eu cheirar tudo até a última ponta.
_ Xente... que babadu!
_ Vamos logo, Maddie. Não preciso nem dizer que você trouxe a desgraça pra nossa porta, né? Joanete Filha do Jack não voltou pra casa hoje. Você sabe onde ela tá?
_ Aim, temo pelo pior, gata... Se você pudesse me ver nessa escuridão, também ficaria bege.
_ Mas eu estou te vendo. Estou com um incrível poder de visão infravermelha!
_ Xente, essa cocaína era das boas, hein?!
_ Tanto tempo guardada, mofando e sendo deslocada pra lá e pra cá deve ter dado poderes especiais pra ela. O que aconteceu que a senhora tá toda ensanguentada? Menstruou de novo?
_ Aim, que loucura! E não é que a senhora tá me vendo mesmo?! Eu matei e esquartejei o ministro de segurança pública. Prontofalei!
_ Ai, que horror! Que nojo!! Para, eu preciso vomitar! Essas coisas são tudo pedacinho dele?!
_ Justamente, gata. Fiz a linha bandida.
_ Maddie, a senhora tem que sair do submundo por aquele túnel secreto do Fabinho. A senhora não pode ficar aqui!
_ Eu sei, gata. Eu tenho um plano. Preciso ir até o presídio de segurança máxima do Anhangabaú. Preciso encontrar Roxxana Veludo!
_ Ela desapareceu faz anos, Maddie. Duvido muito que esteja viva e lá.
_ Eu tô com a papelada do ministro, Kilo. Ela tá lá! Preciso me encontrar com ela! Algo me diz que só ela pode dar um jeito nessa cagada toda!
_ Maddie, você não vai poder ir até o presídio assim, toda cheia de restinhos humanos na roupa. O Fabinho tinha escondido no vagão dele um uniforme militar. Dá uma fuçada lá antes de fugir pelo túnel secreto. A saída do túnel é...
_ Eu sei, gata. Eu estarei praticamente do lado do presídio. De lá em diante, estarei sozinha e por minha conta. - nosso papo gostoso e descontraído foi cortado pelas batidas dos guardas atrás de nós na porta que selava o submundo - Gata, acho melhor a xente correr!
_ Maddie, não acho que consigo correr. Os poderes da cocaína estão me deixando... Vá você na frente e avise a bicharada.
_ Mas e a senhora?! Vai ficar pra trás?!
_ Gata, o túnel é estreito. Eles não vão conseguir avançar muito rápido com eu plantada aqui, completamente colocada e lançando raio laser do edy. Vai logo e não olhe pra trás.
_ Não, Kilo! Se joga nas minhas costas, eu te carrego! Não vou deixar minha melhor amiga ser morta sem eu fazer nada!
_ Maddyrain, não seja burra! Olha pra mim! Não tenho nem cara direito. Eu não sirvo mais pra nada, já tô maricona! Encontre Roxxana Veludo!

No escuro, não pude ver as lágrimas de Kilo Minhoca rolando pelo rosto deformado. Nem ela pode ver as minhas. O silêncio do túnel de entrada pro submundo era cortado pelos meus passos corridos e as batidas dos guardas na porta.
Quando cheguei na entrada do submundo, virei pra trás a tempo de ver a porta que separava a estação do túnel de acesso ser arrombada. Vi o contorno da Kilo Minhoca virar pra trás e gritar Corre, Maddie! Um beijo e não me liga mais! Entrei toda esbaforida no salão principal. A bicharada vivia sua vida como se nada estivesse acontecendo lá fora.

_ Vinhados do meu Brasil, os guardas estão invadindo o submundo! Rápido, peguem o que puderem pra se defender!
_ E quem é você, viado?
_ Eu sou a Maddyrain, garai!
_ Ah, tá! Conta outra!
_ Viado é uma raça cretina mesmo! Se quiser morrer, meu amô, morra! Eu é que não vou morrer do seu lado!

Sai correndo até o vagão abandonado do Fabinho das Bananas. O choque da minha revelação começou a afetar a bicharada e percebi a correria pra lá e pra cá. Encontrei um baú antigo e revirei o que havia dentro até encontrar o tal uniforme. Enquanto as bichas corriam desesperadas procurando se esconder ou lutar contra as hordas de guardas que não paravam de entrar no submundo, joguei minha roupa e o que havia restado do ministro de segurança pública longe e vesti o uniforme militar guardado pelo Fabinho.

Coloquei uma estante de livros antigos pro lado e destranquei a porta que me levaria até o Vale do Anhangabaú e até o presídio em que Roxxana Veludo estava. Máguegarai eu vou falar com aquela filha da puta quando eu chegar lá?!

The Girl You Lost to Cocaine

Sander Van Doorn Remix
Sander Van Doorn Edit
StoneBridge Vocal Remix
StoneBridge Vocal Edit
StoneBridge Dub
Mark Picchiotti Club Remix
Mark Picchiotti Edit
Mark Picchiotti Drama Dub

I am a girl with a lot on her plate...

Cheira meu edy:
Outro dia eu tava na casa de Litta Walitta completamente embriagada e começou a tocar um remix de "The Girl You Lost to Cocaine" no computador da bunita. Fiquei loka! Despiroquei. Me joguei na contextualização, mas guardei o nome loko da música (e profético) pra procurar depois na minha casa. Embora a versão original não faça o meu estilo e eu NUNCA tivesse ouvido falar dessa Sia, eu AMEI os remixes!
O Sander Van Doorn Remix segue uma linha electro house mais pesada e arrombante. Uma coisa... assim... super dopante. O StoneBridge Vocal Remix também ahazza! Não é igual aos outros remixes housezinhos do StoneBridge, mas ahazza com o meu edy! Perfeito pra você virar pocinha na buatchi! O remix do crássico Mark Picchiotti faz a linha bichinha feliz e fervida com o edy à mostra. Se joguem no Mark Picchiotti Club Remix também e se acabem de tanto dançar, meus amores! Vocês merecem!

Fugitiva

O elevador parou enquanto eu descia pro térreo completamente molhadinha de sangue e restinho de xente. Aim, que saco. Só falta ser a polícia! Uma madame carregando um micro mini poodle no colo havia chamado o elevador e me encarava totalmente passada. Abri o maior sorriso Colgate que eu podia criar no momento.

_ Inhaím?!
_ VIRGEM MARIA!
_ Volta aqui! Não adianta fugir, agora a senhora vai descer comigo até o térreo, meu amô.
_ Por favor, não me machuque! Não machuque a Filó.
_ Gata, eu sou inofensiva. - e sorri novamente, com o sangue escorrendo pelo rosto.

Quando chegamos no térreo, joguei a mulher pra minha frente e segurei ela com força contra meu corpo pra usá-la como escudo humano. Meus amores, são anos e mais anos de video game e Cidade Alerta na veia pra saber como ser uma criminosa de primeira. Os guardas que ficavam no térreo olharam com espanto.

_ É o seguinte, dois pontos e travessão, ninguém sem aproxima de mim, senão eu mato essa bunita aqui. Tão me entendendo? Eu sou travesti e sou perigosa! - mentira! Só podia matar a madame entuchando o edy dela de frutas! Os guardas sacaram as armas e miravam em nós três (contando a cachorra também). Uma voz no alto-falante disparou.
_ Atenção todas as unidades do Conjunto Nacional. Localizamos o paradeiro da criminosa Maddyrain. Ela se encontra no prédio e pode estar a caminho da saída principal. Sua última localização foi na cobertura do Ministro da Segurança Pública e há chances de ela ter cometido assassinato.
_ Amore, você tá mega desatualizado. Eu já tô na saída e, sim, eu cometi um assassinato.

Fui andando ainda com o escudo humano até a saída. Os guardas abriam caminho para eu passar. A madame chorava sem parar. Pensei nos calmantes da Litta Walitta. Eu tava tão alterada que um remédinho agora não ia mal.

_ Meu amô, não precisa borrar toda a maquiagem em cima de mim. Eu vou te soltar assim que passarmos pela porta.
_ Não me mata, pela Virgem Maria Santíssima!
_ Gata, eu não vou te matar... pela Diana Ross!

Assim que cruzamos a entrada, larguei a mulher pro lado e corri pela Avenida Paulista à noite. A rua já tava mais vazia e em pouco segundos os guardas do Conjunto Nacional sairam atrás de mim. Parada, Maddyrain, ou iremos atirar. Atirem no meu edy se puderem! Corri como uma condenada até a estação de metrô. Minha única esperança era fugir para o submundo. Atravessei a avenida sem me preocupar com os poucos carros velhos passando, mas como edy na mão de tanto medo de ser alvejada. Os disparos passavam raspando e estouravam no vidro da entrada da estação.

As poucas pessoas que ainda passavam pela rua ou andavam na estação se jogavam no chão com medo. Sai da frente, porrah! Não tá vendo que eu tô sendo perseguida! Pulei a catraca como uma marginal da Praça da Sé. Um vigia do metrô gritou para eu parar e voltar. Se eu tivesse mais tempo juro que parava e abaixava a calça pra ele.
Os camelôs da plataforma ouviram os tiros descendo as escadas da estação e se escondiam entre as pilastras. Os tiros passavam zunindo e acertavam as paredes e barracas. Olhei pro relógio central. Aim, garai! Ainda não tá na hora do último trem! E agora, minha Diana Ross!? Virei pra trás e vi os guardas avançando na minha direção. Como viram que eu não tinha muito pra onde ir, pararam de atirar. Xente, eu devo ser muito importante mesmo. O final da plataforma tava chegando e a porta pro submundo tava ali, estática, sem esboçar a menor reação. Uma luz vinha do túnel. Era o próximo trem.

_ Maddyrain, parada em nome da lei! Você está presa por uma série de crimes contra a humanidade heterossexual.
_ Ah, meu kool pra vocês! Com fritas!

Pulei na frente do trem a tempo de me jogar contra a parede do túnel. Encostei na porta do submundo e esmurrei. Socorro! Tem alguém aí! Abra a porta pra mim! É a Maddyrain! Ninguém. Nada. Jesuis, depois que esse trem partir, não terei pra onde ir! Até nervosa eu faço rimas! Os guardas se alinharam na plataforma e começaram a disparar na minha direção. O povo começou a gritar e entrar e pânico enquanto os tiros rasgavam as paredes de metal do vagão. Me joguei no chão e continuei batendo na porta. Socorro, garai! O trem já tava pra partir e decidi me levantar. Se é pra morrer, morrerei com dignidade que sempre me foi negada!

De repente, não mais que de repente, enquanto o trem parado começava a se movimentar e a luz da plataforma iluminava novamente o túnel, a porta do submundo foi aberta e uma mão me puxou pra dentro. No escuro do túnel, eu podia ouvir os tiros tentando penetrar no metal reforçado da porta fechada atrás de mim. Diana Ross existe! Eu tô salva, meu amô!

Catch the Light

Todd Terry's "M&T" Radio Mix
Tee's Freeze Mix
Tee's Radio
Tee's Acapella (low quality...)
Sound Factory Club Mix
Brian Bristol Eclipse Mix
Jason's Full Monty Club Mix
Jason Nevins Mix
Bad Boy Bill Vocal Mix
Sharp "Master Blaster" Mix
Oracles Vocal Mix
Oracles Dub

Shining in the ecstasy...

Chupa meu edy que brilha:
Aim, como eu gosto dessa mulher! Jesuis! Quando eu renascer, quero vir como a Martha Wash, só que mais magra e mais bonita. Mas com essa voz, posso? Quero abrir a boca Royal e, além de pagar um kétji perfeito, cantar como a Martha Wash! E como gosto de "Catch the Light"! É uma graça, meus amores!
Vamos começar a jogação nos remixes com o Tee's Freeze Mix, que não tem nada de muito diferente de tudo que o Todd Terry fez antes. Se você pegar as batidas dele, dá pra colocar em um monte de outros remixes feitos por ele. Uma loucura de criatividade!

O melhor remix de hoje é, sem dúvidas, o Sound Factory Club Mix (que não é do Junior Vasquez, apesar do nome)! Simplesmente maravilhoso e pura bateção de cabelón na buatchi! Um dance super gostoso e mega club diva! Aqueles gritinhos "Gotta feel alright!" ad infinitum me deixam loka do meu respectivo kool!
O remix do Brian Bristol tentou pegar um monte de coisa e engolir tudo ao mesmo tempo. Resultado: ficou uma merdinha. O Jason's Full Monty Club Mix, do Jason Nevins no comecinho da carreira, é bem diferente do estilo que ele viria a fazer anos depois. É um dance gostoso e animado. Recomendado! Os outros remixes não são bons e nem merecem nota, principalmente aquela merda drum'n'bass (ou algo do tipo) do Oracles. Jesuis, Martha Wash merecia mais do que isso!

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Aim, xente, já rodei mundos e fundos atrás destes remixes, mas nunca encontrei nenhum! Será que alguma alma caridosa e colecionadora de LPs promocionais pode me ajudar? Um beijo.

vission & lorimer klub 6:04
vission & lorimer underground goodie 5:51
tee's inhouse mix 6:14
sound factory radio mix 3:55
bad boy bill instrumental 6:09
sharp "master blaster" instrumental
urban groove mix 5:03

Atitudes extremas

Prensada contra a mesa, descobri que não tinha pra onde fugir do ministro e que o velho era bem mais forte do que eu (novidade!).

_ Você realmente achou que eu não ia sentir o cheiro de pederastia em você, Maddyrain?
_ Como é... como é que você descobriu!?
_ Eu sou um militar há mais tempo do que você imagina. Você deixou tanta migalha pra seguir seu rastro que eu teria que ser muito trouxa para não perceber.
_ Me larga, fazofavô? Por que é que eu sou tão importante assim? O que você tem contra mim?
_ Você representa tudo que há de pior no mundo. Eu vou ter o gostinho de acabar com sua laia e deixar seu corpo apodrecendo na Avenida Paulista para todo mundo ver, viadinho, o que acontece com viado. Mas antes, sabe o que eu vou fazer?
_ Me larga!
_ Eu vou arrombar esse rabo largo que você tem. Você deve ter feito uma força descomunal pra segurar as pregas que não tem quando fiz o teste da farinha com você, né? Mas falhou, bichinha. Deu pra ver até o seu reto na farinha - ainda me segurando com força, o ministro afrouxou a calça e colocou o pingulinzinho pra fora. Abriu minhas pernas com a mesma mão e me debruçou sobre a mesa.
_ Você é igual a todos os homofóbicos! Uma bicha recalcada, incapaz de se aceitar! Me larga! Eu não tenho culpa de ter sido feliz a minha vida inteira! Não posso ser culpado pela sua falta de coragem em se assumir!
_ Cala a boca, viado. Não quero acabar com você antes de te comer. Quero ouvir você gemendo de dor e prazer ao mesmo tempo.

Forçou o pintinho contra meu edy. Fechei o túnel do amor. Passivo não dá quando não quer. Não adianta forçar! Ele mandou eu abrir o rabo. Ignorei o pedido. Ele afrouxou um pouco meu braço pra abrir minha bunda com a mão e meter a rola em mim. Senti a dor de ser invadida sem permissão e, ao mesmo tempo, senti Gina, minha Gillette de estimação, vibrando na minha boca. Num movimento rápido, joguei cuspi ela pra fora e a peguei com a mão solta. Joguei a cabeça pra trás, acertando o ministro no meio do nariz. Ele se afastou, segurando o nariz e xingando. Segurei a Gillette na mão.

_ Nunca ninguém me violentou na vida. Sabe o que mais me dá ódio nisso tudo? É que mesmo que eu volte pra minha realidade, eu viverei pra sempre com essa dor e humilhação que você me fez passar, seu canalha.

Percebi o movimento do ministro procurando sua arma na cintura. Fui mais rápida e passei a Gillette no pescoço dele, abrindo uma fenda que espirrava e jorrava sangue sem parar. Ele tentou segurar o pescoço aberto, mas não teve tempo de reagir enquanto engasgava com o próprio sangue. Caiu morto na minha frente, estrebuchando que nem um porco. Respirei fundo e encarei a situação.

_ Bom, cá estou eu, pelada da cintura pra baixo, completamente ensopada em sangue e com uma das figuras políticas mais importantes de São Paulo morta aos meus pés. Diana Ross, o que é que eu faço!?

Voltei pra dentro da cobertura, deixando um rastro de sangue por onde eu passava. Sentei no bar e enchi um copo com vodka pura. Virei tudo. Sem gelo. Sem Coca. Só vodka. Como um bom macho russo. Liguei o aparelho de som e coloquei um CD de música clássica no volume máximo, só pra criar o clima. Procurei e encontrei uns panos de chão velhos pra limpar todo aquele sangue. Quanto mais eu esfregava, mais sentia o sangue ressecando na minha pele, grudando e lutando pra não me deixar mais. Fui até a sacada com uma sacola e enchi com todas as frutas que consegui colher e carregar. O corpo do ministro me encarava enquanto eu ia saqueando a casa dele. Acabei com uma garrafa de Absolut e a joguei da sacada. Achei ter ouvido ela se estilhaçando lá embaixo na Paulista.
Voltei cambaleando até o corpo do ministro. Peguei um pedaço de ferro qualquer usado pra cuidar das árvores frutíferas e, sem o menor pudor, comecei a espancar o corpo do defunto.

_ Isso é por toda humilhação que me fez passar! Isso é por todas as bilus mortas nestes anos! Isso é por todas as bilus que apanharam vítimas de preconceito! Isso é por você, Litta Walitta! Por você, Kilo Minhoca! Por você, Cindi Loka! Isso é por todas minhas amigas! Seu canalha!

Continuei batendo o cano contra o ministro até que tudo que havia restado era um monte de carne disforme. Estava completamente dominada pela ira e peso da humilhação. Acho que nem era eu mesma naquele momento. Só sei que me sentia uma Jill Valentine pós-futurística. Sem o menor remorso, finalizei o serviço dando uma bela catarrada onde devia ser o rosto dele.
Peguei o arquivo confidencial de Roxxana Veludo, coloquei junto com as frutas que roubei do pomar do ministro, peguei outra garrafa de Absolut e tomei o elevador até o andar térreo, completamente suja de sangue e bêbada. Quero mais é que se foda!

Trouble

Real Vocal Mix
Upside Radio Mix
Original Jazz Vocal
Tom Multon's New Edit
Junior's Black & Blue Mix Edit
Deep Dish Vocal Remix
Satoshi's Def Vocal Mix
Satoshi's Def Dub
UBQ's Club Dub Remix

Hold on to your dreams...

Qual é o problema em chupar meu edy?!
A Joi Cardwell devia me agradecer por postá-la tanto aqui no meu blog, viu? Tá bom que é tudo ilegal, mas abaphe the case! "Trouble" é o primeiro single importante e de sucesso da carreira da bunita e recebeu remixes bafônicos que toda biluzinha da house precisa ter no seu iPod! Comecem pegando o Upside Radio Mix, que é bem gostosinho pra deixar tocando enquanto você limpa a casa. O Tom Multon's New Edit segue a mesma linha e, na verdade, eu não sei se o Upside Radio Mix é uma versão editada dele. Enfim.

Pras lokas dos seus respectivos kools do recinto, se joguem no ÓTEMO Junior's Black & Blue Mix Edit que faz parte da época em que o Junior Vasquez ainda ahazzava. Dez minutos de puro travestismo na buatchi! O Deep Dish Vocal Remix é outro que merece ser baixado e dançado! Um clássico da dance floor!
Pra uma coisa mais classic house, se jogue no Satoshi's Def Vocal Mix do Satoshi Tomiie. Uma coisa... assim... bem def mix! Adógo! Por fim, o UBQ's Club Dub Remix que muito me agrada com sua pegada dub e dark house!

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Olha, é um kool sem xuca encontrar os remixes mais antigos da Joi Cardwell. Se você, por alguma força divina, tiver alguma das versões abaixo, me manda, tzá?
Link
the vibe mix 5:50
instrupella bonus track 5:50
deep dish dub 3:56
dubby version 5:30

Cai o pano

Sentada na minha mesa e com os olhos vidrados no copo de plástico com algo que já foi café anos atrás, tentava lembrar da letra de TODAS as músicas da Madonna quando de repente, não mais que de repente, a porta do ministro de segurança pública abriu e ele saiu rodeado por uma nuvem de fumaça de cigarro. Dei aquele pulinho revelador de sustinho, me ajeitei toda na mesa e abri o sorriso corporativo que todo patrão espera ver em seus funcionários. Só faltavam os passarinhos cantando do lado de fora da janela.

_ Pois não, senhor ministro? Tá precisando de alguma coisinha?
_ Sim, meu bom rapaz. Venha à minha sala. Enquanto isso vou ao banheiro.

Entrei na sala dele e fiquei pensando se eu teria, por acaso, chupado a pica dele outro dia no banheiro. Naum... a voz era diferente. Mas aí, as vozes do banheirão geralmente são diferentes das reais. Deve ser a acústica... Pensei em todos os bophys do andar. Até agora eu não tinha parado pra avaliar a mercadoria local. Vamos lá, quem eu chuparia deste andar? Aim, só tem tiozinho. Essa condição geriátrica que o Fabinho das Bananas impôs foi imposta. Aim... Fabinho das Bananas... Tadinho. Uma neca tão boa e grande... Mas quem eu chuparia, néam? Acho que o Horácio, o segurança. Morenão gorilão. Deve ter neca odara, mas a neca do banheirão era branca. A porta abriu; era o ministro interrompendo meus devaneios.

_ Meu bom rapaz, você tem algum compromisso para hoje após o expediente?
_ Aim... gomoasí? O senhor tá me chamando pra sair!?
_ Claro que não! Preciso lhe mostrar uns documentos confidenciais que guardo na minha residência. Sabe onde moro?
_ Naum...
_ Aqui no Conjunto Nacional mesmo. Após o expediente, nos encontramos e vamos juntos à minha cobertura. Pode voltar aos seus afazeres.

Voltei pra minha mesa. Precisava contar pra Joanete Filha do Jack que não voltaríamos juntas pro metrô, mas como? A bunita me ignorava completamente durante o serviço. Fiz um bilhetinho, levantei pra ir ao banheiro e deixei na mesa dela. Ela pegou o papel e, sem ler, jogou na lata do lixo. Olhei abismada. Xente! Mulher é um bicho cínico mesmo! Só atua! Dissimuladas! Fui ao banheiro e escrevi novamente o bilhete num pedaço de papel higiênico. Voltei e soltei o papel na mesa dela.

_ Posso saber se minha mesa tem cara de lata de lixo?
_ Tempo, gata! Só um tempo curtíssimo na bitchice. Lê e volta ao teatro.

Ela me olhou ao redor desconfiada e abriu o bilhete. Leu e fez cara de "Tô chocada!". Confirmei com a cabeça. Ela respondeu no verso do papel higiênico: CUIDADO!!!!
O fim do expediente chegou e o ministro me acompanhou até o elevador social como se fosse a coisa mais comum eu ir pra cobertura dele depois do serviço. Joanete já tinha ido embora e as únicas pessoas no andar éramos nós dois. Enquanto o elevador subia até a cobertura, ele não abriu a boca pra falar comigo. Máguêgarai de documentos ele quer me mostrar? Ele abriu as portas da cobertura e fui transportada pro passado. Todos os móveis estavam perfeitamente conservados como se eu tivesse voltado a 2011. Fiquei Belenux.

_ Nossa... nunca estive num lugar tão... conservado!
_ Sou um colecionador de arte e decoração antiga - Aim, que coisa de vinhado! Só vinhado gosta dessas coisas! Continuei olhando abismada pra tudo. Até um bar cheio de garrafas de Absolut ele tinha! Meus olhinhos brilhavam - Quer tomar um drink?
_ Posso preparar? Eu era a bar... o barman da minha turma.
_ Fique à vontade, mas prepare um pra mim também.

Fascinada pelo brilho das garrafas, cogitei pagar um kétji àquele velho caquético se pintasse o clima. Tudo pela vodka, meu amô! Entreguei o copo de Cuba Libre pro ministro e fomos à sacada da cobertura. Lá fora, uma variedade de pequenas árvores frutíferas cresciam em grandes tubos de ensaio. Deixei de ficar Belenux e virei a própria Europa.

_ O senhor tem frutas aqui em cima?!
_ Sim. É um projeto meu desde pequeno.
_ Mas... frutas hoje em dia são raríssimas! Xente, nem lembro a última vez que comi uma laranja.
_ Pois é, meu bom rapaz. Não é irônico? O que ninguém dava importância no passado, hoje em dia é raridade. Não tenho pena de quem não tem uma maçã à mesa. Deviam ter dado mais valor às frutas e legumes quando eles eram comuns e cresciam em qualquer terra boa. O que gasto de dinheiro e energia do bolso público para manter minha horta não está escrito!
_ Imagino...
_ Pegue uma maçã, meu bom rapaz. Você merece. Vamos àquela mesa. Quero lhe mostrar o documento que lhe falei. - virei meu drink e fui até a mesa. O ministro me entregou um envelope pardo escrito ULTRA CONFIDENCIAL na frente - Pode abrir o envelope, meu bom rapaz. Enquanto folheia, por favor, vire-se de costas para mim. Não fiz a inspeção diária hoje e espero que não se importe de realizá-la agora.

Já acostumada e com a vodka, antiga amiga, batendo na cabeça, me virei pro velho e quase fiquei de quatro, só pelo instinto passivo. Abri o envelope pardo e o primeiro documento era a ficha criminal de algulma bilu. As letras começaram a rodar na minha frente e forcei o foco pra tentar ler o nome da bunita. ROXXANA VELUDO. Gelei. Sem eu perceber, o ministro havia passado as mãos pela minha cintura, soltado a fivela do meu cinto e abaixado a minha calça e cuequinha. Encostou a boca no meu ouvido e roçou o pau duro e pequeno por debaixo da calça na minha bunda. Bom, pelo menos eu sei que não foi ele quem eu chupei no banheirão!

_ Esse nome lhe é familiar?
_ Rox-Roxxana Veludo? Naum...
_ Pois devia, não é mesmo... Maddyrain!

Ele me prensou com força contra a mesa. Fiquei nervosa e soltei um peido. Garai... caguei geral!

A Little Respect

Acoustic Version
Extended Mix
Big Train Mix
HMI Redux
Remix Edit
12" Vocal
12" Dub
12" House Mix
12" House Dub
Jaded Alliance 'Electrospect' Remix
Wayne G & Andy Allder Hurdy Gurdy Club Mix
Wayne G & Andy Allder Afterhours Dub Mix
Avantara Remix
Avantara Remix Radio Edit

We can make love not war...

Um pouco mais de respeito com as minhas pregas:
Aim, nada melhor do que comemorar o retorno do Erasure no Brasil com um hit maravilhoso e mega conhecido! Eu adógo "A Little Respect" e essa música deveria ser um dos hinos da nação guêi! Mas vocês sabem que meu coração já tem donos, néam? Os Pet Shop Boys! Mas o Erasure tem seu lugarzinho guardado aqui também.
Se joguem no Extended Mix pra dançar bastante no maior clima flash house. Uma delicinha, mas eu gosto mesmo é do Big Train Mix. Não muda muito a estrutura da versão original (ainda bem), mas tem uns batuquinhos a mais que eu gosto bastante. Se você tá enamorado, se joga na Acoustic Version. Uma gracinha e bem mela calcinha.

Os remixes oficiais da época de lançamento do single de "A Little Respect" ficaram a cargo do Justin Strauss e, embora toquem nas baladjénhas de flashback, não fazem muito a minha cabeça. Peguem o 12" House Mix que é o mais bonitinho e tem uma vibe anos 80 gostosa.
Os remixes mais atuais são mais interessantes. O Jaded Alliance 'Electrospect' Remix tem toda uma pegada electro contida e legal pra dançar. Recomendo! Pras bilu se acabarem na buatchi, temos o Wayne G & Andy Allder Hurdy Gurdy Club Mix. Uma versão bem club diva pra você bater o cabelón. Se gostar, não deixe de pegar o Wayne G & Andy Allder Afterhours Dub Mix que também é dubabadu (e me lembra BASTANTE o dub do Ralphi Rosario pra "Taking Chances" da Celine Dion).

Meu amigo banheiro

Nestes dias de completo tédio corporativo em que o nada pra fazer é multiplicado por mil, descobri o aliado perfeito pro ócio e quero compartilhar com vocês esses segredos meus. Deixo aquela pilha de documentos esperando minha aprovação e vou ao banheiro. Pra uma bilu impossibilitada de dar o edy, a xuca perde seu posto de melhor amigo. Joanete Filha do Jack me olha com cara de kool. Já vai ao banheiro DE NOVO? Sim, vou. Ou a senhora também quer cuidar da minha bexiga?
O banheiro do nosso andar é o típico banheiro de escritório: alguns reservados, uns dois mictórios sempre exalando aquele odor convidativo e a pia com espelho. Nada muito fora do padrão, tirando as paredes descascadas e a cerâmica pra lá de usada. Encontrei a chave do banheiro pendurada na fechadura e pensei outro dia E se eu me trancar neste banheiro e tirar um cochilo!?

Olhei ao redor e encontrei um montinho de papel toalha, daquele bem vagabundo mesmo... aquele rosado que mais machuca do que seca a mão, e coloquei no chão pra servir de travesseiro. Como minha roupa social é tudo menos limpa e nova, deitei ali mesmo, sem demora. Cruzei os braços no peito na posição de defunto. Se arrombarem a porta no desespero pra cagar, acharão que eu morri. Vou falar que tive um piripaque repentino. E fechei os olhos. Achei que o sono ia demorar pra vir, mas veio logo. Acordei com meus roncos altos ecoando no banheiro. Aim, que loucura! Será que ouviram do lado de fora?! Será que alguém tentou mijar?! Será que sentiram minha falta?! Olhei no relógio de pulso e vi que tinha cochilado por apenas 5 minutos. Bom... o tempo médio de uma gagadinha básica.

Voltei pra minha mesa como se nada fosse. Joanete me olhou com aquela cara de "Você tava fazendo coisa errada". A pior coisa que tem é ficar manjada pelos amigos. Dei de ombros e olhei praquela montanha de papelada branca, sem graça e fedida. Vou tirar OUTRO cochilo. Naum... peraí. Acabei de chegar! Vai dar muito na cara! Aim, meu kool! Digo que tô com caganeira. E levantei. Joanete se virou com um olhar penetrante até o talo da alma. Nossa, mas você deve ter comido algo bem pesado, né? Sim, acarajé. Ela me olhou com espanto. Aposto que não existe mais acarajé no futuro faz tempo!
Voltei pros braços do meu amigo, o banheiro. Pra não monopolizar o banheiro, decidi dormir num reservado. Sentei na tampa da privada, encostei a cabeça na parede do reservado e vi o sono vir até mim. Acordei num pulo com o barulho de alguém entrando no reservado ao lado.

O porta papel higiênico tinha sido arrancado há décadas e o que sobrou foi apenas um buraco considerável na parede do reservado. O buraco olhou pra mim. Eu olhei pro buraco. O bophy ao lado abriu a braguilha. Será que tem necão? Vou dar uma espiadinha de leve... nada muito comprometedor. Não dava pra ver nada pelo buraco a não ser a mão do bophy pegando no pau. E que pau! Não sei se foi a falta crônica de piroca que a morta de Fabinho das Bananas me causou, mas só sei que a rola era odara. A mão era forte e peluda. Mão de macho. Salivei do outro lado e devo ter feito algum barulho. Provavelmente foi aquele peidinho básico que me acompanha desde pequena sempre que fico excitada.

Quem tá aí, porra? Fiquei quieta e tirei o olho do buraco. Aim, Diana Ross! O bophy tá olhando pelo buraco! Guêgueeufassu?! Já sei! Vou baixar a calça e mostrar o edy! Empurrei a bunda contra o buraco na parede com tanta força e desespero que o bophy, no susto, voou longe. Puta merda! Um rabo! Pra minha TOTAL surpresa, ele meteu a boca pelo buraco. Aim, que delícia! Quanto tempo que não ganho um cunete! Vai ter que chupar minha pica depois! Aim, garai! Eu falei! Pensei que eu tava pensando! Agora me chupa e isso nunca mais vai sair daqui. Será nosso segredinho. O bophy colocou a pirocona no buraco e na minha terra isso se chama glory hole.

Finalizado o serviço, esperei o bophy sair do banheiro e ainda fiquei alguns minutos lá sentada, tirando um cochilo pós-chupeta. Voltei pro meu lugar mais feliz e com a pele mais vistosa. Joanete me olhou com aquela cara "Você chupou um pau, né?".

Já falei que ODEIO quando eu fico manjada pelas amigas, néam!?

Um beijo,
Maddyrain

Personal Jesus

Acoustic
Single Version
Holier Than Thou Approach
Pump Mix
Kazan Cathedral Mix
Telephone Stomp Mix
Timo Maas Remix
Boyz Noize Rework
Heartthrob Rework 2
The Stargate Mix
Eric Prydz Remix
M.A.N. Remix
Alex Metric Remix
Alex Metric Remix Edit
Alex Metric Dub
Sie Medway-Smith Remix
Sie Medway-Smith Dub
Sie Medway-Smith Instrumental

Lift up the receiver and then you're a believer...

Meu edy é santo:
Aim, vamos começar falando de rola? Só pra variar? Então, sempre achei o Dave Gahan, vocalista do Depeche Mode, um tesãozinho. Super envelheceu bem, mas tem cara de ter nequinha. Acho a voz do bophy super séquisi e mega abaixava a calcinha pra ele, principalmente se ele viesse cantar a versão Acoustic no meu ouvidinho.
"Personal Jesus" já andava nos meus planos de aparecer e estrear o Depeche Mode por aqui no blog fazia tempo. Desde a época de Jesus Luz e Madonna! Que loucura! Sempre gostei dessa música e acho válida apresentar pras biluzinhas desinformadas do recinto.

Se joguem na Single Version do veterano François Kervokian. Uma versão super gostosa meio rock... meio dance... meio electro do final dos anos 80... meio meu kool. Peguem também o Holier Than Thou Approach, uma deliciosa versão extended, e aproveitem a onda François K pra se jogarem no Pump Mix, que é mais instrumental.
"Personal Jesus" foi relançada algumas vezes desde o lançamento original. Da primeira safra de remixes novos, o Timo Maas Remix não é assim o ápice da piroca doce e grande, mas é interessante.

Mais recentemente, o Depeche Mode lançou um álbum cheio de remixes novos pros seus clássicos. Craro que "Personal Jesus" foi remixada novamente e com bastante coisa válida, começando pelo The Stargate Mix, que deixou a música bem gostosinha e atual. O Eric Prydz Remix é mais club diva e SUPER merece uma bateção de cabelón das bilus colocadas. O M.A.N. Remix também segue essa linha loka do kool.
Por fim, o Alex Metric Remix me soa mais como uma atualização pro remix do François Kervokian. Interessante também. O Sie Medway-Smith Remix é mais legal e tem toda uma vibe psicodélica com bastante ácido que muito me agrada.

A balada muda

Outro dia, o burburinho no submundo guêi era a noite de balada, ou o jantar dançante, como Kilo Minhoca preferia chamar. Fiquei até com medo! Pra mim, jantar dançante é um jantar com macarrão parafuso em duas opções de molho (branco ou ao sugo), guaraná um tanto sem gás e uma bandinha tocando aquelas músicas de mil novecentos e bolinha. Perguntei pra Joanete Filha do Jack se eu deveria me produzir toda e ela falou que ninguém tinha muito pra se produzir. Fiquei mais aliviada.
Charlotte Chandelle havia colado cartazes de antigas baladas reutilizados ad infinitum pelo submundo inteiro e neste dia o banho tava liberado pra todos. Sabe, quando eu tinha água limpa e fresca caindo todo dia do meu chuveiro, pensava no povo europeu que só toma banho quando o negócio tá bravo e ficava com nojo. Agora, com a água sendo um looshu e glamour, qualquer poeira ou sujeirinha que gruda na xente já é motivo de choro. As mais "suantes" têm toda uma técnica pra segurar o vapor das axilas e da virilha. Acho que o cunete tá extinto destas terras por questões higiênicas bem óbvias.

A fila pros chuveirões ia longe. Me enfiei nela com a bunda arrebitada, só esperando a primeira oportunidade pra ser encaçapada. Uma bilu vesga com cara (e odor) de fedida me encarava com nojo. Olhei pra trás, completamente nua, e perguntei:

_ Algum problema, meu amô? Tô cagada?
_ O pior é que tá.
_ Isso até você tá. Mas eu tô toda cagada? Da cabeça aos pés? Não! Então para de me olhar. Só olha se for comer.

Como ela definitivamente não ia, me deixou de lado e foi observar a sujeira de outra bilu da fila. O chuveirão era deprimente e me lembrava uma penitenciária velha e suja, sem o glamour sexy dos seriados de TV (principalmente Oz). A água que vinha do chuveiro era fria e cheirava pior que o futum coletivo. Olhei pro bophy da frente. Uma neca odara. Uma neca anaconda. Vem ensaboar as minhas costas, fazofavô? Sai pra lá, bicha. Também quero dar! Com essa neca!? Meu amô, você pode dar pra si própria! Sai do chuveirão desiludida e sem acreditar no potencial das pessoas. Voltei pra tenda de Kilo Minhoca e Joanete Filha do Jack com a maior cara de kool do mundo.

_ Joanete, olha a cara da bilu. Tadinha! Vem cá, conta pra tia o que aconteceu.
_ Ninguém quis me comer!
_ Mas é claro que não, Maddie. Ativos entraram em extinção faz tempo. As irmãs Ivones agora se cutucam. Essa é a graça.
_ Você queria dar o rabo!? Tá loka?
_ Não! Agora é que eu tô ficando! Gomoasí!? As passivas ficam se cutucando!? Batendo bunda na maior?!
_ Maddie, olha pra mim. Você não pode dar esse edy! Está proibida!
_ Gata, olha, eu te adógo, mas você tá bem longe de mandar ou desmandar no meu edy, néam? Fala pra ela, Kilo. Fala pra ela que ninguém manda no apetite sexual de Maddyrain! E se Maddyrain quer dar o edy, ela dá! - Kilo Minhoca me olhou com cara de "Ela tem razão". Quis matar a bunita ali mesmo - Não vai me defender?! Você devia ficar do lado da sua irmã neca lover! Traidora! Litta Walitta me entenderia! - falei e me arrependi no mesmo momento. Kilo Minhoca segurou o choro e virou pro lado magoada.
_ Maddie, prestanção. Se o ministro inspeciona diariamente o seu rabo, como você vai fazer pra esconder o buraco da nova estação de metrô que será aberto se você der pra alguém?! Pensa um pouco, criatura! Só se você fizer a ativa...
_ JAMAIS! Xente, então eu só não posso dar porque aquele velho safado fica averiguando o diâmetro do meu rabo?!
_ É!
_ Ah, mas vou cortar o barato dele amanhã mesmo! Onde já se viu!?

Coloquei a melhor roupa de vinte anos atrás que Kilo Minhoca tinha guardada no baú. A bunita continuou ressentida comigo (com toda razão) e disse que não tava no clima pra balada. Eu e Joanete fomos pra fora e encontrei a biluzada do submundo reunida no pátio central. A iluminação tinha sido diminuida, pra criar climinha de buatchi, e as bilus dançavam pra lá e pra cá em silêncio, sem música ou conversas paralelas.

_ Xente, cadê o som dessa budega?! Cadê o DJ!?
_ Ué, não podemos ouvir música com volume alto, Maddie, então o jeito é fingir que tá tocando algo. Relembrar os hits do passado, fechar os olhos e dançar como se não houvesse amanhã. Eu vou lembrar do Michael...

Olhei ao redor e fiquei Belenux! O povo fazia exatamente o que Joanete tinha falado! Fechei os olhos e lembrei dos hits da dancefloor que tocavam na minha época de ouro nas buatchis. Lembrei das amizades feitas tendo o copo de vodka como intermediário. Lembrei dos beijos nos cantos da pista. Lembrei das dublagens e rodinhas de dança. Lembrei das amigas e das inimigas e, chorando, dancei Whitney, Deborah Cox, Madonna e tantas outras...

Um beijo,
Maddyrain
Play

Radio Edit
Full Intention Mix
Full Intention Mix Radio Version
Full Intention Dub
Thunderpuss Club Mix
Thunderpuss Radio Mix
ThunderDub (low quality...)
Peter Rauhofer Mix
Peter Rauhofer Dub (low quality...)
Rui da Silva Mix
Rui da Silva Dub Mix (thanx to Rafael!)
Matt & Vito's Fucking Club Mix
(thanx to Rafael!)
Matt & Vito's Fucking Radio Mix (thanx to Rafael!)
The Genie Remix
Sack International Remix
Artful Dodger Main Mix
Artful Dodger Radio Edit
Artful Dodger Instrumental (thanx to Rafael!)
Artful Dodger A Cappella


Play my mother fuckin' song...

Chupa meu edy, DJ:
Amores, eu ADÓGO "Play" da Jennifer Lopez! Lembro quando assisti o clip pela primeira vez e pensei: "Aim, que música tudo! Tomara que toque na buatchi!" Bom, a verdade é que eu NUNCA ouvi "Play" na buatchi! Como os remixes são lá aquela maravilha, podia ter tocado pelo menos a versão Original que é o máximo! Mas, enfim... meu kool pros DJs do passado!

Como já falei, os remixes de hoje não são mega empolgantes, mas também não vamos jogar tudo no bueiro, néam? O Full Intention Mix é uma delicinha. Um dance contido pra qualquer hetero soltar a franga com parcimônia.
A dupla Thunderpuss já provou várias vezes que quando não tava muito inspirada, só saia cagada. O Thunderpuss Club Mix não é uma cagada absoluta, mas mega melou a calcinha. Não foge muito da versão original e mais parece um remix bootleg.

O Peter Rauhofer Mix é mais interessante, mas não empolga tanto quanto a versão original. O remix mais jogativo de hoje é o Rui da Silva Mix. É o que mais tem cara de buatchi de vinhado. Por fim, o The Genie Remix é mega esquisito! Uma coisa... sei lá... nem sei como classificar. Vale pela estranhice! O resto... um peido pra vocês!

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Aim, um kool sem igual tentar encontrar certos remixes da J.Lo!

album version edit 3:31
thunderpuss radio mix tv 3:17
full intention tv 3:21
saffron mix 7:16
artful dodger main mix - tv 4:40
artful dodger radio edit - tv 3:52

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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