Armadilha social
Eu sou um pouco lesada pras redes sociais, confesso. Demoro séculos pra me interessar e entrar em alguma, principalmente quando penso que terei que repostar minhas fotos tudo de novo. Pura encheção de saco. Acho que o mundo seria tão mais bunitinho e prático se só existisse o Orkut e pronto, mas enfim. Hoje em dia, o que não falta são opções! Pras mais ultrapassadas e presas ao passado, ainda temos o Orkut. Pras mais moderninhas e que se acham tops, o Facebook (que eu sempre achei um Twitter melhorado). Pras desocupadas, o Twitter. Isso sem falar nas outras redes que eu não conheço. Outro dia recebi um convite pra NOVA rede social do Google. Mandei um beijo e lembranças. Mais uma!? Me pergunto quem é que precisa de mais uma bendita rede social! Já fiquei sabendo que tem quem posta A MESMA coisa no Facebook e nessa nova rede. Jesuis... é muita falta do que fazer, néam?
O problema das relações sociais contemporâneas não são as redes sociais em si. O que eu já li de xente falando que elas minam as relações. Não concordo. Elas são ótemas pra reencontrar e conhecer xente nova. O problema, na minha opinião, é que as redes sociais intensificam a um nível incrível a chatice humana contida em cada um de nós. Já percebeu que, quanto mais você descobre o que o fulano faz e pensa, MENOS você quer estar próximo a ele na vida real?
E isso não é o pior: na vida real, onde não podemos nos esconder atrás de palavras digitadas no pseudo-anonimato da rede social, a mesma pessoa que gosta e sente tesão no edy em vomitar suas asneiras pra quem está disposto a jogar confente NÃO é da forma como ela se pinta nos tweets ou posts do Facebook.
Mas de quem é a culpa? Eu acho que a culpa é do ócio. Só o ócio... a falta de ter o que fazer... pra justificar certos comentários e atitudes. Passar o dia inteiro na frente do PC sem trabalho ou coçando a vagina dá nisso. Solta um peido e quer correr pro Twitter pra comentar com quem não está presente pra cheirar o dito cujo.
Peidei e tá todo mundo se perguntando quem foi! #prontofalei
Assim como eu demoro pra me interessar por alguma rede social, perco o interesse em dois minutos. O Twitter que o diga, tadinho. No começo, confesso que ficava o dia inteiro pregada na frente do computador batendo papo e postando minhas asneiras. Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. O mais engraçado e hipócrita é que, certa vez, arranjei discussão com uma amiguêi que, na época, se cansou de minhas bobagens cotidianas. Hoje em dia, é ela que cansa a minha pirikita em outra rede social. O mundo dá voltas e, às vezes, volta pro bueiro.
Outro dia, fiquei até espantada com o post de um boy. Através daquele aplicativo pra falar onde você tá no momento, ele passou o endereço dele COMPLETO pelo Twitter. Será que ele, ou quem usa esse tipo de coisa, já parou pra pensar se realmente interessa ou se alguém se importa com esse tipo de coisa? Fika a dika, meu amô, de que onde você tá e com quem tá só interessa a você e os envolvidos.
Acho que as redes sociais perderam um pouco o controle de si mesmas. Quem usa Facebook se acha melhor que quem usa o Orkut ainda. Eu acho que prefiro o Orkut... Lá, pelo menos, não sou obrigada a ser "atualizada" com as merdas alheias a cada minuto.
#prontofalei
Um beijo,
Maddyrain
Better the Devil You Know
7" Backing Track
7" Instrumental (thanx to El Ritmo de Kylie!)
Alternative 7" Mix
The Mad March Hare Remix
Movers & Shakers 12" Mix
Movers & Shakers 12" Backing Track (thanx to El Ritmo de Kylie!)
Movers & Shakers 12" Instrumental (thanx to El Ritmo de Kylie!)
Movers & Shakers 7" Mix
Movers & Shakers 7" Backing Track (thanx to El Ritmo de Kylie!)
Movers & Shakers 7" Instrumental (thanx to El Ritmo de Kylie!)
Movers & Shakers Alternative 12" Mix
Movers & Shakers Alternative Backing Track (thanx to El Ritmo de Kylie!)
Movers & Shakers Alternative Instrumental (thanx to El Ritmo de Kylie!)
Dave Ford Remix
US Remix
Our love wasn't perfect I know...
É melhor chupar o meu edy:
Aim, quanto tempo que a Kylie não aparecia por aqui, meus amores! E nada melhor do que voltar com um hit maravilhoso e super dance, néam? "Better the Devil You Know" é o primeiro single da era PWL em que a bunita se soltou das amarras da fama de boa moça e decidiu dar uma de Madonna e liberar geral. Eu ADÓGO essa música! Se joguem no The Mad March Hare Remix, que nada mais é que uma versão extended. O Alternative 7" Mix é interessante pra conhecer como a versão original poderia ter sido (ainda bem que mudaram pro lançamento!).
Os remixes, embora datados, também são gostosos e válidos. O Movers & Shakers 12" Mix é bem dançante e dá pra despirocar na buatchi. O Dave Ford Remix tem toda uma pegada rádio dance pop da época bem delicinha e aquele pianinho house me deixa loka, mas esse remix super me lembra "Vogue" da Madonna!
Por fim, o US Remix, que segue uma linha mais urban dance que também me lembra alguma coisa que eu já ouvi em algum lugar no passado, mas não tô lembrada agora...
O problema das relações sociais contemporâneas não são as redes sociais em si. O que eu já li de xente falando que elas minam as relações. Não concordo. Elas são ótemas pra reencontrar e conhecer xente nova. O problema, na minha opinião, é que as redes sociais intensificam a um nível incrível a chatice humana contida em cada um de nós. Já percebeu que, quanto mais você descobre o que o fulano faz e pensa, MENOS você quer estar próximo a ele na vida real?
E isso não é o pior: na vida real, onde não podemos nos esconder atrás de palavras digitadas no pseudo-anonimato da rede social, a mesma pessoa que gosta e sente tesão no edy em vomitar suas asneiras pra quem está disposto a jogar confente NÃO é da forma como ela se pinta nos tweets ou posts do Facebook.
Mas de quem é a culpa? Eu acho que a culpa é do ócio. Só o ócio... a falta de ter o que fazer... pra justificar certos comentários e atitudes. Passar o dia inteiro na frente do PC sem trabalho ou coçando a vagina dá nisso. Solta um peido e quer correr pro Twitter pra comentar com quem não está presente pra cheirar o dito cujo.
Peidei e tá todo mundo se perguntando quem foi! #prontofalei
Assim como eu demoro pra me interessar por alguma rede social, perco o interesse em dois minutos. O Twitter que o diga, tadinho. No começo, confesso que ficava o dia inteiro pregada na frente do computador batendo papo e postando minhas asneiras. Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa. O mais engraçado e hipócrita é que, certa vez, arranjei discussão com uma amiguêi que, na época, se cansou de minhas bobagens cotidianas. Hoje em dia, é ela que cansa a minha pirikita em outra rede social. O mundo dá voltas e, às vezes, volta pro bueiro.
Outro dia, fiquei até espantada com o post de um boy. Através daquele aplicativo pra falar onde você tá no momento, ele passou o endereço dele COMPLETO pelo Twitter. Será que ele, ou quem usa esse tipo de coisa, já parou pra pensar se realmente interessa ou se alguém se importa com esse tipo de coisa? Fika a dika, meu amô, de que onde você tá e com quem tá só interessa a você e os envolvidos.
Acho que as redes sociais perderam um pouco o controle de si mesmas. Quem usa Facebook se acha melhor que quem usa o Orkut ainda. Eu acho que prefiro o Orkut... Lá, pelo menos, não sou obrigada a ser "atualizada" com as merdas alheias a cada minuto.
#prontofalei
Um beijo,
Maddyrain
Better the Devil You Know7" Backing Track
7" Instrumental (thanx to El Ritmo de Kylie!)
Alternative 7" Mix
The Mad March Hare Remix
Movers & Shakers 12" Mix
Movers & Shakers 12" Backing Track (thanx to El Ritmo de Kylie!)
Movers & Shakers 12" Instrumental (thanx to El Ritmo de Kylie!)
Movers & Shakers 7" Mix
Movers & Shakers 7" Backing Track (thanx to El Ritmo de Kylie!)
Movers & Shakers 7" Instrumental (thanx to El Ritmo de Kylie!)
Movers & Shakers Alternative 12" Mix
Movers & Shakers Alternative Backing Track (thanx to El Ritmo de Kylie!)
Movers & Shakers Alternative Instrumental (thanx to El Ritmo de Kylie!)
Dave Ford Remix
US Remix
Our love wasn't perfect I know...
É melhor chupar o meu edy:
Aim, quanto tempo que a Kylie não aparecia por aqui, meus amores! E nada melhor do que voltar com um hit maravilhoso e super dance, néam? "Better the Devil You Know" é o primeiro single da era PWL em que a bunita se soltou das amarras da fama de boa moça e decidiu dar uma de Madonna e liberar geral. Eu ADÓGO essa música! Se joguem no The Mad March Hare Remix, que nada mais é que uma versão extended. O Alternative 7" Mix é interessante pra conhecer como a versão original poderia ter sido (ainda bem que mudaram pro lançamento!).
Os remixes, embora datados, também são gostosos e válidos. O Movers & Shakers 12" Mix é bem dançante e dá pra despirocar na buatchi. O Dave Ford Remix tem toda uma pegada rádio dance pop da época bem delicinha e aquele pianinho house me deixa loka, mas esse remix super me lembra "Vogue" da Madonna!
Por fim, o US Remix, que segue uma linha mais urban dance que também me lembra alguma coisa que eu já ouvi em algum lugar no passado, mas não tô lembrada agora...
Sábado, Julho 30, 2011 | Celebridades: Kylie Minogue | 2 Bilus felizes
O triste fim de Amy Winehouse
Sabem, ontem ao saber da morte da Amy Winehouse, eu não fiquei chocada nem Bélgica. Teria sido um susto se ela tivesse tropeçado, rolado escada abaixo e quebrado o pescoço, ou então se tivesse sido atropelada por um ônibus desgovernado na porta de casa. Meu amô, se ela morreu mesmo de overdose, como tudo indica, qual é o grande babadu sobre a morte da maior ex-drogadita contemporânea do mundo da música? Até a Whitney Houston perdeu o posto pra Amy (e tá viva, diga-se de passagem)!
Craro que não estar chocada não significa que não tô triste. Nunca fui a fã número um da Amy Winehouse, mas achava a voz dela um ahazzo (apenas nas canções dos CDs, porque ao vivo a bunita tinha o dom de cagar com tudo) e várias músicas dela já me embalaram em momentos da minha vida. Fico triste em saber que uma cantora tão talentosa e com um conjunto da obra tão pequeno tenha arruinado a própria vida desta forma. Era só ler as notícias mais atuais sobre ela pra constatar o fato de que Amy Winehouse tinha virado a sombra da própria sombra. Uma artista tentando se agarrar ao máximo no vestígio de talento que tinha deixado pra trás.
O bolão pra saber quanto tempo Amy iria durar até que foi longe, néam? Muitos dizem que ela foi vítima da maldição dos 27 anos. Eu acho que ela foi vítima de si mesma. Uma pena alguém com talento tão grande partir de forma tão estúpida.
Um beijo, Amy! A xente se encontra no céu das colocadas (e vê se guarda um pouco pras amigas que irão durar mais tempo que você)!
Maddyrain
Back To Black
Album Version
Instrumental
Steve Mac Vocal Mix
Steve Mac Smack Dub
Mushtaq Vocal Mix
Mushtaq Instrumental Mix
The Rumble Strips Remix
You love blow and I love puff...
Chupa meu edy de luto:
Enquanto todo mundo entupia o ouvido e edi com Rehab, eu, bunita, fui me jogar em Back To Black, que é minha música favorita da junkie. Atóron os vocais, o instrumental. Enfim, tudo. Portanto, meus amores, se joguem na Album Version e pratiquem suas cordas vocais com a versão Instrumental.
Seguindo a linha da versão original, temos o Mushtaq Vocal Mix que me faz pensar naqueles filmes de velho oeste horrorosos. O remix tem todo um clima western. É uma releitura interessante da versão original!
The Rumble Strips Remix também é interessante. Aliás, amo de paixão esse tipo de remix que se limita a ser uma releitura ou reinterpretação da versão original. Uma variação de como a música poderia ter sido caso produzida por outras pessoas.
Mas também atóron os remixes pra bater cabelo e balançar tetinhas, claro. Sou vinhada, garaio! Por isso, meus amores, se joguem... ou melhor... se arremecem contra o Steve Mac Vocal Mix. É maravilhoso! Esse homem conseguiu transformar uma música deprê e malancólica em algo mais pintoso que bilu ploc ploc. Podem pegar! É mais do que recomendado.
Craro que não estar chocada não significa que não tô triste. Nunca fui a fã número um da Amy Winehouse, mas achava a voz dela um ahazzo (apenas nas canções dos CDs, porque ao vivo a bunita tinha o dom de cagar com tudo) e várias músicas dela já me embalaram em momentos da minha vida. Fico triste em saber que uma cantora tão talentosa e com um conjunto da obra tão pequeno tenha arruinado a própria vida desta forma. Era só ler as notícias mais atuais sobre ela pra constatar o fato de que Amy Winehouse tinha virado a sombra da própria sombra. Uma artista tentando se agarrar ao máximo no vestígio de talento que tinha deixado pra trás.
O bolão pra saber quanto tempo Amy iria durar até que foi longe, néam? Muitos dizem que ela foi vítima da maldição dos 27 anos. Eu acho que ela foi vítima de si mesma. Uma pena alguém com talento tão grande partir de forma tão estúpida.
Um beijo, Amy! A xente se encontra no céu das colocadas (e vê se guarda um pouco pras amigas que irão durar mais tempo que você)!
Maddyrain
Back To BlackAlbum Version
Instrumental
Steve Mac Vocal Mix
Steve Mac Smack Dub
Mushtaq Vocal Mix
Mushtaq Instrumental Mix
The Rumble Strips Remix
You love blow and I love puff...
Chupa meu edy de luto:
Enquanto todo mundo entupia o ouvido e edi com Rehab, eu, bunita, fui me jogar em Back To Black, que é minha música favorita da junkie. Atóron os vocais, o instrumental. Enfim, tudo. Portanto, meus amores, se joguem na Album Version e pratiquem suas cordas vocais com a versão Instrumental.
Seguindo a linha da versão original, temos o Mushtaq Vocal Mix que me faz pensar naqueles filmes de velho oeste horrorosos. O remix tem todo um clima western. É uma releitura interessante da versão original!
The Rumble Strips Remix também é interessante. Aliás, amo de paixão esse tipo de remix que se limita a ser uma releitura ou reinterpretação da versão original. Uma variação de como a música poderia ter sido caso produzida por outras pessoas.
Mas também atóron os remixes pra bater cabelo e balançar tetinhas, claro. Sou vinhada, garaio! Por isso, meus amores, se joguem... ou melhor... se arremecem contra o Steve Mac Vocal Mix. É maravilhoso! Esse homem conseguiu transformar uma música deprê e malancólica em algo mais pintoso que bilu ploc ploc. Podem pegar! É mais do que recomendado.
Domingo, Julho 24, 2011 | Celebridades: Amy Winehouse | 1 Bilus felizes
Vida de escritório
Decidimos em conjunto que não iríamos divulgar a morte de Fabinho das Bananas no meio da bicharada. As pessoas precisam de um líder... de um guia... mesmo que morto. Kilo Minhoca falou que o Fabinho era o Jesus moderno. Achei aquilo tão blasfêmico! Se Fabinho é Jesus, eu sou a Maria Madalena do futuro! Já senti as pedras voando em minha direção. Mas, enfim, assim como na religião, ninguém deu pela falta (ou presença) do Fabinho das Bananas no submundo.
No dia seguinte, Joanete Filha do Jack me ajudou a me vestir, já que mover cada músculo do corpo ardia, coçava, doia e queimava. Tudo de uma vez.
_ Ai, que horror. Nunca pensei em ver minha amiga tão esfolada assim.
_ Ainda bem que você tinha outro terno guardado no baú, Kilo. Aquele que Maddie tava usando ontem ficou inusável.
_ Gata, essa maquiagem da Chanel dura o dia todo?
_ É Chanel, Maddie. Dura até embaixo da chuva!
Eu e Joanete passamos por todos os procedimentos habituais pra sair do submundo guêi. Na fila pra estação de metrô, as bilus me secavam e cochichavam Quem é? Nunca vi. Todo de terno. Chic. Comi esse outro dia; tem o rabo muito aberto. Tá loko? Nunca te vi na vida, meu amô! Joanete me puxou e sussurrou Maddie, se comporta. Finja que deu. Mas eu não daria praquela bio nem por decreto! Essa coisa de não chamar atenção desnecessária não é comigo.
No Conjunto Nacional, a vida parecia não ter mudado nada de um dia pro outro. A mesma nuvem de fumaça de cigarro perseguindo quem não fuma. Aliás, sempre me perguntei isso. Por que a fumaça de cigarro tem uma preferência toda especial por quem não fuma?
Chegamos no andar do Ministério da Segurança Pública. Joanete assumiu sua fisionomia de carrasca do crime e foi pra sua mesa impecável. Me deu um tapinha discreto na bunda em direção à sala do ministro. Bati duas vezes. Um Pode entrar veio de dentro.
_ Com licença, ministro?
_ Ah, meu bom rapaz! Hoje é o seu primeiro dia! Eu tinha até me esquecido de você! Já sabe onde será sua mesa?
_ Sim. Joanete já me indicou.
_ "Joanete"?
_ A minha prima?
_ Janet Jackson? "Joanete" deve ser algum apelido de infância, não?
_ Aim, é! Janet Jackson... (que chique)...
_ Pode ir pra sua mesa então, meu bom rapaz. Você tem bastante trabalho pra fazer. Você encontrará uma relação de todos os pervertidos mais procurados. Quero que separe os que já morreram e os que estão vivos.
Minha mesa era ao lado da Joanete. A bunita devia ter virado atriz no passado. Me ignorou completamente. Sentei com aquela cara Inhaim? Vamos bater um papinho? mas ela fingiu que eu não existia. Atendia os telefonemas com uma voz de kool terrível.
Em cima da mesa, uma coluna de arquivos e mais arquivos esperando pra serem catalogados. Revirei o lugar em busca de um cantinho do café. O dia nem tinha começado e eu já tava com sono e querendo tomar um café. Fiz uma bolinha de papel e joguei na Joanete. Ela se virou pra mim. Se olhar matasse... PA-PUM... eu tinha caído dura ali mesmo.
_ Você por acaso acabou de jogar uma bolinha de papel em mim?
_ Urgh... sim?
_ E posso saber o motivo? Porque é bom que tenha um motivo muito bom pra esse ataque de infantilidade.
_ Xente... eu só queria puxar assunto... não quer ir tomar um cafezinho?
_ Você puxa assunto atirando coisas nos outros? Cultura é uma merda mesmo.
_ Credo! E o café?! Quer tomar um café ou não?
_ Não sou paga pra tomar café no expediente. Se você é, que bom pra você. Da próxima vez que jogar algo em mim, retrucarei com algo mais pesado.
_ C-R-E-D-O! - toda ofendida, voltei pra minha insignificância corporativa. A pilha de documentos olhou pra mim e falou dentro da minha cabeça Devora-me. Olhei pra Joanete assustada - Você ouviu isso também?!
_ Eu já descobri.
_ Descobriu o que?!
_ Descobri pra que você é pago. Pra me interromper.
_ Aim, que chata. Você ouviu isso?! "Devora-me"?!
_ Não? - e virou pra sua mesa com a cara fechada. Xente... se eu não conhecesse Joanete muito bem, jogava uma caminhão de bolinhas de papel nela só pra irritá-la.
Com a maior cara de bunda, comecei a ler os documentos. Fiquei Bélgica. Uma relação de todas as bilus "catalogadas" pelo governo! Xente, será que tem meu perfil aqui? Revirei a pilha até encontrar. Então meu paradeiro atual é "Morta"? Pois eu tô bem viva, meus amores! Decidi procurar a ficha das bilus que eu conhecia. Cindi Loka, paradeiro desconhecido. Por onde será que anda Cindi Loka? Vou perguntar pra Joanete! Ela deve saber! Peguei uma folha de sulfite e fiz uma bolinha. Quando ia atacar, ela se virou pra mim.
_ Você não estava pensando em jogar outra bola de papel em mim, né?
_ Hmm... tava. Por onde anda Cindi Loka?
_ Eu tenho cara de orelhão?
_ "Orelhão"? Gomoasí?
_ Não é no orelhão que ficavam os anúncios de putas e travestis antigamente?
_ Xente, que grossa!!
Depois eu pergunto pra ela. Quando ela desincorporar essa personalidade maldita. Procurei por Litta Walitta. Morta em manifestação popular na Avenida Paulista. Tadinha... E a Kilo Minhoca?! Paradeiro desconhecido. Eu sei onde ela tá, meu amô. Xente, que trabalho de macaquinho ficar lendo essas fichas. Um monte de maricón que já morreu de morte morrida.
_ Sr. Alejandro, pode vir à minha sala, por favor? - era o ministro.
_ Claro, senhor.
_ Sente-se, meu bom rapaz. Ou melhor, não precisa se sentar, não. Está na hora da inspeção diária. Pode se apoiar na minha mesa, por gentileza, de costas para mim e abaixar a calça e cueca.
_ Cumé?
_ Ora, todo dia irei verificar seu ânus para ter certeza de que não contratei um pervertido. Não fique constrangido; é um procedimento padrão. - fiquei com a boca aberta. Xente, que vergonça! - A calça e a cueca, por favor. E vire-se.
Virei pra janela e deixei ele "verificar" meu kool. Remoendo minha dignidade, tentei segurar o túnel de metrô com todas minhas forças travestis. Senti a Gina, minha amiga Gillette revirando dentro da boca. Hoje não, gata...
Fantasy
Extended Mix
Demo Mix
Demo Mix Edit
B-Rude Mix
Masters at Work Mud Mix 12"
Masters at Work Dub
Herbie's Hub-a-Dub
Shelter Mix
Shelter 4 a.m. Mix
Funky Ginger 12" Mix
Funky Ginger 7" Mix
Happiness is when your dreams are the only things real in your life...
Sua fantasia é chupar meu edy:
Ten City é um grupo de house dos anos 90 que ficou esquecido nas areias do tempo, mas deixou alguns poucos hits da dancefloor. Nem lembro como conheci "Fantasy", mas o babadu é que gostei. Peguem o Extended Mix pra conhecerem também. Bem bonitinha e o vocalista tem toda uma pinta de biluzinha escandalosa. O Demo Mix não é muito diferente da versão final, mas é interessante.
Os remixes dos Masters at Work são aquele house delicioso que Maddyrain adóga. Se joguem no Masters at Work Mud Mix 12"! Bem gostosinho. Se gostar das batidas, pega também qualquer um dos dois dubs dos MAW.
O Shelter Mix, do Timmy Regisford, é um classic house gostoso pra dançar bastante. O Shelter 4 a.m. Mix é legal e bem diferente do outro remix. Por fim, vamos ignorar esses remixes Funky Ginger porque essa pegada r'n'b não cola e hoje eu não tô no clima gueto!
Maddyrai não tem, Maddyrain quer:
Olha, falta pouca coisa! Claro que sempre o que falta é o mais difícil de encontrar, néam?
lp edit 3:59
shelter-pella 5:56
interactive dub 5:25
No dia seguinte, Joanete Filha do Jack me ajudou a me vestir, já que mover cada músculo do corpo ardia, coçava, doia e queimava. Tudo de uma vez.
_ Ai, que horror. Nunca pensei em ver minha amiga tão esfolada assim.
_ Ainda bem que você tinha outro terno guardado no baú, Kilo. Aquele que Maddie tava usando ontem ficou inusável.
_ Gata, essa maquiagem da Chanel dura o dia todo?
_ É Chanel, Maddie. Dura até embaixo da chuva!
Eu e Joanete passamos por todos os procedimentos habituais pra sair do submundo guêi. Na fila pra estação de metrô, as bilus me secavam e cochichavam Quem é? Nunca vi. Todo de terno. Chic. Comi esse outro dia; tem o rabo muito aberto. Tá loko? Nunca te vi na vida, meu amô! Joanete me puxou e sussurrou Maddie, se comporta. Finja que deu. Mas eu não daria praquela bio nem por decreto! Essa coisa de não chamar atenção desnecessária não é comigo.
No Conjunto Nacional, a vida parecia não ter mudado nada de um dia pro outro. A mesma nuvem de fumaça de cigarro perseguindo quem não fuma. Aliás, sempre me perguntei isso. Por que a fumaça de cigarro tem uma preferência toda especial por quem não fuma?
Chegamos no andar do Ministério da Segurança Pública. Joanete assumiu sua fisionomia de carrasca do crime e foi pra sua mesa impecável. Me deu um tapinha discreto na bunda em direção à sala do ministro. Bati duas vezes. Um Pode entrar veio de dentro.
_ Com licença, ministro?
_ Ah, meu bom rapaz! Hoje é o seu primeiro dia! Eu tinha até me esquecido de você! Já sabe onde será sua mesa?
_ Sim. Joanete já me indicou.
_ "Joanete"?
_ A minha prima?
_ Janet Jackson? "Joanete" deve ser algum apelido de infância, não?
_ Aim, é! Janet Jackson... (que chique)...
_ Pode ir pra sua mesa então, meu bom rapaz. Você tem bastante trabalho pra fazer. Você encontrará uma relação de todos os pervertidos mais procurados. Quero que separe os que já morreram e os que estão vivos.
Minha mesa era ao lado da Joanete. A bunita devia ter virado atriz no passado. Me ignorou completamente. Sentei com aquela cara Inhaim? Vamos bater um papinho? mas ela fingiu que eu não existia. Atendia os telefonemas com uma voz de kool terrível.
Em cima da mesa, uma coluna de arquivos e mais arquivos esperando pra serem catalogados. Revirei o lugar em busca de um cantinho do café. O dia nem tinha começado e eu já tava com sono e querendo tomar um café. Fiz uma bolinha de papel e joguei na Joanete. Ela se virou pra mim. Se olhar matasse... PA-PUM... eu tinha caído dura ali mesmo.
_ Você por acaso acabou de jogar uma bolinha de papel em mim?
_ Urgh... sim?
_ E posso saber o motivo? Porque é bom que tenha um motivo muito bom pra esse ataque de infantilidade.
_ Xente... eu só queria puxar assunto... não quer ir tomar um cafezinho?
_ Você puxa assunto atirando coisas nos outros? Cultura é uma merda mesmo.
_ Credo! E o café?! Quer tomar um café ou não?
_ Não sou paga pra tomar café no expediente. Se você é, que bom pra você. Da próxima vez que jogar algo em mim, retrucarei com algo mais pesado.
_ C-R-E-D-O! - toda ofendida, voltei pra minha insignificância corporativa. A pilha de documentos olhou pra mim e falou dentro da minha cabeça Devora-me. Olhei pra Joanete assustada - Você ouviu isso também?!
_ Eu já descobri.
_ Descobriu o que?!
_ Descobri pra que você é pago. Pra me interromper.
_ Aim, que chata. Você ouviu isso?! "Devora-me"?!
_ Não? - e virou pra sua mesa com a cara fechada. Xente... se eu não conhecesse Joanete muito bem, jogava uma caminhão de bolinhas de papel nela só pra irritá-la.
Com a maior cara de bunda, comecei a ler os documentos. Fiquei Bélgica. Uma relação de todas as bilus "catalogadas" pelo governo! Xente, será que tem meu perfil aqui? Revirei a pilha até encontrar. Então meu paradeiro atual é "Morta"? Pois eu tô bem viva, meus amores! Decidi procurar a ficha das bilus que eu conhecia. Cindi Loka, paradeiro desconhecido. Por onde será que anda Cindi Loka? Vou perguntar pra Joanete! Ela deve saber! Peguei uma folha de sulfite e fiz uma bolinha. Quando ia atacar, ela se virou pra mim.
_ Você não estava pensando em jogar outra bola de papel em mim, né?
_ Hmm... tava. Por onde anda Cindi Loka?
_ Eu tenho cara de orelhão?
_ "Orelhão"? Gomoasí?
_ Não é no orelhão que ficavam os anúncios de putas e travestis antigamente?
_ Xente, que grossa!!
Depois eu pergunto pra ela. Quando ela desincorporar essa personalidade maldita. Procurei por Litta Walitta. Morta em manifestação popular na Avenida Paulista. Tadinha... E a Kilo Minhoca?! Paradeiro desconhecido. Eu sei onde ela tá, meu amô. Xente, que trabalho de macaquinho ficar lendo essas fichas. Um monte de maricón que já morreu de morte morrida.
_ Sr. Alejandro, pode vir à minha sala, por favor? - era o ministro.
_ Claro, senhor.
_ Sente-se, meu bom rapaz. Ou melhor, não precisa se sentar, não. Está na hora da inspeção diária. Pode se apoiar na minha mesa, por gentileza, de costas para mim e abaixar a calça e cueca.
_ Cumé?
_ Ora, todo dia irei verificar seu ânus para ter certeza de que não contratei um pervertido. Não fique constrangido; é um procedimento padrão. - fiquei com a boca aberta. Xente, que vergonça! - A calça e a cueca, por favor. E vire-se.
Virei pra janela e deixei ele "verificar" meu kool. Remoendo minha dignidade, tentei segurar o túnel de metrô com todas minhas forças travestis. Senti a Gina, minha amiga Gillette revirando dentro da boca. Hoje não, gata...
FantasyExtended Mix
Demo Mix
Demo Mix Edit
B-Rude Mix
Masters at Work Mud Mix 12"
Masters at Work Dub
Herbie's Hub-a-Dub
Shelter Mix
Shelter 4 a.m. Mix
Funky Ginger 12" Mix
Funky Ginger 7" Mix
Happiness is when your dreams are the only things real in your life...
Sua fantasia é chupar meu edy:
Ten City é um grupo de house dos anos 90 que ficou esquecido nas areias do tempo, mas deixou alguns poucos hits da dancefloor. Nem lembro como conheci "Fantasy", mas o babadu é que gostei. Peguem o Extended Mix pra conhecerem também. Bem bonitinha e o vocalista tem toda uma pinta de biluzinha escandalosa. O Demo Mix não é muito diferente da versão final, mas é interessante.
Os remixes dos Masters at Work são aquele house delicioso que Maddyrain adóga. Se joguem no Masters at Work Mud Mix 12"! Bem gostosinho. Se gostar das batidas, pega também qualquer um dos dois dubs dos MAW.
O Shelter Mix, do Timmy Regisford, é um classic house gostoso pra dançar bastante. O Shelter 4 a.m. Mix é legal e bem diferente do outro remix. Por fim, vamos ignorar esses remixes Funky Ginger porque essa pegada r'n'b não cola e hoje eu não tô no clima gueto!
Maddyrai não tem, Maddyrain quer:
Olha, falta pouca coisa! Claro que sempre o que falta é o mais difícil de encontrar, néam?
lp edit 3:59
shelter-pella 5:56
interactive dub 5:25
Quarta-feira, Julho 20, 2011 | Celebridades: Ten City | 0 Bilus felizes
Post de uma bêbada
Hoje eu decidi fazer algo de diferente: sai com minhas amigas Litta Walitta e Alvina Petrolínea e enchi a cara. Voltei pra casa e sentei a busunfa na frente do PC, completamente impossibilitada de deitar e ver o mundo girar e girar até acabar na boca da privada, e vim postar no meu blog assim... embriagada. Não vou revisar o texto. Não vou ver se tem erro de digitação. E vou mandar um beijo e toma no kool pra quem vir me corrigar. Hoje eu tô pra lá de Bagdá. Numa Bagdá ébria e etílica.
Ainda não me recuperei 100% do piriri que me deu na minha última viagem a negócios. Pois éam, meus amores, se peido, me cago toda. Enfim, acontece com todas e eu sei. Tô numa onde de cascata marrom que só por Diana Ross! Mesmo assim, decidi reencontrar minhas amigas e ver o que ia dar. A noite tava indo super bem, sem vontade de peidar, sem vontade de cagar, ou seja, tudo maravilha! Já tava até cogitando que meu bolo fecal tinha retomado à forma original, mais densa e consistente. LEDO ENGANO!
Eu e as meninas fomos na Tunnel, buatchi crássica da noite guêi de São Paulo, e toma mais vodka com Fanta Uva na cuceta. A noite começou com vodkiquinha e suco de ameixa. Meu amô, sou exótica. Quantas bilus você conhece que toma vodka com ameixa?! Eu sou a primeira! Não sou? Enfim, vodka com suco de ameixa na veia. É gostoso! Recomendo! Sente o drama. Antes de ir embora pra buatchi, mega calibrada, alterei a intenção etílica pra Keep Cooler. Sou clássica. Sou phyna. Keep Cooler de pêssego, porque não sou obrigada.
Até aí, eu tava no meu estágio loka do meu kool tradicional. Achamos uma rádio de disco music na rádio virtual e ficamos pulando pra lá e pra cá, que nem três pulgas. Acho que pular e beber ao mesmo tempo é o futuro da bilu internada. Fika a dika.
Por milagre de Diana Ross, não vi o mundo girar no táxi a caminho da buatchi. Bom sinal! Geralmente, sempre calibrada, o caminho até a balada é um redemoinho loko e sem fim. A buatchi tava cheia. Cheia de casais hetero, pra variar um pouco. Não sei porque hetero gosta de ir em buatchi guêi pra se atracar. Vai pro motel! Vai pra buatchi hetero, meus amores! Deixem os espaços guêis pros guêis! Enfim, chega na buatchi e toca mais vodka com Fanta Uva no edy! A inovação de Litta Walitta rendeu até um "Sério!?" da barwoman! Até imagino o diálogo!
_ Quero uma vodka baratinha com Fanta Uva!
_ Sério!? Tem certeza!? Não vendemos essa combinação desde as noites do R$ 1,99!
O babadu não ficou ruim. Mas tão pouco bom! Ficou... assim... digerível. Pra não dizer, por engano, dirigível. Decidi soltar um punzinho. Enfim, que levante a mão quem NUNCA soltou um pum na buatchi! É simples, fácil e indolor. O odor se mistura aos odores locais. Uma coisa... assim... imperceptível! Bom, pra mim, não foi imperceptível. Senti um certo molhadinho na calcinha. Pensei Pronto, soltei um peido carregado. Toca correr pro banheiro e se limpar e ver o tamanho do estrago! Não vou entar em (mais) detalhes escatológicos. Digamos que sai do banheiro deixando uma herança milionária pra quem entrou em seguida...
No meio da pista, devidamente limpa e cheia de papel higiênico na calcinha, eis que encontro uma bilu conhecida e colecionadora de perfumes, baixinha e NADA fazible. Só me falta grudar em mim como carrapato. Dito e feito! Grudou e não largou por nada do edy de Litta Walitta. Até disse que o edy tava limpo! E cheiroso! Tenho medo de certas atitudes.
Inúmeras tentativas de dar um perdido sem sucesso depois, olhei o celular e vi a hora. Hora de virar abóbora. No táxi de volta pra casa, falei pra Litta que às vezes sinto falta um after hours babadu pra dias em que você quer ferver mais e até mais tarde. Conforme a idade vai chegando, esses momentos vão ficando cada vez mais raros, mas vez ou outra ocorrem... Como hoje. E cá estou, bêbada, feliz e elétrica ainda, contando pra vocês, ilustres desconhecidos, a noite de uma diva del sexo anale!
Um beijo,
Maddyrain
Can You Feel It
Vocal
Instrumental
Accapella
Spoken Word Dr. Martin Luther King Jr.
Robert Owens Mix
In my house there is ONLY house music...
Tá sentindo meu edy?
Momento nerd do dia: conheci "Can You Feel It" jogando GTA, tzá? Andava pelas ruas de San Andreas atropelando pedrestes, dando tiros e ouvindo "Can You Feel It" pelo rádio do carro! Uma loucura!
Essa música, dos primórdios da house music, é simplesmente maravilhosa! Dá uma vontade de sair dançando por aí e gritando "I am, you see... I am the creator! And this is my house! And in my house there is ONLY house music!". Uma loucura! Se joguem na versão Vocal. Linda! Peguem também o Robert Owens Mix, que não muda o instrumental, mas tem os vocais dele.
Tem também uma versão com o discurso do Martin Luther King, mas aí já é demais, néam?
Ainda não me recuperei 100% do piriri que me deu na minha última viagem a negócios. Pois éam, meus amores, se peido, me cago toda. Enfim, acontece com todas e eu sei. Tô numa onde de cascata marrom que só por Diana Ross! Mesmo assim, decidi reencontrar minhas amigas e ver o que ia dar. A noite tava indo super bem, sem vontade de peidar, sem vontade de cagar, ou seja, tudo maravilha! Já tava até cogitando que meu bolo fecal tinha retomado à forma original, mais densa e consistente. LEDO ENGANO!
Eu e as meninas fomos na Tunnel, buatchi crássica da noite guêi de São Paulo, e toma mais vodka com Fanta Uva na cuceta. A noite começou com vodkiquinha e suco de ameixa. Meu amô, sou exótica. Quantas bilus você conhece que toma vodka com ameixa?! Eu sou a primeira! Não sou? Enfim, vodka com suco de ameixa na veia. É gostoso! Recomendo! Sente o drama. Antes de ir embora pra buatchi, mega calibrada, alterei a intenção etílica pra Keep Cooler. Sou clássica. Sou phyna. Keep Cooler de pêssego, porque não sou obrigada.
Até aí, eu tava no meu estágio loka do meu kool tradicional. Achamos uma rádio de disco music na rádio virtual e ficamos pulando pra lá e pra cá, que nem três pulgas. Acho que pular e beber ao mesmo tempo é o futuro da bilu internada. Fika a dika.
Por milagre de Diana Ross, não vi o mundo girar no táxi a caminho da buatchi. Bom sinal! Geralmente, sempre calibrada, o caminho até a balada é um redemoinho loko e sem fim. A buatchi tava cheia. Cheia de casais hetero, pra variar um pouco. Não sei porque hetero gosta de ir em buatchi guêi pra se atracar. Vai pro motel! Vai pra buatchi hetero, meus amores! Deixem os espaços guêis pros guêis! Enfim, chega na buatchi e toca mais vodka com Fanta Uva no edy! A inovação de Litta Walitta rendeu até um "Sério!?" da barwoman! Até imagino o diálogo!
_ Quero uma vodka baratinha com Fanta Uva!
_ Sério!? Tem certeza!? Não vendemos essa combinação desde as noites do R$ 1,99!
O babadu não ficou ruim. Mas tão pouco bom! Ficou... assim... digerível. Pra não dizer, por engano, dirigível. Decidi soltar um punzinho. Enfim, que levante a mão quem NUNCA soltou um pum na buatchi! É simples, fácil e indolor. O odor se mistura aos odores locais. Uma coisa... assim... imperceptível! Bom, pra mim, não foi imperceptível. Senti um certo molhadinho na calcinha. Pensei Pronto, soltei um peido carregado. Toca correr pro banheiro e se limpar e ver o tamanho do estrago! Não vou entar em (mais) detalhes escatológicos. Digamos que sai do banheiro deixando uma herança milionária pra quem entrou em seguida...
No meio da pista, devidamente limpa e cheia de papel higiênico na calcinha, eis que encontro uma bilu conhecida e colecionadora de perfumes, baixinha e NADA fazible. Só me falta grudar em mim como carrapato. Dito e feito! Grudou e não largou por nada do edy de Litta Walitta. Até disse que o edy tava limpo! E cheiroso! Tenho medo de certas atitudes.
Inúmeras tentativas de dar um perdido sem sucesso depois, olhei o celular e vi a hora. Hora de virar abóbora. No táxi de volta pra casa, falei pra Litta que às vezes sinto falta um after hours babadu pra dias em que você quer ferver mais e até mais tarde. Conforme a idade vai chegando, esses momentos vão ficando cada vez mais raros, mas vez ou outra ocorrem... Como hoje. E cá estou, bêbada, feliz e elétrica ainda, contando pra vocês, ilustres desconhecidos, a noite de uma diva del sexo anale!
Um beijo,
Maddyrain
Can You Feel ItVocal
Instrumental
Accapella
Spoken Word Dr. Martin Luther King Jr.
Robert Owens Mix
In my house there is ONLY house music...
Tá sentindo meu edy?
Momento nerd do dia: conheci "Can You Feel It" jogando GTA, tzá? Andava pelas ruas de San Andreas atropelando pedrestes, dando tiros e ouvindo "Can You Feel It" pelo rádio do carro! Uma loucura!
Essa música, dos primórdios da house music, é simplesmente maravilhosa! Dá uma vontade de sair dançando por aí e gritando "I am, you see... I am the creator! And this is my house! And in my house there is ONLY house music!". Uma loucura! Se joguem na versão Vocal. Linda! Peguem também o Robert Owens Mix, que não muda o instrumental, mas tem os vocais dele.
Tem também uma versão com o discurso do Martin Luther King, mas aí já é demais, néam?Sábado, Julho 16, 2011 | Celebridades: Fingers Inc., Robert Owens | 0 Bilus felizes
Pietá
Acordei sentindo a chuva caindo no meu rosto e queimando onde eu tinha levado soco, murro, chute e pontapé. Tudo doía. As costelas pareciam estar todas quebradas. As pernas, moídas. Os braços estavam cheios de manchas vermelhas. Senti um aperto na barriga e vomitei na calçada. Olhei ao redor e a rua tava deserta. Socorro! Tem alguém aí pra ajudar, garai? A chuva tava forte e queimava levemente a pele. Tentei ficar de pé, mas não tinha condições. De repente lembrei do Fabinho. Fabinho! Diana Ross, cadê ele?! Me segurei num orelhão e fui me levantando aos poucos. Estalei os ossos inteiros das costas. Jesuis, como pode tudo doer tanto? Malditos.
A iluminação alaranjada da Avenida Paulista já tava fraca. Devo ter ficado desmaiada por horas! Fabinho! Cadê você? Fui andando sem destino pela Paulista. A chuva tinha lavado qualquer rastro que pudesse me levar até o Fabinho.
Encontrei uma caçamba de lixo e um impulso me levou até lá. Olhei pra dentro e encontrei o corpo completamente moído e machucado de Fabinho das Bananas. Fabinho! Diana Ross! Fabinho! Entrei na caçamba. O sangue se misturava com o lixo. Alguns ratos pularam pra fora quando eu entrei. Acorda, meu amor! Acorda! Como é que se sente o pulso de alguém, Jesuis?! Como é que eles fazem na TV? Tentei pegar a pulsação dele, mas não consegui. Abri os olhos, mas eles olhavam pro nada. Abracei o corpo dele contra o meu e comecei a chorar. Filhos da puta! Como puderam espancar um velho pirocudo e indefeso!? Ordinários.
_ Esse aí tá morto, moço.
_ Ai, que susto! Quem é você!?
_ Você tá na MINHA caçamba. Eu é que pergunto quem é você!
_ Vim retirar o corpo do meu amigo daqui de dentro.
_ Posso ficar com o cobertor dele?
_ Cumé?
_ Ele não vai mais precisar desse cobertor. Posso ficar com ele?
_ Xente, que horror! Me ajuda a tirá-lo daqui de dentro e eu te dou o cobertor dele. - eu e o mendigo velho tiramos o corpo do Fabinho de dentro da caçamba. Tentei checar novamente se ele tava vivo, mas tudo comprovava o contrário.
_ Não adianta, moço. O jeito é você levar o corpo lá pra baixo e tentar vender os órgãos antes que a polícia apareça.
_ "Vender os órgãos"?! Você tá achando que eu vou mutilar meu Fabinho das Bananas e sair vendendo as peças, que nem um computador velho!? Claro que pagariam muito bem pela neca, mas isso seria muito maldoso, até mesmo pra mim!
Arrastei o corpo até a Augusta e comecei a descer com o corpo pendurado no meu ombro. As ruas molhadas faziam meus pés escorregarem. Cai várias vezes. Conforme ia descendo a Augusta, algumas figuras estranhas iam se aproximando de nós dois. Claro que ninguém parou pra ajudar.
Uma abusada chegou bem perto de mim. Pensei que fosse ajudar, néam? Que nada! A maldita tentou arrancar o sapato do Fabinho! Sai pra lá, demônio! Xispa! Onde já se viu!? E vocês todos aí no escuro?! Vão só ficar olhando ou vão ajudar?! Bando de ordinários! Alguns sairam correndo, outros continuaram onde estavam, sem se mexer. Ningúem veio ajudar.
Cheguei na parte mais baixa da Augusta com o kool na mão. Completamente suja de sangue e lama, ningúem vinha mexer comigo. Acharam que eu fosse uma de suas moradoras. O cheiro de merda começou a avançar sobre mim. Jesuis... cagaram no mundo! A chuva tinha parado e eu conseguia ouvir o barulho da correnteza do Viaduto do Chá. A visão era tétrica. O Teatro Municipal, completamente imundo, tinha virado algum prédio do governo. Alguns guardas estavam na porta, mas as ruas desertas e escuras encubriram minha presença. Caminhei até o Viaduto e passei pelo antigo Shopping Light, também sujo e mal cuidado.
Parei numa das muretas do Viaduto e não aguentei mais o cheiro podre da região. Vomitei no rio de esgoto que passava sob os meus pés. Diana Ross, como pode o ser humano ser tão porco!? Se bem que quem sou eu pra falar, néam? Não cago flores também. Debrucei o corpo do Fabinho na mureta, dei um beijo de despedida e joguei o corpo no rio. A correnteza de merda era forte e levou o corpo dele pra longe rapidamente.
Parece que toda força que usei pra carregar o corpo do Fabinho por tanto tempo tinha se esgotado naquele momento. Desabei na rua do Viaduto, completamente exausta. Preciso fechar os olhos só por dois segundinhos... Preciso esquecer que tô aqui, nessa cascata de merda. Ouvi barulho de saltos altos andando pela rua e olhei pro lado. Alguém vinha em minha direção, mas o inchaço nos olhos não ajudavam muito pra reconhecer quem era a mulher vindo até mim.
_ Levanta, vinhado.
_ Não pode ser. Você tá morta. Me falaram que você morreu, bunita.
_ E morri mesmo, vinhado. Mas você não vai morrer. Não hoje. Vem cá, me dá sua mão. Vou te ajudar. Credo, andou comendo o que? Tá pesada!
_ Muita carne de rato.
_ Se apoia em mim. Tem um passagem secreta que vai até a entrada do submundo aqui embaixo. Vou te levar até a entrada, mas não poderei te ajudar no túnel até lá. Você terá que ir sozinha. Não pode parar nunca, tá entendendo, vinhado? Não pare nunca.
_ Tá bom...
_ É aqui. Manda um beijo pra Kilo Minhoca. Diz praquela desmiolada maneirar no padê, porque ela é a próxima na lista e a vez dela tá bem próxima.
_ Obrigadjénha, Litta. Sem você, eu não teria conseguido... teria morrido naquele viaduto fedido!
_ É pra isso que servem as amigas.
Entrei no túnel escuro e úmido. Parecia não ter fim. Fui andando sem parar, pisando em sei lá eu o que. Não sentia mais dor nas pernas ou nos braços e comecei a correr pelo túnel. Devo ter pisado em alguns ratos pelo caminho. Não sei quanto tempo passei correndo, mas cheguei até uma entrada secreta do submundo, completamente desprotegida. Reconheci o quarto. Tô no quarto do Fabinho! Aim, que loucura! Fui até a tenda de Kilo Minhoca e Joanete Filha do Jack.
_ Maddie! O que aconteceu com você?!
_ Deu merda, gata. Pegaram eu e o Fabinho na Paulista. Bateram na gente. Fabinho morreu. Tô toda quebrada, molhada, com sono e amanhã é meu primeiro dia de emprego!
_ Ai, que horror!
_ Calma! Pra Coco Chanel tudo tem um jeito! - Joanete abriu um baú, revirou algumas revistas e CDs antigos do Michael Jackson e voltou com um kit de maquiagem da Chanel - Guardei minha maquiagem por todos esses anos. Você tem que acreditar no poder da Chanel!
Joanete Filha do Jack reconstruiu meu rosto e apagou minhas feridas com a maquiagem. Fiquei impressionada! Também, pudera, néam? Chanel, meu amô! Sempre achei Avon coisa de pobre.
Um beijo,
Maddyrain
Move On Fast
Dave Audé Club Mix
Dave Audé Mixshow
Dave Audé Radio Edit
Dave Audé Club Dub
Dave Audé Dub Dub
Ralphi Dub
Richard Morel Vocal Mix
Richard Morel Edit
Richard Morel Dub
Chris the Greek Panaghi Club Mix
Chris the Greek Panaghi Dub
Digital Dog Club Mix
Digital Dog Radio Edit
Digital Dog Dub
WaWa Club Mix
WaWa Radio Edit
WaWa Dub
WaWa Instrumental
Yiannis Acceleration Club Mix
Yiannis Acceleration Radio Edit
Yiannis Acceleration Dub
Nacho Chapado & Ivan Gomez Vocal Mix
Nacho Chapado & Ivan Gomez Dub
Twisted Sound + Vision Vocal Mix
Twisted Sound + Vision Dub
Emjae Club Mix
Emjae Underwater Dub
Timmy Loop Bluelight Remix
Timmy Loop Infinity Dub
Nothing's gonna last so roll a bit of grass...
Chupa meu edy rápido:
E o retorno triunfal da diva underground das bilus djidjéias ao blog! Xente, eu simplesmente ADÓGO quando pegam a esquisita da Yoko Ono e enfiam uns remixes goela abaixo da bunita! Fico... assim... daquele jeito! "Move On Fast" é novinha, pra não dizerem que eu só posto velharia por aqui. Saiu neste ano, então ahazzem nos remixes atuais!
Vamos começar pelo atual Deos Guêi, Dave Audé! Olha, eu sei que o bunito cansa vez ou outra com seu estilo club de sempre, mas quando ahazza, ele AHAZZA! Se joguem no Dave Audé Club Mix! Uma loucura e dá pra bater bastante o cabelón pra lá e pra cá. Se gostar, pega também o Dave Audé Club Dub! Uma delícia instrumental pra deixar tocando enquanto você varre a casa e dá aquele close gostoso no cabo da vassoura! Outro que sempre ahazza nos dubs é o Ralphi Rosario e pra "Move On Fast" ele tava muito cansado e decidiu só fazer o Ralphi Dub, sem vocal mix. Um ahazzo e mega travesti! Não preciso nem dizer!
Aconteceu alguma coisa com o Richard Morel ao passar dos anos e ele perdeu um pouco a mão nos remixes. Saudades da época em que ele assinava como Pink Noise... Enfim, o Richard Morel Edit tá de bom tamanho pro estilo que ele adotou no remix. Uma coisa meio pop rock.
A coisa fica mais animadinha com o Chris the Greek Panaghi Club Mix. Um dance bem gostoso e válido. O WaWa Club Mix também segue essa mesma linha, mas o DJ fez alguma coisa com o vocal da Ono! Não sei explicar! Ficou mais... triste (!?). Vai entender! Pra você deslocar o pescoço e perder a piruka na buatchi, se joga no Yiannis Acceleration Club Mix! Tem até buzina de carro no meio do remix pra ficar todo contextualizado!
Um remix super bonitinho e com cara dos anos 80 e Atari é o Emjae Club Mix! Mega recomendado! Esse eu tenho CERTEZA que mexeu nos vocais da Yoko Ono! A loka! Curiosamente, o Emjae Underwater Dub é COMPLETAMENTE diferente do club mix e segue uma linha mais "calma lá minha filha" muito bonitinha também. Os outros remixes que eu não citei não são ruins, mas estou cansada hoje... Um beijo.
A iluminação alaranjada da Avenida Paulista já tava fraca. Devo ter ficado desmaiada por horas! Fabinho! Cadê você? Fui andando sem destino pela Paulista. A chuva tinha lavado qualquer rastro que pudesse me levar até o Fabinho.
Encontrei uma caçamba de lixo e um impulso me levou até lá. Olhei pra dentro e encontrei o corpo completamente moído e machucado de Fabinho das Bananas. Fabinho! Diana Ross! Fabinho! Entrei na caçamba. O sangue se misturava com o lixo. Alguns ratos pularam pra fora quando eu entrei. Acorda, meu amor! Acorda! Como é que se sente o pulso de alguém, Jesuis?! Como é que eles fazem na TV? Tentei pegar a pulsação dele, mas não consegui. Abri os olhos, mas eles olhavam pro nada. Abracei o corpo dele contra o meu e comecei a chorar. Filhos da puta! Como puderam espancar um velho pirocudo e indefeso!? Ordinários.
_ Esse aí tá morto, moço.
_ Ai, que susto! Quem é você!?
_ Você tá na MINHA caçamba. Eu é que pergunto quem é você!
_ Vim retirar o corpo do meu amigo daqui de dentro.
_ Posso ficar com o cobertor dele?
_ Cumé?
_ Ele não vai mais precisar desse cobertor. Posso ficar com ele?
_ Xente, que horror! Me ajuda a tirá-lo daqui de dentro e eu te dou o cobertor dele. - eu e o mendigo velho tiramos o corpo do Fabinho de dentro da caçamba. Tentei checar novamente se ele tava vivo, mas tudo comprovava o contrário.
_ Não adianta, moço. O jeito é você levar o corpo lá pra baixo e tentar vender os órgãos antes que a polícia apareça.
_ "Vender os órgãos"?! Você tá achando que eu vou mutilar meu Fabinho das Bananas e sair vendendo as peças, que nem um computador velho!? Claro que pagariam muito bem pela neca, mas isso seria muito maldoso, até mesmo pra mim!
Arrastei o corpo até a Augusta e comecei a descer com o corpo pendurado no meu ombro. As ruas molhadas faziam meus pés escorregarem. Cai várias vezes. Conforme ia descendo a Augusta, algumas figuras estranhas iam se aproximando de nós dois. Claro que ninguém parou pra ajudar.
Uma abusada chegou bem perto de mim. Pensei que fosse ajudar, néam? Que nada! A maldita tentou arrancar o sapato do Fabinho! Sai pra lá, demônio! Xispa! Onde já se viu!? E vocês todos aí no escuro?! Vão só ficar olhando ou vão ajudar?! Bando de ordinários! Alguns sairam correndo, outros continuaram onde estavam, sem se mexer. Ningúem veio ajudar.
Cheguei na parte mais baixa da Augusta com o kool na mão. Completamente suja de sangue e lama, ningúem vinha mexer comigo. Acharam que eu fosse uma de suas moradoras. O cheiro de merda começou a avançar sobre mim. Jesuis... cagaram no mundo! A chuva tinha parado e eu conseguia ouvir o barulho da correnteza do Viaduto do Chá. A visão era tétrica. O Teatro Municipal, completamente imundo, tinha virado algum prédio do governo. Alguns guardas estavam na porta, mas as ruas desertas e escuras encubriram minha presença. Caminhei até o Viaduto e passei pelo antigo Shopping Light, também sujo e mal cuidado.
Parei numa das muretas do Viaduto e não aguentei mais o cheiro podre da região. Vomitei no rio de esgoto que passava sob os meus pés. Diana Ross, como pode o ser humano ser tão porco!? Se bem que quem sou eu pra falar, néam? Não cago flores também. Debrucei o corpo do Fabinho na mureta, dei um beijo de despedida e joguei o corpo no rio. A correnteza de merda era forte e levou o corpo dele pra longe rapidamente.
Parece que toda força que usei pra carregar o corpo do Fabinho por tanto tempo tinha se esgotado naquele momento. Desabei na rua do Viaduto, completamente exausta. Preciso fechar os olhos só por dois segundinhos... Preciso esquecer que tô aqui, nessa cascata de merda. Ouvi barulho de saltos altos andando pela rua e olhei pro lado. Alguém vinha em minha direção, mas o inchaço nos olhos não ajudavam muito pra reconhecer quem era a mulher vindo até mim.
_ Levanta, vinhado.
_ Não pode ser. Você tá morta. Me falaram que você morreu, bunita.
_ E morri mesmo, vinhado. Mas você não vai morrer. Não hoje. Vem cá, me dá sua mão. Vou te ajudar. Credo, andou comendo o que? Tá pesada!
_ Muita carne de rato.
_ Se apoia em mim. Tem um passagem secreta que vai até a entrada do submundo aqui embaixo. Vou te levar até a entrada, mas não poderei te ajudar no túnel até lá. Você terá que ir sozinha. Não pode parar nunca, tá entendendo, vinhado? Não pare nunca.
_ Tá bom...
_ É aqui. Manda um beijo pra Kilo Minhoca. Diz praquela desmiolada maneirar no padê, porque ela é a próxima na lista e a vez dela tá bem próxima.
_ Obrigadjénha, Litta. Sem você, eu não teria conseguido... teria morrido naquele viaduto fedido!
_ É pra isso que servem as amigas.
Entrei no túnel escuro e úmido. Parecia não ter fim. Fui andando sem parar, pisando em sei lá eu o que. Não sentia mais dor nas pernas ou nos braços e comecei a correr pelo túnel. Devo ter pisado em alguns ratos pelo caminho. Não sei quanto tempo passei correndo, mas cheguei até uma entrada secreta do submundo, completamente desprotegida. Reconheci o quarto. Tô no quarto do Fabinho! Aim, que loucura! Fui até a tenda de Kilo Minhoca e Joanete Filha do Jack.
_ Maddie! O que aconteceu com você?!
_ Deu merda, gata. Pegaram eu e o Fabinho na Paulista. Bateram na gente. Fabinho morreu. Tô toda quebrada, molhada, com sono e amanhã é meu primeiro dia de emprego!
_ Ai, que horror!
_ Calma! Pra Coco Chanel tudo tem um jeito! - Joanete abriu um baú, revirou algumas revistas e CDs antigos do Michael Jackson e voltou com um kit de maquiagem da Chanel - Guardei minha maquiagem por todos esses anos. Você tem que acreditar no poder da Chanel!
Joanete Filha do Jack reconstruiu meu rosto e apagou minhas feridas com a maquiagem. Fiquei impressionada! Também, pudera, néam? Chanel, meu amô! Sempre achei Avon coisa de pobre.
Um beijo,
Maddyrain
Move On Fast Dave Audé Club Mix
Dave Audé Mixshow
Dave Audé Radio Edit
Dave Audé Club Dub
Dave Audé Dub Dub
Ralphi Dub
Richard Morel Vocal Mix
Richard Morel Edit
Richard Morel Dub
Chris the Greek Panaghi Club Mix
Chris the Greek Panaghi Dub
Digital Dog Club Mix
Digital Dog Radio Edit
Digital Dog Dub
WaWa Club Mix
WaWa Radio Edit
WaWa Dub
WaWa Instrumental
Yiannis Acceleration Club Mix
Yiannis Acceleration Radio Edit
Yiannis Acceleration Dub
Nacho Chapado & Ivan Gomez Vocal Mix
Nacho Chapado & Ivan Gomez Dub
Twisted Sound + Vision Vocal Mix
Twisted Sound + Vision Dub
Emjae Club Mix
Emjae Underwater Dub
Timmy Loop Bluelight Remix
Timmy Loop Infinity Dub
Nothing's gonna last so roll a bit of grass...
Chupa meu edy rápido:
E o retorno triunfal da diva underground das bilus djidjéias ao blog! Xente, eu simplesmente ADÓGO quando pegam a esquisita da Yoko Ono e enfiam uns remixes goela abaixo da bunita! Fico... assim... daquele jeito! "Move On Fast" é novinha, pra não dizerem que eu só posto velharia por aqui. Saiu neste ano, então ahazzem nos remixes atuais!
Vamos começar pelo atual Deos Guêi, Dave Audé! Olha, eu sei que o bunito cansa vez ou outra com seu estilo club de sempre, mas quando ahazza, ele AHAZZA! Se joguem no Dave Audé Club Mix! Uma loucura e dá pra bater bastante o cabelón pra lá e pra cá. Se gostar, pega também o Dave Audé Club Dub! Uma delícia instrumental pra deixar tocando enquanto você varre a casa e dá aquele close gostoso no cabo da vassoura! Outro que sempre ahazza nos dubs é o Ralphi Rosario e pra "Move On Fast" ele tava muito cansado e decidiu só fazer o Ralphi Dub, sem vocal mix. Um ahazzo e mega travesti! Não preciso nem dizer!
Aconteceu alguma coisa com o Richard Morel ao passar dos anos e ele perdeu um pouco a mão nos remixes. Saudades da época em que ele assinava como Pink Noise... Enfim, o Richard Morel Edit tá de bom tamanho pro estilo que ele adotou no remix. Uma coisa meio pop rock.
A coisa fica mais animadinha com o Chris the Greek Panaghi Club Mix. Um dance bem gostoso e válido. O WaWa Club Mix também segue essa mesma linha, mas o DJ fez alguma coisa com o vocal da Ono! Não sei explicar! Ficou mais... triste (!?). Vai entender! Pra você deslocar o pescoço e perder a piruka na buatchi, se joga no Yiannis Acceleration Club Mix! Tem até buzina de carro no meio do remix pra ficar todo contextualizado!
Um remix super bonitinho e com cara dos anos 80 e Atari é o Emjae Club Mix! Mega recomendado! Esse eu tenho CERTEZA que mexeu nos vocais da Yoko Ono! A loka! Curiosamente, o Emjae Underwater Dub é COMPLETAMENTE diferente do club mix e segue uma linha mais "calma lá minha filha" muito bonitinha também. Os outros remixes que eu não citei não são ruins, mas estou cansada hoje... Um beijo.
Quinta-feira, Julho 14, 2011 | Celebridades: Yoko Ono | 0 Bilus felizes
Violência
Encontrei Fabinho das Bananas no mesmo lugar em que Charlotte Chandelle havia me encontrado semanas atrás, na esquina da Paulista com a Augusta. Ainda fantasiado de mendigo, ele fez sinal para que eu fosse até os escombros de um prédio e me estendeu um manto com capuz completamente sujo e fedido.
_ Gato, eu não vou usar isso, néam? Tá bom que não tomo banho já tem tempo, mas não vamos piorar a situação!
_ Você não quer ser reconhecida, quer? Acabou de sair do Conjunto Nacional e anda com um mendigo na rua? Seria muito suspeito. Veste logo e vamos pedir umas esmolas na Paulista.
Olhei com ele com os olhos esbugalhados. Já fiz muita coisa nesta vida. Já roubei, passei a gilete em que merecia e transei com irmãs travestis, mas pedir esmolas?!
_ Cumé?
_ Precisamos de dinheiro pra sobreviver, Maddyrain. Não somos todos que trabalhamos disfarçados aqui em cima. Revezamos os dias de mendigagem. Vai logo!
Incrédula, vesti aquela capa e senti as mãos pegajosas do fedor grudando em mim. Por Diana Ross, eu encontraria um balde com água no subterrâneo nem que fosse a última coisa que eu fizesse hoje! Devidamente vestida de mendiga, subimos até a Paulista pra pedir esmolas.
_ Como é que faz?
_ Vai me dizer que você NUNCA pediu esmola!
_ Nunca! Bom... não que eu me lembro... sabe... eu já andei muito drogada nesta vida... posso ter pedido, mas não lembro!
_ É só se aproximar, estender a mão e pedir dinheiro. Não tem mistério.
Virei prum casal que vinha na minha direção. Me olharam com nojo e se afastaram mais pra esquerda. Fui atrás, com a mão estendida, parecendo um zumbi.
_ Uma esmola, pelo amor de Deus! Uma esmola, meu! Por caridade!
_ Socorro, querido! Ele está vindo me tocar com essa mão imunda!
_ Não tá imunda, naum! Não lavo desde ontem, é verdade, mas não tá mais suja que a sua!
_ E ele sabe falar! Sabe articular as ideias! Que curioso! Qual é o seu nome, filho?
_ Ale-ale-Alejandro.
_ Nome espanhol?
_ Sou gringo. Vim pra essa terra de ninguém sei lá eu como. E a esmola? Vai rolar? Só converso se me derem dinheiro.
_ Querido, vamos embora, por favor? Ele fede!
_ Não sou eu, naum! É a minha capa! Eu, felizmente, não sofro de maus odores. Confesso que a cueca fica um pouco suada, é verdade, mas nada que exale futum.
_ Curiosíssimo! Não sabia que os moradores da baixa Augusta soubessem se expressar tão bem! Aqui, tome esse dinheiro e compre alguma coisa de serventia pra você.
_ Ele vai gastar tudo com drogas! Eu tenho certeza!
_ Olha, eu bem que podia, mas da onde eu vim, tem bastante pó. Não tô precisando. Obrigadjénho, amore. - me aproximei de Fabinho das Bananas, que tava do outro lado da rua.
_ Conseguiu alguma coisa?
_ Isso aqui, mas não sei qual é o valor.
_ Nossa! É bastante! Sempre soube que você tinha um dom especial pra extorquir os outros.
_ Chupar não é meu único talento.
Voltei pro meu posto e continuei pedindo esmola. Quando cansava de ser simpática e diplomática, partia pra ignorância e ameaçava com uma faquinha imaginária que tava guardada no meio do meu manto. Alguns cediam à pressão de meu fedor, outros corriam pra polícia. Eu fugia em direção à Augusta e voltava depois. No final, acabei me divertindo bastante. Entreguei todo o dinheiro ganho com o suor do meu talento nato pro Fabinho das Bananas. Ele ficou contente e disse que eu era um mendigo muito convincente.
Era noite e pedi pra passearmos um pouco pela rua juntos. O céu à noite era amarelado com longas faixas de holofotes que rondavam o céu e as ruas. Era a única iluminação, já que os postes eram meramente decorativos. A frequência na rua tinha diminuído bastante e outros tipos estranhos como nós se juntavam nas esquinas aqui e ali.
_ Você se lembra da primeira vez que me viu?
_ Claro! Foi na Ilha do Bororé... você roubou meu coração naquele momento... no meio daquelas bananas... Nossa, quanto tempo que não vejo e como uma banana!
_ Ué, compra na feira, gato!
_ Que feira, Maddyrain!? Isso é coisa do passado. Não existem mais frutas como antes. Só os mais ricos têm acesso às frutas.
_ Ai, que triste. Ainda bem que eu tenho a sua banana pra me divertir, néam? E você se lembra da última vez que me viu?
_ Foi no mesmo lugar. Depois que você levou aquele tiro, parte de mim morreu para sempre naquele dia junto com você.
_ O que aconteceu com meu corpo?
_ Desapareceu. Fizemos um enterro simbólico, mas nunca encontraram o cadáver de Maddyrain.
_ Eu sou um cadáver ambulante! Que horror! Ai que frio! Me abrace, Fabinho das Bananas. Me abrace como se não houvesse amanhã!
Fabinho me pegou em seus braços velhos e outrora fortes e me colocou dentro de seu manto. Nosso futum se misturando. Meu mau hálito misturando-se com o dele. Um horror.
_ É melhor não darmos mais pinta aqui em cima. Vamos voltar pra estação.
_ Ih! Olha só se não são dois mendigos viados?
Olhei pra trás. Um grupo de cinco moleques andava atrás da xente. Vi que carregavam bastões e pedaços de madeira nas mãos. Meu edy fechou.
_ Vamos correr pra estação, Fabinho!
_ Não vão correr pra lugar nenhum, viadinho! - fomos cercados pelos cinco.
_ Por favor, deixem-nos passar. Ele é meu filho. Só me abraçou porque conseguimos bastante dinheiro hoje pedindo esmola. Por favor, não nos confundam com viados.
_ Conseguiram dinheiro, é? Então passa pra cá, velhote!
_ Tudo não, por favor. Precisamos comprar comida.
_ Passa tudo, velho surdo! - e deu uma cutucada forte com o bastão na barriga do Fabinho.
_ Fabinho!!
_ Ih, velhote! O seu filho é na verdade uma filhinha!
Um dos moloques que tava atrás de nós me acertou um murro atrás da orelha. Fiquei zonza e cai no chão. O mundo girava. Outro veio e me chutou a barriga. Olhei pra cima, os olhos lacrimejando e gritei:
_ Por favor, na cara não! Na cara não! Na cara não!
O líder da gangue veio até mim e chutou minha boca e esmurrou meu nariz. Tudo ficou vermelho. Senti o sangue saindo pela boca. Olhei pro lado e vi Fabinho caindo no chão e tentando se defender enquanto o resto da gangue chutava ele em todos os cantos. Ele é só um velhinho agora! Não vai aguentar tanta gente em cima dele! Gritei o nome dele e pedi socorro pra qualquer um que estivesse passando na rua naquele momento, mas alguém sentou em cima de mim, pegou meu cabelo e meteu outro murro na minha cara. E mais outro. Fechei os olhos e senti outro murro. Não aguentei e desmaiei.
Love Sensation
A Tom Moulton Mix
A Tom Moulton 7" Mix (thanx to Jean Michel Devotion!)
Vocal Version
Rough Mix (thanx to DJ VYL!)
Acappella (thanx to DJ VYL!)
Unreleased Version
Special Dutch House Mix
The Ultimate Rave
After Hours Mix
Special Todd Terry Extended 12" Remix
Special Todd Terry - Kenny Dope Extended 12" Dub Remix
Classic Ko-Mix (low quality...)
Oxford Boys Mix (low quality...)
Freemasons Club Mix
Freemasons Radio Mix
Hi_Tack Burnin' Up Club Mix
Hi_Tack Burnin' Up Club Radio Edit
7th Heaven's Back to 45 Mix
7th Heaven's Back to 45 Radio Mix
Dead Stereo Remix
Dead Stereo Radio Remix
Doc Phatt Remix
Felix Baumgartner Remix
A feeling that I know so well...
Sinta essa sensação de chupar meu edy:
Aim, cá estou pagando meu tributo à diva Loleatta Holloway que morreu algum tempo atrás. Uma verdadeira diva com essa voz potente dela, néam? Uma loucura! Eu acho que toda bilu da dancefloor tem que se jogar ao som de "Love Sensation", já que ela foi sampleada em milhares de outras músicas! Se joga no A Tom Moulton Mix que é a versão original! Uma coisa disco mega digna! O Vocal Version do arroz de festa Shep Pettibone não é mega diferente da versão original, mas é bem legal. Também não é algo voltado ao flash house básico dele (ufa!).
"Love Sensation" foi relançada algumas vezes ao longo dos anos, craro. Acho válido recomendar o After Hours Mix do Freddy Bastone. Um housezinho bem gostosinho, mas tá faltando o raro Club Mix dele. Se alguém tiver, fazofavô de me mandar! Os remixes do Todd Terry são, provavelmente piratas, porque a qualidade é bem cagadinha.
Pra finalizar, a música foi relançada mais recentemente, em 2006, e ganhou remixes dos Freemasons, que remixaram até meus peidos perdidos na buatchi. O mais irritante é que o Freemasons Club Mix é legal e válido! Merece uma bateção de cabelón na buatchi! Aliás, praticamente todos esses remixes mais novos da música são bons. O 7th Heaven's Back to 45 Mix é uma gracinha e tem bastante elementos da versão original, mas atualizados.
O Hi_Tack Burnin' Up Club Mix também é super dançante. Uma loucura! O Dead Stereo Remix segue a mesma linha electro house.
Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Vixi, hoje a listinha é grande, viu? Um saco encontrar os remixes pra essa música!
marshall jefferson re-edit 11:05
club mix 6:47
radio edit 3:51
_ Gato, eu não vou usar isso, néam? Tá bom que não tomo banho já tem tempo, mas não vamos piorar a situação!
_ Você não quer ser reconhecida, quer? Acabou de sair do Conjunto Nacional e anda com um mendigo na rua? Seria muito suspeito. Veste logo e vamos pedir umas esmolas na Paulista.
Olhei com ele com os olhos esbugalhados. Já fiz muita coisa nesta vida. Já roubei, passei a gilete em que merecia e transei com irmãs travestis, mas pedir esmolas?!
_ Cumé?
_ Precisamos de dinheiro pra sobreviver, Maddyrain. Não somos todos que trabalhamos disfarçados aqui em cima. Revezamos os dias de mendigagem. Vai logo!
Incrédula, vesti aquela capa e senti as mãos pegajosas do fedor grudando em mim. Por Diana Ross, eu encontraria um balde com água no subterrâneo nem que fosse a última coisa que eu fizesse hoje! Devidamente vestida de mendiga, subimos até a Paulista pra pedir esmolas.
_ Como é que faz?
_ Vai me dizer que você NUNCA pediu esmola!
_ Nunca! Bom... não que eu me lembro... sabe... eu já andei muito drogada nesta vida... posso ter pedido, mas não lembro!
_ É só se aproximar, estender a mão e pedir dinheiro. Não tem mistério.
Virei prum casal que vinha na minha direção. Me olharam com nojo e se afastaram mais pra esquerda. Fui atrás, com a mão estendida, parecendo um zumbi.
_ Uma esmola, pelo amor de Deus! Uma esmola, meu! Por caridade!
_ Socorro, querido! Ele está vindo me tocar com essa mão imunda!
_ Não tá imunda, naum! Não lavo desde ontem, é verdade, mas não tá mais suja que a sua!
_ E ele sabe falar! Sabe articular as ideias! Que curioso! Qual é o seu nome, filho?
_ Ale-ale-Alejandro.
_ Nome espanhol?
_ Sou gringo. Vim pra essa terra de ninguém sei lá eu como. E a esmola? Vai rolar? Só converso se me derem dinheiro.
_ Querido, vamos embora, por favor? Ele fede!
_ Não sou eu, naum! É a minha capa! Eu, felizmente, não sofro de maus odores. Confesso que a cueca fica um pouco suada, é verdade, mas nada que exale futum.
_ Curiosíssimo! Não sabia que os moradores da baixa Augusta soubessem se expressar tão bem! Aqui, tome esse dinheiro e compre alguma coisa de serventia pra você.
_ Ele vai gastar tudo com drogas! Eu tenho certeza!
_ Olha, eu bem que podia, mas da onde eu vim, tem bastante pó. Não tô precisando. Obrigadjénho, amore. - me aproximei de Fabinho das Bananas, que tava do outro lado da rua.
_ Conseguiu alguma coisa?
_ Isso aqui, mas não sei qual é o valor.
_ Nossa! É bastante! Sempre soube que você tinha um dom especial pra extorquir os outros.
_ Chupar não é meu único talento.
Voltei pro meu posto e continuei pedindo esmola. Quando cansava de ser simpática e diplomática, partia pra ignorância e ameaçava com uma faquinha imaginária que tava guardada no meio do meu manto. Alguns cediam à pressão de meu fedor, outros corriam pra polícia. Eu fugia em direção à Augusta e voltava depois. No final, acabei me divertindo bastante. Entreguei todo o dinheiro ganho com o suor do meu talento nato pro Fabinho das Bananas. Ele ficou contente e disse que eu era um mendigo muito convincente.
Era noite e pedi pra passearmos um pouco pela rua juntos. O céu à noite era amarelado com longas faixas de holofotes que rondavam o céu e as ruas. Era a única iluminação, já que os postes eram meramente decorativos. A frequência na rua tinha diminuído bastante e outros tipos estranhos como nós se juntavam nas esquinas aqui e ali.
_ Você se lembra da primeira vez que me viu?
_ Claro! Foi na Ilha do Bororé... você roubou meu coração naquele momento... no meio daquelas bananas... Nossa, quanto tempo que não vejo e como uma banana!
_ Ué, compra na feira, gato!
_ Que feira, Maddyrain!? Isso é coisa do passado. Não existem mais frutas como antes. Só os mais ricos têm acesso às frutas.
_ Ai, que triste. Ainda bem que eu tenho a sua banana pra me divertir, néam? E você se lembra da última vez que me viu?
_ Foi no mesmo lugar. Depois que você levou aquele tiro, parte de mim morreu para sempre naquele dia junto com você.
_ O que aconteceu com meu corpo?
_ Desapareceu. Fizemos um enterro simbólico, mas nunca encontraram o cadáver de Maddyrain.
_ Eu sou um cadáver ambulante! Que horror! Ai que frio! Me abrace, Fabinho das Bananas. Me abrace como se não houvesse amanhã!
Fabinho me pegou em seus braços velhos e outrora fortes e me colocou dentro de seu manto. Nosso futum se misturando. Meu mau hálito misturando-se com o dele. Um horror.
_ É melhor não darmos mais pinta aqui em cima. Vamos voltar pra estação.
_ Ih! Olha só se não são dois mendigos viados?
Olhei pra trás. Um grupo de cinco moleques andava atrás da xente. Vi que carregavam bastões e pedaços de madeira nas mãos. Meu edy fechou.
_ Vamos correr pra estação, Fabinho!
_ Não vão correr pra lugar nenhum, viadinho! - fomos cercados pelos cinco.
_ Por favor, deixem-nos passar. Ele é meu filho. Só me abraçou porque conseguimos bastante dinheiro hoje pedindo esmola. Por favor, não nos confundam com viados.
_ Conseguiram dinheiro, é? Então passa pra cá, velhote!
_ Tudo não, por favor. Precisamos comprar comida.
_ Passa tudo, velho surdo! - e deu uma cutucada forte com o bastão na barriga do Fabinho.
_ Fabinho!!
_ Ih, velhote! O seu filho é na verdade uma filhinha!
Um dos moloques que tava atrás de nós me acertou um murro atrás da orelha. Fiquei zonza e cai no chão. O mundo girava. Outro veio e me chutou a barriga. Olhei pra cima, os olhos lacrimejando e gritei:
_ Por favor, na cara não! Na cara não! Na cara não!
O líder da gangue veio até mim e chutou minha boca e esmurrou meu nariz. Tudo ficou vermelho. Senti o sangue saindo pela boca. Olhei pro lado e vi Fabinho caindo no chão e tentando se defender enquanto o resto da gangue chutava ele em todos os cantos. Ele é só um velhinho agora! Não vai aguentar tanta gente em cima dele! Gritei o nome dele e pedi socorro pra qualquer um que estivesse passando na rua naquele momento, mas alguém sentou em cima de mim, pegou meu cabelo e meteu outro murro na minha cara. E mais outro. Fechei os olhos e senti outro murro. Não aguentei e desmaiei.
Love SensationA Tom Moulton Mix
A Tom Moulton 7" Mix (thanx to Jean Michel Devotion!)
Vocal Version
Rough Mix (thanx to DJ VYL!)
Acappella (thanx to DJ VYL!)
Unreleased Version
Special Dutch House Mix
The Ultimate Rave
After Hours Mix
Special Todd Terry Extended 12" Remix
Special Todd Terry - Kenny Dope Extended 12" Dub Remix
Classic Ko-Mix (low quality...)
Oxford Boys Mix (low quality...)
Freemasons Club Mix
Freemasons Radio Mix
Hi_Tack Burnin' Up Club Mix
Hi_Tack Burnin' Up Club Radio Edit
7th Heaven's Back to 45 Mix
7th Heaven's Back to 45 Radio Mix
Dead Stereo Remix
Dead Stereo Radio Remix
Doc Phatt Remix
Felix Baumgartner Remix
A feeling that I know so well...
Sinta essa sensação de chupar meu edy:
Aim, cá estou pagando meu tributo à diva Loleatta Holloway que morreu algum tempo atrás. Uma verdadeira diva com essa voz potente dela, néam? Uma loucura! Eu acho que toda bilu da dancefloor tem que se jogar ao som de "Love Sensation", já que ela foi sampleada em milhares de outras músicas! Se joga no A Tom Moulton Mix que é a versão original! Uma coisa disco mega digna! O Vocal Version do arroz de festa Shep Pettibone não é mega diferente da versão original, mas é bem legal. Também não é algo voltado ao flash house básico dele (ufa!).
"Love Sensation" foi relançada algumas vezes ao longo dos anos, craro. Acho válido recomendar o After Hours Mix do Freddy Bastone. Um housezinho bem gostosinho, mas tá faltando o raro Club Mix dele. Se alguém tiver, fazofavô de me mandar! Os remixes do Todd Terry são, provavelmente piratas, porque a qualidade é bem cagadinha.
Pra finalizar, a música foi relançada mais recentemente, em 2006, e ganhou remixes dos Freemasons, que remixaram até meus peidos perdidos na buatchi. O mais irritante é que o Freemasons Club Mix é legal e válido! Merece uma bateção de cabelón na buatchi! Aliás, praticamente todos esses remixes mais novos da música são bons. O 7th Heaven's Back to 45 Mix é uma gracinha e tem bastante elementos da versão original, mas atualizados.
O Hi_Tack Burnin' Up Club Mix também é super dançante. Uma loucura! O Dead Stereo Remix segue a mesma linha electro house.
Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Vixi, hoje a listinha é grande, viu? Um saco encontrar os remixes pra essa música!
marshall jefferson re-edit 11:05
club mix 6:47
radio edit 3:51
Segunda-feira, Julho 11, 2011 | Celebridades: Loleatta Holloway | 2 Bilus felizes
Vamos falar da Madonna: Music
Antes de jogar o William Orbit um pouquinho pro lado, Madonna aproveitou os frutos da parceria de sucesso e lançou algumas coisas no hiato entre o "Ray of Light" e o próximo álbum de estúdio, "Music". Pra começar, os fãs foram pegos de surpresa com a colaboração da bunita com o latino mais sensual do mundo (na época, meus amores), Ricky Martin. Be Careful (Cuidado con mi Corazón) é um dos poucos duetos da carreira da Madonna e me deixou... assim... perplexa quando foi lançado. Juro que não esperava! De toda forma, a música é uma baladjénha bem mela calcinha e super linda, mesmo com a voz cagadinha do Ricky Martin. Juro que se ele viesse me comer, teria de ficar com a boca calada! Ou melhor, colada no meu edy! Anos mais tarde, a versão demo apenas com os vocais da Madonna acabaria vazando na Internet. Essa versão tem a cara das músicas feitas pro "Ray of Light", mas acho que fica um pouco fora de sincronia em alguns momentos...
Ainda não ciente de que não nasceu pra ser atriz, Madonna tentou mais um filme, que acabou sendo outro desastre: Sobrou pra Você (The Next Best Thing). Antes que perguntem, SIM, eu já assisti essa tragédia! Nem o gostoso (mas pintoso) Rupert Everett salva essa budega. Aliás, sempre achei o Rupert Everett parecido com o Colton Ford, aquele ator pornô que decidiu virar cantor depois de velho. Acho que dava pra rolar uma fofação gostosa aí! Fika a dika!
Anyway, o que salva o filme são as duas músicas que Madonna gravou pra trilha sonora, American Pie e Time Stood Still. A primeira é clássica e virou favorita dos fãs instantaneamente. Já a segunda, é uma das minhas baladas favoritas da Madonna! É uma pena só ter sido lançada nessa trilha de cazzo que eu não tenho. Qualquer dia compro num sebo por dois reais. A loka!
Partindo um pouco do conceito eletrônico puro e perfeito explorado no "Ray of Light", Madonna colocou na cabeça que tava na hora de aprender a tocar violão e misturar um ritmo mais folk com eletrônico. Pra conseguir essa façanha, cavocou o mundinho underground e conheceu o produtor Mirwais. Confesso que não sei da onde ele saiu ou o que mais ele fez além da parceria com a Madonna. Só sei que a mudança de William Orbit pra Mirwais foi MEGA cagada.
A primeira música do "Music" que surgiu foi Paradise (Not for Me), que foi lançada num CD do Mirwais. Eu gosto bastante de Paradise, mas convenhamos, é BEM diferente da sonoridade do "Ray of Light". Não foge do estilo eletrônico, mas vai mais pro lado do underground europeu. Como teaser do "Music", Paradise não aguçou muito os fãs.
Em setembro de 2000, "Music" é lançado e apresenta um visual country da Madonna. Ainda bem que nenhuma música é à la Shania Twain, mas algumas contêm aquela pegada folk que eu já comentei. Aim, deixa eu falar que eu nunca gostei muito do visual adotado pro "Music"? Acho que depois de todo o trabalho visual divino que ela fez enquanto promovia o "Ray of Light", o visual cowgirl é um puta retrocesso estético, mas enfim...
O álbum ganhou uma edição limitada com capa de tecido (de várias cores) e logotipo de ferro, como se fosse a fivela de um cinto. Bonitinha, mas ordinária e prefiro a edição limitada do "Ray of Light". O tracking list final do "Music" é o seguinte:
1- Music (single)
2- Impressive Instant (promo)
3- Runaway Lover
4- I Deserve It
5- Amazing (promo)
6- Nobody's Perfect
7- Don't Tell Me (single)
8- What it Feels Like for a Girl (single)
9- Paradise (Not for Me)
10- Gone
11- American Pie (bônus)
12- Cyber-Raga (bônus das edições japonesa e australiana)
Music foi sendo lançada em doses homeopáticas até o lançamento oficial do single. Acho que de tanto ouvir, não gosto mais tanto dela. É um pop eletrônico diferente do que Madonna fez no álbum anterior, mas cumpre bem o papel de música pra dançar. Nada além disso. Impressive Instant é mais pesada e se joga de cabeça no vocoder. Eu simplesmente AMO essa música e adógo dublá-la! Esperava ansiosamente que ela fosse lançada como single, com remixes bem bafônicos, mas ficou só no promo pras buatchis com remixes do Peter Rauhofer. Uma pena!
Runaway Lover foi produzida pelo William Orbit e lembra bastante as músicas do "Ray of Light" ao mesmo tempo em que tem elementos de Impressive Instant. Muito gostosa pra dançar e balançar o cabelón. Ela ganhou um remix ÓTEMO do Victor Calderone que continua sem lançamento oficial.
A primeira baladinha do "Music" é I Deserve It, que ninguém merece. Madonna compôs a música pro então marido, Guy Ritchie. Nunca fui com a cara dele, mas pra segurar a Madonna por tanto tempo, deve ter uma neca boa. A sonoridade de I Deserve It é bem folk, com um violão bem chatinho. Dá até pra imaginar a Madonna sentada no banquinho... uma coisa... assim... bem Maria Gadú. Felizmente, a próxima música é mais agitada e do William Orbit de novo. Amazing foi cogitada como um possível single, mas acabou sendo engavetada por ser muito parecida com Beautiful Stranger. Até concordo, mas é mil vezes melhor que Don't Tell Me, por exemplo. Acho Amazing super legal e aquela guitarra old skool é maravilhosa!
Nobody's Perfect nunca me pegou de jeito. Uma batida eletrônica bem europeia de novo, mas sem empolgar. Segue lenta até o final e ainda tem um trecho de violão chato pra foder com tudo. Como diz a letra, ninguém é perfeito, muito menos essa música!
Ainda no eletrônico com violão folk, temos Don't Tell Me, que agradou os fãs mais pelos remixes (do Thunderpuss, craro) do que pela versão original. Lembro que quando o "Music" foi lançado, já se sabiam o nome dos três (e únicos) singles e eu pensei "CARALHO!". Escolhas pra lá de duvidosas. A letra de Don't Tell Me NUNCA fez o menor sentido pra mim. Aquele sonzinho de mosca chata durante a música toda também sempre me irritou. Enfim, uma música que eu não gosto, mas AMO os remixes.
O último single de "Music" foi What it Feels Like for a Girl, uma baladinha eletrônica gostosa pra tirar um cochilo. Tadinha... até gosto dela, mas tá longe de ser uma favorita. BEM LONGE. Da metade pro final, a música melhora e fica mais melodiosa. O clip foi dirigido pelo Guy Ritchie e ele teve o bom senso de pegar o remix bafônico do Above & Beyond. Ufa! Gone é outra balada com violão, mas dessa eu gosto! Vai entender! Será que é porque foi produzida pelo Orbit? Pode ser... Acho Gone muito bonita e com a letra bem triste. O trecho final me deixa toda cagada!
"Music" teve alguns bônus, como American Pie e Cyber-Raga. Madonna decidiu fazer outra música em sânscrito, mas dessa vez, cagou no biquini.
Pra ajudar na divulgação e promoção do "Music", Madonna saiu em sua primeira turnê mundial desde o Girlie Show. A Drowned World Tour passou apenas pela Europa e América do Sul e apresentou uma seleção de músicas curiosa. Os pontos baixos (baixíssimos, por sinal) ficaram pelos momentos em que Madonna pega a guitarra ou violão e decide destruir seus hits, como aquela versão caipira de Secret. Deprimente! No geral, Drowned World Tour não é minha turnê favorita (deu pra perceber, néam?).
Acho que toda bilu fã da Madonna tem na ponta da língua o pior disco da carreira da Madonna (American Pie, alguém?), mas também nunca conheci alguém que considerasse o "Music" o melhor! Musicalmente, é uma batalha entre a produção esquisita e europeia do Mirwais e o eletrônico com pinta de old skool do William Orbit. No meio dessa briga, ficou a Madonna com seu vocal tradicional, sem nenhuma melhora significante ou mudança relevante em relação ao "Ray of Light". Como já falei, o pior ainda estava por vir...
Music
Extended Mix
Instrumental (bootleg?)
Video Version - Long
Video Version - Short
Calderone Anthem Mix
Calderone Radio Edit
HQ2 Club Mix
HQ2 7" Mix
HQ2 Acapella
Deep Dish Dot Com Remix
Deep Dish Dot Com Remix U.S. Edit
Deep Dish Dot Com U.K. Radio Mix
Deep Dish Dot Com Radio Edit
The Young Collective Club Mix
The Young Collective Radio Mix
Groove Armada Club Mix
Groove Armada GA 12" Mix
Groove Armada 7" Edit
Groove Armada Bonus Beats
Richard "Humpty" Vission Phunktron Mix
Richard "Humpty" Vission Phunktron Radio Edit
Richard "Humpty" Vission Phunktron Dub Mix
Dave Audé Vocal Anthem
Dave Audé Rubber Dub
Robbie Rivera Remix
Drowned World Tour Sessions
Drowned World Tour DVD End Credits
Live from I'm Going to Tell You a Secret
Re-Invention Tour Rehearsal
Confessions Tour Live CD
Confessions Tour Rehearsal
Sticky & Sweet Promo Tour Studio Version
Sticky & Sweet Tour Studio Version
Live from Live 8
Grammies Performance Rehearsal 1 - Music & Nobody's Perfect
Grammies Performance Rehearsal 2
Grammies Performance Rehearsal 3
I like to boogie-woogie...
Chupa meu edy burguês:
Diana Ross, é versão que não acaba mais pra Music! Que loucura! Bom, imagino que todo cidadão que me acompanha ou se interessou em ler tudo isso sobre o "Music", tem ou pelo menos conhece Music, néam?! Vou começar recomendando o Extended Mix que não foi lançado oficialmente em lugar nenhum. É interessante e tem uma produção final levemente da versão que todo mundo conhece. No quesito remixes, Music não desaponta!
Vamos começar pelo bafônico e saudoso Victor Calderone! Embora nunca tenha conseguido se superar com seu remix pra "Frozen", o Calderone Anthem Mix é bom e super diva club! Na época, era esse tipo de remix que tocava na buatchi! Nada desse electro besta e chato que domina hoje em dia! Outro que também ahazzava e faz falta é o Hex Hector. Xente, já despiroquei tanto ao som dos remixes do bunito! O HQ2 Club Mix é pura bateção de cabelão! Uma loucura! Meu remix favorito do pacote de hoje. Eu ia pra buatchi na época toda phêmea esperando tocar essa versão na dancefloor, mas só tocava o remix do Calderone... Um uó!
Madonna demorou tempo demais pra descobrir o talento do Deep Dish. Fato! Acho que eles ficaram muito tensos em trabalhar pra rainha do pop e o Deep Dish Dot Com Remix acabou ficando um pouco abaixo da qualidade geral dos remixes do Deep Dish. Não é péssimo, muito pelo contrário, mas também não é aquela Brastemp.
O primeiro remix da Tracy Young pra Madonna é bastante melódico e bonitinho. Duvido muito que o The Young Collective Club Mix tenha tocado em alguma buatchi na época, mas devia. Agora, o que mais me irritava era quando inventavam de tocar o PÉSSIMO remix do Groove Armada no meio da noite. Jesuis!! Ficava putíssima!
Os remixes do Richard Vission e do Dave Audé ficaram de fora do lançamento oficial e foram rejeitados pela gravadora. Tadinhos! O Richard "Humpty" Vission Phunktron Mix tem uma pegadinha dance old skool bonitinha, mas caga completamente quando decide ficar downtempo no meio do remix. Completamente desnecessário! O Dave Audé Vocal Anthem não mostra o mesmo talento dos remixes atuais do Dave Audé, mas serviria como uma boa alternativa pras pistas.
Por fim, o Robbie Rivera Remix que preferiu seguir um caminho mais happy bicha e deixou o refrão mega fora de sincronia. Parabéns, Robbie!
Music apareceu em todas as últimas turnês da Madonna e ganhou variações interessantes ao longo dos anos. A que eu mais gosto é a versão Music Inferno do Confessions Tour! Essa tour DEVIA ter vindo pro Brazyl!!
Ainda não ciente de que não nasceu pra ser atriz, Madonna tentou mais um filme, que acabou sendo outro desastre: Sobrou pra Você (The Next Best Thing). Antes que perguntem, SIM, eu já assisti essa tragédia! Nem o gostoso (mas pintoso) Rupert Everett salva essa budega. Aliás, sempre achei o Rupert Everett parecido com o Colton Ford, aquele ator pornô que decidiu virar cantor depois de velho. Acho que dava pra rolar uma fofação gostosa aí! Fika a dika!
Anyway, o que salva o filme são as duas músicas que Madonna gravou pra trilha sonora, American Pie e Time Stood Still. A primeira é clássica e virou favorita dos fãs instantaneamente. Já a segunda, é uma das minhas baladas favoritas da Madonna! É uma pena só ter sido lançada nessa trilha de cazzo que eu não tenho. Qualquer dia compro num sebo por dois reais. A loka!
Partindo um pouco do conceito eletrônico puro e perfeito explorado no "Ray of Light", Madonna colocou na cabeça que tava na hora de aprender a tocar violão e misturar um ritmo mais folk com eletrônico. Pra conseguir essa façanha, cavocou o mundinho underground e conheceu o produtor Mirwais. Confesso que não sei da onde ele saiu ou o que mais ele fez além da parceria com a Madonna. Só sei que a mudança de William Orbit pra Mirwais foi MEGA cagada.
A primeira música do "Music" que surgiu foi Paradise (Not for Me), que foi lançada num CD do Mirwais. Eu gosto bastante de Paradise, mas convenhamos, é BEM diferente da sonoridade do "Ray of Light". Não foge do estilo eletrônico, mas vai mais pro lado do underground europeu. Como teaser do "Music", Paradise não aguçou muito os fãs.
Em setembro de 2000, "Music" é lançado e apresenta um visual country da Madonna. Ainda bem que nenhuma música é à la Shania Twain, mas algumas contêm aquela pegada folk que eu já comentei. Aim, deixa eu falar que eu nunca gostei muito do visual adotado pro "Music"? Acho que depois de todo o trabalho visual divino que ela fez enquanto promovia o "Ray of Light", o visual cowgirl é um puta retrocesso estético, mas enfim...
O álbum ganhou uma edição limitada com capa de tecido (de várias cores) e logotipo de ferro, como se fosse a fivela de um cinto. Bonitinha, mas ordinária e prefiro a edição limitada do "Ray of Light". O tracking list final do "Music" é o seguinte:
1- Music (single)
2- Impressive Instant (promo)
3- Runaway Lover
4- I Deserve It
5- Amazing (promo)
6- Nobody's Perfect
7- Don't Tell Me (single)
8- What it Feels Like for a Girl (single)
9- Paradise (Not for Me)
10- Gone
11- American Pie (bônus)
12- Cyber-Raga (bônus das edições japonesa e australiana)
Music foi sendo lançada em doses homeopáticas até o lançamento oficial do single. Acho que de tanto ouvir, não gosto mais tanto dela. É um pop eletrônico diferente do que Madonna fez no álbum anterior, mas cumpre bem o papel de música pra dançar. Nada além disso. Impressive Instant é mais pesada e se joga de cabeça no vocoder. Eu simplesmente AMO essa música e adógo dublá-la! Esperava ansiosamente que ela fosse lançada como single, com remixes bem bafônicos, mas ficou só no promo pras buatchis com remixes do Peter Rauhofer. Uma pena!
Runaway Lover foi produzida pelo William Orbit e lembra bastante as músicas do "Ray of Light" ao mesmo tempo em que tem elementos de Impressive Instant. Muito gostosa pra dançar e balançar o cabelón. Ela ganhou um remix ÓTEMO do Victor Calderone que continua sem lançamento oficial.
A primeira baladinha do "Music" é I Deserve It, que ninguém merece. Madonna compôs a música pro então marido, Guy Ritchie. Nunca fui com a cara dele, mas pra segurar a Madonna por tanto tempo, deve ter uma neca boa. A sonoridade de I Deserve It é bem folk, com um violão bem chatinho. Dá até pra imaginar a Madonna sentada no banquinho... uma coisa... assim... bem Maria Gadú. Felizmente, a próxima música é mais agitada e do William Orbit de novo. Amazing foi cogitada como um possível single, mas acabou sendo engavetada por ser muito parecida com Beautiful Stranger. Até concordo, mas é mil vezes melhor que Don't Tell Me, por exemplo. Acho Amazing super legal e aquela guitarra old skool é maravilhosa!
Nobody's Perfect nunca me pegou de jeito. Uma batida eletrônica bem europeia de novo, mas sem empolgar. Segue lenta até o final e ainda tem um trecho de violão chato pra foder com tudo. Como diz a letra, ninguém é perfeito, muito menos essa música!
Ainda no eletrônico com violão folk, temos Don't Tell Me, que agradou os fãs mais pelos remixes (do Thunderpuss, craro) do que pela versão original. Lembro que quando o "Music" foi lançado, já se sabiam o nome dos três (e únicos) singles e eu pensei "CARALHO!". Escolhas pra lá de duvidosas. A letra de Don't Tell Me NUNCA fez o menor sentido pra mim. Aquele sonzinho de mosca chata durante a música toda também sempre me irritou. Enfim, uma música que eu não gosto, mas AMO os remixes.
O último single de "Music" foi What it Feels Like for a Girl, uma baladinha eletrônica gostosa pra tirar um cochilo. Tadinha... até gosto dela, mas tá longe de ser uma favorita. BEM LONGE. Da metade pro final, a música melhora e fica mais melodiosa. O clip foi dirigido pelo Guy Ritchie e ele teve o bom senso de pegar o remix bafônico do Above & Beyond. Ufa! Gone é outra balada com violão, mas dessa eu gosto! Vai entender! Será que é porque foi produzida pelo Orbit? Pode ser... Acho Gone muito bonita e com a letra bem triste. O trecho final me deixa toda cagada!
"Music" teve alguns bônus, como American Pie e Cyber-Raga. Madonna decidiu fazer outra música em sânscrito, mas dessa vez, cagou no biquini.
Pra ajudar na divulgação e promoção do "Music", Madonna saiu em sua primeira turnê mundial desde o Girlie Show. A Drowned World Tour passou apenas pela Europa e América do Sul e apresentou uma seleção de músicas curiosa. Os pontos baixos (baixíssimos, por sinal) ficaram pelos momentos em que Madonna pega a guitarra ou violão e decide destruir seus hits, como aquela versão caipira de Secret. Deprimente! No geral, Drowned World Tour não é minha turnê favorita (deu pra perceber, néam?).
Acho que toda bilu fã da Madonna tem na ponta da língua o pior disco da carreira da Madonna (American Pie, alguém?), mas também nunca conheci alguém que considerasse o "Music" o melhor! Musicalmente, é uma batalha entre a produção esquisita e europeia do Mirwais e o eletrônico com pinta de old skool do William Orbit. No meio dessa briga, ficou a Madonna com seu vocal tradicional, sem nenhuma melhora significante ou mudança relevante em relação ao "Ray of Light". Como já falei, o pior ainda estava por vir...
MusicExtended Mix
Instrumental (bootleg?)
Video Version - Long
Video Version - Short
Calderone Anthem Mix
Calderone Radio Edit
HQ2 Club Mix
HQ2 7" Mix
HQ2 Acapella
Deep Dish Dot Com Remix
Deep Dish Dot Com Remix U.S. Edit
Deep Dish Dot Com U.K. Radio Mix
Deep Dish Dot Com Radio Edit
The Young Collective Club Mix
The Young Collective Radio Mix
Groove Armada Club Mix
Groove Armada GA 12" Mix
Groove Armada 7" Edit
Groove Armada Bonus Beats
Richard "Humpty" Vission Phunktron Mix
Richard "Humpty" Vission Phunktron Radio Edit
Richard "Humpty" Vission Phunktron Dub Mix
Dave Audé Vocal Anthem
Dave Audé Rubber Dub
Robbie Rivera Remix
Drowned World Tour Sessions
Drowned World Tour DVD End Credits
Live from I'm Going to Tell You a Secret
Re-Invention Tour Rehearsal
Confessions Tour Live CD
Confessions Tour Rehearsal
Sticky & Sweet Promo Tour Studio Version
Sticky & Sweet Tour Studio Version
Live from Live 8
Grammies Performance Rehearsal 1 - Music & Nobody's Perfect
Grammies Performance Rehearsal 2
Grammies Performance Rehearsal 3
I like to boogie-woogie...
Chupa meu edy burguês:
Diana Ross, é versão que não acaba mais pra Music! Que loucura! Bom, imagino que todo cidadão que me acompanha ou se interessou em ler tudo isso sobre o "Music", tem ou pelo menos conhece Music, néam?! Vou começar recomendando o Extended Mix que não foi lançado oficialmente em lugar nenhum. É interessante e tem uma produção final levemente da versão que todo mundo conhece. No quesito remixes, Music não desaponta!
Vamos começar pelo bafônico e saudoso Victor Calderone! Embora nunca tenha conseguido se superar com seu remix pra "Frozen", o Calderone Anthem Mix é bom e super diva club! Na época, era esse tipo de remix que tocava na buatchi! Nada desse electro besta e chato que domina hoje em dia! Outro que também ahazzava e faz falta é o Hex Hector. Xente, já despiroquei tanto ao som dos remixes do bunito! O HQ2 Club Mix é pura bateção de cabelão! Uma loucura! Meu remix favorito do pacote de hoje. Eu ia pra buatchi na época toda phêmea esperando tocar essa versão na dancefloor, mas só tocava o remix do Calderone... Um uó!
Madonna demorou tempo demais pra descobrir o talento do Deep Dish. Fato! Acho que eles ficaram muito tensos em trabalhar pra rainha do pop e o Deep Dish Dot Com Remix acabou ficando um pouco abaixo da qualidade geral dos remixes do Deep Dish. Não é péssimo, muito pelo contrário, mas também não é aquela Brastemp.
O primeiro remix da Tracy Young pra Madonna é bastante melódico e bonitinho. Duvido muito que o The Young Collective Club Mix tenha tocado em alguma buatchi na época, mas devia. Agora, o que mais me irritava era quando inventavam de tocar o PÉSSIMO remix do Groove Armada no meio da noite. Jesuis!! Ficava putíssima!
Os remixes do Richard Vission e do Dave Audé ficaram de fora do lançamento oficial e foram rejeitados pela gravadora. Tadinhos! O Richard "Humpty" Vission Phunktron Mix tem uma pegadinha dance old skool bonitinha, mas caga completamente quando decide ficar downtempo no meio do remix. Completamente desnecessário! O Dave Audé Vocal Anthem não mostra o mesmo talento dos remixes atuais do Dave Audé, mas serviria como uma boa alternativa pras pistas.
Por fim, o Robbie Rivera Remix que preferiu seguir um caminho mais happy bicha e deixou o refrão mega fora de sincronia. Parabéns, Robbie!
Music apareceu em todas as últimas turnês da Madonna e ganhou variações interessantes ao longo dos anos. A que eu mais gosto é a versão Music Inferno do Confessions Tour! Essa tour DEVIA ter vindo pro Brazyl!!
Quinta-feira, Julho 07, 2011 | Celebridades: Madonna | 1 Bilus felizes
A biluzinha perfumada
Uma das grandes paixões da minha vida, além de necas e otras cositas más, são os perfumes. Na verdade, é uma compulsão. Sou completamente compulsiva com o mundo da perfumaria. Quando sai um lançamento de alguma marca que eu gosto, fico no cio; quero comprar logo e no escuro, sem ter a mínima noção do cheiro. Fico toda orgulhosa de mim mesma quando dizem que eu tô cheirosa. Se param pra me perguntar o nome do perfume que tô usando... vixi... fico toda cagada. Adógo!
Pra muita xente, perfumes são o que há de mais supérfulo nesta vida. Concordo em parte. Nunca vi ninguém morrer porque tava sem perfume, é verdade, mas pra mim, perfume é algo fundamental. E antes que alguma maldita diga, eu não uso perfumes pra esconder certos odores, naum! Com a graça de Diana Ross, não sou uma bilu fedorenta como muitas. Fika a dika.
Tudo começou milênios atrás quando eu tava pra completar quinze anos. Xente... já faz tempo pragarai! Sem saber muito bem o que eu queria de presente, fui ao shopping dar uma volta. Até então, eu não era lá muito ligada em perfumes. Meu pai tinha deixado alguns quando foi embora de casa, mas só serviam de enfeite na penteadeira de mamãe. Naquela época, meus amores, uma criança de quinze anos levava uma vida comum como todas as crianças de quinze anos. Eu não precisava de perfume pra sair porque eu simplesmente não saia muito de casa.
Enquanto passeava pelo shopping, me deparei com um cartaz lindo do perfume L'eau d'Issey, do estilista oriental Issey Miyake. Sem saber nem como se pronunciava "eau", fiquei abismada com aquele pote de vidro contendo supostamente os ingredientes do perfume. Achei lindo! Hipnotizada, entrei na perfumaria e pedi pra senti-lo. Voltei pra casa já com uma sugestão de presente forte na cabeça.
Mamãe teve que se desdobrar em várias pra comprar o perfume. Era caríssimo. Ainda é, néam meus amores? É só entrar em qualquer perfumaria de shopping e ficar Bélgica com os preços que cobram. Guardava meu frasco de 75 mls do L'eau d'Issey como se fosse o bem mais precioso que eu possuia. Só usava em ocasiões mega importantes, tanto é que o frasco levou exatos dez anos pra acabar. No último ano, as notas de saída já tinham azedado um pouco, mas o restante da composição continuava intacto. Confesso que, hoje em dia, não suporto mais sentir o L'eau d'Issey. Não só porque ele popularizou demais com os anos, mas porque convivi tempo demais em sua compania. Ainda tenho a caixa com o frasco vazio guardados como lembrança de meu primeiro perfume importado.
O primeiro de vários. A pessoa que abriu meus horizontes pra perfumaria foi minha kérida amiga Kilo Minhoca. Quando conheci a bunita descobri que, sim, há pessoas que colecionam perfumes! Achei aquilo um absurdo! Kilo Minhoca tinha um baú CHEIO de perfumes. Quase todos femininos, mas abaphe the case. Com Kilo conheci os futuros membros da minha coleção, como o Nightflight (Joop!) (eu era LOKA pra fofar com alguém com esse perfume!), Dark Blue (Hugo Boss) e o Au Masculin (Lolita Lempicka). Curiosamente, não tenho mais nenhum desses na coleção atualmente. Lembro como hoje quando ganhei o DIVINO Xeryus Rouge (Givenchy) de aniversário da bunita. Como bem diz Litta Walitta, esse perfume tem cheiro de pecado! Uma loucura!
Minha diversão era ir pra casa de Kilo Minhoca e ficar admirando a coleção dela. Arrumar todos os frascos, passar paninho pra tirar impressões digitais (algumas manias a xente nunca perde!). Com o tempo, fui me jogando mais e sozinha nos perfumes. Certa vez, antes de descobrir os prazes do Ebay e a coisa desandar completamente, coloquei na cabeça que ia comprar um Rochas Man (Rochas) que lembrava ter sentido na casa de Kilo, mas não tinha nem ideia de como era o cheiro. Só lembrava de ter gostado! Rodei TODOS os stands de perfumes do mercado negro de São Paulo. Quando já tava desistindo, encontrei o dito cujo. Fiquei tão contente! Desembolsei o dinheiro que o coreano tava pedindo sem nem pensar duas vezes.
De lá pra cá, minha coleção aumentou e muito. Hoje tenho praticamente 100 perfumes na coleção. A maioria é de masculinos, mas também tenho alguns femininos que acho que ficam ótemos na minha pele. Um que eu acho um ahazzo é o In Black (J. del Pozo). E a coleção cresce cada ano mais. Alguns são de marcas mega conhecidas, outros são mais exclusivos e raros de se encontrar.
Minha maior diversão é comprar perfumes no escuro, sem ter ido na perfumaria pra conhecer. Aliás, não é muito difícil disso acontecer, já que as perfumarias nacionais levam muito tempo pra receber as novidades importadas. Quando não gosto ou enjoo de algum, passo pra frente em trocas ou vendas. Adógo! Uma verdadeira comerciante da 25 de Março!
Assim como tudo que coleciono, os perfumes me remetem a momentos e pessoas na minha vida. Sei exatamente como, quando e onde comprei cada um dos meus frascos e cada fragrância conta uma história pra mim. Combino os perfumes com o clima, as cores que estou vestindo e o meu humor. Incrível como que, mesmo com tantos perfumes, tem dias em que eu simplesmente não sei o que usar!
Assim como não tenho um único par de jeans que uso ad infinitum, não sou obrigada a ter apenas um perfume como minha marca registrada, néam? Afinal, sou geminiana; não preciso criar uma marca registrada pra ser (re)lembrada.
Um beijo perfumado,
Maddyrain
Original Sin
Junior's Earth Mix
Junior's Earthstrumental
Junior's Earthdub
Junior's Earthbeats
Junior's Radio Mix
Junior's Acapella
It smells like Heaven in this place...
Um pecado de edy:
Eu sei, meus amores, que o Junior Vasquez SUPER caiu em desgraça e não fez nada relativamente bom nos últimos tempos, mas vez ou outra encontro algo abalativo do bunito que já fez tanta bilu dançar e virar travesti.
Outro dia, tava fuçando na discografia do Elton John e vi esses remixes promocionais pra "Original Sin", uma baladjénha mega mela-calcinha. Decidi me jogar e ADOREI! O Junior's Earth Mix tem todos aqueles ares de grandeza que o Jr. Vasquez adora: 11 minutos de duração, trechos dubísticos... Resumindo, peguem e se acabem na bateçón de cabelón! Os outros remixes são todos variações do Earth Mix, então não tem muito o que falar.
Pra muita xente, perfumes são o que há de mais supérfulo nesta vida. Concordo em parte. Nunca vi ninguém morrer porque tava sem perfume, é verdade, mas pra mim, perfume é algo fundamental. E antes que alguma maldita diga, eu não uso perfumes pra esconder certos odores, naum! Com a graça de Diana Ross, não sou uma bilu fedorenta como muitas. Fika a dika.
Tudo começou milênios atrás quando eu tava pra completar quinze anos. Xente... já faz tempo pragarai! Sem saber muito bem o que eu queria de presente, fui ao shopping dar uma volta. Até então, eu não era lá muito ligada em perfumes. Meu pai tinha deixado alguns quando foi embora de casa, mas só serviam de enfeite na penteadeira de mamãe. Naquela época, meus amores, uma criança de quinze anos levava uma vida comum como todas as crianças de quinze anos. Eu não precisava de perfume pra sair porque eu simplesmente não saia muito de casa.
Enquanto passeava pelo shopping, me deparei com um cartaz lindo do perfume L'eau d'Issey, do estilista oriental Issey Miyake. Sem saber nem como se pronunciava "eau", fiquei abismada com aquele pote de vidro contendo supostamente os ingredientes do perfume. Achei lindo! Hipnotizada, entrei na perfumaria e pedi pra senti-lo. Voltei pra casa já com uma sugestão de presente forte na cabeça.
Mamãe teve que se desdobrar em várias pra comprar o perfume. Era caríssimo. Ainda é, néam meus amores? É só entrar em qualquer perfumaria de shopping e ficar Bélgica com os preços que cobram. Guardava meu frasco de 75 mls do L'eau d'Issey como se fosse o bem mais precioso que eu possuia. Só usava em ocasiões mega importantes, tanto é que o frasco levou exatos dez anos pra acabar. No último ano, as notas de saída já tinham azedado um pouco, mas o restante da composição continuava intacto. Confesso que, hoje em dia, não suporto mais sentir o L'eau d'Issey. Não só porque ele popularizou demais com os anos, mas porque convivi tempo demais em sua compania. Ainda tenho a caixa com o frasco vazio guardados como lembrança de meu primeiro perfume importado.
O primeiro de vários. A pessoa que abriu meus horizontes pra perfumaria foi minha kérida amiga Kilo Minhoca. Quando conheci a bunita descobri que, sim, há pessoas que colecionam perfumes! Achei aquilo um absurdo! Kilo Minhoca tinha um baú CHEIO de perfumes. Quase todos femininos, mas abaphe the case. Com Kilo conheci os futuros membros da minha coleção, como o Nightflight (Joop!) (eu era LOKA pra fofar com alguém com esse perfume!), Dark Blue (Hugo Boss) e o Au Masculin (Lolita Lempicka). Curiosamente, não tenho mais nenhum desses na coleção atualmente. Lembro como hoje quando ganhei o DIVINO Xeryus Rouge (Givenchy) de aniversário da bunita. Como bem diz Litta Walitta, esse perfume tem cheiro de pecado! Uma loucura!
Minha diversão era ir pra casa de Kilo Minhoca e ficar admirando a coleção dela. Arrumar todos os frascos, passar paninho pra tirar impressões digitais (algumas manias a xente nunca perde!). Com o tempo, fui me jogando mais e sozinha nos perfumes. Certa vez, antes de descobrir os prazes do Ebay e a coisa desandar completamente, coloquei na cabeça que ia comprar um Rochas Man (Rochas) que lembrava ter sentido na casa de Kilo, mas não tinha nem ideia de como era o cheiro. Só lembrava de ter gostado! Rodei TODOS os stands de perfumes do mercado negro de São Paulo. Quando já tava desistindo, encontrei o dito cujo. Fiquei tão contente! Desembolsei o dinheiro que o coreano tava pedindo sem nem pensar duas vezes.
De lá pra cá, minha coleção aumentou e muito. Hoje tenho praticamente 100 perfumes na coleção. A maioria é de masculinos, mas também tenho alguns femininos que acho que ficam ótemos na minha pele. Um que eu acho um ahazzo é o In Black (J. del Pozo). E a coleção cresce cada ano mais. Alguns são de marcas mega conhecidas, outros são mais exclusivos e raros de se encontrar.
Minha maior diversão é comprar perfumes no escuro, sem ter ido na perfumaria pra conhecer. Aliás, não é muito difícil disso acontecer, já que as perfumarias nacionais levam muito tempo pra receber as novidades importadas. Quando não gosto ou enjoo de algum, passo pra frente em trocas ou vendas. Adógo! Uma verdadeira comerciante da 25 de Março!
Assim como tudo que coleciono, os perfumes me remetem a momentos e pessoas na minha vida. Sei exatamente como, quando e onde comprei cada um dos meus frascos e cada fragrância conta uma história pra mim. Combino os perfumes com o clima, as cores que estou vestindo e o meu humor. Incrível como que, mesmo com tantos perfumes, tem dias em que eu simplesmente não sei o que usar!
Assim como não tenho um único par de jeans que uso ad infinitum, não sou obrigada a ter apenas um perfume como minha marca registrada, néam? Afinal, sou geminiana; não preciso criar uma marca registrada pra ser (re)lembrada.
Um beijo perfumado,
Maddyrain
Original SinJunior's Earth Mix
Junior's Earthstrumental
Junior's Earthdub
Junior's Earthbeats
Junior's Radio Mix
Junior's Acapella
It smells like Heaven in this place...
Um pecado de edy:
Eu sei, meus amores, que o Junior Vasquez SUPER caiu em desgraça e não fez nada relativamente bom nos últimos tempos, mas vez ou outra encontro algo abalativo do bunito que já fez tanta bilu dançar e virar travesti.
Outro dia, tava fuçando na discografia do Elton John e vi esses remixes promocionais pra "Original Sin", uma baladjénha mega mela-calcinha. Decidi me jogar e ADOREI! O Junior's Earth Mix tem todos aqueles ares de grandeza que o Jr. Vasquez adora: 11 minutos de duração, trechos dubísticos... Resumindo, peguem e se acabem na bateçón de cabelón! Os outros remixes são todos variações do Earth Mix, então não tem muito o que falar.
Segunda-feira, Julho 04, 2011 | Celebridades: Elton John | 0 Bilus felizes
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