O plano perfeito

De bonequinha de looshu a espantalho surrado e maltratado. A evolução da borboleta se deu ao contrário comigo. Outrora um rostinho limpo e aveludado, agora pura fuligem e poeira que vinham pelos túneis do metrô. Os dias presa no submundo passavam como lesmas preguiçosas. Meu dia a dia se limitava a acordar e ver a fila de bilus que seguiam até a porta do submundo à espera do vagão certo pra pularem pro mundo lá fora. Eu tava proibida de sair. Era "muito perigoso". Meu amô, eu rio na cara do perigo!
À tarde, ficava com Kilo Minhoca cheirando tudo até a última ponta e relembrando os dias do passado. Era completamente proibido ouvir música lá embaixo, pois o barulho podia despertar a atenção dos policiais e abalar a estrutura precária dos túneis. Nossa diversão era ficar recordando as músicas de cada um dos discos da Madonna e Kylie Minogue e cantá-las em voz baixa. Joanete Filha do Jack saia cedo com a biluzada pro seu cargo de secretária de algum figurão do governo. As informações eram muito veladas, já que a identidade secreta de Joanete não podia vazar. Segundo ela, o submundo e o mundo lá fora estavam repletos de espiões e traidores dos dois lados. Cada vez mais me sentia num jogo de video game.

Fabinho das Bananas também me evitava. Passava os dias enfurnado no seu vagão e apenas nos víamos brevemente na hora do almoço coletivo no salão central do submundo. Ele sentava numa das pontas da grande mesa de metal sujo, rodeado por biluzinhas afeminadas e no cio lokas pra dar. Mas não mais lokas que eu! Meu sangue borbulhava por dentro. Certa noite, após a volta de Joanete, mandou me chamarem na tenda de Kilo Minhoca. Numa mesa de boteco, Fabinho e Joanete me esperavam com cara séria.

_ Alejandro, chegou a hora de usarmos você como nossa arma secreta.
_ Maddie, eu te contei que trabalho no governo, né? Bom, eu sou a secretária do ministro de segurança pública de São Paulo. Todos os departamentos governamentais ficam agora no Conjunto Nacional na Paulista. Bem em cima da gente.
_ Tzá... e qual é o babadu? O que eu vou fazer?
_ Alejandro, a informação de que você voltou já vazou.
_ Que nem remix inédito da Madonna nos tempos de Internet, lembra?
_ Craro! Babadão! Saudades do madonnapower.com!
_ Não só vazou, como eles já esperam que você apareça e lidere uma força gay contra o governo.
_ Eu? Pobre de mim! Nem colocar piruka eu posso mais!
_ Justamente. Você não voltará a ser Maddyrain tão cedo. Eu preciso do Alejandro agora. O gabinete do ministro está precisando de um novo assessor para substituir o último que desapareceu por motivos escuros...
_ Gomoasí?
_ Fizemos ele desaparecer, Maddie.
_ Aim, que loucura!
_ Você será indicada por Joanete para o cargo. Ela é de total confiança para o ministro. Já forjamos todos os seus documentos falsos. Você tem poucos dias para estudá-los e montar seu novo personagem. Alejandro, o destino de todos nós depende do seu desempenho nessa operação. O plano é perfeito, mas precisamos de seu autocontrole.
_ "Autocontrole"?! Em mim? Gatón... o seu plano já tá fadado ao fracasso desde o começo entaum!
_ Eu sei disso! O pior é que eu sei disso! Você infelizmente é a única alternativa no momento!

Com raiva, jogou um envelope pardo cheio de documentos dentro na minha frente. As semelhanças com um jogo de video game ficavam cada vez maiores. No envelope tava escrito CONFIDENCIAL em letras garrafais. Me senti A espiã secreta! Voltei para a tenda junto com Joanete. Não pude deixar de me sentir um pouco traída por ela. Poxa... eu sei guardar segredos! O pior foi saber que Kilo Minhoca já tava sabendo de tudo desde o começo!

_ Como é que você já sabia, gata?!
_ Maddie, eu sou uma das conselheiras dessa budega. - e aquele buraco no nariz me encarando. Jesuis, é feio sentir nojo da sua melhor amiga?!

Após o jantar, sentei no meu colchonete e comecei a ler os documentos da minha nova vida. Tudo roubado do antigo assessor. Joanete jurou de pés juntos que ninguém iria perceber a mudança. Ninguém se importava muito com experiência. Bastava não ser gay. A que ponto chegamos!? Acabei pegando no sono em cima da papelada e acordei com alguém mexendo no meu cabelo. Pulei do colchonete e meti um tapa bem feminino na cara de quem me acareciava no escuro.

_ Ai! Você era mais aberto às minhas carícias no passado.
_ Ah! Veio me procurar finalmente? Achei que continuaria me evitando por todo o sempre.
_ Não posso deixar transparecer que te conheço. Temos espiões em todos os lugares.
_ Tô sabendo dessa papagaiada toda.
_ Divide seu colchonete comigo? Tá frio aqui fora.
_ Vem, ué... - eu nunca fui uma travesti de negar uma enchocada gostosa.
_ Você ainda tem tesão em mim?
_ Por que não teria?
_ Porque agora sou um velho pra você.
_ Isso é verdade. Você bem sabe que não faço a linha geriátrica. Não de graça.
_ O pau não envelhece.

De fato, não envelhece. Mas demora mais pra ficar duro.

Um beijo,
Maddyrain

Raincloud

7" Edit
Cuca's Club Mix
Cuca's Radio Edit
Basement Boys Style 12" Mix
Basement Boys Paradox Vocal
Basement Boys Paradox Dub
Mark!'s Tribal Madness Vocal
Mark!'s Tribal Madness Dub
D-Influence Remix
D-Influence Remix Edit

Every little bird's gotta learn to fly sooner or later...

Chupa meu edy na chuva:
Aim, eu adógo a dupla Lighthouse Family! Tzá, eu sei que é super música de consultório médico, mas é tão gostoso o sonzinho lounge phyno deles, néam? Se joguem na versão 7" Edit de "Raincloud". Fez um sucesso considerável e tocava bastante nas rádios do Brasil na época, tanto é que o melhor remix de hoje é de ninguém menos que do DJ brasileiro Cuca! Um ahazzo! Podem pegar com muita fé o Cuca's Club Mix! Um dance SUPER gostoso e válido!

Os outros remixes não são péssimos, mas o nosso orgulho de ser brasileiro (parece vinheta de supermercado, néam?) é bem melhor. O Basement Boys Style 12" Mix, dos clássicos Basement Boys, é bem bonitinho, com toda uma pegada latina. O Basement Boys Paradox Vocal é mais diferente, mas também segue a linha dance.
O remix do Mark Picchiotti tenta algo mais club, mas não sei se combina tão bem assim com o som do Lighthouse Family. Podem pegar o Mark!'s Tribal Madness Vocal, mas não esperem nada muito tribal naum. O babadu ficou pro Mark!'s Tribal Madness Dub, que é super recomendado pra tocar na sua sessão de descarrego. Por fim, o D-Influence Remix, que não te fará sair dançando pela casa, mas é bonzinho pra deixar tocando enquanto você arruma seu armário.

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Xente, é super difícil encontrar as coisinhas do Lighthouse Family! Coisas promocionais então, nem se fale!

instrumental 3:30
basement boys dub 6:15
basement boys beats 4:00
pacha 12" mix 6:14
mark!'s club vocal 9:30
d'influence remix instrumental 5:27

Lembranças da Parada

Assim como a lua, todo mundo é cheio de fases. Eu sempre achei que as bilus geminianas são as mais lunáticas do pedaço e eu, como fiel representante da classe nascida sob o signo de Saga, nunca sei se acordarei diva ou mocreia (geralmente é mocreia, mas abaphe the case). Uma das minhas fases que passou faz tempo foi a fase de querer ferver e passar o rodo durante a Parada do Orgulho Gay de São Paulo. A fase passou, mas deixou boas (e más) lembranças.

Nem lembro quando foi minha primeira Parada Gay, mas fui fantasiada de Minnie Mouse, cheia de boás pra esconder minha identidade secreta atrás das orelhinhas da Disney. Eu, Litta Walitta e Alvina Petrolínea (já velhas guerreiras de Parada) subimos até a Paulista pra ver a banda passar, tocando coisas de amor e liberação sexual. Nunca fui uma bilu de levantar a bandeira da nação gay, então não fui como militante na Parada. Sempre como pegadora. Periguetona mesmo. Era tão divertido andar com o povo, dançar com desconhecidos, mexer com quem assistia, beber vinho e vodka de péssima qualidade e beijar sem compromisso. Achei tudo uma loucura. Me acabei de dançar e de andar.

Podre de cansaço, no dia seguinte, ouvia a população pelas ruas reclamando daquele "monte de bichas" que fecharam a Paulista pelo Domingo inteiro. Fiquei constrangida.

Na segunda Parada em que fui, eu e Litta começamos a angariar mais seguidores pras nossas peripécias, como Cindi Loka (praticamente uma criança na época) e um monte de amigas rachinhas. Dessa vez, meu modelito era uma tentativa (fracassada) de parecer a Feiticeira Escarlate. Houve boatos de que eu parecia a Bruxa do 71. Dei de ombros. Me diverti mais que o ano anterior. Bebi mais. Beijei mais e me cansei mais.

Podre de cansaço, no dia seguinte, ouvia a população pelas ruas reclamando daquele "monte de bichas" que fecharam a Paulista pelo Domingo inteiro. Achei um uó e tentei lembrar dos dois cariocas sarados que tentaram me comer no final do evento.

No ano seguinte, decidi fazer algo de diferente: fui fantasiada de mim mesma. Coloquei uma boina de guerrilheira portuguesa (cortesia de Alvina Petrolínea) e mandava beijos pra quem assistia a Parada da calçada. Chegando na Praça da República, eu nem sabia em que planeta estava. Minha boca tava até dormente de tanto beijar um namoradinho que arrumei enquanto descia a Consolação. A Parada já tava virando muvucona. Era difícil acompanhar um carro legal e se você se perdesse de seus amigos, senta e chora, meu amô.

Podre de cansaço, no dia seguinte, ouvia a população pelas ruas reclamando daquele "monte de bichas" que fecharam a Paulista pelo Domingo inteiro. O sangue ferveu. Será que todo ano seria a mesma hipocrisia? De que adianta um dia para milhões de pessoas lotarem aquela bosta de Avenida Paulista se, no dia seguinte, o assunto era como as bichas atrapalhavam os não-simpatizantes?

No último ano em que fui à Parada Gay, decidi ir de Mestre da Picadura. Houve VÁRIOS boatos de que eu parecia o Willy Wonka. Litta Walitta deixou de lado os modelitos reveladores e foi de Cher, com um lindo vestido de paetê e piruka rosa choque. Fizemos um sucesso tremendo. Todo mundo queria tirar foto com a gente. Ofuscadas pelos flashes, Kilo Minhoca foi assaltada. Levaram o celular da bunita. A muvuca estava generalizada. Não dava mais pra dançar ou acompanhar um carro legal. A música era sempre a mesma e só tocava o lixo básico das buatchis fuleiras. Chegando na Praça da República, vi uma menina sendo praticamente espancada por dois trombadas tentado roubar o celular dela.

Fiquei pensando... será que a Parada Gay tem algum significado maior além da pegação generalizada que ocorre na Praça da República e durante o desfile? Além do monte de assalto que ocorre durante o evento? Além da cambada de trombadas que se infiltram entre as pessoas dispostas a se divertir?
O mais frustrante é que o palco da Parada Gay é exatamente o mesmo lugar onde ocorrem diversas agressões a gays e simpatizantes ao longo do ano. Será que os gays só possuem um único dia para sair do bueiro em que se escondem e mostrar as caras (ou máscaras)?
Não duvido que a Parada Gay deve ter lá o seu valor... nem que seja meramente financeiro e que ajude o setor hoteleiro de São Paulo. No entanto, para mim, a Parada Gay deixou de ter qualquer tipo de valor ou relevância quando vi arrastões durante a caminhada. A ficha de que a Parada tinha virado algum tipo de monstro incontrolável e a cada ano ficava pior caiu quando vi o trombada mordendo a mão da menina pra roubar o celular.

Mais uma Parada do Orgulho Gay de São Paulo chegou e vai passar por mim como se nada fosse. Gosto de pensar que mais da metade do público da Parada Gay é de fato gay. Gosto de pensar que a Parada Gay tem mais público que a Marcha para Jesus. Gosto de pensar que, num futuro próximo (e diferente do futuro que narro aqui no meu blog), não serão mais necessários carros alegóricos, gogo boys descartáveis e batidões na avenida para despertar a população de que a "minoria" é maior do que parece e merece respeito e direitos iguais. Enquanto isso, vou acompanhando as novidades pela Litta Walitta (que a cada ano me diz que a Parada está pior e mais cheia). A propósito, os trombadas NÃO levaram o celular da menina. Alvina Petrolínea pulou em cima deles. Uma bilu defendendo uma simpatizante sendo atacada por heteros covardes. Uma mão leva a outra.

Um beijo,
Maddyrain

House Music

Radio Edit
Message Mix
Message Edit
Beats 4 Dayz
Deep Dish Body & Soul Mix
Deep Dish Body & Soul Dub
Mysterious People Remix
Marques' Does Yo Mama Know Revival Mix
K.O.T. Remix
Full Intention Remix
Full Intention Radio Edit
Ian Pooley's Free Spirit Mix
"Whatever Dude" Mix
"Whatever Dude" Dub
Big Daddy Bump Mix
Bumpy Lump Dub
House-Apella
Filterheadz Remix

Not everyone understands house music...

Chupa meu edy house:
Hoje é dia de house music... em todos os sentidos! Eddie Amador não é um dos meus DJs favoritos, mas fez muita coisa boa (como os remixes pra "Give it 2 Me", da Madonna). "House Music" já é bem antiguinha e conheci jogando GTA (a loka nerd)! Se joguem no Message Mix. Uma delícia e super dançante! Os poucos vocais casam perfeitamente com as batidas. Os remixes pra "House Music" são bem interessantes e válidos.

O remix do Deep Dish, como sempre, ahazza com seus 11 minutos de pura despirocagem! Peguem o Deep Dish Body & Soul Mix pra dançar bastante! O Mysterious People Remix não muda muito a estrutura da versão original, mas é super dubístico. O Marques' Does Yo Mama Know Revival Mix tem toda uma pegada soulful house que podia ter sido mais trabalhada. Bem gostosinho! O K.O.T. Remix é mais club e diferente.

O Full Intention Remix também segue a linha da versão original, mas adicionou aquelas batidas dance bem típicas dos remixes do Full Intention e um vocal a mais gostoso. Sem entrar muito em detalhes, os remixes do DJ Sneak também são interessantes e as bilus mais completistas vão gostar. Por fim, o remix mais atual é o Filterheadz Remix, que deixou a música mais batidão e club diva. Super recomendado!

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Aim... assim... eu sou pedinte mesmo. Podia estar roubando e me prostituindo, coisas que já fiz... é verdade, mas tô aqui pedindo!

original 'blunt' edit 3:49
beats 4 dayz radio edit 3:35
full intention vocal dub
ian pooley's free spirit mix 10:47
nail stock cube mix

No escuro com Kilo Minhoca

Fui sendo guiada por aquela mão desconhecida pelo escuro do subterrâneo do metrô sem saber pra onde ia e com quem ia. Não pude deixar de me sentir numa noitada no dark room. Enquanto ouvia uma multidão de bilus ensandecidas invadindo o vagão em que eu estava procurando por mim, não pude deixar de ressaltar:

_ Gata, preciso te adiantar que eu NÃO faço mulher.
_ Maddie, e desde quando eu ia querer ser feita por você? Tá loka? Meu negócio é pinto também.
_ Aim, ainda bem. Sua voz não é me é estranha...
_ Talvez porque eu não seja estranha, madrinha.
_ "Madrinha"?! Xente... será que é quem eu tô achando que é?! Joanete Filha do Jack!?
_ Abaixa a cabeça daqui três passos!
_ Aim, por que?! Ai! Caralho! Minha cabeça!
_ Por isso.

Continuamos correndo no escuro e percebi, pelo volume das vozes, que estávamos dando a volta por trás das bilus que queriam me conhecer. Uma das tentas armadas num dos cantos do salão brilhava com uma luz fraca vinda de dentro. Paramos e Joanete me abraçou.

_ Eu sabia que você voltaria um dia. Seu sumiço foi muio esquisito. - pude ver pelos contornos do rosto de Joanete que o tempo tinha passado pesado por ela.
_ Joanete... que horror essa realidade! Todo mundo que eu conhecia tá mega velho! Que nem você!
_ Trinta e oito anos sem ouvir suas gentilezas... Que saudades! - e me abraçou de novo - Vou te esconder aqui nesta tenda. Acho que você gostará da compania...

Entramos na tenda iluminada por uma luminária a gás. Levei um puta susto quando vi um Michael Jackson quase que no tamanho real no meio da tenda. Joanete abraçou com carinho a figura de papelão e disse que era o mais próximo de um marido que ela tinha atualmente. As paredes estavam repletas de posters do Michael. Certas coisas nunca mudam. No fundo mais escuro da tenda, num segundo colchonete, havia alguém deitado. Uma voz anasalada, que parecia não sair da boca, perguntou:

_ É ela mesmo ou é outro delírio daquela bichinha escandalosa?
_ É ela! Ela voltou! Se ela voltou, o Michael também há de voltar!
_ Xente... quem é que tá lá no fundo?
_ Não tá me reconheceno, vinhado? Esqueceu da voz da sua melhor amiga?
_ Kilo Minhoca?!
_ Ai, que horror! Foram 38 esperano você voltar! Vem aqui me dar um abraço! - passei pelos olhos de papel de milhares de Michael Jackson e abracei minha amiga completamente escondida debaixo de uma coberta pesada de flanela. Um cheiro forte de carne podre invadiu minhas narinas.
_ Xente! Você era mais cheirosa no passado!
_ No passado, eu tinha perfume pra passar. Tinha água pra me lavar. Não tinha feridas pelo corpo todo. Era mais magra e bonita. No passado, tinha minhas amigas pra me divertir. São 38 anos sem você, vinhado. E 20 sem Litta Walitta.
_ Gomoasí? Cadê a Litta?
_ Morreu lutano na superfície. Eu quase morri junto naquele dia. Devia ter morrido, assim não ficaria dano trabalho pra Joanete Filha do Jack.
_ Você não me dá trabalho nenhum. Já te falei mil vezes.
_ O que aconteceu com você, Kilo? O que você tá escondendo debaixo das cobertas? Como é que a Litta morreu!? Tadinha... - comecei a chorar.
_ Não tô escondeno nada. São só feridas da guerra. Litta morreu fazeno militância... entregano planfeto na Paulista! Veja só se pode! Foi um horror. Desde então, me entreguei completamente ao pó...

A luz de emergência do subterrâneo voltou e iluminou tudo à nossa volta. A tenda de Joanete e Kilo ficou clara e pude ver o rosto deformado de Kilo Minhoca. O nariz havia caído. No lugar, apenas um buraco exibindo carne podre e osso.

_ Diana Ross! O que aconteceu com você?
_ Isso é o que restou de mim agora, Maddie. Uma travesti velha, deformada e rejeitada.
_ Xente... como é que minha morte pode ter gerado um mundo tão desagradável? Isso aqui é pior do que pesadelo!
_ É a nossa realidade, Maddyrain... Não se sinta culpada. Sua vinda deverá mudar tudo.
_ Mágomo?!
_ Fabinho das Bananas deve ter um plano, Maddie. Ele sempre tem. Confie nele desta vez. Ele realmente te ama. Passou todos esses anos lutando por você. Pela sua lembrança... é o que todos nós temos feito... Joanete, pegue aquele baú. Chegou a hora de abri-lo.

Joanete foi até um canto da tenda e empurrou um baú pequeno e velho até onde eu estava. Kilo Minhoca voltou a se deitar com dificuldade pra respirar. Abri o baú e encontrei um saco de lixo preto repleto de roupas masculinas que reconheci como o que eu usava na minha época de Alejandro. Um álbum de fotografias minhas, de Kilo e Litta Walitta. Peguei uma foto em que estávamos as três mostrando a língua e abraçadas. Comecei a chorar. Outra foto nossa na frente do quartinho de Kilo Minhoca, tomando vodka com Coca. Eu e Kilo no meu cafofo na Ilha do Bororé. Litta Walita dançando tango comigo. Fotos nossas montadas e desmontadas. Sorrindo, dançando, cantando, bebendo, se drogando... se divertindo. Tudo parecia tão engraçado e legal. Parecia que levávamos uma vida sem preocupação. Olhei pra Kilo Minhoca deitada no colchonete. Uma lágrima também escorria pelo rosto escurecido e sujo dela.

_ Chegou a hora de Alejandro voltar, Maddie. Voltar e botar pra foder!

Being Boring

7" Mix
Extended Mix
Marshall Jefferson Remix

We All Feel Better in the Dark

7" Mix
Extended Mix
After Hours Climax
Ambient

When you're young you find inspiration in anyone who's ever gone...

Chupa meu edy no dark room:
Atendendo a milhares de pedidos, súplicas de bilus nas ruas que se agarravam no meu vestido implorando "Maddyrain, posta Being Boring no seu blog", eis que chegou a vez de "Being Boring" brilhar por aqui! Eu confesso que "Being Boring" nunca foi uma das minhas músicas favoritas dos PSB (embora ache o clip babadíssimo), mas com o tempo, passei a gostar bastante. Acho a letra... assim... DIVINA.
Se joguem com muito glamour no Extended Mix. A música, que já era grande, ficou ainda maior e cria um clima ótemo pra uma fofação válida. Não há nada de muito diferente, apenas uns trechos instrumentais a mais; tudo muito bonito. O único remix propriamente dito de "Being Boring" foi feito pelo legendário Marshall Jefferson e é interessante. Peguem o Marshall Jefferson Remix pra ouvirem. Ele acrescentou umas batidinhas a mais e criou um housezinho gostosinho.

O que eu mais gosto nos Pet Shop Boys é a quantidade absurda de lados B! E olha que tem muita coisa válida que só saiu em single, viu? O single de "Being Boring" veio com "We All Feel Better in the Dark", uma música feita pra foder. Só pode! Se joguem na versão 7" Mix e peguem a camisinha e o KY da gaveta. Os remixes dos Brothers in Rhythm deixaram a música ainda mais séquisi (e melhor que a versão original, diga-se de passagem). O After Hours Climax é um lounge bem gostosinho, com uma batidinha bem housezinha. Uma coisa bem phyna e chic. A versão Ambient é basicamente o mesmo remix, mas sem as batidas. Válidíssimo!

Diva do subterrâneo

_ Fabinho das Bananas?!

Virei pra trás e encontrei a versão velha da melhor fofada da minha vida. Os anos haviam deixado os músculos fortes construídos com várias caixas de banana nas costas ligeiramente muchos. O bronzeado adquirido debaixo das plantações de bananeira havia desaparecido há muito tempo. O rosto aquilino agora estava repleto de cicatrizes. Mas, apesar de tudo isso, o bophy ainda era dubêin. A neca presa pra trás com o poder de muita sucção se soltou.

_ Xente... como você tá velho!
_ Você é que ainda tá jovem de mais. Charlotte Chandelle, pode esperar lá fora enquanto eu converso com Maddyrain?
_ Ah, não! Eu que descobri nossa salvadora nas ruas da baixa Augusta! Se não fosse por mim, ela taria rodanu por aí! Correnu perigo!
_ Obrigado por tudo isso, agora espere lá fora. - Charlotte colocou o rabinho imaginário entre as perninhas finas e saiu do vagão - Agora me conte tudo, Maddyrain. Da onde você surgiu? Onde esteve escondida todo esse tempo?
_ Estive usando meus Renew da Avon, amore. Por isso continuo linda, leve e solta.
_ Maddyrain, não brinque com isso! Vivemos tempos difíceis. Você já deve saber que ser gay, hoje em dia, é mais do que crime. É proibido! Temos que viver nos esgotos do metrô pra não sermos exterminados na superfície! Esse povo aqui embaixo tem você como a salvadora deles! Da onde você surgiu?
_ Xente... eu sempre soube que um dia... cedo ou tarde... eu seria a diva definitiva da nação guêi, mas como é que isso só foi acontecer agora?! Eu vim do dia em que levei um tiro na Ilha do Bororé. Como vim, não interessa agora.
_ Então é por isso que seu corpo nunca foi encontrado?
_ Num sei. Vai ver não procuraram direito. - Fabinho das Bananas me pegou pelos braços com força.
_ Pare de brincar! E tira essa peruca! Como pôde andar na superfície vestida assim!? Como uma travesti? E se te reconhecessem como uma travesti?! Você seria morta na rua mesmo!
_ Me larga ou me beija agora mesmo, você é que decide!

Fabinho das Bananas continuava forte. Era um senhor de idade inteirão. Me puxou para ele e me beijou. Aim, que bafo! Jesuis! Continuei beijando, mesmo com aquele gosto de podridão na boca dele. Quanto tempo será que não escova os dentes? Aposto que peguei milhares de germes nessa brincadeira! Nunca mais peço um beijo! Me largou e não consegui disfarçar o alívio.

_ Não gostou do meu beijo? Você gostava tanto...
_ Ah, naum é isso! Há quanto tempo você não escova os dentes, gato? Assim... na boa!
_ Escovar com o que?! Mal temos água para lavar as mãos ou pra cozinhar! Não podemos nos dar ao luxo de desperdiçar água escovando os dentes!
_ Jesuis! Faz bochecho com Cepacol entaum!
_ Bom, pelo grau de ignorância, vou acabar aceitando sua versão mirabolante de viajante do passado.
_ Amore, eu vou sentar minha bundinha vitaminada aqui no assento deste vagão e só levanto depois que você me contar TUDO. O que deu de errado no mundo?
_ Maddyrain, no dia em que você levou o tiro na Ilha do Bororé, tudo estava sendo televisionado pelas principais emissora da época. Roxxana Veludo tinha chamado até a CNN para a inauguração da nova Ilha do Bororé. O seu assassinato ao vivo desencadeou uma série de protestos e revoltas contra a condição das minorias da sociedade. Grupos anti e pró homossexuais se chocavam constantemente pelas ruas de São Paulo. A população finalmente mostrou a hipocrisia que todos já imaginavam. Não houve apoio aos gays da época. Muita gente morreu. Setores inteiros da economia e produção do Brasil ficaram defasados, sem gente especializada para atuar.
_ Xente... imagino que o setor artístico foi o primeiro a cair, néam?
_ Exatamente. De lá pra cá, as coisas foram piorando cada vez mais. A cada presidente eleito, os gays recebiam menos apoio político e social. Os conflitos se tornaram verdadeiras guerras, com destruição e extermínio cada vez maiores das minorias. Você andou pelas ruas de São Paulo. Viu no que se tornou a superfície. Temos certa "permissão" para vivermos no subterrâneo do metrô, mas não podemos nos expor abertamente lá em cima.
_ Mas por que eu sou salvadora desse povo?! Como é que vou salvar vocês, meu amô?
_ Os gays e simpatizantes começaram a erguer bandeiras em seu nome, mas você só foi o primeiro gay a ser morto na TV aberta. Muitos outros morreram de lá pra cá. Você virou o mártir dessa gente.
_ E por que você é o líder de todos os gays que restaram?
_ Charlotte Chandelle é exagerada. Não lidero mais ninguém. Deixei o conflito há muito tempo, quando percebi que não levaria a lugar nenhum. Você morreu nos meus braços... o mínimo que eu podia fazer era lutar pela nossa liberdade e direitos. A informação de que você voltou NÃO pode vazar. Temos que usar isso a nosso favor!

O clima pesado dentro do vagão foi quebrado pelo barulho de gente reunida conversando. Ficamos quietos por um segundo e ouvimos a voz de Charlotte Chandelle berrando acima dos demais.

_ Podem acreditar! Ela voltou! Ela tá lá dentro conversanu com o nosso líder! Ela voltou pra nos salvar! E fui eu que encontrei a nossa diva nas ruas! Perdida e andanu sem destino!
_ Como é que a gente vai acreditar em você, Charlotte?! Da última vez que você disse ter visto Maddyrain, era um manequim de alguma boutique destruída!
_ Vocês não me viram passanu com uma loira bonitona!? Não reconheceram a Maddyrain!? De que mundo vocês vieram? Vamos entrar no vagão! Vamos falar e tomar o passe com Maddyrain!
_ Xente! Gomoasí "tomar o passe" comigo!? Eu lá sou mãe-de-santo agora?!
_ Maldita Charlotte Chandelle! Agora ela plantou a semente de que você realmente voltou! Você falou o seu nome pra alguém!?
_ Acho que naum...
_ Ótimo. Espere aqui. - Fabinho foi até a porta principal do vagão - O que vocês querem? Chamar a atençaõ da superfície com essa muvuca?
_ Fabinho, queremos entrar e conversar com nossa salvadora! O povo merece estar venu Maddyrain com seus próprios olhos!
_ Que Maddyrain!? Você andou cheirando mais do que devia novamente? Quer acabar tendo uma overdose aqui em baixo? Onde vamos jogar o seu corpo depois?
_ Nós somos a maioria, meus amigos gays! Vamos passar por cima de nosso líder e ver nossa diva!

Olhava com medo por uma das janelas do vagão. Charlotte Chandelle pulou do caixote em que tava em cima e comandou a multidão de gays até a porta do vagão. De repente, não mais que de repente, toda iluminação fraca do subterrâneo apagou e a escuridão abraçou a todos. Um verdadeiro blackout no escuro. Uma mão fina pegou a minha e uma voz feminina sussurrou na escuridão.

_ Tira essa peruca e não para de me seguir nem por uns instante! A iluminação de emergência deverá voltar em poucos segundos!

Ain't That a Lot of Love

Edit
Duet with Tom Jones
Phat's & Small Mutant Disco Vocal Mix
Phat's & Small Mutant Disco Vocal Dub
Club 69 Underground Club Mix
Club 69 Underground Dub Mix
Johnny Vicious Filter Factory Club Mix
Johnny Vicious Filter Factory Dub Mix
Jimmy Gomez Club Mix
Junior's Red Party Anthem

Your lips are so sweet...

Chupa meu edy com muito amor e carinho:
A música de hoje tem uma pegadinha old skool tão gostosa, que nem precisava ser remixada! "Ain't That a Lot of Love" não é mega famosa e eu nunca ouvi nas rádios, mas é tão gostosinha pra dançar. A letra, pra quem entende, é super ignorável, mas abaphe the case! Se joga na versão Edit pra conhecer essa delicinha. Super diferente do pop básico do Simply Red.
O Phat's & Small Mutant Disco Vocal Mix é mega parecido com a original. É apenas um pouco mais acelerado, mas mantém todos os elementos da original. Deve ser bom trabalhar assim, néam? Sem precisar pensar muito! O Jimmy Gomez Club Mix também segue bem o clima da original.

O melhor remix de hoje é o Club 69 Underground Club Mix, quando o Peter Rauhofer não era esse arroz de festa chato que é hoje em dia! Aliás, ainda bem que ele deu uma sumidinha, néam? Não adianta... superexposição nunca é bom! Se joga também no Club 69 Underground Dub Mix, porque um dub dubabadu nunca é demais! O remix do Johnny Vicious é péssimo. Mega acelerado! Não dá pra entender nada. Um kool! Por fim, o TERRÍVEL remix promocional do Junior Vasquez que pode ser completamente ignorado.

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Aim... se alguém tiver o promo com esses remixes lixo do Junior Vasquez... fazofavô de NÃO me mandar, tzá?

junior' acapella
red party instrumental
red party drumapella
desert eagle discs remix 5:49

O que o tempo não apaga

Aim, todo mundo sabe que muitas coisas formam o caráter de uma biluzinha quando ela é adolescente: seja a família opressora e/ou omissa ou então os colegas da escola que hostilizam. Quando eu era uma garota teen, eu nem imaginava o que era bullying. Se me apresentassem, eu acharia que era uma marca nova de energético. A loka. Mas, mesmo sem ter um nome divulgado, eu sofri muito bullying enquanto tentava juntar com esforço os retalhos que fariam parte da minha integridade e conhecimento de vida.

Na escola, eu confesso que não era a biluzinha mais sorridente e amiga de todos. Na verdade, era bem esquiva. Aliás, só gostava de mim quem estudava comigo. Os meninos da minha classe, no mínimo, me respeitavam. As meninas adoravam confidenciar safadezas com os namorados. Quando era hora de fazer trabalho de inglês ou artes, todos se estapeavam pra ver quem faria grupo comigo. Eu tinha lá meus momentos de glória. Na hora da escolha dos times nas aulas de Educação Física, (quando eu não tava cabulando) fugiam de mim como o passivo foge do edy de outra passiva. Só me restava sorrir quando me delegavam a função de gandula. A cada bola recolhida fora da quadra, mandava um foda-se e rogava mil pragas egípcias.

O que fazer quando não se pode simplesmente mandar todo mundo tomar no kool e assumir sua sexualidade? Fechava a cara pra todos que não era da minha classe. Só andava em bando com quem eu conhecia. Morria de medo de usar o banheiro e nunca mais desentalar da privada. Se eu entrava lá e tinha outras pessoas dentro, fingia que tinha ido tomar água e saia correndo de volta pra aula.
E havia, é óbiveo, os bullys. Na época, eles eram mais conhecidos nos meus diários como os cuzões e imbecis. O "povo da outra sala". O povo que não me conhecia e não sabia que eu podia ser uma biluzinha legal e boazinha na hora do trabalho de inglês.

Com o tempo, o meu medo dos bullys foi passando e eu liguei o foda-se linda e poderosamente. Sempre que algum vinha pra cima de mim fingindo esbarrar em mim só pra me derrubar ou gritar pelos corredores "Bicha" e "Viado", eu fingia que não era comigo. Secretamente, esganava todos. Minha ficha corrida como delinquente juvenil era gigantesca.
Os meninos da minha sala me protegiam sempre que podiam. Nunca me senti tão in como quando colocaram o garanhão da escola pra sentar na minha frente na fileira. Não que eu fosse afim dele. Craro que não recusaria um kétji gostoso escondido, mas me senti verdadeiramente protegida sempre que ele virava pra conversar comigo. Cheguei até a ser convidada pra festa de 15 anos dele! Foi meu momento de ascensão social na escola. Todos os bullys estavam presentes e me viram como a biluzinha oficialmente protegida pelo maior catador da escola. As coisas deram uma melhorada depois dessa festa.

O que mais me irritava, na verdade, eram quando losers vinham tirar uma com a minha cara. A dupla de babacas que mais me irritava era composta por um alto, loiro e burro de voz grossa e um outro com pinta de amante italiano que já havia sido meu amigo no passado. A diversão de ambos era me chamar de "pederasta". Eu nem imaginava o que era um "pederasta"! Hoje, acho uma coisa tão bicha chic falar "pederasta". Minhas previsões não falharam. O italian lover da 25 de Março virou dançarino, até onde eu sei. Enfim, vocês sabem como esse povo da arte é dado ao sexo descontraído independente do gênero alheio...

Outro dia, fuçando no meu Facebook de xente normal, encontro o dito cujo querendo me adicionar como amigo. Levei um susto. Gomoasí? Você acha mesmo, meu amô, que depois de todo esse tempo as coisas estariam tudo bem? Não, kérido, as coisas não estão NADA bem. Eu não me esqueci da sua amolação constante. Não me esqueci o quanto eu queria esganar você e o seu comparsa cada vez que me chamavam de pederasta pelos corredores da escola. O quanto eu queria tacar fogo em vocês dois e jogar o corpo em qualquer vala. Então não me venha agora, quase vinte anos depois, querer ser meu amiguinho no Facebook, gato. Você ainda tem que cagar muito ouro pra ser meu amigo.

Tem coisas que o tempo NÃO apaga...

Alright

Original Mix
Radio Edit
Acapella
Filtered Mix
Den Hétrix & Raffa Mix
Raffa Lounge Mix
Brad Carter Remix
Brad Carter Radio Edit
Matt Bradshaw Mix (low quality...)
Doublefunk Remix
Tiger Stripes Remix
Bush II Bush Remix
Bag of Trixx Remix (low quality...)
Flower Power Remix (low quality...)
2010 Original Mix
2010 Radio Edit

The sun is gonna keep on shining...
Link
Chupa meu edy que tá tudo bem:
Aim, bendito seja o criador do Shazam! Como diria Scarlett O'Hara, "eu nunca mais ficarei sem saber o nome de uma música na balada!" (ou algo assim...) Eu tava outro dia debaixo de um pé de árvore quando começou a tocar "Alright". Eu já tinha ouvido essa música em alguma buatchi qualquer nessa minha vida noturna, mas nem imaginava o nome dela! O que fazer?! Liga o Shazam, meu amô! Seus problemas acabaram! Bom, o Original Mix não é a versão que eu conhecia e tem todo um clima Ibiza e bicha chic e phyna. Muito gostosinho. Pra continuar nesse clima "só me dopo com padê de qualidade", peguem também o Raffa Lounge Mix.

O Den Hétrix & Raffa Mix deixa a música mais club, mas o babadu mesmo é o Brad Carter Remix! É capaz que você já tenha ouvido esse remix em algum lugar antes. Uma delícia!
O Doublefunk Remix também é super dançantinho e gostoso. O Tiger Stripes Remix mantém o clima Ibiza da original.
Vinhado gosta de bate cabelo, então peguem o Bush II Bush Remix. Bem club diva. Se o remix do Flower Power estivesse com a qualidade, eu super indicaria ele. A versão de 2010 a xente ignora.

Pelas estradas da vida...

O barulho do último trem na estação Consolação ainda ressoava do lado de lá da porta que separava o submundo gay do resto do mundo quando meus olhos finalmente se acostumaram com a escuridão que me cercava. O corredor era estreito, escuro e úmido. Luzes de emergência vermelhas piscavam com irregularidade e davam um aspecto dark room pro lugar. Seguimos Charlotte Chandelle em fila indiana. As bilus que pularam com a xente na linha do metrô de repente, não mais que de repente, afloraram.

_ Jesus! Que dia cansativo lá no escritório!
_ Nem me fale! Você acredita que pegaram outra biba no Trianon? O que elas têm na cabeça!? Querem aquendar logo lá na Paulista?!
_ Era alguém conhecido? - Charlotte Chandelle virou pra trás.
_ Não, nunca vi. Deve ser alguém da baixa Augusta.
_ E quem é você, gata? - uma bilu magra usando o terno mais surrado que eu vi na minha vida se voltou pra mim.
_ Eu sou...
_ Ela é uma travinha que eu encontrei perdida na rua.
_ Charlotte, e você agora tem permissão pra trazer gente de fora pra cá?
_ O líder vai gostar dela. Ela tem espírito revolucionário nas veias. - a bilu magra me olhou com desdém. A luz de emergência tingiu o rosto dela de vermelho. Xente... como era suja!

O corredor escuro dava pra uma área aberta completamente abafada e sem luz solar. A única iluminação natural do saguão vinha de enormes ventiladores presos no teto que davam pra calçada da Avenida Paulista. Uma multidão de bilus andavam pra lá e pra cá, vivendo suas vidas no subterrâneo do metrô como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo. Fiquei completamente Bélgica... fiquei a Europa inteira... vendo como tudo era organizado. Uma sequência de tendas e barracas vendiam tudo que se podia encontrar nas ruas acima. Imaginei que alguns daqueles camelôs passavam o dia comprando e vendendo mercadorias lá em cima e depois voltavam pro submundo.
Avistei alguns vagões desativados transformados em casa e várias tendas de acampamento amontoadas numa área que devia ser a parte residencial do submundo. Passamos por umas biluzinhas dançando no completo silêncio. Além do barulho normal de pessoas andando e conversando, não se ouvia nada de estranho ou musical.

_ É aqui que vivemos, Maddyrain. - as biluzinhas que nos seguiam no túnel já haviam se dispersado.
_ Gata, se eu falar que achei bunito, estarei mentindo...
_ Mas não é pra você estar achanu bonito, Maddyrain. Aqui é feio, escuro, abafado e tumultuado. Se não estivéssemos moranu aqui, só nos restaria a região pra baixo da Paulista.
_ Xente, mas o que tem de tão ruim lá?
_ Você passou por lá! Não percebeu? Eles não têm luz, roubam de tudo pra poder vender na Galeria Pagé e conseguir um prato de comida ou drogas. É uma pobreza absurda.
_ Galeria Pagé?! Ela ainda tá de pé?
_ Tá, mas você não vai querer estar ponu o seu corpinho lá...
_ E como você se organizam aqui embaixo? Tanta bilu junta... isso não dá uma puta confusão? Bicha não é um bicho confiável...
_ Ou a gente aprendia ou morríamos tentanu.

Curta e grossa. Gostei. Fomos até a pequena tenda dela esperar o tal líder estar disponível para nos receber. Lá dentro, Charlotte Chandelle pegou uma bandeja de prata escura, revirou dentro de algumas bolsas, encontrou uma caixinha de fósforo gasta e fez duas carreirinhas de cocaína. Olhei ao redor enquanto ela preparava o padê. Diversas fotos e imagens minhas me encaravam. Fiquei arrepiada.

_ Especialmente pra você. Pode cheirar tudo!
_ Aim, gata... tô até com medo de cheirar esse narcótico de origem COMPLETAMENTE desconhecida... além disso, não tô me sentindo muito bem desde que cheguei. Pode se acabar... - nem bem terminei de falar e Charlotte já tava cheirando tudo até a última ponta.
_ Ai... que delícia! Depois de um dia longo preganu seu retorno, nada melhor do que um pouco de padê pra abreviar a dor...
_ Charlotte? Você tá aí dentro? - uma voz de fora chamou por ela.
_ Tô! - Charlotte jogou a caixinha de fósforo no meio das roupas sujas - Pode entrar!
_ O líder tá te chamando.
_ Vamos, Maddyrain. O líder ficará muito surpreso quando te reencontrar!

Fomos caminhando até um vagão abandonado num canto afastado do saguão. A biluzada passava por nós e me encarava com espanto. Acho que não viam um vestido há milênios. Um vestido limpo então... há dois milênios. Curiosamente, as portas do vagão se abriram sozinhas quando nos aproximamos. Dentro dele, parecia que os anos não haviam passado. As paredes cinzas e verdes estavam limpas... bom, mais limpas que todo o resto daquele mundo. Fiquei parada olhando alguns pôsteres na parede enquanto Charlotte Chandelle se sentava num assunto preferencial. Todos os textos eram revolucionários e chamavam as irmãs bilus à luta contra "a homofobia dominante da nação". Uma mão pesada pousou no meu ombro direito.

_ Maddyrain? Então você voltou mesmo?

Meu sangue gelou. Meu intestino se soltou e o edy não aguentou. Soltei um peido de nervoso e me caguei toda. O ar ficou carregado com aquele cheiro de merda e fuligem local. Aquela voz!

_ Fabinho das Bananas!?

You Used to Hold Me

Ralphi's Original '87 Version
Ralphi's '08 Re-Edit
Riviera Mix
You Used to Beat Me - Bonus Beats
Accapella
Kenny 'Jammin' Jason Mix
Mucho Michie Mouse Mix
'89 Remix
H & F Clubhouse Mix Edit
White Knight's Radio Mix
It's a Jazz Thing
It's a Jazz Thing Edit
Georgie's Vibe Mix
Maurice's Club Mix
Masters at Work Main Pass
Danny's Twisted Vocal Mix
The Trancesexual Dub
D.J. Attack's New School Mix
D.J. EFX's Tribal as Mofo
D.J. Hyperactive's Chicago 303 Mix
Razor n' Guido Vocal
Razor n' Guido Dub
Giangi Cappai Vocal Mix
Love to Infinity Classic Club Mix
Love to Infinity Classic Radio Mix
M*A*S*H Master Vox Mix
Ian Knowles "Hold Me" Remix
Marc Leaf Original Club Mix
Marc Leaf Original Dub
Jon Gurd Remix
Unreleased Project - Untitled Mix 1
Unreleased Project - Untitled Mix 2
Unreleased Project - Untitled Mix 3 - Original Version
Unreleased Project - Untitled Mix 4
Unreleased Project - Untitled Mix 5

That man knows how to satisfy a woman...

Chupa meu edy de novo e mais uma vez:
Neste post eu decidi fazer algo de diferentji: atendi o pedido do meu kérido leitor e seguidor das antigas, Wingnux, e me joguei numa música que só não tem mais remix porque Diana Rossa não permitiu. "You Used to Hold Me" é a música que todo vinhado tinha que ter no iPod, iMyKool e derivados. Eu confesso que ainda não conhecia essa delícia até o bophy me indicar e atórein! Obrigadjénha, gatón!
"You Used to Hold Me" foi lançada nos primórdios da house music, mas é um club house tão atual e travesti que podia ter sido lançada ontem! Tão bunitinho ver meu adorado Ralphi Rosario ahazzando nas antiguidades! Se joguem no Ralphi's Original '87 Version pra conhecê-la e bater MUITO o cabelón no maior clima old skool! Todas as versões feitas por ele, ou os outros remixes pré-relançamento de 1994, não mudam muito a versão original. Pra ahazzar ainda mais no saudosismo, pegue também o Kenny 'Jammin' Jason Mix.

A música foi relançada, óbiveo, em 1994 e ganhou uma caralhada de remixes dos principais DJs da época. Vamos começar com o H & F Clubhouse Mix Edit. Um house básico, mas SUPER gostoso pra deixar tocando enquanto você enche o edy de pinga antes de ir pra buatchi. O White Knight's Radio Mix também é gostosinho. Podem pegar.
O It's a Jazz Thing é do Warren Rigg tem um começo que me lembra o remix do Vasquez pra "Secret" da Madonna. Um dance divino pra você dançar bastante (e o "jazz" do nome ficou no meu edy). O Georgie's Vibe Mix do Georgie Porgie também segue a linha dance, mas com as batidas mais destacadas. Se joguem sem colete de salva-vidas! Outro que ahazza nas batidas é o Masters at Work Main Pass.

Diferente dos inúmeros remixes soulful house que o Maurice Joshua fez pra Beyoncé, o Maurice's Club Mix ahazza no pianinho house e é uma gracinha! O D.J. Attack's New School Mix vai por esse caminho club gostosinho, mas sem ser muito pintoso.
A coisa começa a ficar mais travesty com a chegada do Danny Tenaglia na buatchi! O Danny's Twisted Vocal Mix é uma coisa... assim... perfeita pra toda bilu drag queen! Não muda muito a versão original, mas adiciona batidas perfeitas e super guêis. Adógo! Tá faltando remix assim pra animar a biluzada nas buatchis! Se gostar das batidas, e você VAI GOSTAR, se joga também no The Trancesexual Dub, com a letra reconstruída.

Outro com a batida pesada e mais club diva é o D.J. Hyperactive's Chicago 303 Mix. Um ahazzo e vai deixar muita bilu colocada enfartar na dance floor! A coisa vira TRAVESTI mesmo com o Razor n' Guido Vocal. Se você tá aprendendo a bater o cabelón como uma diva pintosa da buatchi, se joga nesse remix. Isso é música de vinhado! Música do capeta!! Por fim, o remix mais atual é o Giangi Cappai Vocal Mix. Bem gostosinho, mas anos-luz atrás do remix do Razor & Guido.

"You Used to Hold Me" foi relançada também como Soulfunkshun vs. Ralphi Rosario e eu MEGA não entendi. Não sei se o Rosario permitiu que a música fosse remixada pra esse lançamento, mas os vocais são os originais da Xaviera Gold. Bom, vai entender.
Dessa safra de remixes, o Love to Infinity Classic Club Mix é uma delícia e SUPER não se parece com tudo que o Love to Infinity fez antes. Vocês sabem, néam? Tudo deles soava parecido. O Ian Knowles "Hold Me" Remix tem cara de remix de academia e deve ser ótemo numa aula de bike!
Em 2006, foi a vez de ser relançada como Marc Leaf vs. Ralphi Rosario. O Original Club Mix dessa época é interessante e deixou a música bem atual.

O mais bizarro de hoje é, sem dúvidas, esse tal "Unreleased Project". Não sei quem remixou, não sei se são oficiais, mas os remixes são muito bons. A qualidade de som tá mega cagada, mas eles só sairam em um LP de teste. É basicamente um club dance bem gostosinho e fica aí pras mais completistas de plantão.

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Xente, é versão que não acaba mais pra essa música! Uma loucura! Olha a quantidade de coisa que eu não consegui! Meu kool geral!

ralphi's salsa mix
bassmint mix 8:39
h & f clubhouse mix 6:40
new school dub 5:29
maurice's dub me mix 6:42
one rascal edit
soulfunkshun classic club mix 6:44
soulfunkshun radio edit 3:43
love to infinity aphrodisiac mix 6:39
m*a*s*h radio edit 3:42
carl daniels remix 7:12
red rhythm remix 6:52
marc leaf original radio edit 2:56
openair mix 7:34

O trem da meia-noite

Meu edy piscou e senti aquela vontade de cagar loka que toda passiva sente quando as coisas pioram na vida. O pior de tudo não era a vontade de me cagar toda... O pior é que o bophy NÃO valia a pena!

_ O que a xente faz, garai?
_ Faz o que ele tá mandanu! Tenho documentos comigo na mochila. Você se chama Catherine Millet.
_ Documentos.
_ Só um minuto, seu guarda. Eu vô tá peganu aqui na minha mochila.
_ O que você faz andando com esse preto feio, gracinha? - o guarda passou os dedos sujos no meu rosto. Jesuis, dava pra ver a crosta de gordura nas unhas dele.
_ Ele é o meu... marido!
_ Mas ele é preto!
_ O amor não tem cor, seu guarda. Além disso, ele tem um cacetão...
_ Aqui estão, oficial.
_ Hm. Jackson de Oliveira e Catêrine Milê? Moradores da baixa Augusta. O que vocês estão fazendo aqui na Paulista?
_ Estamos voltando pra casa, seu guarda. Vamos pegar o próximo trem pro Centro.
_ Então vão andando logo. Sem sujar nada. E você, gracinha, quando largar esse preto fedido, eu te dou um belo banho pra tirar toda sua sujeira. Leitinho é o que não me falta.
_ Não duvido... - como vinhado é tudo igual, foi só o guarda falar as palavrinhas mágicas e eu já senti a nequinha ficando dura.
_ Vamos, Catherine! Não podemos perder o trem.

Corremos pelas escadas até a estação Consolação. As paredes de azulejo estavam todas sujas de poeira acumulada há anos sem limpeza e cartazes. Charlotte Chandelle tirou dois bilhetes da mochila e passamos pela catraca. A movimentação no subterrâneo da Paulista era maior do que na parte de cima. A plataforma era uma profusão de camelôs vendendo de tudo. Me senti na saudosa 25 de Março. Sentamos num banco na parte mais afastada da plataforma.

_ Xente, mas por que você deixou aquele guarda falar assim com você, Charlotte?!
_ As coisas são assim agora, Maddyrain. Qualquer pessoa que faça parte das "minorias sociais" é humilhada. Os negros só podem estar vivenu na região ao redor da Paulista e o gays são proibidos pela lei. Qualquer demonstração pública de bichice acaba resutanu na prisão da bilu e sabe-se lá o que eles fazem com quem vai preso...
_ Xente! Mas como é que as coisas ficaram assim!?
_ Shhh... a gente não pode ficar falanu essas coisas, assim, no meio do povo. É proibidio e pode acabar com nosso disfarce. Quando a gente chegar no submundo nosso líder irá te explicar tudo.
_ Você tem outro líder além de mim!? Gomoasí!?
_ Você é minha líder espiritual, Maddyrain. Nosso líder revolucionário é outra pessoa que você conhecerá em breve. Ou melhor, reencontrará em breve.
_ Aim, que mistério. Eu vou gostar dele? Eu já transei com ele? Bom... provavelmente sim. A neca é boa? O gozo é farto?
_ E eu lá sei disso!? Deixa eu ver que horas são... Hm, ainda temos algumas horas até a meia-noite.

Enquanto as horas não passavam, Charlotte me explicou que o submundo era o único lugar em que os gays podiam viver livremente. Tínhamos que esperar o último trem passar para podermos entrar nos túneis de manutenção do metrô. Fiquei Bélgica. Charlotte ainda me contou que, vira e mexe, a polícia invadia o submundo, só pra colocar pressão.

_ Ou seja, eles sabem que as bilus vivem debaixo do metrô, mas não fazem nada?
_ Mais ou menos. Eles não podem estar fazenu nada enquanto moramos no submundo porque estamos em número maior e o espaço é nosso. Mas se somos descobertos na superfície, eles saem batanu e prendenu a gente. Não é fácil. A porta pro submundo só abre junto com o primeiro trem e com o último, então, quem sai, fica fora o dia inteiro.
_ Xente... é uma prisão!
_ É a nossa casa hoje em dia, Maddyrain. Ou vivemos ali ou teríamos que viver na região abaixo da Paulista. E a vida lá é bem pior... Temos tudo que precisamos no submundo, você vai ver. É muito gostoso. Um pouco abafado e sem luz solar, mas gostoso. Pelo menos, quando chove, não entra água lá!

As horas se arrastavam. Charlotte Chandelle não parecia muito preocupada em ser descoberta; até cochilou. Eu fiquei de olhos bem abertos vendo a movimentação. Os trens eram todos antigos e sujos de poluição. Fiquei pensando como tudo era sujo e descuidado no futuro e pra onde ia aquele povo todo. Não era nenhuma estação Sé às seis da tarde, mas, mesmo assim, era mais xente do que eu tinha visto andando pela Paulista. Xente, eram tantas perguntas. Tanta coisa esquisita. Me senti num jogo de video game pós-apocalíptico.
Charlotte despertou faltando cinco minutos pra meia-noite e me cutucou. Agora quem cochilava era eu. A plataforma já tava mais vazia; os camelôs tinham ido embora e uma ou outra pessoa suspeita esperava pelo último trem.

_ Maddyrain, quando eu falar "Pula!", você pula pros trilhos e corre praquela porta, entendeu?

As poucas pessoas na plataforma foram chegando perto da xente. Meu edy piscou de novo e o gogozito escondido, reapareceu. Charlotte fez um aceno com a cabeça pra elas e senti no ar a bichice contida o dia inteiro querendo aflorar. Era tão forte a vontade de se soltar... de desmunhecar... que a estação ficou até mais limpa e colorida.
As luzes do último trem foram chegando e iluminaram os trilhos. Charlotte gritou Pula! e pulamos juntas entre os trilhos. As outras bilus fizeram o mesmo. Uma portinha simples de metal foi aberta e entramos correndo enquanto o trem passava do lado de fora, deixando um rastro barulhento ensurdecedor.

Eu estava no submundo gay de São Paulo!

Hideaway

Radio Edit
Klub Head's Hideout
Klub Head's Dub-a-Way
Klubhouse
Klub Dub It
Acapella
Deep Dish Remix
Deep Dish Radio Edit
Dubfire Needs to Score
Sharam's Journey to Mars
K Klass Klub Mix
K Klass Radio Mix
Classic Paradise Mix (low quality...)
Hani's Analogue Samba Mix (low quality...)
Nu-Birth's Full Vocal Mix
Nu-Birth's Full Vocal Edit
Nu-Birth's Push Deepa Dub
187 Lockdown's Hidden Vocal Dub
Robbie Rivera's Vocal Mix
Robbie Rivera's Rockin' Dub
That Kid Chris Unreleased Mix
Pete Gooding Mix
Rhythm Code & Chris Lake Remix
Nickelle & Nessim Remix
We Deliver Vocal Mix
De'Lacy vs. The Young Punx Long Version
De'Lacy vs. The Young Punx Radio Edit
Soundclash Remix
Cedric Gervais Vocal Remix
Tom's Dark & Lovely Edit
Link
I don't need no man to take care of me...

Chupa meu edy logo:
Hoje é dia de crássico da buatchi! Dia de olhar pro passado e pensar "Jesuis, porque as músicas de hoje são todas iguais e chatas?!" "Hideaway" é uma delícia! Confesso que não conheço outras coisas do De'Lacy, mas adógo "Hideaway". Um club hit super gostoso e que merece ser conhecida! A produção original é do Blaze e a linha classic house bem gostosa. Podem pegar o Klub Head's Hideout, mas já aviso que o remix que tocava na buatchi e tornou "Hideaway" famosa é do Deep Dish. Aliás, que remix maravilhoso! São quase 12 minutos de puro glamour e looshu! Se joguem com toda fé no MARAVILHOSO Deep Dish Remix! É o melhor remix de hoje. Os outros remixes do Deep Dish seguem todos a mesma linha do remix principal, sem mudar muita coisa, mas acho válido indicar o Sharam's Journey to Mars. Um dub super lokinho do meu kool! Adógo!

Os outros remixes da época de lançamento são do K Klass, que mega sumiu do mapa. O K Klass Klub Mix é a cara dos anos 90. Um house super gostosinho com aquele pianinho que me deixa toda húmida nas partes íntimas. Uma delícia! Os remixes do Hani e do Love to Infinity são promocionais e a qualidade tá MEGA cagada.

Como todo hit da buatchi, "Hideaway" foi relançada ad infinitum. Dessa onda de remixes mais novos, pouca coisa se salva. O Robbie Rivera's Vocal Mix é interessante e válido. O That Kid Chris Unreleased Mix segue uma linha dark tribal super séquisi. Me lembra música de dark room. A loka! Num clima revival da dance floor, temos o ÓTEMO We Deliver Vocal Mix. Uma delicinha e ahazza no house moderno. Adorei! O resto, meu amô, tá aí pras mais completistas do recinto.

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Xente, vocês sentiram o drama de 30 remixes, néam? Muitos são mega raros, mas ficaram faltando os remixes abaixo. Faça a linha caridosa e me envie, meu amô!

subway anthem mix 7:50
that kid chris mixshow edit 6:01
187 lockdown's hidden instrumental
dancing djs remix 6:00
de'lacy vs. the young punx mix 5:47

Futuro imperfeito

Corri até Charlotte Chandelle achando que a bunita tinha morrido de susto quando me viu. Xente, será que meu sangue no vestido tá tão feio assim? Que uó! Poucas pessoas passavam no momento pelo cruzamento da Augusta com a Paulista e elas desviavam do corpo no chão como se fosse bosta de cachorro. Levantei a cabeça de Charlotte Chandelle e dei tapinhas no rosto. Xente, a bichinha já era feia montada.... desmontada, então... nem por Diana Ross!

_ Acorda, vinhado! Acorda!
_ Ai... continua batenu. Bate que eu gamo!
_ Sai pra lá, travesti!
_ Eu morri?
_ Pelo visto não.
_ Mas eu tô tivenu. Só pode ser o céu! Maddyrain veio me receber em pessoa! Ou melhor, em espírito! Sou o viado mais feliz do mundo!
_ Xente... se eu contar pra alguém, ninguém acredita! Gata, levanta. Você não morreu. Eu não sou Diana Ross. (Ainda bem... aquele cabelão todo deve dar um trabalho terrível pra lavar). Me conta, onde é que caralho eu tô, meu amô? Isso aqui é a terra? Meu cavalo tá fazendo mais uma trama no inferno ou é o purgatório agora?
_ Você renasceu das cinzas?! É a fênix!
_ Isso, gata! Sou a Jean Grey depois das drogas, séquiso e house music.
_ Eu sabia que você estava voltanu! Eu sabia! Todos me recriminavam por eu sair do submundo e vir pras ruas pregar, mas eu sabia que você ainda voltaria!
_ Gata, parece que eu acordei agora de uma mega noite de drogas e prostituição e não sei onde eu tô, pra quem dei e pra QUANTOS dei.
_ Tudo pela salvadora da nação gay! Tudo! Você está em São Paulo.
_ Tzá, isso eu percebi. Mas o que aconteceu? Eu passei aqui outro dia e tava tudo normal!

Parei pra prestar atenção na Avenida Paulista pela primeira vez desde que socorri Charlotte Chandelle no chão. Em relação ao que eu havia visto na Rua Agusta, a Paulista até que tava conservada, mas mesmo assim, decadente. O Conjunto Nacional, bem à minha frente, se destacava dos demais pelas paredes limpas e vidros brilhantes nas janelas. A parte debaixo estava cercada por policiais e as bandeiras imponentes sugeriam que ali deixou de ser ponto de encontro de casais guêis e cedeu a algum prédio do governo há muito tempo!
Poucas pessoas andavam pela rua e todas pareciam ter saído de um livro de História dos anos 50. Roupas antigas, pompa aristocrática deslocada no tempo e pele suja de fuligem. O trânsito caótico e "carismático" da Avenida Paulista havia desaparecido e pouquíssimos carros passavam, mas nenhum parecia muito diferente dos modelos acabados dos anos 80. O mesmo acontecia com os ônibus; todos antigos, sujos e enferrujados.

_ Você tem aparecido ultimamente?! Por que nunca me procurou! Sou sua maior pastora! Prego seus milagres desde tempos antigos!
_ Isso eu sei, gata. Em que ano eu tô? Isso aqui não pode ser 2011!
_ 2011, Maddyrain? Esse foi o ano em que você morreu! Estamos em 2049! - fiquei Bélgica.
_ Xente... já passou tudo isso!? Quantos anos mesmo? Sou péssima em Matemática!
_ 38 anos de destruição da sociedade. 38 anos em que é completamente proibida qualquer forma de expressão homossexual...
_ Calma, calma! Muita informação ao mesmo tempo!
_ Depois que você morreu... peraí. A gente não pode falar assim aqui! Vamos para um lugar mais reservado. Não podemos voltar pro submundo agora e ainda tá longe do último trem passar. Vamos esperar dar o tempo na estação.
_ Xente... esse padê que eu devo ter tomado é MUITO bom!
_ Você não vai poder chegar na Paulista vestida assim, Maddyrain. Vão reconhecer seu rosto... Você tá usanu peruca?
_ Craro, meu amô. Com fios de cavalo alado.
_ Vamos cortar e fazer um coque. - tirou da mochila uma navalha enferrujada e cerrou meus fios postiços. Pensei em chorar que nem a Carolina Dieckmann só pra fazer cena, mas não pensei em nada mais trágico que meu destino. Nem assim eu não me emocionei - E esse vestido todo ensanguentad0? E você vem me dizer que não tá morta!? Tá toda empapada em sangue bem onde levou o tiro! Se eu te der uma muda de roupa, você estaria trocanu isso comigo? Eu vou guardar como relíquia religiosa! - e tirou da mochila um par de jeans sujo, com furos enormes de traças, e uma camiseta que devia ter sido branca em seus sonhos mais selvagens. Fez cabaninha e eu me troquei porcamente.

Charlotte havia me orientado a não olhar para cima e não chamar a atenção. Assim, não pareceria que eu era uma trava. Em poucos metros da entrada pro metrô Consolação, cruzamos com duas patrulhas de policiais. Olhando para o chão, só vi o passo marcado das botinas. Um dos policiais deve ter olhado pra trás e assobiou quando passou por mim. É duro ser gostosa. Virei a cabeça pra ver se valia a pena o bophy.

_ Hey, vocês dois. Parem para ser revistados!
_ Ai, Maddyrain! Mesmo na sua forma espiritual você só faz cagada!

Freedom

Original Edit
Radio Edit
Robert Miles Club Mix
Frankie Knuckles Classic Club Mix
Frankie Knuckles Classic Radio Mix
Frankie Knuckles "The Shit" Mix
Frankie Knuckles Director's Cut Dub
R.I.P.'s Original Flava Dub

Love is the only way home...

Você tem total liberdade pra chupar meu edy:
Hoje é dia de duas estreias aqui no blog! Primeiro, o Robert Miles que ficou famoso apenas com aquela música que tocou tanto que encheu o saco de todo mundo, "Children" (que NÃO vai aparecer por aqui). Em segundo lugar, a diva disco Kathy Sledge, daquela banda babadu da era disco, Sisters Sledge. A bunita seguiu carreira solo e lançou coisas bem legais que em breve aparecerão por aqui!
A versão Original Edit de "Freedom" é aquele trance mega ultrapassado com pianinho sintético e tudo. Um instrumental bonito. A versão Radio Edit incorpora os vocais da Kathy e é mais interessante.

Hoje a xente vai fingir que só tem Frankie Knuckles nos remixes de "Freedom", porque os remixes dele são os melhores (novidade). Podem se jogar no Frankie Knuckles Classic Club Mix. Super gostoso e válido. Uma lição de como tornar uma faixa trance em algo mais digestível. O Frankie Knuckles "The Shit" Mix é basicamente uma versão instrumental bem legal, sem fugir muito do Club Mix, enquanto que o Frankie Knuckles Director's Cut Dub é um dub bem diferente, com mais batidas tribais e todo aquele clima Def Mix.

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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