Dias de um futuro esquecido

Sempre brinquei com a ideia de uma realidade pós-apocalíptica, mas quando você abre os olhos e se encontra numa completamente ahazzada e destruída, olha... juro que meu edy piscou! Virei pros lados desesperada e só via predos em ruínas, com vestígios de gente vivendo entre escombros. Nas calçadas, carros queimados estacionados e mendigos dormindo ao redor de fogueiras improvisadas feitas com sucata. Corri até um.

_ Gato, me ajuda! Onde é que eu tô?
_ Não me toca! Você não tem esse direito!
_ Aim, desculpa! Nunca encontrei um mendigo sentimental! Que loucura! Onde é que eu tô, garai!
_ Olha, dona moça, pelo tamanho dessa poça de sangue na sua roupa, você devia estar era no hospital, isso sim. Bom, se houvesse algum por perto... - olhei pra baixo e vi que meu vestido roubado tava todo ensanguetado ainda.
_ Se você não me falar onde eu tô, juro que te toco todinho! Com muito nojo, mas toco!
_ Dona moça deve ter batido a cabeça no acidente. Você tá em São Paulo, ué! No que sobrou da região baixa da cidade!
_ Xente... que lugar de São Paulo é esse?
_ Aqui era onde ficava a antiga Rua Augusta.

Pa-Pum! Um raio me acertou. Xente... o que será que aconteceu com o mundo? Olhei ao redor, dando mais atenção aos (poucos) detalhes da região. Algumas construções ainda estavam de pé, mas completamente desgastadas pelo tempo. O neon das buatchis foram retirados ou quebrados há anos. Uma pichação na parede dizia "O amor não mora mais aqui". Decidi entrar na história do mendigo e retirar mais informações do cafuçu.

_ Gato, eu levei um baque muito forte. Tô... assim... mega lesada. O que é essa tal de cidade baixa?
_ Tadinha da dona moça... - ele parecia que comentava tudo que falava com alguém ser invisível - Dona moça, a região baixa é toda a área pra baixo da Avenida Paulista! - e gesticulava como se estivesse falando a coisa mais óbvia do mundo - Depois da guerra, tudo que não faz parte da Avenida Paulista ou dos bairros de gente rica, é região baixa de São Paulo.
_ Mas tá tudo asssim, destruído?
_ Claro! Onde é que você esteve durante a guerra?
_ Sei lá! Dormindo? E que guerra é essa?
_ Aí eu não lembro, dona moça. Eu levei uma bala de raspão na cabeça e perdi toda minha memória. Tudo que sei é que acordei jogado no rio debaixo do Viaduto do Chá e fui salvo por uns freiras malucas!
_ Xente! Tem um rio lá?!
_ Claro! E porque é que a dona moça acha que se chama "Viaduto do Chá"? Quando os canos de esgoto foram estourados, aquela região alagou completamente, formando um rio de sujeira que parece chá. Pronto, tá explicado. Agora me deixa porque eu tô com fome e já vi que não sai comida de você, mesmo com essas roupas chiques.

Deixei o mendigo pra trás e decidi seguir até a Avenida Paulista. A Rua Augusta tava irreconhecível. Os puteiros e buatchis do passado foram substituídos por inúmeros cortiços ou foram simplesmente varridos do mapa. Alguns prédios ainda resistiam aos efeitos do tempo, mas eram carcaças vazias ou habitadas por xente corajosa que se arriscava a cair a qualquer momento. Olhei pra trás e percebi que era seguida por umas duas criaturas que deviam ser mulheres debaixo daquela sujeira empregnada em cada parte do corpo. Os olhos vermelhos me cobiçavam. Xente, será que o mundo é dominado por lésbicas?! Só pode ser! Por isso tá tudo fodido assim! Virei pra trás, arranjei coragem e gritei:

_ Guegueéam? Tão me seguindo por que?
_ Passa a sua roupa chique pra cá! - e apontou um estilete pra mim.
_ Xente, você quer roubar a minha roupa!? Tá loka? E eu vou andar como na rua?!
_ Pelada! - e pulou pra cima de mim. Lutei com a força do travesti brasileiro, joguei uma longe e a outra me cortou o rosto com o estilete.
_ Aim, filha duma puta! Você cortou o meu rosto! - o sangue escorria até minha boca - Vai ficar cicatriz! MORRO DE NOJO DE CICATRIZES! SE EU GOSTASSE DE CICATRIZ, NÃO TINHA RECUSADO O SEAL ANOS ATRÁS! VAGABUNDA!

Parecendo uma mutante saída da novela da Record, voei pra cima da safada com as unhas engatilhadas e rasguei o rosto dela. Na verdade, só arranhei a sujeira que cobria o rosto dela. Ela saiu correndo pra um lado, e eu pro outro, em direção à avenida. A subida parecia não acabar. Aquele cenário cinza e destruído nunca acabava. O barulho de carros e movimentação humana foram ficando cada vez mais próximos. Quando estava quase no famoso cruzamento da Augusta com a Paulista, uma gritaria chamou minha atenção.

_ O fim tá se aproximanu! Ela virá novamente pra nos salvar! Iremos todos deixar esse mundo de sofrimento e iremos dançar na buatchi dela!

Reconheci o timbre da voz! Charlotte Chandelle! Desmontada, é verdade, mas ainda era a Charlotte Chandelle! Gritava com um mega fone na boca e carregava uma placa dizendo "O FIM ESTÁ LÁ FORA!". Gritei o nome dela num momento de pausa, ela me encontrou, arregalou os olhos e desmaiou. Xente! Matei a vinhada!

Plastic Dreams

Long Version
Radio Edit
Single Edit
Groove Mix
Tribal Mix
Trance Mix
Rhythm Masters Remix
Pascal F.E.O.S. Remix Part 1
Pascal F.E.O.S. Remix Part 2
David's Dream
David Morales Full Length Club Mix
David Morales Club Mix
David Morales Radio Edit
Bass & Drum Mix
Angel Moraes Remix
Boom Boom Satellites Remix
Hohner Retro Mix
Mr. YT Remix
Peshay Remix
T.C.'s Remix
S & S Radio Mix
Murk Funky Green Dub
2003 Remix
2003 Radio Edit
MC Version
Retro Mix
LSD Remix
Lee-Cabrera Remix
ATFC "Plastic Surgery" Remix
Tayo + Acid Rockers Remix
Twisted Individual Remix
Andrea Doria "Is It Breaks" Remix
Switch Remix
Micky Slim's Bomb Squad Mix

tu tu ru... tu tu ru...

Chupa meu edy de plástico:
Xente! Hoje é dia de crássico aqui no blog! Se você NUNCA ouviu "Plastic Dreams" na sua vida, se mata, renasce e vira lodo! Aim, que exagero! Tadinha da bilu desinformada! Mas enfim, "Plastic Dreams" é o maior hit do Jaydee e tocou em todo lugar do mundo. Se joga no Single Edit. Acho que "Plastic Dreams" é atemporal. Podia ter sido lançada ontem. Uma delícia completamente instrumental e com batidas numa pegada meio o que? Trance? Sei lá. Dos remixes originais feitos pelo Jaydee no lançamento single, gosto muito do Groove Mix, que deixa a música mais house. As outras versões são bem esquecíveis.
Como já era de se esperar, "Plastic Dreams" foi relançada ad infinitum e ainda tá longe de ser esquecida. Selo "Neca Gostosa" absoluto! Todo mundo já quis pegar nessa música! Claro que no meio de TANTO remix, tem muita merda, então só vou mencionar o que eu considerar interessante, tzá? Além disso, a listagem tá em ordem cronológica. Sou uma bilu muito informativa!

O deus house David Morales é a primeira indicação de hoje. Imagino que ele devia estar meio de saco cheio e decidiu fazer um remix ENORME de 15 minutos e dividi-lo em outras três versões, só pra fazer volume. Se joguem no David's Dream que é o remix mais completo. A parte mais gostosa ficou justamente editada até mesmo no tal Full Lenght Club Mix que não é tão inteiro como gostaria de ser. Pras menos corajosas, se joguem no David Morales Radio Edit então. Já dá pra sentir o glamour house com pianinhos que só o Morales sabia fazer. As macumbeiras do recinto irão gostar do Bass & Drum Mix. Fika a dika.
O Angel Moraes Remix também segue essa linha house, mas um pouco menos pintosa, com uma pegada bem gostosa e meio dark room. Recomendo! O Murk Funky Green Dub também é gostoso e digno, como quase tudo do Murk Boys. Saudades deles! O restante dos remixes dessa leva de remixes pra "Plastic Dreams" caminha entre o sofrível e o estranho.

As coisas não melhoraram muito nos lançamentos seguintes. O 2003 Remix dá uma renovada na música, deixando ela mais acelerada, mas nada tão bom quanto a versão original. O Lee-Cabrera Remix é esperto em não destruir a versão original e acrescentar um clima mais buatchi na música. O mesmo vale pro ATFC "Plastic Surgery" Remix. Válido como reinterpretação da original. O restante fica pras mais corajosas do recinto!

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Aim, vocês perceberam que até padeiro, pedreiro e motorista de ônibus colocou as mãos em "Plastic Dreams", néam? Então é ÓBIVEO que tem algumas coisinhas que eu não encontrei, mas sempre tem algum leitor mais colecionista que eu!

drum mix 10:08
def mix 8:00
rainforest mix 6:44
shanin & simon re-construction 6:30
angel's dream 10:00
murk big ass mix
miami heat beats
frank de wulf remix 6:55

Vamos falar da Madonna: Ray of Light

Ainda colhendo os frutos de seu maior sucesso cinematográfico, Madonna não sabia muito bem o que fazer com seu próximo álbum. Ela tentou algumas músicas com seu produtor de longa data, Pat Leonard, com o Babyface, com quem havia trabalhado no "Bedtime Stories", e Rick Nowels, mas nenhum deles apresentou o que ela tava procurando.
Desiludida e com uma criança pequena pra sustentar, Madonna levou algumas das músicas que escreveu com esses produtores até o Orbit e eles começaram a trabalhar no "melhor álbum da Madonna da década de 90". Bom, essa afirmação tem lá seus poréns. Eu, por exemplo, mega prefiro o Erotica, mas sou uma biluzinha safada, néam? Não dá pra levar em consideração a minha opinião!

O burburinho sobre o próximo disco da Madonna começou quando foi divulgado que o som seria mais eletrônico, caminho ainda não trilhado pela Madonna. Na verdade, Madonna SEMPRE foi muito esperta ao lançar seus álbums (craro que as coisas mudaram com o American Life, mas isso fica mais pra frente). Ela sempre soube pegar o que faz sucesso no underground e levar pro holofote, como fez com o produtor William Orbit. Ele já havia trabalhado anos antes com a Madonna nos remixes de Erotica e I'll Remember, mas ficou realmente famoso após sua parceria com ela no "Ray of Light".
A crítica recebeu o fruto do trabalho dos dois com louvor, considerando o disco um dos melhores trabalhos da Madonna e um álbum extremamente maduro e profissional. Bom... se eles esperavam uma loira pulando pra lá e pra cá semi-nua... alto lá! Madonna agora era mãe de família! Uma senhora de respeito!

"Ray of Light" foi lançado em março de 1998 (como o tempo passa!) e é sucesso absoluto de lá pra cá. O álbum ganhou uma caralhada de prêmios e é tido, como já falei, como o melhor álbum da carreira da bunita por muitos fãs e críticos. Só pra constar, foi o álbum que acendeu meu interesse pela Madonna. Quando assisti o clip de "Frozen" pela primeira vez, minha xana melou completamente e me entreguei aos braços da bichice madônnica! Pras colecionistas de plantão, ele também foi lançado numa versão limitada luxuosa com a capa holográfica simulando o vestido azul da Madonna. Eu tenho e acho o futuro da nação guêi! O tracking list dessa obra-prima é o seguinte:

1- Drowned World/Substitute for Love (single)
2- Swim
3- Ray of Light (single)
4- Candy Perfume Girl
5- Skin
6- Nothing Really Matters (single)
7- Sky Fits Heaven
8- Shanti/Ashtangi
9- Frozen (single)
10- The Power of Goodbye (single)
11- To Have and Not to Hold
12- Little Star (promo)
13- Mer Girl
14- Has to Be (faixa bônus da edição japonesa)

O álbum abre com Drowned World/Substitute for Love, uma baladinha mid tempo mega autoral e bonita. Virou single no Reino Unido, ganhou um clip digno, mas não é um sucesso absoluto entre os fãs. As batidas sintéticas mostravam um pouco do que estava por vir. Swim levanta os ânimos e tem TODO o clima William Orbit que ele replicou em dezenas de outras músicas não só da Madonna, mas também de outros artistas, como All Saints.
A faixa-título é a favorita de muita xente, mas eu confesso que nunca fui loka e fascinada por Ray of Light. Na verdade, acho que sempre gostei mais do clip do que da música! Ray of Light é mega acelerada e dançante, diferente de tudo que Madonna havia feito no campo dance music até então. Infelizmente, Madonna decidiu que, ao vivo, Ray of Light só funciona se for numa versão rock digna de um belo peido.

Nunca entendi direito o porquê de Candy Perfume Girl. Uma coisa... assim... meio underground demais. Uma música completamente esquecível, principalmente a PÉSSIMA versão ao vivo que a Madonna insistiu em incluir em sei lá qual turnê. Lá pro final, a música dá uma despirocada, mas já é tarde demais. Já pulei pra próxima, Skin, que eu ADORO! Skin é um clássico exemplo de single promocional que teria dado muito certo na dancefloor. A original já é mega buatchi às 4 da manhã. Perfeita pras bilus colocadas de plantão. E deixa eu falar que eu fico toda cagada com aquelas batidas e sonzinhos orientais?! Uma loucura!
Nothing Really Matters é um dos maiores fracassos na carreira da Madonna, mas é também, uma das minhas músicas favoritas da bunita! Acho que eu dou azar pra ela! Fugindo um pouco do clima eletrônico pesado de Skin, Nothing Really Matters é um dance bem gostoso e MERECE ser dublada! O clip também é mega esquisito, todo inspirado no livro "Memórias de uma Gueixa", e os backing vocals da Donna DeLory e Nicki Harris me deixam COMPLETAMENTE cagada!

A próxima música é outra que podia ter virado single promocional e brilhado nas buatchis. Sky Fits Heaven é dance... é poética... é arrombante. Ganhou alguns remixes do Sasha e do Calderone, mas merecia um clip mega loko! Uma das melhores músicas do álbum e abre caminho pra uma das mais esquisitas, Shanti/Ashtangi. Bom, temos que tirar o chapéu pra Madonna, néam? Gravar uma música em sânscrito não deve ser muito fácil! Ainda pegando carona nos sonzinhos indianos de Skin, Shanti/Ashtangi é a pedra no caminho de toda bilu fã que gosta de ter todas as músicas da Madonna na ponta da língua!
Acho que Shanti/Ashtangi é uma escada PERFEITA pra obra-prima do "Ray of Light", Frozen. Se fosse lançada hoje, talvez Frozen não faria muito sucesso. Como single abre-alas, foi um lançamento arriscado, principalmente porque Frozen não representa completamente a essência do álbum. Sempre achei que o primeiro single deveria ter sido Ray of Light, que é mais emblemática. Frozen é dramática, com todas aquelas cordas no maior estilo Björk, e, ao mesmo tempo, um pop moderno e diferente do que Madonna sempre fez. Resumindo, Madonna tá anos-luz de lançar uma música como Frozen novamente...

"Ray of Light" não é um álbum de baladas declaradas, mas sim de baladjénhas disfarçadas, como o caso de The Power of Goodbye. Outro single arriscado, mas que deu certo na Europa. Acho a letra mega triste e depressiva! Ela e To Have and Not to Hold são duas das músicas mais downs do álbum, na minha opinião! Bem diferente da pegada bossa nova da versão demo, To Have and Not to Hold segue o mesmo caminho triste e contemplativo de The Power of Goodbye. Duas coisinhas lindas que antecedem duas merdinhas. NUNCA gostei de Little Star! E Mer Girl então!? Acho que nunca ouvi inteira em todo esse tempo! Ouvindo hoje Little Star, até acho bem produzida e bonitinha, mas Mer Girl não dá. Terrível!
Os japoneses, como sempre, sairam ganhando e levaram de bônus Has to Be, que foi lado B do single de Ray of Light. Mais uma música linda e tocante pra se ouvir COMPLETAMENTE colocada. Mas cuidado pra não ser abduzida por ETs durante o processo!

Pra felicidade de muitos fãs, "Ray of Light" foi o álbum da Madonna que mais rendeu obscuridades lançadas na Internet. O álbum praticamente inteiro foi lançado instrumental pelo William Orbit em seu site e VÁRIOS demos vazaram anos atrás, inclusive de músicas descartadas e belíssimas, como Like a Flower e Revenge. Dá quase que pra lançar um CD só com esse material! Eu ficaria mega contentinha!

"Ray of Light" talvez não é o meu álbum favorito dos anos 90 na carreira da Madonna, mas é um dos meus favoritos no contexto geral. Madonna em um dos seus pontos artísticos e criativos mais altos. Infelizmente, os trabalhos seguintes desceriam uma bela ladeira na qualidade, deixando muitos fãs e críticos descontentes e assustanto até mesmo a própria Madonna...

Frozen

Edit
Video Version
Acapella
Instrumental Demo
Odyssey Remix
Meltdown Mix - Long Version
Widescreen Mix
William Orbit Drumapella
Extended Club Mix
Extended Club Mix Edit
Victor Calderone Drumapella
Stereo MC's Mix
Stereo MC's Remix Edit
Stereo MC's Video Instrumental
Drowned World Tour Studio Version
Re-Invention Tour Studio Rehearsal

You waste your time with hate and regret...

Chupa meu edy geladinho:
"Frozen" foi a música que fez despertar todo meu instinto travesti e dublativo pela Madonna. Até então, eu andava à toa na vida ouvindo Spice Girls e Celine Dion. A loka. Meu passado MEGA me condena! Se por algum lapso completo e absoluto de existência você não conhece "Frozen", se joga na versão Edit. Também recomendo a lindíssima versão Instrumental lançada anos atrás.
Embora "Frozen" não seja mega dançante na sua versão original... aliás, não é nem um pouco dançante... ela ganhou remixes muito dignos! Os remixes do William Orbit seguem a linha "bicha estranha" de quase todos os remixes que eu já ouvi dele. São bonitos, mas definitivamente não foram feitos pra buatchi. O Meltdown Mix - Long Version deixa a música mais pesada nas batidas e acrescenta uma flauta bem legal na segunda parte do remix. O Widescreen Mix não é muito diferente, mas os vocais estão mais evidentes e os elementos da versão original também são mais claros. O estranho Stereo MC's Mix, lembram daquela música "Connected"?, também não é muito ideal pra dançar na buatchi. Acho uma delícia pra deixar tocando em casa! Aliás, uma observação: faltam remixes assim nos singles da Madonna! Não tudo nessa vida é se acabar na buatchi!

O remix que fez MUITA biluzinha dançar e jogou uma luz na carreira de Victor Calderone é o Extended Club Mix. Simples assim, sem nem mencionar o DJ responsável por essa maravilha! Esse remix representa perfeitamente o tipo de som que tocava nas buatchis guêis no final dos anos 90 e começo dos anos 2000, antes de tudo ir pro bueiro. Um dos meus remixes favoritos de todos os tempos!

17 de novo

Se eu voltasse aos meus 17 anos, será que eu seria mais feliz? Será que conseguiria evitar os mesmos erros do passado? Acho que todo mundo já fez essas perguntas pelo menos uma vez na vida. Essa vontade de voltar ao passado e rever enganos e desencontros consome todo mundo, até os que se acham bons demais para olhar pro passado. Confesso que sou uma biluzinha nostálgica e sempre tenho vontade de revisitar o passado, mesmo sabendo que nem tudo era um mar de rosas... Ou melhor... que quase tudo não era um mar de rosas!

Se eu tivesse 17 anos de novo, eu estaria começando a faculdade. Teria medo de não saber fazer um trabalho acadêmico e ainda estaria me acostumando com a ideia de simplesmente levantar e ir ao banheiro quando bem entendesse. Tudo era tão novo. Adeus Exatas! Meu kool para Matemática, Física e Química! Nunca mais precisarei de vocês! Conheceria pessoas novas entre os muros do saber, algumas para a vida inteira. Teria acabado de deixar pra trás anos de convivência diária com tantas pessoas com as quais eu não tinha a menor simpatia. Algumas, nunca mais revi e sinto falta até hoje. Outras, dei graças à Diana Ross pelo anonimato.
Hoje, felizmente, já me formei. Não que faça uma mega diferença, mas já tenho o meu diploma universitário pra enfeitar minha gaveta. Foram anos de batalha diária contra o tédio e a preguiça para cruzar a cidade e discutir literatura, filosofia, política e abobrinha. Conheci pessoas incríveis, li livros e textos fascinantes, experimentei novidades e vivi momentos únicos. Foram anos que guardarei para sempre comigo. Foi uma fase muito cansativa e rica, mas que já passou.

Se eu tivesse 17 anos de novo, eu reviveria meu primeiro namoro longo. Minha primeira experiência fracassada com outro homem. Adeus, virgindade! Passaria de novo todo o nervoso de não me fazer compreender... de achar que minha língua materna era grego e não português. Escutaria todo aquele papo de aranha novamente, sobre o quanto eu sou bom e você ainda tem que melhorar muito. Apostaria minhas fichas num relacionamento fadado ao abismo desde o começo. Sei que dá certo com muitas pessoas, mas namorar alguém com o dobro de minha idade foi uma experiência... assim... pra nunca mais acontencer comigo. Até os poucos pontos em comum começaram a cansar com o tempo.
Quando olho pro meu presente e vejo o quanto tudo mudou, o quanto amadureci e a pessoa maravilhosa que está ao meu lado, eu JAMAIS voltaria aos 17 anos. Aliás, talvez eu nem entraria em contato com meu primeiro namorado se soubesse toda chateação e humilhação pelas quais eu passaria futuramente. Desejo tudo de melhor para ele, que seja muito feliz e ralizado, mas longe de mim. O amor não é uma via de mão única.

Se eu tivesse 17 anos de novo, estaria descobrindo agora a vida gay... completamente sem experiência alguma em "ser gay". Em sair para lugares gays. Em falar como os gays. Daria novamente a bronca em um bophynho por ele estar chamando os amigos de "bicha". Como é que você chama seus amigos de bicha se você também é uma?! e ele me olhando com aquela cara de "ãh?!". Ainda faltariam alguns anos até conhecer os amigos que sairiam da classificação "amigo pra balada" e minhas amizades seriam limitadas à ligações no sábado à noite pra marcar a balada pra daqui algumas horas. Também voltaria ao armário... e isso, nunca mais! Por favor.
Sinto falta sim da balada de antigamente. Sinto falta de sair em revoada pra buatchi. Todo mundo junto, dividindo bebida e gelo. Formando uma clareira na pista. E, claro!, sinto falta dos remixes do Thunderpuss! Voltaria correndo pro passado para reviver algumas baladas clássicas da minha vida. Reviveria com prazer o dia em que conheci meus melhores amigos na noite. Mas aqui, novamente, a nostalgia me pega. Hoje em dia, também me divirto. Como não? O que faz a balada é quem vai com você (e também quanto você bebeu).

O tempo voou. É clichê, eu sei, mas o tempo voa. O que restou foram as experiências vividas. Amizades feitas com prazo de validade, mas divertidas à sua própria maneira. Olho pra trás, hoje, e vejo tanta gente que se misturou à bruma dos anos. Mas, com muita felicidade, olho pro presente e vejo as pessoas ficaram e estão comigo até hoje. Quando olho pros meus 17 anos, vejo uma bilu em formação, sem uma direção muito certa. Não que ela seja muito diferente da bilu de hoje, mas hoje sou muito feliz por ter vivido meus 17, 18, 19, 20 e tantos anos intensamente e sem remorso.

Um beijo,
Maddyrain

17 Again

Edit
Radio Edit
Thunderpuss Vocal Mix
Thunderpuss Radio Mix
Thunderpuss Vicious Queen Dub
Thunderpuss Tribe-a-Pella
Peter Rauhofer Vocal Mix
Peter Rauhfoer Radio Mix
Peter Rauhofer Dub Mix
Peter Rauhofer Acapella

Some things never change...

Chupa meu edy com 17 anos de estrada:
Aim, demorou, mas chegou! "17 Again" é provavelmente minha música favorita do Eurythmics e já cansei de falar o quanto eu adógo a voz da Annie Lennox, néam? Podem se jogar na versão Edit pra conhecer e se apaixonar também por essa música.

"17 Again" tocou na primeira baladjénha GLS que eu fui e eu fiquei completamente cagada e emocionada pelo remix do Thunderpuss. Despiroquei COMPLETAMENTE e liberei a mulher que havia dentro de mim. Aim... faz uma falta esses remixes do Thunderpuss na buatchi, néam? Se joga no Thunderpuss Vocal Mix com toda seu poder de fazer as bichas dançarem! Um looshu! Acho válido também pegar o Thunderpuss Vicious Queen Dub!
Os remixes do Peter Rauhofer não são tão legais, mas peguem o Peter Rauhofer Vocal Mix pra conhecer. Sempre tem uma biluzinha do contra no recinto...

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Xente, todos os remixes de "17 Again" são promocionais, então imagina como foi um uó pra encontrar os que eu consegui!

peter rauhofer mixshow 6:16
peter rauhofer beats 3:16

O triste fim de Maddyrain

Agarrei desesperadamente o vestido de Cleópatra da Roxxana Veludo, implorando por alguma satisfação.

_ Me fala que eu tô menstruando pela teta! Por favor!
_ Xente! Você levou um tiro! E acho que era pra me acertar!
_ Naum! Eu me recuso a morrer no seu lugar!

Meu vestido tava agora todo manchado de vermelho. Sem forças pra continuar me segurando em Roxxana Veludo, me soltei e cai no chão do palco. Ouvia lá longe gritos da plateia e uma correria. Não dava pra pensar direito. Roxxana Veludo gritava por médicos e seguranças. Ouvi saltos altos estourando no chão de madeira do palco e reconheci os sapatos roubados de Litta Walitta e Kilo Minhoca.

_ Maddie! O que aconteceu!?
_ Eu acho que fui baleada...
_ Ai, que horror! Achei que essa fosse uma ilha do prazer, patroa Roxxana!
_ "Patroa" Roxxana? Tá me estranhando, vinhado?!
_ Deixa eu ver a sua pulsação, Maddyrain. Aim... gente... tô tão nervosa que não consigo ver isso direito agora! Preciso de um remédio! - Litta Walitta abriu sua bolsinha e começou a revirar o conteúdo - Cadê meu calmante?!
_ Eu não preciso de um calmante agora, gata.
_ Não é pra você! É pra mim! Tô muito nervosa! Jesuis! Preciso de uma parede pra ficar batendo a cabeça até cansar!
_ Calma... eu tô bem... eu acho. - tossi e senti uma fluxo de sangue saindo pela boca. Roxxana Veludo se ajoelhou ao meu lado.
_ Maddyrain, os médicos já estão chegando. Você não vai morrer no dia da inauguração da minha Ilha do Sexo e acabar com a diversão! Pode melhorar!
_ Você tomou tudo que era meu. Minha fama, meu dinheiro, meu homem, minha casa. Agora é minha vida. Mas tem uma coisa que você nunca irá tirar de mim: minhas melhores amigas. Essas são amigas de Maddyrain pra sempre. - tossi de novo e Roxxana Veludo levantou minha cabeça pra eu não me afogar no meu próprio sangue.
_ Tá morrendo e tá falando merda, hein? Maddyrain... Alejandro... você é uma pessoa de muitas faces.
_ Você sabia?
_ É claro que sim, Maddyrain. - Roxxana se aproximou de mim e sussurrou em meu ouvido - Eu sou ou não sou você? Tudo o que você faz eu também faria, só que mil vezes pior.
_ Maddyrain!? - reconheci a voz e meu coração doeu mais um pouco.
_ Fabinho das Bananas? Por favor, tudo menos você agora...
_ Por onde você andou!? Por que não me procurou?
_ Eu estive sempre perto de você, seu bobo... - Fabinho tirou minha piruka toda empapada em sangue.
_ Alejandro?! Eu sabia que te conhecia de algum lugar! Por que não falou a verdade pra mim desde o começo?
_ Porque eu tinha outros planos em mente... voltar aos seus braços... fortes e musculosos... foi algo inusitado...
_ Nós poderíamos ter vivido momentos mais felizes! Podíamos estar juntos agora! Você preferiu perder tudo isso por vingança?
_ Sim... viado quando quer ser maldito, reinventa o conceito de malditagem... - tossi novamente e senti que os médicos não chegariam a tempo - Pega a minha bolsinha, fazofavô? - Ele me entregou minha santa bolsinha. Companheira de tantas aventuras. Abri e logo encontrei o que eu queria.

Tirei a caixinha oriental preta de dentro e tudo se moveu em câmera lenta. Roxxana Veludo virou pra trás, viu o que eu tinha nas mãos e gritou. Tentou se jogar em cima de mim. Não queria que eu abrisse a caixinha. Ela conhecia as consequências. Senti aos poucos minha vida esvaindo... Abri a caixinha junto com a última batida do meu coração. Acho que morri, pensei. Entrei num túnel escuro e frio. O vento batia no meu cabelo, mas não sei se era minha piruka ou meu cabelo original de fábrica. As paredes ilustravam momentos da minha vida e pessoas que eu tinha encontrado por todo esse tempo. Cada ilustração na parede tinha uma porta que levava a inúmeras possibilidades. Todos aqueles "e se" que sempre me perseguiram estavam todos ali.

Continuei sendo carregada pelo longo corredor até os acontecimentos mais recentes na minha vida. A luz do fim do túnel tava mais próxima agora. Nem sei pra onde eu tava indo. Não tinha escolhido um destino quando abri a caixinha oriental.
Atravessei a luz e o forte frio do túnel passou. Continuei de olhos fechados, morrendo de medo de abri-los e me deparar com algo terrível. Fiquei ouvindo o som ambiente. Parecia uma cidade. Ouvia ao longe carros buzinando e trânsito. Perto de mim, nada. Só o vento leve batendo em algo que parecia jornal no chão. Apalpei a superfície em que me encontrava. Cimento. Duro e áspero. Decidi abrir os olhos...

_ Jesuis, onde é que eu tô?

Fly Again

The Scumfrog Extended Mix
The Scumfrog Radio Edit
The Scumfrog Club Mix
The Scumfrog Instrumental Mix
The Scumfrog Dub
Jr's World Club Anthem
Junior Vasquez Radio Edit
Ralphi's Hydrate Club Mix
The K & S Project Remix
The K & S Project Radio Edit
The K & S Project Dub

No one's gonna hold you back...

Chupa meu edy de novo:
O retorno triunfal da diva travesti Kristine W aqui no blog, meus amores! "Fly Again" é o primeiro single do álbum de mesmo nome lançado em 2003. Xente... como o tempo voa! "Fly Again" foi produzida pelo MARAVILHOSO (e sumido) Scumfrog e acho mega válido vocês pegarem o The Scumfrog Radio Edit pra conhecer "Fly Again". Uma delícia! Aproveita e ahazza na versão videoke com o The Scumfrog Instrumental Mix! O The Scumfrog Club Mix não muda muito da versão original, então é válido como uma (segunda) versão extended.

Em 2003, Junior Vasquez já tava na sua longa jornada rumo ao centro da Terra, deixando pra trás anos de uma carreira interessante e jogativa. O Jr's World Club Anthem não é péssimo, mas também não chega aos pés dos remixes dele pra Madonna, por exemplo. Mas enfim... a coisa ainda iria piorar muito mais pro Juninho Vasconcelos...
O Ralphi's Hydrate Club Mix é o melhor remix de hoje, além das versões do Scumfrog. Ralphi Rosario super sempre soube como fazer a biluzada ferver na buatchi e o remix dele pra "Fly Again" não é diferente! Uma delícia e mega recomendado! Um clima tribal underground dark room maravilhoso. Por fim, esse tal de The K & S Project Remix que... assim... não é bom, mas também não é péssimo. Apenas outra versão club diva.

Tiro ao alvo

Litta Walitta e Kilo Minhoca sentaram ao meu lado nas cadeiras dobráveis de boteco em frente ao auditório armado na praça da igreja da ex-Ilha do Bororé. Da torre do sino até o chão da praça corria um cartaz enorme com a foto de uma freira erguendo o hábito e mostrando uma neca considerável. Achei pós-moderno. A equipe de divulgação da nova Ilha do Sexo passou entregando um folder contando sobre a reforma da ilha e os principais atrativos do local. Revirei minha bolsinha em busca dos meus óculos. Padê. Camisinha. Gel. Padê. Mais padê. Caixinha de Pandora. Gillette. Escova de dente. Restinho de padê do ano passado. Cadê os óculos, Diana Ross?! Quando finalmente encontrei, as luzes apagaram e o lugar virou um enorme dark room. Meu kool. Não tô interessada mesmo!

Um show de luzes começou a percorrer o palco armado. Um DJ qualquer retirado de uma buatchi qualquer de São Paulo saiu do meio de uma nuvem de gelo seco e começou a tocar os principais drag hits do momento. Não acredito que Roxxana Veludo prefere isso ao nosso bom house de todo dia! Uns gogo boys gostosos e com cara de caros na avenida começaram a dançar e sensualizar. Pra agradar a todos os gostos, gogo girls com pinta de putinha também pularam no palco e balançavam os têtês pra lá e pra cá. Kilo Minhoca já tava de pé batendo o cabelo e arriscando a dublagem. Litta Walitta foi mais pra perto do palco pra observar a carne exposta. Eu decidi ficar sentada no meu cantinho pra não chamar atenção. Uma voz no alto-falante anunciou a chegada de Roxxana Veludo.

_ E agora, o momento mais importante da noite. Ela, a maior celebridade gay da cidade de São Paulo, a primeira travesti a ficar famosa e rica no Brasil! Roxxana Veludo! - o públicou vibrou. Kilo Minhoca pulou da cadeira e começou a bater palmas. Olhou pro lado e deu de cara com o kool que minha cara formava. Voltou pra cadeira e cruzou as pernas, mega compenetrada em alguma questão filosófica qualquer. Roxxana Veludou subiu ao palco carregada por outros gogo boys vestida de Cleópatra.
_ Inhaim, meus amores! Tão vendo o meu modelito desta noite? Eu COMPREI após a morte de Liz Taylor, meus amores! Imaginem quanto custou! Mas não foi tanto quanto eu gastei pra reconstruir essa ilha de ninguém até então conhecida como Ilha do Bororé! Eu vou colocar a Ilha do Bororé nos anais de todo mundo! E todo mundo vai botar nos anais na minha Ilha do Sexo!
PALMAS.
_ Obrigada! Obrigada! Meu sonho em criar um local destinado ao culto ao sexo não é de hoje. Vocês podem dizer "Ah... ela podia abrir um puteiro de looshu no Centro de São Paulo". Mas um puteiro é muito pouco pra putaria que eu quero na minha Ilha do Sexo! Eu quero séquiso 24 horas por dia, 7 dias por semana!
MAIS PALMAS
_ E minha Ilha do Sexo será uma pequena ilha-nação sexual livre de tabus e preconceitos! Todos serão bem aceitos aqui, sem sofrer qualquer tipo de humilhação! Teremos áreas para gays, lésbicas, simpatizantes, heteros, curiosos, travestis... enfim... todos os tipos sexuais! Só não admitirei pedofilia e zoofilia por aqui, mas de resto, meus amores... vocês que cuidem de vossos respectivos kools!
PALMAS E ROXXANA VELUDO É OVACIONADA
_ Antes de iniciarmos um passeio pela ilha, vou me abrir pra imprensa! Podem devorar meu corpo, seus safadinhos! - a bunita abriu o vestido e ficou pelada na frente de todo mundo. Fiquei Bélgica. Vários jornalistas levantaram a mão pra fazer perguntas - Vou começar pelos mais gostosos! Você! Pode perguntar, meu amô.
_ Roxxana Veludo, sou da revista G Magazine! Você voltará à sua vida sexual na Ilha do Sexo? Voltará a fazer programa?
_ Meu amô, você acha mesmo que eu não vou querer aquendar umas necas gostosas aqui na minha ilha? Tá boa!
_ Roxxana, sou da revista Veja o meu Kool. Você pretende punir de que forma o preconceito em sua ilha?
_ Gata, a xente tá numa ilha. Vou colocar neguinho pra nadar se rolar preconceito. Minha ilha conta com os melhores seguranças de São Paulo. Nada de gorila em terno da Dorinho's, não! Aqui só tem segurança com Armani!
_ Mme. Veludo, meu nome é Arnaldo Jaboticaba da revista Kools. Como você encara o retorno de sua grande rival na noite de São Paulo, Maddyrain?
_ E ela voltou, meu amô? Quem é que te contou isso?
_ Ela foi vista na fila para a balsa.
_ Você deve estar equivocado, meu kérido. Mas eu desafio então essa tal de Maddyrain a vir aqui em cima!
_ A hora é agora, gatas.
_ Calma, Maddie! Não coloca tudo a perder. Deixa ela pra lá. A gente pode viver uma vida feliz sem nada disso.
_ Naum, Kilo. É a minha vida, não a sua. Eu preciso fazer isso.
_ E então? Cadê a Maddyrain? Maddyrain... uhuuuu. Cadê você? Eu não te falei, meu amô. Maddyrain não existe mais.
_ Existo sim, meu amô! - levantei e ouvi o burburinho na plateia. O holofote me localizou no meio do povo e fui caminhando com meu salto alto Prada roubado até o palco de Roxxana Veludo. Um segurança tentou me deter, mas Roxxana mandou ele deixar eu passar.
_ Então, Maddyrain, você voltou? Demorou, mas voltou.
_ Sim, meu amô. Voltei para tomar o meu lugar por direito.
_ E qual seria esse lugar? De diva do sexo anal? De diva da 25 de Março? Você pode ficar com tudo isso, gata. Eu tenho a ilha em que você morava só pra mim. Eu tenho o seu homem só pra mim. Eu tenho a vida que você construiu só pra mim.

Meu sangue borbulhou. Ela tava ali, na maior cara dura, vomitando que tinha ganhado de mim. Voei pra cima dela com as unhas afiadas no maior estilo Wolverine. Tentei puxar a piruka dela, mas a cola era mais forte. Caimos no chão. Ela pegou o microfone e bateu na minha cabeça. Ela subiu novamente ao palanque.

_ Amores, seguranças! Agora vocês podem recolher esse lixo chamado Maddyrain e jogar no rio. Era essa Maddyrain que você tava falando, Arnaldo? - levantei aos poucos, joguei Roxxana Veludo pro lado e gritei.
_ EU VOLTEI SIM!

Só tive tempo de ver uma luz fina e vermelha brilhando em minha direção. Senti uma dor aguda no peito e vi meu vestido sendo tingido de vermelho.

Don't Go Breaking My Heart

Remix
Moroder 12" Mix
Moroder 7" Mix
Serious Rope 12" Mix
Serious Rope 7" Mix
Serious Rope Dirty Dub Mix
Serious Rope Instrumental Version
MK Mix
Sanchez Club Mix Edit
Sanchez Radio Mix Edit
Sanchez The Runaway U Betta Work Bitch Mix
Sanchez Dub Mix

I was your clown...

Eton e RuPaul chupando meu edy:
Amore, hoje é dia do dueto mais vinhado do mundo! Elton John e RuPaul! Poderia ser mais glam do que isso!? "Don't Go Breaking My Heart" é um dance super gostosinho cortesia do legendário Giorgio Moroder. Podem se jogar na versão Remix pra dançar bastante e ahazzar na dublagem. Claro que o estilo é mega ultrapassado, mas gostosinho mesmo assim.

O Serious Rope 12" Mix segue uma linha mais house, com pianinho e tudo, mas não é mega empolgante. Aliás, nenhum remix de hoje é aquela coisa... assim... neca de outro mundo. Se gostar das batidas house, se joga também no Serious Rope Dirty Dub Mix. O MK Mix é outro que não empolga muito, mas serve como nostalgia de uma época house gostosa e que há de voltar um dia!
Por fim, os remixes promocionais do Roger Sanchez, que são os melhores de hoje. Se joguem no Sanchez Club Mix Edit, mas já aviso que a qualidade não tá aquelas coisas. O Sanchez The Runaway U Betta Work Bitch Mix também é mega válido. Um dub super despirocado e recomendado. Por fim, o ÓTEMO Sanchez Dub Mix! Porque o babadu é esse: ahazzar na cornetinha!

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Aim, xente, vamos juntar o poder glam da tia Elton John com o poder travesti da RuPaul e conseguir esses remixes pra mim!

edited 12" remix 4:15
don't go dubbing my heart mix 6:29
sanchez club instrumental 7:32
sanchez's man's rubba dub mix 6:56

Penetrando na Ilha do Bororé

Peguei o dinheiro que Fabinho das Bananas tinha deixado no criado-mudo depois de me comer e ir embora e decidi fazer as compras pra um jantar de gala. Kilo Minhoca e Litta Walitta ficaram me encarando com desconfiança quando falei que ia comprar cigarro e já voltava. Você não fuma! Eu faço coleção!
O único lugar aberto era um bar com cara de perigo. Olhei praqueles ovos de codorna boiando numa geleca de origem desconhecida e cheguei a conclusão de que minha vida valia muito mais. Voltei pra casa de Kilo Minhoca com duas pizzas.

_ O que é que a gente tá celebranu?
_ Por que? Pizza é motivo de celebração?
_ Quando se tá na rua da miséria, sim.
_ Bom... a xente foi oficialmente convidadas pra inauguração da Ilha do Sexo! - tirei os três convites debaixo de um amontoado de tops que servia de travesseiro.
_ Hmmm... tá... mas o que é a "Ilha do Sexo"? Algum cine privê no Centrão novo?
_ Naum, Litta! É o nome que a Roxxana Veludo decidiu dar pra Ilha do Bororé!
_ Ai, que horror! Não podia ser mais cafona?
_ Pois éam! Ela pegou o que tinha pior em mim e elevou à nona potência.
_ E como é que você conseguiu esses convites? - perguntou Litta Walitta MEGA desconfiada. Aliás, a desconfiança da bunita era tão grande que ela tava lá comendo pizza com a xente.
_ Eu... achei no lixo! Alguém do bairro foi convidado e jogaram no lixo! Dá pra acreditar?
_ Não! - gritaram as duas - Maddie, a senhora já foi melhor na arte de mentir.
_ Conta a verdade! Foi o Fabinho das Bananas, né?
_ Como é que você sabe?
_ Ué, eu posso ser tudo nesta vida, menos burra! - odeio bicha inteligente.
_ Tzá, eu confesso! Foi ele! Ele tá comendo quando pode... assim... quase todo dia. Aim, não me olhem assim! Eu sou viado! Preciso transar constantemente!
_ Maddie, a senhora pode estar fofanu até com o Padre Marcelo Rossi! O importante é que finalmente voltaremos aos eventos sociais de São Paulo!

Decidimos ir à inauguração da Ilha do Sexo devidamente montadas. Pegamos o que sobrou do nosso bazar de caridade e saimos da casa de Kilo Minhoca como três princesas Kate Middleton. Só faltava o príncipe William. Litta Walitta pegou uma piruka vermelha meio Rihanna e cobriu as partes íntimas com espátulas. Simples assim. Kilo Minhoca pegou uma piruka moicana preta, colocou glitter na ponta e foi toda de couro preto com espinhos. Mega motoqueira perigosa. Eu fui a mais clássica; não sou Maddyrain por nada. Minha piruka lembrava a fase Erotica da Madonna e imitei a roupa do clip de "Nothing Really Matters". Uma coisa... assim... gueixa safada.

Levamos três longas horas pra cruzar a cidade e chegar na balsa que levava até a ex-Ilha do Bororé. Uma fila interminável de travestis, profissionais do séquiso, jornalistas e fashionistas esperava para embarcar na balsa. Mostrei meu convite VIP extra VIP e nós três furamos a fila mandando beijinhos e deixando uma multidão de bichas em estado de fúria.

_ E quem são elas pra furaram a fila assim?! - gritou uma bichinha qualquer.
_ Meu amô, nós somos Maddyrain, Litta Walitta e Kilo Minhoca. Preciso dizer mais alguma coisa?
_ Vocês voltaram!? Gente, elas voltaram! Maddyrain voltou! - um repórter da G Magazine veio me entrevistas. Perguntou por onde eu estive metida.
_ Não me meto. Me metem.

A balsa pra Ilha do Sexo tinha mudado completamente. De uma embarcação decrépita ameaçando afundar a qualquer movimento brusco para uma balsa chique e importada, toda decorada com dildos e lava lamps. Achei tudo de muito bom gosto.
A Ilha do Bororé Sexual tinha mudado muito também. A festa de inauguração tava marcada pra meia-noite, então não dava pra enxergar muito bem os detalhes das construções e caminhos, mas a luz negra de cada poste mostrava que Roxxana Veludo havia destruído tudo da Ilha do Bororé. A única coisa que havia restado era a igreja no meio da ilha, agora com um palco armado na frente. Uma pequena multidão já tava se aglomerando ao redor esperando a diva da noite subir e liberar as fantasias sexuais mais perversas do povo.

Abri minha bolsinha só pra me certificar se minha caixinha de Pandora japonesa tava lá, bem guardadinha. Hoje ela ia trabalhar...

Sexual Revolution

Radio Edit with Full Intro
Radio Edit with Short Intro
Norman Cook Full Version @128bpm Mix
Norman Cook Radio Version @128bpm Mix
Blaze DJ Shelter Vocal Mix
Blaze Shelter Vocal Mix
Blaze Shelter Early Dub
Miguel Migs Petalpusher Vocal
Morillo Retro Club Mix
Morillo Retro Dub Mix
Nunez, Morillo & Who da Funk Super Dub
Macy Acappella

I got to be the freak that God made me...

Chupa meu edy todo sexualizado:
Super estreia hoje aqui no blog, meus amore! Macy Gray! Aquela loka do cabelón! Aquela loka que fez sucesso no começo dos anos 2000 e depois desapareceu! "Sexual Revolution" é da fase em que a bunita já tava desesperada correndo atrás de algum sucesso pra continuar em evidência. A música não fez lá aquele mega sucesso, mas é bem gostosinha. Podem pegar qualquer Radio Edit pra conhecer. Depois se joga no YouTube pra assistir o clip. Acho super bonitinho.

Os remixes de hoje são bem interessantes e legais, tirando as versões do Norma Cook (aka Fatboy Slim). Aim, não adianta! Acho que não gosto de nada dele! Prontofalei. Então vamos pular essas cagadas e se jogar com fé no Blaze Shelter Vocal Mix. Um soulful house super gostosinho, como tudo que o Blaze faz. Continuando essa linha house phyno, pegue também o Miguel Migs Petalpusher Vocal pra deixar tocando enquanto você limpa a casa. Não dá pra jogar muito o cabelón. Por enquanto.
Pra você mostrar que é mulher e veio pra esse mundo pra ahazzar, se joga no Morillo Retro Club Mix! O "retro" no nome do remix não significa nada, porque ele não era retro nem na época em que foi lançado. Uma delícia e super jogativo! Faça sua revolução sexual e vire mulher hoje mesmo!

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Aim, já foi um parto encontrar aqueles remixes de "Sexual Revolution"! Imagina esses aí de baixo!

radio edit with no intro 3:13
norman cook full version @ 119bpm mix 6:28
norman cook radio version @ 119bpm mix 3:47
norman cook full version instrumental 5:53
miguel migs petalpusher dub 6:23

Desespero e necessidade

Sempre achei que a vida de desempregada tinha todo um glamour pobre válido e digno, mas não tava sendo nada legal pra mim. A cada dia, o quartinho de Kilo Minhoca ficava cada vez menor para nós duas e Litta Walitta. Nossa amizada tava mega abalada depois do evento no terreiro de Mãe Lenita e nosso despejo da mansão de Roxxana Veludo.

_ Olha o que se tornou a minha casa! Parece que a gente tá vivenu num guarda-roupas gigantesco! - gritou Kilo Minhoca carregando um monte de blusinhas da Versace.
_ "Gigantesco" também não, néam? Não força a amizade. Maddyrain, ao invés de fazer a Elza gritar com tanta roupa e peruca, você podia ter dado a Elza em dinheiro, né?
_ Mas isso se chama roubar, gata. E eu posso ser tudo, menos ladra.
_ Ah! E dar a Elza nisso tudo não foi roubar?
_ Naum!
_ Se o problema era esse, Maddie, eu podia ter dado a Elza num dos carros da Patroa Roxxana que ela nem perceberia. Eu não tenho um puto nem pra comprar cigarro! E tudo que eu queria era colocar peitos de verdade!
_ Gatas, e o que vocês querem que eu faça? Que eu coloque esse monte de roupa à venda? - as duas se entreolharam. Saquei tudo no ar - Ah, naum! Naum vou me desfazer dos meus vestidos!
_ Maddyrain, a gente tá se cobrindo com vestido. Outro dia, me sequei depois do banho com uma calça Gucci! E se a gente não conseguir dinheiro, vamos começar a comer mangas de camisas!

Bom, não tinha muito o que fazer. No dia seguinte, armamos uma mesinha de boteco do lado de fora da casa de Kilo Minhoca e jogamos um monte de roupas em cima. Litta Walitta escreveu num cartaz:

BAZAR PHYNO
TUDO ROUPA DE MARCA POR PREÇO DE DESESPERO
COMPRE ANTES QUE A GENTE SE ARREPENDA

Sentei atrás daquela montanha de tecido com a maior cara de kool do mundo. Claro que não dava pra xente colocar tudo à venda. Quando pegávamos alguma peça de roupa e o coração apertava, deixávamos no monte "segunda leva" caso tudo desse errado em nossa vida.
A população local passava e olhava pra xente como se estivessemos completamente cagadas. Algumas donas de casa paravam e remexiam nas roupas.

_ Ai... na Marisa tem vestido mais bonito.
_ Ah, não tenho dúvidas. Vai lá então, meu amô.
_ Quanto tá essa blusinha da "dolci e gabana"?
_ Não conheço essa marca.
_ Nossa! Só roupa de grife importada!
_ Quero ver a senhora pronunciar o nome de alguma.
_ Fácil! "Uaivis Sainti Laurenti". Esse morreu no ano passado, né?
_ Morreu e tá neste exato momento se remexendo na cova.
_ Maddie, os preços tão muito alto! Ninguém tá compranu nada!
_ Que posso fazer? Baixar o preço de tudo!?
_ O povo daqui é carente...
_ Quanto tá esse sapato Prada? Quero me sentir que nem a mulher daquele filme.
_ Tá R$30.
_ Ah, muito caro!
_ Você não tem noção de caro, meu amô.
_ Tá R$15!
_ Kilo Minhoca! Não vou vender um par de sapatos Prada por quinze reais!
_ Ah, vai sim! Eu preciso comprar cigarro!

No final do dia, tínhamos vendido quase tudo e o que arrecadamos não dava nem pra fazer uma compra do mês no supermercado (nem na boca de fumo). Kilo Minhoca e Litta Walitta decidiram voltar pra avenida pra conseguir um pouco mais. Fiquei em casa alegando dor de cabeça. Na verdade, não queria que elas estivessem perto quando Fabinho das Bananas chegasse. Estávamos nos encontrando às escondidas desde que fomos despedidas por Roxxana Veludo.

_ O que você fez hoje? - perguntou Fabinho após a fofação gostosa e selvagem.
_ Pratiquei a arte do desapego. Vendi quase tudo que roubei na mansão da sua travesti.
_ Por que? Estão sem dinheiro.
_ O que você acha? Que eu ia vender tudo aquilo por diversão?
_ Eu posso te dar um pouco. Você quer?
_ Pergunta pro passivo se ele quer rola. Craro que quero, meu amô.
_ Meu putinho. Você não precisa voltar pra avenida com Fernando e Roberto. Você atende em casa. Eu trouxe algo pra você. - fiquei pasma com o raciocínio lógico dele e peguei uns convites da mão dele.
_ O que é isso? Não me diga que você tá me chamando pra ir num jogo de futebol com você!
_ Não. São três convites pra você e seus amigos irem na inauguração da nova Ilha do Bororé. Pensei que você gostaria de ver como ficou a ilha onde nasceu.
_ Xente, ela mudou o nome da Ilha do Bororé pra Ilha do Sexo? Que cafona! Só vai poder entrar lá quem tiver convite?
_ Sim... será uma festa de inauguração muito grande. Todo mundo da imprensa, pessoas da noite de São Paulo, celebridades do Big Brother e A Fazenda... Acho que você vai querer estar presente.
_ Vou sim...

Ah, meu amô... você nem imagina o quanto eu vou querer estar presente na inauguração da Ilha do Sexo! Será minha última oportunidade de acabar com a graça de Roxxana Veludo!

Um beijo,
Maddyrain

Only Girl (In the World)

Album Version
Instrumental
Extended Club
Rosabel's Only Club in the World
Rosabel's Only Radio Edit in the World
Rosabel's Only Dub in the World
The Bimbo Jones Club
The Bimbo Jones Radio
The Bimbo Jones Dub
CCW Blow It Up Club Mix
CCW Radio
CCW Dub
Mixin' Marc & Tony Svejda Club Mix
Mixin' Marc & Tony Svejda Radio
Mixin' Marc & Tony Svejda instrumental

Like I'm the only one that you'll ever love...

Chupa meu edy como se fosse o único no mundo:
Aim, xente... assim... o que falar dessa música, néam? Que ela me deixa COMPLETAMENTE cagada? Xente, toda vez que ouço "Only Girl (In the World)", saio pela cidade dançando como uma loka! E a recomendação do médico foi "Não escute essa música na buatchi!". Uma loucura! Se você vive em outra realidade e ainda não ouviu essa delícia da Rihanna, super se joga na versão Original! Mega dançante e dublável. Também acho válido se jogar no Extended Club, que é basicamente a versão extended da original. Rihanna tem acertado várias! Adógo!

Os remixes foram todos feitos pra você, que se sente a única bilu da buatchi, se acabar na dance floor. Já declarei várias vezes meu amor pelo Ralphi Rosario, néam? Então se joguem no ótemo Rosabel's Only Club in the World! Perfeito pra você virar a diva da buatchi por uma noite! E como não poderia deixar de ser, a versão dub é ainda melhor! Rosabel's Only Dub in the World na cabeça, meu amô!
Um pouco ofuscado pelo travequismo do remix do Rosario, temos o The Bimbo Jones Club. Uma delicinha também, mas menos vinhado. Ou melhor, um vinhado menos pintoso. E o Bimbo Jones super me surpreendeu com o The Bimbo Jones Dub! Super gostoso e válido! Madonna precisa desse tipo de xente remixando seus próximos singles! Vamos acordar, mulher!

Continuando nessa linha diva da buatchi, temos o CCW Blow It Up Club Mix do Cajjmere Wray pras bilus mais jeito Tunnel de ser. Pura bateção de cabelón! Se joga também no Mixin' Marc & Tony Svejda Club Mix, só pra não perder a viagem!

Adão e Eva

_ Peraí! Deixa eu falar com você!
_ Kilo e Litta, me tirem daqui antes que haja derramamento de sangue e não tô falando da minha menstruação que tá pra descer.
_ Roberto, Fernando... vocês podem esperar lá fora?
_ Você não manda mais na gente, gato. Agora somos livres! Assinaram nossa Lei Áurea!
_ Vamos, Kilo. Ela não tá armada, então não vai acontecer nada com os dois. - Kilo Minhoca e Litta Walitta sairam dos jardins da mansão de Roxxana Veludo e me deixaram sozinha com Fabinho das Bananas no portão.
_ O que você quer comigo? Não tá vendo que eu tô mega puto da minha vida?
_ Pra onde você vai agora?
_ Pra casa da Ki... do Roberto, óbiveo.
_ Me passa o endereço. Consegui salvar sua mala com suas coisas.
_ Aim, que vergonha... mas não vou negar! Elzei mesmo! Ela mandava tudo pro lixo! Antes na minha casa do que no lixo!
_ Não tô te condenando. Anota seu endereço aqui e eu mando entregar a mala pra você. - Fabinho das Bananas me entregou um cartão de visita com uma caneta. Anotei o endereço do quartinho de Kilo Minhoca no verso - Não queria que as coisas acabassem assim, mas Roxxana é muito ciumenta.
_ Nossa... fico imaginando o que ela faria se eu contasse que você andou comendo o jardineiro na piscina... Será que ela iria arrancar o seu pau fora e mandar fazer um dildo com ele? - cheguei bem perto dele, roçando neca com neca, numa coisa... assim... mega femme fatalle - Eu tenho experiência com castração. Tá vendo esse brilho dentro da minha boca? Não são minhas obturações, naum. É minha amiga Gina, a Gillette.
_ Você não faria isso comigo. Não suportaria perder o melhor cacete que já encontrou. - peguei a neca dele por cima da bermuda e apertei com força. Odeio quando o bophy é um ser pensante! - Ai! Se você não tivesse fugido tanto de mim, se tivesse me aceitado desde o começo, nada disso teria acontecido!
_ E por que eu deveria ter cedido aos seus encantos? Você tá muito mal acostumado, meu filho.
_ Alejandro... eu acho que... eu acho que te amo. Nunca amei alguém como te amo. Penso em você o dia inteiro. Quero passar o dia com o cacete enterrado em você!
_ Xente, que horror! Não tem kool que aguente isso! E não diga que me ama. Você nem me conhece. Se soubesse quem eu sou, não chegaria nem perto de mim. Agora, tchau. Preciso ir embora da mansão de sua travinha antes que ela solte os cachorros atrás de mim.

Abri o portão e antes de deixar pra trás um dos momentos mais lokos da minha vida, voltei e beijei Fabinho das Bananas na boca, no maior clima Hollywood. Eu sempre achei que fui uma atriz numa vida passada. Se não fui de Hollywood, fui das Brasileirinhas, com certeza! Bollywood, jamais!
Voltar ao quartinho de Kilo Minhoca depois de tanto tempo vivendo no looshu e glamour do Morumbi não foi fácil. As paredes pareciam espremer nós três. Não tinha espaço pra xente dormir com sossego. Era tanta roupa elzada que usávamos os vestidos longos do Valentino como cobertor nas noites mais frias.

Duas noites depois, Kilo Minhoca e Litta Walitta deram uma saída pra comprar cigarro e recebi a visita do Fabinho das Bananas com minha mala. Abri freneticamente a mala e revirei as poucas roupas que havia levado. O que mais me interessava lá de dentro era minha caixinha japonesa mística. Ufa... ela tava lá! E o melhor, junto com meu suprimento de padê pra maio! Aim... que alívio. Fiquei tão contente que até deixei o Fabinho das Bananas chegar mais perto de mim. Achei tão sensual aquele corpo perto de mim que até deixei ele puxar minha cabeça e meter a língua dentro da minha boca.

Da boca pro edy foi um pulinho! Ou melhor, uma agachadinha.

Um beijo,
Maddyrain

Te Amo

English Version
Spanish Version
UK Extended Mix
Radio Mix
Pianoman Remix
Canny Mix
Dirty Rotten Scoundrels Vocal Mix
Dirty Rotten Scoundrels Instrumental Mix

But I'll do all for you, my angel...

Você ama chupar meu edy:
Completando o trio dos sucessos da Nicki French aqui no blog, chegou a vez de "Te Amo". Essa fez menos sucesso, mas eu lembro que ficava dublando que nem uma lokinha no meu quarto! Adógo! Podem pegar a English Version pra ahazzar no saudosismo da era dance! Eu acho mais bonitinho o Radio Mix. Um pouco mais chiquezinho e menos biluzinha ploc ploc.
Os remixes não são aquela oitava maravilha do mundo moderno, mas até que tem remix de DJs fora do circuito italo dance, o que já é alguma coisa! O Canny Mix é um trance mega ultrapassado. O Dirty Rotten Scoundrels Vocal Mix é mais underground e biluzinha suja. Uma coisa... assim... submundo.

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

Bilu adora fofocar

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