Uma banana em minha vida

O gostoso de festa de xente ryca é que eles contratam funcionário pra tudo. Acordei com o celular vibrando nas minhas partes íntimas (tenho até medo de admitir o que ele tava fazendo lá) e a mocinha da "Festinha Animadinha" passou minha próxima festa: um jantar privé na mansão de uma socialite de São Paulo. Senti saudades do MEU tempo de socialite da vida noturna guêi de São Paulo. A mocinha avisou que a festa estaria repleta de gente famosa e influente, então eu e as meninas deveríamos nos comportar. Meu amô, e a xente purumacasu não se comporta?! Ela não respondeu.
Eu ficaria responsável por servir APENAS canapés. Litta Walitta, as bebidas (fiquei com inveja). Kilo Minhoca ficou com os guardanapos.

_ Ai, que horror. Como assim? Eu vou ficar andanu seguranu guardanapo?! Não é mais fácil deixar tudo num cantinho e o povo vai peganu?
_ A senhora pode fazer isso pra se privar do esforço, gata.

A mocinha ainda me contou que meu bophy do momento, o Gersonswald, seria contratado pro bar. Fiquei lokinha! Adógo festinha com open bar! Nosso namorico ia super bem, mas eu ainda continuava com meu bloqueio psicológico pra pronunciar o nome dele. Inventei mil e um apelidos pra poder fugir desse fardo. O mais usado era "meu macho" mesmo. A mãe dele continuava sendo um menir no meu sapato.
Eu, Litta e Kilo chegamos na mansão vestindo uns pretinhos básicos by Chanel que a tal socialite havia exigido. Meu amô, a partir do momento que você manda três sacolas da Chanel pra minha casa, você tem total e completo direito do meu corpo! A mansão era majestosamente de mármore de cima a baixo. O hall principal era cortado ao meio por uma escadaria tirada das novelas da Globo. Os convidados ficariam ali conversando e bebericando seus drinks antes do jantar ser servido na sala de jantar cercada por quadros e esculturas. Olhei ao redor pra ver no que eu daria a Elza. O "barzinho" do Gersonswald era um deleite pros olhos de qualquer bilu filha de buteco. Decidi que eu deixaria os canapés num cantinho e ficaria sentada no bar bem bunita bebendo. Quem estivesse com fome que se servisse sozinho!

Os convidados foram chegando em carros importados, vestindo roupas importadas e falando como gente importada de alguma nação desconhecida e distante. Segurei minha bandeja de prata importada com os canapés feitos com ingredientes importados e esbocei meu sorriso nacional, ou seja, com um pedacinho de caviar de um canapé roubado. Inhaim, aceita um canapé? Do que é? Não sei... de alguma coisinha pequena e com sabor insignificante. Provavelmente essa coisinha presa no seu dente, não é ? Dada hora, cansei de ficar de pé sorrindo e coloquei a bandeja em cima de uma obra de arte qualquer. Sentei no banquinho alto do bar com as perninhas balançando e pedi pro Gersonswald um Cosmpolitan no capricho. Nem bem coloquei o drink na boca, senti uma mão gelada no meu ombro.

_ Querida, a senhorita não deveria estar trabalhando? - olhei pra trás com desdém e audácia. Uma velha que conseguia disfarçar muito bem a idade com muito ouro e brilhantes me encarava com ira nos olhos.
_ E a senhora não devia estar comendo algum canapé e tomando seus bons drink?
_ Eu estaria comendo canapés se você estivesse desempenhando a sua função, ou seja, servindo-os.
_ Ah, meu kool! Não posso nem mais tomar meu Cosmpolitan em paz? Os canapés estão ali naquele bloco de pedra que se diz arte. - a velha se afastou batendo o pé.
_ Maddyrain, essa é a socialite dona da festa!
_ Aim, fudeu! E agora?
_ Foge! Vai pra cozinha! Ela tá conversando com os seguranças.

Virei o drink e corri pra cozinha. Uma sequência sem fim de corredores e portas. Fui me guiando pelo cheiro de comida sendo preparada. Aim, eu devia ter comido mais canapés! Tô com fome! Abri a porta com força e gritei Socorro! Querem me pegar! Um cozinheiro com cara de indiano me olhou assustado e mandou eu entrar na despensa. Deixei a porta entreaberta pra ver o que acontecia do lado de fora e pra iluminar um pouco a despensa, que era mil vezes maior que meu apartamento. As paredes eram repletas de prateleiras com comida. Me senti num supermercado particular. Peguei um pacote de biscoito importado e comecei a comer enquanto olhava os seguranças entrando na cozinha e perguntando por mim.
Uma mão forte tocou meu ombro e quase gritei, não fosse a outra mão forte e viril tapando minha boca.

_ Você era a última pessoa que eu esperava encontrar aqui hoje, Maddyrain.

Reconheci a voz e a neca dura roçando na minha bunda. Fabinho das Bananas!

Never, Never Gonna Give You Up

Main Mix
Radio Edit
Album Mix
Radio Mix
Live Version
Touch 2 Mix
77th Heaven Mix
Frankie's Classic Morning Mix
Frankie's Hard R&B Club Mix
Frankie's Hard & Sexy Radio
Hani's Num Club Mix
Hani's Analog Bubble Bath (low quality...)
Mark!'s Transparent Vocal
Mark!'s Shelter Dub
Mark!'s Shelter Dub Edit (low quality...)
Nikolas & Sibley Club Mix (low quality...)

Make love to you right now is all I wanna do...

Nunca, nunca chuparei um edy:
Xente, a Lisa Stansfield anda meio sumida daqui do blog, mas isso tá pra ser consertado em breve! Além de "Never, Never Gonna Give You Up", já separei dois singles espertos. Fika a dika. Enfim, a música de hoje é super gostosinha e conhecida. O clip, na época, deixei o público eufórico com o corpinho da Lisa. Se você não o conhece, se joga no YouTube. Se você não conhece a música, se mata e depois se joga no Main Mix. Na verdade, "Never, Never Gonna Give You Up" tem duas versões principais. O Main Mix tem uma pegada soul mais puxada pra versão original do Barry White. O Album Mix foi remixada e recebeu batidas mais r&b de rádio. Eu gosto de ambas. A Live Version também é uma delícia. Se joguem.
Felizmente, o single recebeu bastante remixes com muita coisa válida. Vamos começar com algo mais calminho pra você ouvir enquanto varre a casa. O Touch 2 Mix é gostosinho pra esses momentos de faxina e não se arrisca muito em sair da versão original. O 77th Heaven Mix é mais acelerado, mas os vocais não combinam muito com as batidas.

O babadu de hoje, meus amores, são os remixes do pai da house, Frankie Knuckles. O bophy MEGA ahazzou com o Frankie's Classic Morning Mix. Lindo, maravilhoso, glam, chic e elegante. Tudo que a xente espera de um namorado. Você não vai sair dançando pela pista da buatchi, mas deixará sua festinha íntima mais phyna. O Frankie's Hard R&B Club Mix não foge muito do remix anterior e (felizmente) não é tão r&b quanto gostaria de ser.

Pra você ficar completamente descabelada e deslocada na buatchi, temos o sempre ahazzador de edys, Hani. Se joguem com muita fé no Hani's Num Club Mix. Uma delícia e super pintoso. Pra continuar na viadagem, temos os remixes do Mark Picchiotti. O Mark!'s Transparent Vocal é bem dançante e animado. Super bilu carismática e fervida, mas eu gosto mesmo é do Mark!'s Shelter Dub! Isso é pura loucura! Ninguém me tira da cabeça que esse dub tem sample da RuPaul! Loucura!

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Aim, xente, achar coisas da Lisa Stansfield é... assim... um edy mal lavado. Além de ser difícil, às vezes a qualidade tá mega cagada. Se você tiver algum dos remixes, ajuda a Maddyrain e... quem sabe... você ganha aquele kétji que sempre sonhou receber!?

groove mix 5:01
hani's vocal reprise 1:56
hani's bonus beats 2:03
nikolas & sibley dub 5:23

1 Bilus felizes:

Genesis disse...

"Fabinho das bananas" kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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