As Palhacinhas da Alegria

Nosso próximo contrato com a "Festinha Animadinha" levou eu, Litta Walitta e Kilo Minhoca ao maior buraco que eu já havia ido na vida. Quando chegamos no lugar, Kilo agarrou meu braço.

_ Ai, que horror, Maddie. Como é que foram pagar a "Festinha Animadinha" nessa biboca?
_ Aim, naum sei. Será que eles fazem preços populares pras comunidades mais carentes? Vou perguntar pra moça. - a moça de preto nos aguardava na porta do barraco com cara de medo.
_ Maddyrain! Que bom que vocês chegaram! Eu tava começando a ficar preocupada!
_ E não é pra menos, néam gata?! Isso lá é lugar pra se fazer festa?! O que vão comemorar aqui? A liberdade do preso mais procurado de São Paulo?
_ Shhh!! Fala baixo, Maddyrain! A festa é de aniversário da filha de seis anos do Juninho Beija Flor! Sabe quem é?
_ Vocês sabem, meninas? Naum, gata. Quem é? Tem a neca grande?
_ Ele é um dos principais traficantes de São Paulo!
_ Traficante!? De droga?! - os olhinhos já brilhavam.
_ Maddyrain, até que enfim uma bola dentro!
_ Gata, pode ficar sossegada que a xente sabe lidar com traficantes.

Entramos no barraco ao som do pior funk carioca existente. Se é que existe o pior de todos. O ar tava carregado com aquele futum típico do povo diferenciado e de maconha. Uma negona alta e com ares de deusa africana refugiada no Brasil se soltou dos braços de um negão cafetão perigosão e provavelmente pirocudão e veio falar comigo. Mal consegui olhar pra bunita. Fiquei só imaginando aquela neca grossa batendo na minha cara pra lá e pra cá.

_ Vocês são as animadoras da festinha da Hayssa?
_ Naum, a xente só serve os docinhos, salgadinhos e refrigerantes. A xente não anima festa.
_ Mas a festa da Hayssa vocês vão animar! Tá maluca? - a bunita ergueu a voz. Fez-se um silêncio absoluto na "sala". Fiquei com medo. Segurei o peido.
_ Aim, eu tava só brincando! Tava te animando, gata! A xente veio animar a festinha! Néam, meninas?
_ É... uhu! A gente tá animadíssima!
_ Podem descer pra cozinha e se trocarem. Piranhas.
_ Ai, que horror! Não gostei dela! - sussurrou Kilo Minhoca, suando frio de medo.

Sobe aqui, vira ali, mais uma escada, abre uma porta que dá pro nada, vira e sobe de novo, segue o cheiro da comida e chega na cozinha. Acho que todo barraco de xente importante na favela é assim. Um cozinheiro de buteco com a cara toda molhada de suor e fumando um cigarrinho de maconha derramava um líquido viscoso e preto numa panela. Em seguida, despechou um monte de coxinhas, risoles e croquetes naquela papa. Meu estômago mega embrulhou.

_ Urgh... oim. Inhaím? A xente veio animar a festinha da "Raiássa"!
_ Podem se trocar. Na minha frente. - e deu aquele sorrisinho maroto nojento que só os nojentos possuem.

Olhei ao redor. A cozinha era minúscula. Litta Walitta me olhou com aquela cara Bom, já fiquei pelada pra tipos piores. A roupa que a xente tinha que usar era, literalmente, fantasia de palhaço. Sairam daquela cozinha três lindas palhacinhas fedendo a fritura.
Fomos seguindo o funk carioca e chegamos na laje do barraco. Tava rolando o maior churrasco. Paramos no topo da escada e os convidados TODOS pararam pra olhar a xente. Revirei meus arquivos pessoais e encontrei a pastinha "CARISMA". Meu amô, é você mesma!

_ Inhaím!! As Palhacinhas da Alegria chegaram!
_ Palhacinhas da Alegria?!
_ A xente veio animar a festa da "Raíassa"! - um cafuçu com A cara do perigo levantou MUITO puto.
_ E quem é essa porra de Raíassa!?
_ A aniversariante? - respondi me peidando toda de medo. Uma menina começou a chorar.
_ O nome dela é Hayssa, caralho!
_ Xente, e por que coloca esse "y" no nome da criatura!? Aliás, que nome é esse!? - até eu me espantou com minha audácia.
_ Manu, você tá afim de morrer aqui nesse fim de mundo, né?
_ Eu naum, mas já que tô aqui, quero comprar um pouco do narcótico proibido por leis brasileiras que você tem pra vender.

O cafuçu abriu um sorriso. Chamou nós três pra junto da rodinha de fumo e ficamos muito lokas de nossos respectivos kools. Me acabei naquele padê vagabundo, produzido no fundo do cafofo, mas tudo tava uma maravilha. Bebi muita cerveja e me enchi de salgadinho. Quando lembrei da onde eles vinham, fiquei enojada de mim mesma.
No fim da noite, eu já tinha virado a melhor amiga desde a infância do tal Juninho Beija Flor. Paguei um kétji gostoso nele... tudo por um pouquinho de pó, já que a neca tava longe de ser o que eu considero digna, e me senti adolescente novamente. Voltamos pra casa nem sei como e conseguimos um novo fornecedor pro nosso catálogo. A meta é ter um em cada bairro.


Acordei no dia seguinte com a maior diarreia da História Contemporânea do Brasil.

Um beijo,
Maddyrain

1, 2 Step

Instrumental
Acappella
Ford's E-Hop Club Mix
Johnny Budz Mixshow Edit
Don Candiani and Carmenantes Super Bounce Mix
Don Candiani Reggaeton Mix
Delinquent 'Growing Pains' Remix
(low quality...)
Phatbelly Club Remix
(low quality...)
Eazy Remix (low quality...)

This beat flows right through my chest...

1, 2 meu kool:
Vocês sabem que eu adógo um perigón diva gueto, néam? Pra comemorar minhas muitas facetas, hoje a xente vai balançar os têtês com uma música dubalacubacu da Ciara, que eu MEGA não conheço muita coisa. Fui conhecer "1, 2 Step" na academia séculos atrás. Abaphe the case.
Craro que a xente vai se jogar direto no MARAVILHOSO Ford's E-Hop Club Mix! Um dance super gostoso! Lembro de eu pulando pra lá e pra cá ao som dessa versão na academia. Super phemynyna, com muita graça. O Johnny Budz Mixshow Edit é mais calminho, mas ainda com a pegada dance. Uma gracinha. Pra finalizar o trio de recomendações, peguem também o Don Candiani and Carmenantes Super Bounce Mix, que tem uma vibe old school super gostosinha.

0 Bilus felizes:

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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