Venham a mim as criancinhas

Aim, não consegui segurar a minha cara de nojo enquanto a coxinha ia escorrendo pela minha pele, deixando um rastro de gordura. Kilo Minhoca estendeu a mão e catou o salgadinho que ia chegando na minha região do pecado e o colocou na boca.

_ Ai, que horror! Até a Litta Walitta fazia quitutes mais gostosos na casa de Roxxana Veludo!
_ Só que com salsicha no lugar do frango. Juro que não posso nem fazer mais analogias com salsicha! Enjoei!
_ Tenta tacar a mãe da próxima vez pra ver se ela quica, meus amores. - uma mulher descabelada e toda de preto veio correndo até nós três.
_ Vocês são as meninas do telefone?!
_ Sim! Gata, que porra de festa é essa!? A xente não atende crianças naum!
_ É a festa de aniversário daquela menininha de nove anos! O que você pensou que fosse!?
_ Aim, que babadu! Achei que fosse uma surubona! Nós somos profissionais do séquiso.
_ Ah, mas agora são animadoras de festa. Vão pra cozinha e coloquem os uniformes e comecem a servir e animas as crianças JÁ. - deu as costas pra nós três e voltou pra plateia ainda em estado de choque - Eu peço desculpas em nome da Festinha Animadinha. Houve uma pequena confusão, mas nossas funcionárias já passarão servindo mais risoles e guaraná. Podem voltar a brincar e a gritar, crianças.

Seguimos pra cozinha e senti um beliscão na bunda. Olhei pra trás borbulhando ira. Litta e Kilo levaram um susto. Que foi?! Não foi eu! Foi ele! E apontou pra baixo. Um demônio de sei lá quantos anos abriu o maior sorriso Colgate do mundo. Fiz a Coringa.

_ Oim, kérido. O que você quer da titia Maddyrain?
_ Você é homem ou mulher? Minha tia falou que você é homem.
_ Quem é a sua tia?
_ Aquela ali. - apontou pra uma gorda de óculos, cabelo preso no típico penteado crente. Ela me viu e desviou o olhar.
_ Vai lá contar pra sua tia que eu sou você amanhã.

O demônio saiu saltitando. Você não vale nada. Como se Litta Walitta valesse mais! Entramos na cozinha e vestimos o uniforme mais brochante da vida. Uma calça social preta vagabundíssima acompanhada de uma camiseta preta escrito "Festinha Animadinha" em dourado com balões em volta. Me senti o ser menos fazible do mundo. A mulher que nos recebeu voltou e entregou pra Litta e Kilo uma bandeja de salgadinho. Olhou pra mim com desdém e me passou a bandeja de refrigerantes.

_ Gata, eu se fosse você não me daria essa bandeja de refrigerante! Não sou boa em carregar refrigerante assim. Aliás, nem me entregava uma bandeja! Uma vez, deixei cair tudo no McDonald's. É ou não é, Kilo?
_ É verdade.
_ Você não é boa com bandeja? Tá na hora de aprender.

E me empurrou uma montanha de copinhos de plástico. Ah, é?! Quer ser maldita comigo? Abri minha bolsinha e peguei meu cantil para emergências. Sempre ando com um pouquinho de mé na bolsa pra eventualidades. Despejei toda minha vodka nos copinhos de plástico. Misturei tudo com o dedo e virei um copo pra ver se o drink tava bom. Aim, que delícia.
Fui rodando no salão ignorando os comentários maldosos à minha pessoa, me esforçando pra não derrubar tudo no chão (não por desastre, mas por puro prazer) e entregando a Coca e guaraná batizados pelas Irmãs Balalaika. Os demônios puxavam minha calça pra pedir cada vez mais bebida. Felizmente, Litta e Kilo também tinham levado rum e pinga (respectivamente) pra qualquer emergência, então preparei outra rodada de mé praquela infestação demoníaca.

As crianças foram as primeiras a ficarem bêbadas. Iam andando tropeçando em tudo, batiam com a cara na parede e pediam por mais refrigerante. Os pais foram em seguida. Se jogavam na piscina de bolinha e dançavam valsas imaginárias no meio do salão. Mudaram a letra do parabéns pro tradicional "é rola, é rola... no... seu... kool!". A aniversariante dava risada. Cortou os pedaços de bolo e tacou nos convidados. A anarquia tava instaurada.
O povo foi embora dando beijinhos e gorjetas pra nós três. Alguns falaram pra moça que nos contratou que nunca haviam sido tão bem atendidos. Eu e as meninas até trocamos telefone com alguns interessados em nossos serviços mais sórdidos.

Fomos embora e eu me senti a criatura mais educativa do mundo. Eu havia acabado de introduzir àquela gente o prazer do mé.

Um beijo,
Maddyrain
Not That Kind

Hex Main Club Mix
Hex Hector Radio Edit
Maurice's Chicken Pox Club Mix
Maurice's Chicken Pox Edit
Kerri Chandler Vocal Mix
Kerri Chandler Vocal Mix Edit
Kerri Chandler Organ Dub
Mousse T Remix
Ric Wake Club Final
JS Ecstasy Mix
LT's Not That Kind Dub Mix

If you leave, I believe life will go on...

Sim, eu sou desse tipo sórdido:
Resgatada diretamente do limbo, eis que ressurge Anastacia aqui no meu blog! Que loucura! "Not That Kind" pode não ser mega conhecida do povo, já que foi lançada antes do boom "I'm Outta Love", mas é uma gracinha! E tem remixes babadeiros!
Vamos começar pelo saudoso Hex Hector. Aliás, POR ONDE ANDA HEX HECTOR?! Onde foi parar esse DJ que deixou muita bilu deslocada na dancefloor durante os anos 2000?! Volta, Hex, volta! Fugindo um pouco do batidão tradicional, o Hex Main Club Mix tem toda uma vibe old skool deliciosa e válida. É dance, mas sem quebrar o pescoço. Se joguem!

Agora um pouco de soulful house pras bilus. Vocês já conhecem o Maurice Joshua pelos remixes dele pras Destiny's Child e a Beyoncé, então se joguem também no Maurice's Chicken Pox Club Mix. Uma gracinha soulful do jeitinho que Maddyrain gosta deixar tocando enquanto limpa a casa. Aliás, eu desconfio que os vocais foram regravados pra esse remix... Ainda nessa linha soulful, temos o JS Ecstasy Mix. Bem bonitinho.
Outro DJ crássico que remixou "Not That Kind" foi o Kerri Chandler, mas ele seguiu uma linha mais classic house, que eu AMO! Peguem e se acabem com o Kerri Chandler Vocal Mix! Uma delícia! E se você também foi uma bilu da igreja no passado, pegue o Kerri Chandler Organ Dub.

Pra uma coisa mais rádio, temos o Mousse T Remix. Bonitinho, mas não mudou muita coisa na minha vida. O remix do Ric Wake, produtor da versão original, deixou a música mais club diva. Se joguem no Ric Wake Club Final e chega de Anastacia por hoje!

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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