A biluzinha perfumada

Uma das grandes paixões da minha vida, além de necas e otras cositas más, são os perfumes. Na verdade, é uma compulsão. Sou completamente compulsiva com o mundo da perfumaria. Quando sai um lançamento de alguma marca que eu gosto, fico no cio; quero comprar logo e no escuro, sem ter a mínima noção do cheiro. Fico toda orgulhosa de mim mesma quando dizem que eu tô cheirosa. Se param pra me perguntar o nome do perfume que tô usando... vixi... fico toda cagada. Adógo!
Pra muita xente, perfumes são o que há de mais supérfulo nesta vida. Concordo em parte. Nunca vi ninguém morrer porque tava sem perfume, é verdade, mas pra mim, perfume é algo fundamental. E antes que alguma maldita diga, eu não uso perfumes pra esconder certos odores, naum! Com a graça de Diana Ross, não sou uma bilu fedorenta como muitas. Fika a dika.

Tudo começou milênios atrás quando eu tava pra completar quinze anos. Xente... já faz tempo pragarai! Sem saber muito bem o que eu queria de presente, fui ao shopping dar uma volta. Até então, eu não era lá muito ligada em perfumes. Meu pai tinha deixado alguns quando foi embora de casa, mas só serviam de enfeite na penteadeira de mamãe. Naquela época, meus amores, uma criança de quinze anos levava uma vida comum como todas as crianças de quinze anos. Eu não precisava de perfume pra sair porque eu simplesmente não saia muito de casa.
Enquanto passeava pelo shopping, me deparei com um cartaz lindo do perfume L'eau d'Issey, do estilista oriental Issey Miyake. Sem saber nem como se pronunciava "eau", fiquei abismada com aquele pote de vidro contendo supostamente os ingredientes do perfume. Achei lindo! Hipnotizada, entrei na perfumaria e pedi pra senti-lo. Voltei pra casa já com uma sugestão de presente forte na cabeça.

Mamãe teve que se desdobrar em várias pra comprar o perfume. Era caríssimo. Ainda é, néam meus amores? É só entrar em qualquer perfumaria de shopping e ficar Bélgica com os preços que cobram. Guardava meu frasco de 75 mls do L'eau d'Issey como se fosse o bem mais precioso que eu possuia. Só usava em ocasiões mega importantes, tanto é que o frasco levou exatos dez anos pra acabar. No último ano, as notas de saída já tinham azedado um pouco, mas o restante da composição continuava intacto. Confesso que, hoje em dia, não suporto mais sentir o L'eau d'Issey. Não só porque ele popularizou demais com os anos, mas porque convivi tempo demais em sua compania. Ainda tenho a caixa com o frasco vazio guardados como lembrança de meu primeiro perfume importado.

O primeiro de vários. A pessoa que abriu meus horizontes pra perfumaria foi minha kérida amiga Kilo Minhoca. Quando conheci a bunita descobri que, sim, há pessoas que colecionam perfumes! Achei aquilo um absurdo! Kilo Minhoca tinha um baú CHEIO de perfumes. Quase todos femininos, mas abaphe the case. Com Kilo conheci os futuros membros da minha coleção, como o Nightflight (Joop!) (eu era LOKA pra fofar com alguém com esse perfume!), Dark Blue (Hugo Boss) e o Au Masculin (Lolita Lempicka). Curiosamente, não tenho mais nenhum desses na coleção atualmente. Lembro como hoje quando ganhei o DIVINO Xeryus Rouge (Givenchy) de aniversário da bunita. Como bem diz Litta Walitta, esse perfume tem cheiro de pecado! Uma loucura!

Minha diversão era ir pra casa de Kilo Minhoca e ficar admirando a coleção dela. Arrumar todos os frascos, passar paninho pra tirar impressões digitais (algumas manias a xente nunca perde!). Com o tempo, fui me jogando mais e sozinha nos perfumes. Certa vez, antes de descobrir os prazes do Ebay e a coisa desandar completamente, coloquei na cabeça que ia comprar um Rochas Man (Rochas) que lembrava ter sentido na casa de Kilo, mas não tinha nem ideia de como era o cheiro. Só lembrava de ter gostado! Rodei TODOS os stands de perfumes do mercado negro de São Paulo. Quando já tava desistindo, encontrei o dito cujo. Fiquei tão contente! Desembolsei o dinheiro que o coreano tava pedindo sem nem pensar duas vezes.

De lá pra cá, minha coleção aumentou e muito. Hoje tenho praticamente 100 perfumes na coleção. A maioria é de masculinos, mas também tenho alguns femininos que acho que ficam ótemos na minha pele. Um que eu acho um ahazzo é o In Black (J. del Pozo). E a coleção cresce cada ano mais. Alguns são de marcas mega conhecidas, outros são mais exclusivos e raros de se encontrar.
Minha maior diversão é comprar perfumes no escuro, sem ter ido na perfumaria pra conhecer. Aliás, não é muito difícil disso acontecer, já que as perfumarias nacionais levam muito tempo pra receber as novidades importadas. Quando não gosto ou enjoo de algum, passo pra frente em trocas ou vendas. Adógo! Uma verdadeira comerciante da 25 de Março!

Assim como tudo que coleciono, os perfumes me remetem a momentos e pessoas na minha vida. Sei exatamente como, quando e onde comprei cada um dos meus frascos e cada fragrância conta uma história pra mim. Combino os perfumes com o clima, as cores que estou vestindo e o meu humor. Incrível como que, mesmo com tantos perfumes, tem dias em que eu simplesmente não sei o que usar!
Assim como não tenho um único par de jeans que uso ad infinitum, não sou obrigada a ter apenas um perfume como minha marca registrada, néam? Afinal, sou geminiana; não preciso criar uma marca registrada pra ser (re)lembrada.

Um beijo perfumado,
Maddyrain

Original Sin

Junior's Earth Mix
Junior's Earthstrumental
Junior's Earthdub
Junior's Earthbeats
Junior's Radio Mix
Junior's Acapella

It smells like Heaven in this place...

Um pecado de edy:
Eu sei, meus amores, que o Junior Vasquez SUPER caiu em desgraça e não fez nada relativamente bom nos últimos tempos, mas vez ou outra encontro algo abalativo do bunito que já fez tanta bilu dançar e virar travesti.
Outro dia, tava fuçando na discografia do Elton John e vi esses remixes promocionais pra "Original Sin", uma baladjénha mega mela-calcinha. Decidi me jogar e ADOREI! O Junior's Earth Mix tem todos aqueles ares de grandeza que o Jr. Vasquez adora: 11 minutos de duração, trechos dubísticos... Resumindo, peguem e se acabem na bateçón de cabelón! Os outros remixes são todos variações do Earth Mix, então não tem muito o que falar.

1 Bilus felizes:

MaJic disse...

i wish this could be re-uploaded!

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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