O que o tempo não apaga

Aim, todo mundo sabe que muitas coisas formam o caráter de uma biluzinha quando ela é adolescente: seja a família opressora e/ou omissa ou então os colegas da escola que hostilizam. Quando eu era uma garota teen, eu nem imaginava o que era bullying. Se me apresentassem, eu acharia que era uma marca nova de energético. A loka. Mas, mesmo sem ter um nome divulgado, eu sofri muito bullying enquanto tentava juntar com esforço os retalhos que fariam parte da minha integridade e conhecimento de vida.

Na escola, eu confesso que não era a biluzinha mais sorridente e amiga de todos. Na verdade, era bem esquiva. Aliás, só gostava de mim quem estudava comigo. Os meninos da minha classe, no mínimo, me respeitavam. As meninas adoravam confidenciar safadezas com os namorados. Quando era hora de fazer trabalho de inglês ou artes, todos se estapeavam pra ver quem faria grupo comigo. Eu tinha lá meus momentos de glória. Na hora da escolha dos times nas aulas de Educação Física, (quando eu não tava cabulando) fugiam de mim como o passivo foge do edy de outra passiva. Só me restava sorrir quando me delegavam a função de gandula. A cada bola recolhida fora da quadra, mandava um foda-se e rogava mil pragas egípcias.

O que fazer quando não se pode simplesmente mandar todo mundo tomar no kool e assumir sua sexualidade? Fechava a cara pra todos que não era da minha classe. Só andava em bando com quem eu conhecia. Morria de medo de usar o banheiro e nunca mais desentalar da privada. Se eu entrava lá e tinha outras pessoas dentro, fingia que tinha ido tomar água e saia correndo de volta pra aula.
E havia, é óbiveo, os bullys. Na época, eles eram mais conhecidos nos meus diários como os cuzões e imbecis. O "povo da outra sala". O povo que não me conhecia e não sabia que eu podia ser uma biluzinha legal e boazinha na hora do trabalho de inglês.

Com o tempo, o meu medo dos bullys foi passando e eu liguei o foda-se linda e poderosamente. Sempre que algum vinha pra cima de mim fingindo esbarrar em mim só pra me derrubar ou gritar pelos corredores "Bicha" e "Viado", eu fingia que não era comigo. Secretamente, esganava todos. Minha ficha corrida como delinquente juvenil era gigantesca.
Os meninos da minha sala me protegiam sempre que podiam. Nunca me senti tão in como quando colocaram o garanhão da escola pra sentar na minha frente na fileira. Não que eu fosse afim dele. Craro que não recusaria um kétji gostoso escondido, mas me senti verdadeiramente protegida sempre que ele virava pra conversar comigo. Cheguei até a ser convidada pra festa de 15 anos dele! Foi meu momento de ascensão social na escola. Todos os bullys estavam presentes e me viram como a biluzinha oficialmente protegida pelo maior catador da escola. As coisas deram uma melhorada depois dessa festa.

O que mais me irritava, na verdade, eram quando losers vinham tirar uma com a minha cara. A dupla de babacas que mais me irritava era composta por um alto, loiro e burro de voz grossa e um outro com pinta de amante italiano que já havia sido meu amigo no passado. A diversão de ambos era me chamar de "pederasta". Eu nem imaginava o que era um "pederasta"! Hoje, acho uma coisa tão bicha chic falar "pederasta". Minhas previsões não falharam. O italian lover da 25 de Março virou dançarino, até onde eu sei. Enfim, vocês sabem como esse povo da arte é dado ao sexo descontraído independente do gênero alheio...

Outro dia, fuçando no meu Facebook de xente normal, encontro o dito cujo querendo me adicionar como amigo. Levei um susto. Gomoasí? Você acha mesmo, meu amô, que depois de todo esse tempo as coisas estariam tudo bem? Não, kérido, as coisas não estão NADA bem. Eu não me esqueci da sua amolação constante. Não me esqueci o quanto eu queria esganar você e o seu comparsa cada vez que me chamavam de pederasta pelos corredores da escola. O quanto eu queria tacar fogo em vocês dois e jogar o corpo em qualquer vala. Então não me venha agora, quase vinte anos depois, querer ser meu amiguinho no Facebook, gato. Você ainda tem que cagar muito ouro pra ser meu amigo.

Tem coisas que o tempo NÃO apaga...

Alright

Original Mix
Radio Edit
Acapella
Filtered Mix
Den Hétrix & Raffa Mix
Raffa Lounge Mix
Brad Carter Remix
Brad Carter Radio Edit
Matt Bradshaw Mix (low quality...)
Doublefunk Remix
Tiger Stripes Remix
Bush II Bush Remix
Bag of Trixx Remix (low quality...)
Flower Power Remix (low quality...)
2010 Original Mix
2010 Radio Edit

The sun is gonna keep on shining...
Link
Chupa meu edy que tá tudo bem:
Aim, bendito seja o criador do Shazam! Como diria Scarlett O'Hara, "eu nunca mais ficarei sem saber o nome de uma música na balada!" (ou algo assim...) Eu tava outro dia debaixo de um pé de árvore quando começou a tocar "Alright". Eu já tinha ouvido essa música em alguma buatchi qualquer nessa minha vida noturna, mas nem imaginava o nome dela! O que fazer?! Liga o Shazam, meu amô! Seus problemas acabaram! Bom, o Original Mix não é a versão que eu conhecia e tem todo um clima Ibiza e bicha chic e phyna. Muito gostosinho. Pra continuar nesse clima "só me dopo com padê de qualidade", peguem também o Raffa Lounge Mix.

O Den Hétrix & Raffa Mix deixa a música mais club, mas o babadu mesmo é o Brad Carter Remix! É capaz que você já tenha ouvido esse remix em algum lugar antes. Uma delícia!
O Doublefunk Remix também é super dançantinho e gostoso. O Tiger Stripes Remix mantém o clima Ibiza da original.
Vinhado gosta de bate cabelo, então peguem o Bush II Bush Remix. Bem club diva. Se o remix do Flower Power estivesse com a qualidade, eu super indicaria ele. A versão de 2010 a xente ignora.

1 Bilus felizes:

Chokytu disse...

Xentchy será que essa musica ajoodou todas em uma fase ruim? Só lembro de quando meu ex-bofe me deixou pra casar com uma amapo pra fazer a linha pra familia, escutava o remix do Freemasons nonstop!

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

Filhos da Maddyrain

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