17 de novo

Se eu voltasse aos meus 17 anos, será que eu seria mais feliz? Será que conseguiria evitar os mesmos erros do passado? Acho que todo mundo já fez essas perguntas pelo menos uma vez na vida. Essa vontade de voltar ao passado e rever enganos e desencontros consome todo mundo, até os que se acham bons demais para olhar pro passado. Confesso que sou uma biluzinha nostálgica e sempre tenho vontade de revisitar o passado, mesmo sabendo que nem tudo era um mar de rosas... Ou melhor... que quase tudo não era um mar de rosas!

Se eu tivesse 17 anos de novo, eu estaria começando a faculdade. Teria medo de não saber fazer um trabalho acadêmico e ainda estaria me acostumando com a ideia de simplesmente levantar e ir ao banheiro quando bem entendesse. Tudo era tão novo. Adeus Exatas! Meu kool para Matemática, Física e Química! Nunca mais precisarei de vocês! Conheceria pessoas novas entre os muros do saber, algumas para a vida inteira. Teria acabado de deixar pra trás anos de convivência diária com tantas pessoas com as quais eu não tinha a menor simpatia. Algumas, nunca mais revi e sinto falta até hoje. Outras, dei graças à Diana Ross pelo anonimato.
Hoje, felizmente, já me formei. Não que faça uma mega diferença, mas já tenho o meu diploma universitário pra enfeitar minha gaveta. Foram anos de batalha diária contra o tédio e a preguiça para cruzar a cidade e discutir literatura, filosofia, política e abobrinha. Conheci pessoas incríveis, li livros e textos fascinantes, experimentei novidades e vivi momentos únicos. Foram anos que guardarei para sempre comigo. Foi uma fase muito cansativa e rica, mas que já passou.

Se eu tivesse 17 anos de novo, eu reviveria meu primeiro namoro longo. Minha primeira experiência fracassada com outro homem. Adeus, virgindade! Passaria de novo todo o nervoso de não me fazer compreender... de achar que minha língua materna era grego e não português. Escutaria todo aquele papo de aranha novamente, sobre o quanto eu sou bom e você ainda tem que melhorar muito. Apostaria minhas fichas num relacionamento fadado ao abismo desde o começo. Sei que dá certo com muitas pessoas, mas namorar alguém com o dobro de minha idade foi uma experiência... assim... pra nunca mais acontencer comigo. Até os poucos pontos em comum começaram a cansar com o tempo.
Quando olho pro meu presente e vejo o quanto tudo mudou, o quanto amadureci e a pessoa maravilhosa que está ao meu lado, eu JAMAIS voltaria aos 17 anos. Aliás, talvez eu nem entraria em contato com meu primeiro namorado se soubesse toda chateação e humilhação pelas quais eu passaria futuramente. Desejo tudo de melhor para ele, que seja muito feliz e ralizado, mas longe de mim. O amor não é uma via de mão única.

Se eu tivesse 17 anos de novo, estaria descobrindo agora a vida gay... completamente sem experiência alguma em "ser gay". Em sair para lugares gays. Em falar como os gays. Daria novamente a bronca em um bophynho por ele estar chamando os amigos de "bicha". Como é que você chama seus amigos de bicha se você também é uma?! e ele me olhando com aquela cara de "ãh?!". Ainda faltariam alguns anos até conhecer os amigos que sairiam da classificação "amigo pra balada" e minhas amizades seriam limitadas à ligações no sábado à noite pra marcar a balada pra daqui algumas horas. Também voltaria ao armário... e isso, nunca mais! Por favor.
Sinto falta sim da balada de antigamente. Sinto falta de sair em revoada pra buatchi. Todo mundo junto, dividindo bebida e gelo. Formando uma clareira na pista. E, claro!, sinto falta dos remixes do Thunderpuss! Voltaria correndo pro passado para reviver algumas baladas clássicas da minha vida. Reviveria com prazer o dia em que conheci meus melhores amigos na noite. Mas aqui, novamente, a nostalgia me pega. Hoje em dia, também me divirto. Como não? O que faz a balada é quem vai com você (e também quanto você bebeu).

O tempo voou. É clichê, eu sei, mas o tempo voa. O que restou foram as experiências vividas. Amizades feitas com prazo de validade, mas divertidas à sua própria maneira. Olho pra trás, hoje, e vejo tanta gente que se misturou à bruma dos anos. Mas, com muita felicidade, olho pro presente e vejo as pessoas ficaram e estão comigo até hoje. Quando olho pros meus 17 anos, vejo uma bilu em formação, sem uma direção muito certa. Não que ela seja muito diferente da bilu de hoje, mas hoje sou muito feliz por ter vivido meus 17, 18, 19, 20 e tantos anos intensamente e sem remorso.

Um beijo,
Maddyrain

17 Again

Edit
Radio Edit
Thunderpuss Vocal Mix
Thunderpuss Radio Mix
Thunderpuss Vicious Queen Dub
Thunderpuss Tribe-a-Pella
Peter Rauhofer Vocal Mix
Peter Rauhfoer Radio Mix
Peter Rauhofer Dub Mix
Peter Rauhofer Acapella

Some things never change...

Chupa meu edy com 17 anos de estrada:
Aim, demorou, mas chegou! "17 Again" é provavelmente minha música favorita do Eurythmics e já cansei de falar o quanto eu adógo a voz da Annie Lennox, néam? Podem se jogar na versão Edit pra conhecer e se apaixonar também por essa música.

"17 Again" tocou na primeira baladjénha GLS que eu fui e eu fiquei completamente cagada e emocionada pelo remix do Thunderpuss. Despiroquei COMPLETAMENTE e liberei a mulher que havia dentro de mim. Aim... faz uma falta esses remixes do Thunderpuss na buatchi, néam? Se joga no Thunderpuss Vocal Mix com toda seu poder de fazer as bichas dançarem! Um looshu! Acho válido também pegar o Thunderpuss Vicious Queen Dub!
Os remixes do Peter Rauhofer não são tão legais, mas peguem o Peter Rauhofer Vocal Mix pra conhecer. Sempre tem uma biluzinha do contra no recinto...

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Xente, todos os remixes de "17 Again" são promocionais, então imagina como foi um uó pra encontrar os que eu consegui!

peter rauhofer mixshow 6:16
peter rauhofer beats 3:16

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Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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