Você está demitido!

Eu e Kilo Minhoca estávamos, finalmente, retornando à mansão de Roxxana Veludo. Acho que nunca fiquei tão feliz em ver uma mansão do Morumbi na minha vida! O meu celular elzado da Roxxana começou a tocar. Era Litta Walitta.

_ Aim, é a Litta. Aposto que tá se mordendo de curiosidade pra saber como foi lá no terreiro. Alôin?
_ Maddyrain!
_ Alôin?! Fala mais alto vinhado!
_ Não posso! Roxxana Veludo tá aqui perto e não dá pra ficar berrando no celular! Vocês já tão chegando?
_ A xente tá na porta da mansão praticamente. Por que? O que aconteceu?
_ A traveca voltou da Ilha do Bororé já faz uma meia hora e não para de perguntar por você. Eu falei que vocês tinham ido comprar cigarro na padaria!
_ Aim, mas que desculpa esfarrapada! Vou desligar porque a xente já chegou. Até mais.

A entrada da mansão tava repleta de carros. Toda uma comitiva de assessores e imprensa no jardim. Que será que aconteceu? Será que ela descobriu algum tumor maligno e tá com pouco tempo de vida? Entramos pelas portas do fundo da casa e corri pro vestiário dos funcionários. Coloquei minha fantasia de assalariado e segui a voz inconfundível da travesti mais escandalosa que eu conhecia. Ela tava no quarto, sentada de costas para a porta na sua escrivaninha, falando no celular.

_ Já mandei demolir aquela igreja, mas que porra! Pra que é que eu quero uma igreja numa ilha puteiro? Não, não acho bonito e sensual transar numa igreja. Sim, meu amô, eu sei que tem xente com tesão em freira, padre e essa raça religiosa! Aim... sério? São rico mesmo? Então deixa aquela bosta em pé e coloca vinil nas paredes. Quero uma igreja bem sensual. - virou-se na minha direção e lançou um olhar fatal - Tenho que desligar agora. Alejandro! Você voltou!
_ Patroa Roxxana Veludo, saudades da senhora!
_ Eu também, Alejandro. Eu também. Jurava que você tinha fugido no caminho até a padaria! O que eu já ouvi de gente falando que o pai foi embora pra sempre e deu a desculpa de que ia comprar cigarro...
_ E como tá ficando a Ilha do Bororé?
_ Linda! Maravilhosa! Uma putaria só! A inauguração é neste final de semana. Hoje, a mídia veio até aqui pra saber dos detalhes. Vão ficar todos impressionados com minha obra faraônica!
_ Ai, que tudo.
_ Mas não foi pra isso que eu te chamei aqui, meu amô. Vai ali no meu closet, fazofavô. - entrei no closet.
_ A senhora quer alguma coisa?
_ Eu não. Você quer?
_ Daqui? Eu naum.
_ Acho que não mesmo, néam? Já pegou tudo que queria.
_ Gomoasí?
_ Olha pra cima, Alejandro. Ali perto das caixas de sandálias. Achou! - uma câmera escondida me encarava - Eu filmei tudo, meu amô. Você me roubando, você cheirando meu padê, você dando pro meu marido. Tudinho, meu amô.
_ Aim, eu posso explicar tudo, patroa Roxxana!
_ Naum, gato. Naum pode. Você e seus amigos não vamo explicar nada. Pode se retirar.
_ Er... só do seu quarto?
_ Naum, vinhado burro. Você está demitido. Um beijo. - olhei bem no fundo dos olhos de Roxxana Veludo e disse.
_ Você ainda vai se arrepender disso, Roxxana Veludo. Você não sabe quem eu sou.
_ Ah, meu amô, eu sei sim! Você é uma biluzinha sórdida que quer roubar o meu holofote. Você é igual a tantos outros, Alejandro. Até o seu nome é uma cópia. Ao sair, feche a porta. E como última tarefa em minha casa, mande Fabinho das Bananas subir.

Sai do quarto e meu sangue ferveu. Peguei um vaso de alguma porra de família chinesa e taquei no chão. Sorry, gata! Esabarrei sem querer! Desci a escada sem pensar direito e fui pro quarto de hóspedes pegar minhas coisas. Abri o guarda-roupa e não encontrei nada. Pigmaleão apareceu na porta.

_ Tá procurando algo, fofura?
_ Cadê minhas coisas, Ananias?
_ Olha lá como fala! Agora que você não trabalha mais aqui... eu tava aqui pensando... você pode virar meu escravinho sexual. Você sabe que piroca eu tenho pra dar e vender. - fui até o anão e levantei ele no ar com toda a fúria do viado brasileiro.
_ CADÊ AS MINHAS COISAS?
_ Como as suas coisas são coisas de Roxxana Veludo, elas voltaram pra ela. - soltei aquele protótipo de gente no chão.
_ Xente... minhas roupas... meu padê elzado... aim... não acredito... a caixinha preta oriental! Tava dentro da minha mala!
_ Sua mala não, bichinha. A mala de Roxxana Veludo.

Levantei da cama e sai do quarto jogando o anão longe no processo. Corri pra cozinha, mas Litta Walitta e Kilo Minhoca não estavam lá. Fui escoltada por um segurança até o portão da mansão onde encontrei as duas.

_ Fomos demitidas!
_ Eu tô sabendo... eu também fui!
_ Mas e o seu plano? Como fica agora?
_ Não sei, Kilo... não sei! Vamos embora daqui antes que eu dê um tiro no primeiro puto que me aparecer na frente!
_ Alejandro! Alejandro! - olhei pra trás e Fabinho das Bananas vinha correndo pelo jardim até nós três.
_ Cadê minha arma?! Cadê minha arma!? - joguei a língua pra trás com toda a técnica obtida com anos de avenida e saquei a minha fiel amiga Gina, a Gillette - É hoje que eu arranco o pau desse bophy!

Nasty Little Rumour

12" Mix
Radio Edit
Bimbo Jones Vocal
Bimbo Jones Radio Edit
Sheriff's Nu-Disco Re-Edit
Faze Action Mix

So it's time for me to set you free...

Chupa meu edy safado:
Xente, bendito seja o criado do Shazam, néam? Esse negócio é coisa do capeta! E juro por Deos, pelo céu e pelos meus seguidores que jamais sairei da buatchi sem saber o nome de uma música! Outro dia, ouvi "Nasty Little Rumour" da Shèna (que garai de nome) e jurei que conhecia a música de algum lugar. Liguei meu Shazam e me joguei nos remixes. Se você nunca ouviu, pode pegar a deliciosa 12" Mix. Super gostosinha e com toda uma pegada nudisco. Recomendada!

Os remixes de hoje são poucos, mas bons. Vamos começar pelo Bimbo Jones Vocal. Uma delícia pra dançar bastante na buatchi. Foi essa versão que eu ouvi em alguma dance floor dessa cidade. O Sheriff's Nu-Disco Re-Edit também é arrombante. Não foge muito do clima da versão original, mas ficou ótemo! O Faze Action Mix não tem muitos vocais, mas tem a batida gostosinha e um tecladinho loko, também seguindo a linha da original. Podem pegar, porque não dói.

0 Bilus felizes:

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

Filhos da Maddyrain

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