The show must go on

Outro dia, andava pelas ruas de São Paulo e parei para assistir uma cena diferente: um mendigo havia morrido durante o feriado da Páscoa e a polícia havia sido chamada para retirar o corpo do local. Ele decidiu morar na frente de um imóvel abandonado com seu cachorro e sua carroça e alguém deve ter percebido que o corpo dormindo não iria mais acordar tão cedo. O corpo tava deitado no chão, virado pra parede, como se estivesse tirando um cochilo gostoso. A polícia isolava o local com aquela fita de cena de crime. Parei e fiquei olhando toda aquela movimentação e meu maior temor me acertou em cheio.

Fiquei pensando na morte durante o resto do dia. Que medo de fechar os olhos para dormir e nunca mais abri-los. Medo de deixar pra trás tanta coisa inacabada... tanta história a ser contada... tanta alegria e dor a ser vividas... Aquele corpo dormindo no chão veio reafirmar o quanto nós somos frágeis no final das contas. O quanto a pompa e pose não servem pra nada e quanto tempo a gente gasta com coisas que não nos trazem a felicidade a curto prazo.

A verdade é que eu morro de medo de morrer. Se eu pudesse, viveria para sempre dentro de um quarto com tudo ao meu redor, sem precisar correr os riscos da vida moderna. Se eu pudesse, viveria uma morte vivida, da maneira mais covarde possível. Simplesmente não consigo apreciar a vida pela magia de acordar e não saber o que encontrarei pela frente durante o dia. E o medo de não voltar? Todo dia, antes de sair de casa, rezo para poder voltar. Quem diria?
E não tenho medo apenas da minha morte. Só de pensar em nunca mais encontrar as pessoas que amo e me preocupo... juro que meus olhos enchem de lágrimas.

Acho que meu medo da morte tomou forças maiores quando meu pai morreu. Antes, eu encarava a morte como algo natural. Engraçado como mudamos nossas opiniões. Ele foi o primeiro ente próximo a morrer. Foi a primeira vez que precisei abrir aqueles sacos pretos onde ficam os cadáveres no necrotério. Jesus... que sensação horrível é aquela... E então, fiquei sentado ao lado dele durante horas, esperando o serviço funerário chegar. Hora ou outra, levantava e ia até a maca chorar mais um pouco, pegar na mão fria, beijar a fronte e não aceitar o óbvio.
Mas o grande vazio veio mesmo quando o caixão foi finalmente lacrado para ser enterrado. Aquela sensação de que você nunca mais verá uma pessoa querida. Nunca mais. Acabou. Bye bye. Naquela hora, um buraco negro foi aberto na minha razão. Queria pular lá dentro, ficar mais tempo com ele, conversar sobre tudo que não conversamos. Quando tudo acabou, o que restou foi o medo de morrer... de fazer outras pessoas passarem por isso... de observar tudo de fora, sem poder interagir com ninguém...

Queria viver até o ponto em que eu me deitasse para dormir, olhasse pro alto e chegasse à conclusão de que, sim... tudo valeu a pena. O show pode finalmente acabar. Por ora, the show must go on...

Entre el Mar y una Estrella

Album Version
Con Banda
Pablo Flores Miami Mix
Pablo Flores Miami Mix Radio Edit
Pablo Flores Dub
Entre el Mar y una Estrella - Arrasando (Medley)

Lo que sufro es tan immenso como el sol...

Chupa meu edy estrelado:
Aim, serei apedrejada pelas mais latinas, mas Thalia é uma das cantoras mais bregas que eu conheço e gosto. E olha que eu gosto da Celine Dion, hein! Disputa acirrada esta! Mas confesso com toda cara e coragem que assisti SIM Marimar e que gostei SIM! Era menininha ingênua e ligeiramente pura e toda noite ligava no SBT pra assistir a Thalia, aquela fofa e 'excelente' atriz mexicana. Bom, a música de hoje é uma baladinha super mela-calcinha bem bonitinha! Podem pegar a Album Version pra conhecer Entre el Mar y una Estrella. Super fofa! A versão Con Banda chegou ao ápice do breguismo mexicano. Não gostei! Pra começar a jogação de cabelo no maior clima latino/indiano, peguem o Medley com Arrasando, outra dela que eu amo! A viradinha pra Arrasando no medley me deixa TODA cagada.

Os poucos remixes da baladinha ficaram a cargo do kérido Pablo Flores e todo seu dom pra tornar até a Evita em diva latina. Se joguem, meus amores, no Pablo Flores Miami Mix! Uma delícia latin dance super gostosa! Atóron! O dub não é muito diferente do Miami Mix, mas enfim... dubs não eram a especialidade do Pablo Flores.

0 Bilus felizes:

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

Filhos da Maddyrain

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