Uma pica chamada amor

Outro dia, depois que Roxxana Veludo saiu com Roberto (aka Kilo Minhoca) pra visitar uma boca nova perto do aeroporto, entrei no quarto da bunita pra "organizar o closet". Organizar o closet o meu kool, néam? Entrei pra fazer a limpa já munida de várias sacolas de supermercado nem um pouco ecológicas e que levarão anos pra se decompor. Soltei um peidinho pro meio ambiente e acendi a luz do closet. Eu teria a tarde inteira pra dar elza no que quisesse. Fabinho das Bananas tava tomando sol na piscina. Pediu pra eu ficar por perto caso ele precisasse aplicar mais protetor solar. Eu disse que tinha coisas mais importantes pra fazer e deixei aquele monumento à punheta sozinho. Pigmaleão havia descoberto os prazeres carnais de Fernando (aka Litta Walitta) e levaria algumas horas até gozar.

Abri a gaveta mágica de Roxxana Veludo e fiquei uns cinco minutos pensando em qual narcótico proibido por leis brasileiras eu iria experimentar. Na dúvida, peguei um montinho de cada, misturei tudo numa maçaroca só e de repente, não mais que de repente, as roupas ganharam vida! Gucci, Prada, Valentino, Versace... todos os vestidos clamavam Me escolhe! Me escolhe! Aim, calma! Eu vou levar todos! Sempre cabe mais um no coraçaum da Elza!
Subi numa escada de gavetas abertas e fui pras caixas de sapatos. Xente, quanto sapato pra dois pés só! Mas o que eu tô falando, néam? Nos meus tempos de glória eu também tinha mais sapato do que pregas no edy. Aliás, bem mais! Aim, não dá pra levar sapato em saco plástico. Os saltos vão furar tudo. Olhei ao redor e vi umas malas de viagem. E se eu der a elza nessas malas de viagem? Será que ela vai notar eu saindo com duas malas de viagem cheia de roupa elzada? Acho que não.

Abri uma mala de viagem e comecei a jogar tudo dentro. Sandália. Salto alto. Havaianas. Peguei tudo que me agradava, fazia um bolinho com a roupa e jogava na mala. Abri a gaveta mágica de novo. E agora? Coloco vocês aqui na mala? Aim, vou jogar só aquele pó azul. Aqui no cantinho da mala pra não manchar nada! Xente, o que é aquela caixa ali no fundo do armário? Atrás de umas roupas de montagem e pirukas de diversas cores, encontrei uma caixa de sapato solitária e longe das outras. Meu sexto sentido disparou. Abro ou não abro? Aim, vou abrir! Dentro da caixa, uma outra caixinha de madeira preta e com detalhes orientais. Meu sangue gelou. O barato do narcótico passou na hora. Xente! É aquela caixa mágica que me levou pro passado dois anos atrás!

(Pra quem não tá lembrado ou pegou o bonde andando, alguns atrás, encontrei uma caixinha igual a essa no chão. Quando abri, voltei ao passado, nos anos 80, super caguei com a realidade e acabei criando uma segunda persona, a Roxxana Veludo. Se você não tá entendendo nada, se joga nos posts antigos... BEM antigos... pra entender. Um beijo.)

_ Vou jogar essa caixinha maldita na mala também e dar um fim com essa budega! Como é que ela encontrou isso, Diana Ross?!
_ Isso o que? - Fabinho das Bananas tava só com uma sunga Armani parado na porta do closet me encarando com aquele corpo moreno e suado.
_ Aim, que susto patrão Fabinho!
_ O que é essa mala cheia de roupa dentro? Você não ia...
_ Claro que naum, patrão! Onde já se viu pensar isso de mim? Posso te denunciar! Patroa Roxxana Veludo mandou separar as peças pra doação desta semana. Tô vendo o que já foi usado e deve ser reposto. O senhor tá precisando de alguma coisa?
_ Sim. Meu bronzeador já secou nesse sol de rachar. Você precisa passar mais.
_ Aim, você não consegue passar não? Tô ocupado.
_ Alejandro, você é pago pra me obedecer. Passa bronzeador em mim.

E me entregou o bronzeador. Fechou os olhos. Despejei o bronzeador na palma da mão. Passei o bronzeador nos peitos definidos. O bico do peito ficou durinho. A neca também. Fez volume na sunga. Desci a mão pelo tanquinho. Lembrei de como era gostoso lamber aquele abdômen trincado. Coloquei a língua pra fora e contornei os gomos sarados. Ele empurrou minha cabeça pra baixo. Tirei a sunga com a boca e finalmente paguei o boquete que todo mundo tava querendo ver ser pago!
Cai de boca, meus amores! Chupei até o bophy gozar na minha cara! Uma loucura! Peguei um Versace branco do cabide e me limpei toda. Fiz um bolinho com o vestido e taquei na mala. Enfim, nada que uma boa lavagem não resolva. Roxxana Veludo chegou e ouvimos os gritos dela lá de baixo na entrada.

_ Aim, tô cansada! Roberto, você precisa rever seus conceitos de direção. Você dirige muito perigosamente pelas ruas de São Paulo. Perigosas peruas! Qualquer dia você vai bater meu carro, morrer e eu terei que comprar um carro novo! Alejandro, cadê você? Alejandro? Você tá aí em cima, Alejandro?

E a bunita veio subindo escada acima...

Just a Touch of Love (Everyday)

Radio Edit without the Rap
Radio Mix
Hot Radio Mix
The Standard House Mix
The C&C Garage Mix
The C&C Garage Dub Mix
The Garage Dub 2 Mix
Keyboard Express Mix

Open up your heart and let me in...

Chupa meu edy todo dia:
Xente, finalmente a estreia mais do que aguardada de um single do C&C Music Factory aqui no blog! Bom, vamos começar dizendo que eu acho o Robert Clivillés um tesão. Acho que todo mundo na época queria dar bunita pro Clivillés! O talento em forma de ser humano conhecido como David Cole morreu faz tempo de AIDS. Uma perda enorme para o mundo house e dance.
Bom, o C&C Music Factory remixou Deus e o mundo, mas também emplacou uma série de singles de sucesso. Craro que o principal hit deles não foi Just a Touch of Love, mas eu sou do contra, néam?

Como todos os outros singles do grupo, os remixes são produções do Clivillés & Cole mesmo. O The Standard House Mix é basicamente uma versão extended. Um house super gostoso e com a cara do trabalho do C&C. Super recomendado! Curiosamente, a versão que eu conhecia dessa música é, na verdade, algum remix que eu não sei o nome. Aliás, prefiro essa versão que a original, mas abaphe the case. O The C&C Garage Mix não foge muito da original, mas ahazza mais no pianinho house. Uma delícia! Agora, meus amores, se joguem com todo o clamor no The C&C Garage Dub Mix! Super recomendado e ainda tem um sample ahazzante que apareceria na música House Music do Eddie Amador (que em breve pinta por essas terras).

0 Bilus felizes:

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

Filhos da Maddyrain

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