Um novo dia

Acordo todo dia com um remix de despertador e ronco de Kilo Minhoca na orelha. Sabe aquele despertador que vende na barraquinha que fica só no pi pi pi pi pi pi? Então, é esse aí. Xente, eu tô pra ver o dia em que vai sair assim no Jornal Nacional: Travesti assassina amigas ao enlouquecer com barulho do despertador. Por alguma vontade divina obscura, sou a primeira a levantar do colchão e começo minha batalha diária pra acordar Kilo Minhoca e Litta Walitta. A Litta é a pior de todas. Por conta dos remédios pesados que ela toma, preciso de técnicas chinesas pra acordar a bunita do dope.

Saímos sempre atrasadas, correndo como loucas até o metrô. Kilo Minhoca para numa banquinha na porta do metrô e compra um saquinho de pão de queijo pra tampar o bucho até chegarmos no Morumbi. O cheiro do queijo que se diz queijo gruda no cabelo e vai empesteando o vagão todo. Quando finalmente acabamos nossa jornada pelos meios de transporte público de São Paulo, sinto com se estivesse saindo dum pacote de Cheetos. Aquele da embalagem laranja. O MAIS FEDIDO DE TODOS!

O bom de trabalhar pra Roxxana Veludo é que ela NUNCA percebe se chegamos no horário ou não. Ela NUNCA acorda antes do meio dia. Isso quando acorda, néam? Tem dias que tá tão colocada que nem sai da cama. Pigmaleão vem com seu andar de anão gritando e xingando nós três por estarmos atrasadas. Diz que eu tô atrasada pro boquete da manhã. Minha primeira tarefa ao chegar na mansão de Roxxana Veludo: chupar a anaconda de Pigmaleão. Podia ser a banana gostosa do Fabinho das Bananas, néam? Já dizia uma amiga travesti que morreu na sauna, "Não reclame com neca na boca".
Minha segunda tarefa, depois de enxaguar a boca..., é checar a vida doméstica da mansão. O jardinheiro já chegou? O moço gostoso que limpa a piscina já tá limpando a piscina? Vou pra trás da churrasqueira na beira da piscina e chamo o mocinho. Vem cá, vem cá. Vem limpar algo mais gostoso. Corro pro canil e encontro com o dog walker. Um negão enorme com cara de marginal e sem um pingo de ensino, mas amante dos animais. Sabia que o ser humano é um animal, néam? Ah, não sabe? Fecha a porta. Vou te ensinar uma coisa ou outra.

A lição acaba e Roxxana Veludo me chama pelo interfone. Quer fazer uma relação das roupas que já usou uma vez na vida pra doar. Pro lixo. Entro no closet, pego alguns modelitos e ela vai falando quando e se já usou. Mostro alguns vestidinhos Gucci e Versace ainda com a etiqueta e ela não sabe responder quando usou. Por via das dúvidas, vamos jogar fora porque é da coleção anterior. Vou pra despensa carregando uma pilha de roupa importada. "Pro lixo" o garai, meu amô. Vai pro MEU lixo! Litta Walitta tá preparando o almoço e estica os olhos. Oba! Roupa nova pro final de semana! O salário não é as mil maravilhas, mas tô refazendo meu armário.

À tarde, Roxxana Veludo sai pra rua com Kilo Minhoca. Algo me diz que sair pelas ruas de São Paulo com Kilo Minhoca no volante deve ser uma experiência mega "Grand Theft Auto". Aproveito a hora de lazer pra descansar. Entro em qualquer banheiro da mansão e deito no chão. Formo um travesseiro com o tapetinho e até sonho. Sonho que voltei à minha vida de glamour travesti. Acordo com alguém esmurrando a porta. Dou um super pulo acrobático, endireito o penteado e o uniforme e abro a porta com pompa e circunstância.

_ Litta?!
_ Maddyrain!? O que a senhora tá fazendo no banheiro?!
_ Tava... tava vendo se tá tudo em ordem. E você? Você não tem o banheiro lá embaixo?
_ Ah, eu vim cochilar mesmo! Dá licença?
_ Ah, sua safada! Então vai procurar outro banheiro, porque esse já tá sendo usado pra mesma finalidade!

O expediente acaba e nós três estamos mortas de cansaço de tanto descansar e fingir que estamos trabalhando. A volta pra casa consegue ser pior do que a ida. O desodorante de todo mundo já venceu faz horas, mas vamos felizes, com sacolas plásticas de supermercado lotadas de roupinhas de grife amontoadas e amassadas. Duvido que a Donatella imaginou que as roupas dela receberiam esse tipo de tratamento. Quando chegamos, Litta Walitta e Kilo Minhoca trocam um olhar revelador e disparam:

_ Maddie... assim... já tá na hora da senhora contar pra gente... assim.. não tô reclamanu...
_ Desembucha, Kilo. Você quer tomar banho primeiro hoje, é isso? Tudo bem, eu senti mesmo um cheiro forte vindo de você, meu amô.
_ O que ela quer perguntar, gata, é como é que a senhora vai se vingar de Roxxana Veludo ou vamos passar o resto dos dias trabalhando pra bunita?
_ Hm... já tava na hora mesmo de conversarmos sobre isso. Vamos sentar e bater um papo gostoso e descontraído?

Day and Night

Radio Version
Club Mix
Novecento 900 Mix
Morales Club Mix
Morales Radio Edit
Def Mix
Def Version
Eclipse Mix
Retrotrash Rapino Mix
Retrotrash Rapino Instrumental
Bussola Mix
Bussola Dub
Rapino Radio Edit
Grinstretcher 'Avin It Mix
Emmbee Club Mix

I can see the land of love...

Chupa meu edy dia e noite, noite e dia:
Nossa, hoje Maddyrain abriu o baú e tirou um hit direto dos saudosos anos 90! Day and Night, meus amores, tocava dia e noite no rádio na época áurea do dance. Bom, assim como eu, duvido que você já tenha ouvido a versão original, então pega a Radio Version apenas por curiosidade. Não é terrível... tem uma pegada meio... sei lá... Enigma misturado com alguma coisa. O Club Mix é mais bonitinho e sampleia o remix do David Morales pra música. Falando no bunito, se joga com toda sua força pirukal no Morales Club Mix! Um house super delicioso e recomendado! Aproveita e pega o Morales Radio Edit, porque era essa versão que tocava no rádio! Um clássico! O Def Mix é uma espécie de dub mais underground. Uma graça! E, por fim, o MARAVILHOSO Eclipse Mix que já começa logo ahazzando o edy da biluzada!

Bom, os remixes dos Rapino Brothers são aquela coisa MEGA ultrapassada que eles faziam nessa época dance. Bonitinhos e válidos pra você correr na esteira. E só! O Retrotrash Rapino Mix é um euro dance meio loko do meu kool igual a tantos outros. O Bussola Mix é uma biluzinha mais contida. Gosto mais dele. O resto, meu amô, a xente ignora.

0 Bilus felizes:

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

Filhos da Maddyrain

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