A biluzinha que jogava video game - Parte II

Depois de um tempo, a ausência de jogos novos pro Mega Drive começou a cansar minha beleza e fui deixando ele de lado. Nessa mesma época, comecei a colecionar gibis, meu outro segredinho nerd, e dificilmente tirava o video game da caixa pra jogar as mesmas coisas. A minha vidinha também foi mudando bastante nessa época, então a animação pra jogar video game foi aos poucos acabando.
Confesso que não sei se já fazia muito tempo que o PlayStation tinha sido lançado, mas lembro perfeitamente o primeiro jogo que vi e me apaixonei: "Resident Evil". Depois de um final de semana inteiro levando sustos e gritando pela casa com medo de zumbis, minha vó decidiu comprar um PlayStation usado, mas ainda novo, pra mim. Fiquei completamente loka do meu kool de felicidade! Tente imaginar a cabeça de uma criança que até então só ahazzava em jogos da Disney vendo tanto sangue escorrendo pela tela, levando susto com cachorros zumbis quebrando janelas e aranhas gigantes...

Como o jogo pirata pro PS1 era muito baratinho, minha nova diversão era me jogar na Galeria Pagé com algum dinheirinho juntado de trocos e voltar pra casa com dois ou mais jogos de uma vez. Comprei e joguei TANTA coisa nos meus tempos de PS1! Desde jogos obscuros, como "Bushido Blade" e "Azure Dreams", até os jogos mais badalados da época, como "Metal Gear Solid". TODO MUNDO tinha PlayStation na época. Era fácil encontrar xente no colégio disposta a conversar sobre lançamentos ou trocar jogos já terminados. Com o PlayStation aprendi até alguns passinhos de dança básicos com um joguinho que eu adorava chamado "Bust a Groove". Minha diversão era passar horas vendo os bonecos dançando e tentar reproduzir quando dava coragem pra enfrentar o mundo hetero nas matinês. Minha personagem favorita era uma espécie de Mulher Gato e eu me acabava com a música dela!

Durante todo o tempo em que tive o PlayStation, refinei meus gostos, conheci novos estilos de jogos e joguei títulos que marcaram minha adolescência e são meus favoritos até hoje. Conheci até minha musa virtual, a Lara Croft. Não sei o que mais me encantou quando joguei "Tomb Raider" pela primeira vez. Talvez tenha sido a belíssima trilha sonora que me fascina até hoje. Ou então a história centrada em arqueologia e escavação em lugares exóticos e mitológicos. Pode até mesmo ser as curvas de Lara Croft! A loka! De toda forma, tenho todos os jogos da Lara lançados até hoje e guardo com muito carinho meus CDs já com mais de dez anos.

E, como falei lá no começo, não posso deixar de mencionar o jogo que deixava minha calcinha toda mijada, "Resident Evil". Eu fiquei completamente loka do meu kool por esse jogo. Sabia os diálogos de cor e salteado, já havia terminado mais de mil vezes, conhecia a localização de todos os items e não tinha mistérios pra resolver os puzzles. E, pra mim, cada partida era um jogo completamente novo e diferente. Já vi o Barry morrer em vários lugares diferentes, encontrava o Wesker cada vez em um lugar... Enfim, era sempre uma surpresa agradável. Isso sem falar na surpresa mais que agradável chamada Chris Redfield, néam? Apaixonei completamente por ele, embora confesso que eu sempre preferi jogar como Jill Valentine. O bophy conseguiu ficar ainda mais fazible na última versão do jogo!

Minha outra paixão nos tempos de PS1 foram os RPGs. Xente, eu passava horas e mais horas explorando cavernas, florestas e covis com vários títulos desse gênero. Joguei cada RPG obscuro e chato... mas, felizmente, também joguei muita coisa boa. Mas, meu amô, se você tá acompanhando tudo até aqui, você já sabe qual RPG eu não poderia deixar de citar no post de hoje, néam? Craro, meu amô, que eu fiquei completamente abalada estruturalmente pelo melhor RPG de todos os tempos, "Final Fantasy VII". Na verdade, FFVII não foi o primeiro RPG que eu joguei. O primeiro foi "Wild Arms". Uma graça! A abertura era mega fofa, mas achava o jogo super difícil e longo demais. Nunca terminei (nem a versão remake pro PS2)!
Como minha primeira experiência com RPGs não foi a mais feliz possível, dei uma mega ignorada em FFVII quando ele saiu. Mas, meu amô, só se falava em FFVII nos meios acadêmicos! Todas as revistas batiam a punhetinha diária com a trágica história de Cloud, Aeris e Sephiroth. Decidi dar uma chance ao jogo e passei mais de 90 horas da minha vida com Final Fantasy VII. Quando FINALMENTE terminei, não conseguia parar de jogar. Aliás, a cena da morte da Aeris é uma das mais tristes que já presenciei no mundo dos games.

Infelizmente, em 2001, meu PS1 teve seu final trágico: eu tinha acabado de comprar "Dino Crisis 2", tava levando sustos medianos (já que a segunda versão do jogo é infinitamente inferior ao primeiro) quando minha mãe tropeçou no fio da tomada e o video game voou pro chão, destruindo o canhão de laser... Eu não sabia se matava a bunita ou me jogava da janela! A solução encontrada foi pedir emprestado o aparelho do filho do síndico do prédio e fazer a egípcia sempre que ele vinha pedir o video game de volta!

Posso dizer com muito carinho que vivi experiências incríveis e histórias fascinantes com meu PlayStation. Os gráficos hoje em dia são SUPER datados, mas, na época, eram o máximo. Com 5 reais eu conseguia voltar pra casa feliz com um jogo dentro da mochila e esquecer por algumas horas todas as chateações e aborrecimentos que a adolescência traz na vida de um ser humano, principalmente quando se é gay.

No próximo post, PlayStation 2 e Xbox 360!

Hella Good

Album Version
Roger's Release Yourself Mix
Roger's Release Yourself Instrumental Mix (low quality...)
Roger's Release the Dub Mix (low quality...)
Sharam Jey Remix 1
Sharam Jey Remix 2

Let's keep on dancing...

Chupa meu edy, meu amô:
Aim, sabe aquelas bandas que você não dá um peido de importância, mas de repente ouve uma música e fica loka do seu kool? Entaum, meus amores, com Hella Good foi assim! Não que eu tenha me apaixonado pela versão original, mas o remix do Roger Sanchez pra essa música, meus amores, é simplesmente um dos melhores da carreira dele! Você pode se jogar com toda sua força e glamour no Roger's Release Yourself Mix que você não vai se arrepender! Uma delícia! E por hoje é só!

1 Bilus felizes:

Bal Oliveira disse...

me identifico com a sua saga, mas fui do contra... comecei com intellevision e odiava a sega. besos

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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