A biluzinha que jogava video game - Parte I

Aim, sabe... às vezes eu acho que ser biluzinha não é muito fácil. Não sou muito de achar que a vida guêi é de puro martírio, mas, hoje em dia, ser guêi é carregar tanto pré-conceitos e estereótipos sociais que dá vontade de parar e gritar pra todos "É muito difícil aceitar o fato de que ninguém é igual a ninguém, ou que pelo menos nos esforçamos para não ser". Então, meus amores, hoje vocês vão conhecer a faceta viciada por video game da Maddyrain!

Eu fico muito puta do meu kool quando falam que video game é coisa de nerd. Pra mim, coisa de nerd é ficar enfiada no quarto estudando escondida da luz solar atrás de livros, calculadoras e troços matemáticos. Isso é nerdice pra mim. Jogar video game hoje em dia é vivenciar universos e histórias únicas e bem construídas. É conviver com personagens que poderiam morar no mesmo prédio que você. Além de tudo isso, é aprender e expandir sua visão de mundo. Claro que você pode acabar abitolada e achar que andar de carro atropelando e matando xente por aí é o futuro, mas cada um sabe até onde vai o seu bom senso e quais remédios tomar pra controlar seus impulsos, néam?

Meu primeiro video game foi um Atari mesmo. Sou das antigas, tzá? Eu tinha acabado de me mudar e jogava o Atari dos vizinhos e achava a coisa mais moderna do mundo. Achava tão legal ficar cruzando o riozinho pulando de lá pra cá nos jacarés. Outro jogo que eu atórava era o Pitfall. Você tinha que cruzar uma selva pulando nos cipós pra se safar dos jacarés e buracos. Uma loucura! Mas desde sempre fui crítica com o universo do video game. Eu achava o controle do Atari uma coisa... assim... terrível! A resposta era terrivelmente lenta e irritante. Era uma frustração sem igual jogar o Atari.

Quando eu ganhei o Atari, ele já tava velho e saindo de moda. O video game do momento era o Nintendo (NES) tradicional, ou o Nintendinho, como era carinhosamente chamado. Só que o babadu era caro demais! A solução encontrada por meu pai foi comprar uma das muitas variações produzidas pelo mercado brasileiro utilizando a mesma placa do NES tradicional, o Phantom System!
Fiquei anos com esse video game, jogando sempre os mesmos jogos intermináveis que vieram num cartucho japonês com mais de 50 jogos (todos repetidos) que meu pai conseguiu sei lá onde. Minhas noites após a escola eram repletas de Super Mario pulando pra lá e pra cá. Biluzinha desde sempre, ganhei de aniversário a fita da Pequena Sereia e achava uma graça! Minha única fita original era "The Simpsons - Bart vs. the World" que meu tio havia trazido de Miami pra mim. Xente, eu queria matar esse jogo! Ele não só era difícil pragrai, mas os controles também eram os mais toscos possíveis! Minha paciência ia pro além quando eu morria quase no final sem password algum! (Depois de anos, acabei esse e outros jogos com os adorados emuladores). Nessa época, a moda era alugar os jogos, já que comprá-los era um pouco inviável.

Felizmente, diferente do mundo da informática, os aparelhos de video game levam um tempinho pra sair de moda e ficar ultrapassados. Enquanto eu tinha o Phantom System pra me estressar e jogar em casa, ganhei de presente o Game Boy tradicional pra jogar nas viagens ou passeios de carro. Xente, eu pirava com esse portátil! Achava a coisa mais maravilhosa abstrair completamente do mundo ao meu redor e só prestar atenção à tela verde na minha frente. Passava horas jogando Mario Bros. e outros tantos joguinhos que vieram em outro cartucho pirata com mil títulos (repetidos, óbiveo!) que meu pai arranjou sei lá eu onde again. Eu só achava um porre os jogos serem curtos demais. Eu era completamente viciada no tema de abertura de um jogo chamado "Gargoyle's Quest"! Achava super sinistra e colocava nesse jogo só pra ouvir a musiquinha no começo!

Depois de ano sob o domínio da Nintendo, fugi pro lado da Sega quando meu tio trouxe para mim o video game da nova geração, o Mega Drive. Na verdade, como meu aparelho era importado, ele não era o Mega Drive, mas sim o Genesis (nome original nos Estados Unidos). Fiquei com ele por muitos anos e, como o momento financeiro em minha família estava um pouco melhor, tive vários jogos. Já que eu não era a pessoa mais ocupada do mundo, jogava, terminava e jogava tudo de novo mil vezes seguidas. Jogos como "QuackShot", "Alladin", "Super Street Fighter 2", "Golden Axe" e outros tantos marcaram minha infância. Como todos meus amigos da escola tinham o Mega Drive, a diversão era trocar jogos ou pegá-los emprestado. Nossa, joguei tanta coisa durante minha fase com o Mega... Foram anos divertidos e que me lembram muito da figura do meu pai... quando íamos no StandCenter comprar jogo pirata e quando eu ganhava jogos no Natal. Ele nunca sentou para jogar comigo ou se interessava muito com os jogos, mas ele era o intermediário da diversão.

No próximo post, a era PlayStation...

My Favourite Game

Album Version
Nåid Remix
Rollo's Mix
Wide Receiver Mix
Wubbledub Mix
Johan S Vocal Club Mix
Johan S Vocal Edit (low quality...)
Johan S Toxic Dub

This is not a case of lust...

Chupa meu edy no video game:
Oba, hoje é dia The Cardigans de novo aqui no blog! My Favourite Game fez sucesso quando foi lançada e foi até trilha sonora do jogo "Gran Turismo 2" pro PlayStation (olha como já faz tempo!), virando hit número 1 dos nerds de plantão! Podem pegar a Album Version, que é um pop rock gostosinho que não ofende ninguém!

Bom, os remixes não são lá essas coisas, mas são raros, então aproveitem! O Nåid Remix tem uma pegada alternativa e lounge interessante pra você deixar tocando enquanto recebe os amigos em casa. O Rollo's Mix não é o melhor remix do Rollo, mas dá pra dançar que nem loka na dancefloor. Um trance super loko do meu kool! O Wide Receiver Mix segue uma linha mais dance com carinha de Spice Girls. Uma gracinha! Por fim, o Johan S Vocal Club Mix que também vai por esse lado dance gostoso e club. É o melhor remix de hoje! Se joga, meu amô!

2 Bilus felizes:

André disse...

Maddy, vc me dixou super nostálgico com o post de hoje! Nossa, vc relatou A MINHA INFÂNCIA! Curioso pra ler a segunda parte!

Johan disse...

Thank you!

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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