Vamos falar da Madonna: The Immaculate Collection

Depois de arrombar o mundo e a xaninha ao vivo durante a Blond Ambition Tour, tava mais do que óbvio que os próximos passos da Madonna seriam, no mínimo, safadjénhos. Como eu acho que a menção à Blond Ambition Tour foi muito curta no último post da Madonna, vou falar mais desta que é, na minha opinião, uma das melhores turnês da bunita. Qual seria a maior ambição da cantora pop mais famosa da história musical? Olha, eu não sei, mas acho que deve ser uma piroca capaz de saciar essa fome por rola que ela tem. A seleção de músicas da turnê é simplesmente perfeita. Não tem um momento durante o show que eu falo Aim, que chatice. Nas últimas turnês dela, você fica esperando o momento pra finalmente dizer Aim, que tudo! O único porém, como eu já falei, são as biluzinhas dançarinas. Jesuis... a xente gosta de ver macho tatuado dançando, néam? A Kylie Minogue sabe do que eu tô falando!

Aproveitando a onda de bafões que o Like a Prayer e a Blond Ambition renderam, nada melhor do que lançar também um documentário contando os bastidores da turnê e as baixarias que rolavam nos camarins, o famoso "Na Cama com Madonna". Adivinha se esse é ou não o meu documentário favorito da Madonna!?
Se depois de tudo isso que eu escrevi você ficou loka do seu koolzinho pra assistir a Blond Ambition, lá vem a bomba: essa maravilha artística do final dos anos 80 ainda não foi lançada em DVD. Não tem nem
VHS, meu amô! É só em LD e olhe lá! O babadu é conseguir alguma cópia em DVD feita diretamente do LD. A minha foi um presente super válido da minha best friend Joanete Filha-do-Jack. Vez ou outra paro pra assistir a melhor performance EVER de Like a Virgin!


Depois de cinco álbuns de puro sucesso, já tava mais do que na hora da rainha do pop lançar a sua primeira coletânia. The Immaculate Collection não é uma das melhores coletânias de todos os tempos à toa, meu amô. Todos os hits do passado foram remixados por Shep Pettibone utilizando a tecnologia QSound, então aquela sensação comum que os fãs têm quando compram uma coletânia de Aim, já tenho tudo isso praticamente não existe com o Immaculate. Além disso, Madonna plantou neste álbum a sementinha que daria origem à Dita no Erotica com Justify my Love e Rescue Me, as inéditas. O tracking list original do The Immaculate Collection é:

1- Holiday (single)
2- Lucky Star
3- Borderline
4- Like a Virgin
5- Material Girl
6- Crazy for You (single)
7- Into the Groove
8- Live to Tell
9- Papa Don't Preach
10- Open Your Heart
11- La Isla Bonita
12- Like a Prayer
13- Express Yourself
14- Cherish
15- Vogue
16- Justify my Love (single)
17- Rescue Me (single)

Xene, só tem hit! Uma loucura! A edição limitada conhecida como The Royal Box é um looshu só! Uma caixa enorme de grande continha o VHS com os principais clips, um poster enorme da performance ao vivo de Vogue no VMA da MTV, alguns cartões postais que eu DUVIDO que algum fã tenha tido a audácia de usar e a versão em CD do Immaculate com um acabamento todo sexy no cetim. Um ahazzo pra poucos e que hoje em dia custa os olhos da cara e do kool.
Claro que alguns singles de sucesso ficaram de fora, então o que fazer? Lança um EP pra fuder com tudo e se entupir de dinheiro! O tracking list do The Holiday Collection é:

1- Holiday
2- True Blue
3- Who's that Girl
4- Causing a Commotion (Silver Screen Single Mix)

Como eu já falei, todos os hits foram remixados e remasterizados e são ligeira ou totalmente diferentes da versão original. Holiday e Crazy for You foram relançadas como single pra angariar um pouco mais de dinheiro pra instituição autolucrativa da Madonna.
Vou falar apenas das músicas que sofreram grandes alterações na estrutura, pra não ficar cansativa.
Like a Prayer e Express Yourself foram substituídas na cara dura por versões totalmente remixadas pelo Shep Pettibone, mas que não fogem dos remixes lançados na época de divulgação dos singles. Vogue também possui aquele começo mais do que famoso What are you looking at? que misteriosamente não existe na versão original.

Justify my Love foi produzida pelo então novato e altamente fazible Lenny Kravitz. Eu já falei que sempre achei o Lenny Kravitz meio que do partido biluzístico, néam? Só fui descobrir que o bophy é comedor de xana assumido anos depois! Loucura! Mas enfim, Justify my Love é, provavelmente, a música mais pervertida da Madonna. Eu tenho certeza que 90% dos meus leitores já fofaram ao som dela. Aliás, é difícil ouvi-la e não ficar com vontade de, pelo menos, pagar um kétji. Como a bola da vez era o Shep Pettibone, a coletânia não podia ficar sem uma música inédita produzida por ele. Rescue Me é um pop house super gostoso que já anunciava a sonoridade geral do próximo álbum, o Erotica.

Não preciso nem falar que The Immaculate Collection foi um sucesso absoluto de vendas e ainda ahazza nas paradas. É a coletânia de artista solo mais vendida de todos os tempos, então é bem provável que todo mundo que você conhece tenha esse álbum em casa. Não podia me esquecer de mencionar a MARAVILHOSA sessão de fotos do Herb Ritts pro Immaculate, com fotos icônicas que marcaram a carreira da bunita.
O próximo álbum só seria lançado praticamente dois anos após o Immaculate Collection e traria uma versão mais sombria, sensualizada e agressiva da Madonna. Erotica, meu álbum favorito. Já tô loka do meu kool pra escrever sobre ele!

Rescue Me

Single Mix
Alternate Single Mix
Titanic Vocal
Houseboat Vocal
Houseboat Dub
Lifeboat Vocal
Lifeboat Dub
S.O.S. Mix
Demanding Dub
Disaster Dub

You see that I am hungry for a life of understanding...

Chupa meu edy em alto mar:
Rescue Me é um daqueles singles da Madonna que passam despercebidos e tiveram pouca ou nenhuma divulgação na época do lançamento, o que é uma pena, meu amô, porque Rescue Me é arrombante. Um pop house super gostoso com backing vocals dignos e toda uma homenagem à música Respect da diva Aretha Franklin. Podem se jogar no Single Mix, que não é muito diferente da versão original. Aliás, a "grande" diferença é tão pequena que você ganhará um beijo se me dizer o que é diferente!

Todos os remixes foram feitos pelo Shep Pettibone e Junior Vasquez e, PASMEM, são diferentes entre si, sem contar os dubs. Uma loucura! E também acho válido mencionar que eu acho super fofo o nome dos remixes! O Titanic Vocal é basicamente uma versão extended da original com as backing vocals gritando feito lokas. ATÓRON! Mais do que recomendado! O Houseboat Vocal continua a linha house da original, mas com uma pegada mais dark. O que eu atóron nessa versão são as batidas e a forma como os vocais do bridge foram alterados para os backing vocals da própria Madonna. Um ahazzo! O Alternate Single Mix é o edit desse remix. Xente, o Houseboat Dub consegue ser ainda melhor que o vocal mix! Que loukura do meu kool! SUPER recomendado!

O Lifeboat Vocal é mais parecido com o Houseboat Vocal, mas começa calmo e vai crescendo aos poucos nas batidas dos refrões. O remix que eu menos gosto é o S.O.S. Mix, que é uma espécie de percapella, ou seja, batidas e vocais. Não é terrível, mas o que salva tudo são os gritos da Madonna intercalando com os vocais à la Dita. Por fim, o Disaster Dub, que é bem pequeno e ultra válido com trechinhos do Houseboat Dub. Adógo!

O resgate da Irmã Pirassununga

_ Meninas, socorro! Tão querendo a minha neca!

A força das batidas na porta aumentava. A gente vai arrombar a porta, Irmã Pirassununga! E depois você vai nos arrombar! Xente, que horror! E são freiras, hein?! Olhei desesperada pra baixo e reparei na bolsinha de Kilo Minhoca. Anos de convívio com a bicha tinha me ensinado que a travesti mais gulosa da galáxia nunca sai de casa sem o seu dildo de estimação.

_ Kilo! Joga o Alexandre Pires aqui!
_ Que?! Tá loka, vinhada?! Jogar o Alê assim?! E se eu perder?
_ Eu te compro vários dildos by BelAmi, vinhada! Joga logo!

Com uma dor visível no coração, Kilo Minhoca abriu a bolsinha e tacou seu dildo na direção da minha janela. A multidão no Largo São Bento olhou pra cima pra ver aquela neca de borracha negra voando alto. Uma cena linda! A história entre Kilo Minhoca e Alexandre Pires era antiga e merece um post qualquer dia. Peguei o dildo do chão. Que gostoso segurar uma pirocona negra na mão... Escancarei a porta. As irmãs me encaravam com fome no olhar.

_ Olha lá! Ela tá segurando um cacete!
_ Querem rola? Vão pegar! - levantei a piroca e joguei longe no corredor. Elas sairam correndo atrás da piroca do Alexandre Pires como cães esfomeados. Fiquei até espantada. Já tive muita fome de rola, mas nunca assim! Corri até o andar térreo e abri a porta pra Kilo Minhoca e Litta Walitta entrarem no convento.
_ Gata, o que é que tá pegando?
_ Éam! E cadê meu dildo?
_ Aim, Kilo... nem queira saber o destino do Alexandre Pires. É melhor você esquecer sua história de amor e gozo com ele. Gatas, eu preciso sair daqui. Meu tempo tentando levar uma vida religiosa acabou.
_ Mas você quer ir pra onde, Maddie? A Ilha do Bororé ainda não tá pronta pra te receber... e seu mocó... bom...
_ Não! Eu preciso ficar na cidade grande. Quero sentir o cheiro de poluição de ônibus! Quero ser cutucada no metrô!
_ Quer arranjar um novo emprego, gata? Lembra que eu te falei que tinha um babadu pra te contar? Lê isso aqui. - Kilo Minhoca me estendeu um recorte da Caras.

Socialite e diva da noite gay casa com vendedor de bananas

A socialite mais badalada da noite gay de São Paulo, Roxxana Veludo (?), casou ontem com o ex-vendedor de bananas, atual jogador de pólo aquático, Fábio Muniz (22), na Igreja Nossa Senhora do Brasil numa cerimônia repleta de celebridades. Roxxana Veludo gritava durante a festa a quem quisesse ouvir que o "amor à banana tinha sido imediato". O casal se conheceu na remota Ilha do Bororé, lugar bem diferente do destino favorito do casal, a Ilha de Caras. Roxxana Veludo aproveitou a visita da revista Caras para comentar que está procurando novos empregados para sua nova mansão no Morumbi...

_ Tô bege... Roxxana Veludo de novo?!
_ Como assim "Roxxana Veludo", Maddie? Eu trouxe o recorte por causa do Fabinho das Bananas! O pervo casou com outra trava!
_ Ah, o pior nem é isso, Kilo. Eu já sabia que o negócio dele era levar rola de trava, mas como eu sou Ivone, ele caiu fora. O babadu é essa Roxxana Veludo que anda me perseguindo já tem tempo.
_ Mas quem é Roxxana Veludo na noite? Eu NUNCA ouvi falar dela no circuito Centrão. - Litta Walitta tava indignada.
_ Roxxana Veludo sou eu, mas de outra realidade. Amores, vamos sentar pra eu contar tudo rapidinho antes que as freiras se cansem da neca do Alexandre Pires.
_ Ah, gata! Aquilo lá é prazer non-stop!

Sentamos numa das mesas da recepção e contei tudo pra elas, como eu já havia viajado no tempo e fui parar nos anos 80; que capei a neca de Murilo Muniz, irmão do Fábio, e acabei sendo presa e precisei me tornar Roxxana Veludo pra poder fugir da cadeia. A história era super loka do seu kool e eu esperava a resposta das duas.

_ Maddyrain, eu não sei qual é o padê que você anda cheirando ou injetando, mas é dos bons, hein!?
_ Gata, você devia escrever um livro ou novela das 8! Eu te assistia. Seria melhor que a Gloria Perez, com certeza!
_ Mas é verdade, garai! Não tem como essa Roxxana Veludo existir se eu voltei no passado depois e desfiz o que tinha feito com o Murilo Muniz. Só que a bunita tem me perseguido e fodido com minha vida sempre que possível. Onde será que eles tão morando?
_ Ai, eles são vizinhos da minha patroa! - eu ainda não acreditava que Kilo Minhoca passava as tardes passando roupa de xente ryka.
_ E tão precisando de novos empregados...
_ Éam, mas eu já fui me informar. Não querem passadeira. Só motorista, mordomo e copeira. E quem vai passar roupa naquela casa, eu te pergunto?
_ Meu kool pode passar a roupa deles! Eu vou mandar meu currículo pra essa Roxxana Veludo! Vou entrar na casa dela como mordomo!
_ Amore, mordomO e não mordomA.
_ Kilo, Litta... tem outra coisa que preciso contar pra vocês. - tirei os grampos que prendiam a piruka loira no cabelo curto de hominho - Eu voltei a ser Alejandro, meus amores.

As duas cairam pra trás da cadeira. Atóron espontaneidadji.

Self Control

LP Version
Extended Version
Classic Summer Mix 1992
117 BPM Club 1992
Club Mix
Kenny Hayes Club Mix
Flip & Fill Remix
Mindworkers Remix
Mindworkers Radio Mix
Mindworkers Instrumental
Force Four Remix

I live among the creatures of the night...

Chupa meu edy descontrolado:
Xente, Self Control da Laura Branigan é um crássico dos anos 80 e o lema de toda bilu da naitji. Eu adógo e ficava toda loka do meu kool quando tocava durante o jogo GTA Vice City! Aim... saudades dos meus tempos de meninice no PS2... Abapha! Se você não tem nem ideia do que eu tô falando, super se joga na Extended Version, que é um ahazzo e super merece uma dublagi!

Sabe aquela cagada de relançar a mesma música quase que todo ano? Entaum... Self Control foi vítima dessa mierda. O primeiro relançamento foi em 1992. Os remixes não são terríveis, mas jesuis... podiam ser um house gostosinho, néam?! O Classic Summer Mix 1992 é um dance sem vergonha tolinho. O 117 BPM Club 1992 tem uma pegada mais house bonitinha, mas mesmo assim. Queremos Morales! Em 1999 a música foi relançada e só consegui encontrar o Club Mix. Esse é um pouco mais fervido e diva da buatchi pré-2000. Ainda prefiro a original. Por fim, as versões trance e despirocadas de 2004. Pra não jogar tudo no lixo, o Kenny Hayes Club Mix foi o que tocou na buatchi e é aquela coisa trance ame ou odeie.

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Aim, amores, é virtualmente impossível conseguir os remixes de 1999 pra Self Control, mas se você for uma biluzinha cheia das coisas pra compartilhar, não faz a maldita e me manda as versões abaixo!

edit 3:50
original '99 album remix 5:06
club mix radio edit 4:03
self control adventure club mix 7:24
spacekid remix 3:56

Uma rola entre nós

Acordei com o sol brilhando na minha cara. Irritando Maddyrain: acordar com o sol na cara ou com o telefone berrando na orelha. Acho que o telefone de quem liga devia avisar Olha, a bilu tá dormindo antes de acordar alguém. Sabe aquele cheiro de pinga que fica no ar depois de uma noite de mamada? O quarto inteiro fedia a uma mistura de pinga e morte. Super uó. Encarei o homem que queria aflorar do outro lado do espelho. A barba já tava crescendo depois de dois dias de completo esquecimento. Abri a gavetinha da penteadeira e cadê a porra da gilete? Quem pegou minha gilete?! Aim, sério que vou sair daqui parecendo a ursa maior?! Abri meu armário e coloquei o hábito no maior estilo burca possível pra ninguém ver meus indícios de masculinidadji e corri pro refeitório. Antes de entrar, fui ao orelhão da recepeção do convento e liguei pra Litta Walitta.

_ Quem incomoda?
_ Aim, vinhada! Isso é jeito de atender telefone?
_ Maddie?! Você viu que horas saum? Não é nem três da tarde!
_ Tenho um convite pra fazer, por isso que eu tô ligando.
_ Ai! Adógo convites! Que é? Que é?
_ Quer ir num funeral comigo?
_ ...
_ Alôin? Litta? Tá aí?
_ Não, péra. Você me acorda pra me convidar pra um funeral?
_ Aim... eu sei que o convite é meio uó, mas vou precisar das minhas amigas travestis. Vou até ligar pra Kilo Minhoca também...
_ Ai, gata! É claro que eu vou! Adógo ver um defunto! - fico passé compossé às vezes com que eu ouço. Liguei pra Kilo Minhoca.
_ Residência dos Bracho, Kilo Minhoca falando.
_ Xente, gueguéissu?
_ Maddie! Quanto tempo vinhada! Tô fazendo uns bicos passando roupa na casa de gente ryka! Não te contei?
_ Naum! Que babadu! Minha amiga virou doméstica!?
_ Gata, preciso pagar as contas e a vida na avenida tá muito concorrida. Aliás, tenho uma coisa babadíssima pra contar ao vivo!
_ Tô bege, mas enfim... eu já fui operadora de telemarketing, néam? Não posso falar nada... Gata, tô te ligando pra fazer um convite pra hoje. Quer ir num funeral comigo?
_ A loka! Ver gente morta?! Tô fora!
_ É aqui no convento, Kilo! A Litta virá. Preciso das minhas amigas travesti neste momento.
_ Ai, então eu vou, mas não vou ficar debruçada em caixão nenhum! Não gosto dessas coisas com gente morta.

Desliguei o telefone e entrei no refeitório. As irmãs tomavam o café da manhã enquanto a Irmã Cynar lia uma passagem bíblica em homenagem à Irmã 51. Enquanto eu caminhava até meu lugar, ouvi a mulherada cochichando Tadinha da Irmã Pirassununga; Tá toda árabe hoje; Tá de luto hoje, veja só. Se cobriu até a cabeça. Não, meu amô, é que eu tô toda peluda mesmo! Quem foi que roubou minha gilete, hein!? Alguém podem me dizer?! Eu quero minha gilete! Devolve a minha gilete! Tô com a perna peluda, sovaco masculino e barba na cara! Você acha que é legal ficar peluda numa sociedade guêi onde todo mundo é lisinho e saradinho!? Todas me encaravam com espanto.

_ Irmãs, não incomodem a Irmã Pirassununga hoje, por favor. - falou a Madre Absolute.
_ Éam! Não mexam com a travesti! Ela é perigosa!
_ Travesti? O que é isso?
_ Acho que é mulher que tem... tem...
_ Pinto! Caralho! Rola! Piroca! Pênis!
_ Ai, Jesus!
_ Delícia!
_ Irmã Pirassununga! Sente-se no seu lugar e coma seu café da manhã sem causar mais aborrecimento! Irmã Cynar, pode continuar a leitura, por favor! - berrou a Madre Absolute, já de pé dando xilique.
_ E Moisés pegou a piroca na mão e falou... ai... perdão! E Moisés...
_ Você ouviu o que ela falou!? Ela tem um caralho!
_ Gente... quanto tempo não sei o que é isso... um cacete na mão... Irmã Pirassununga, senta aqui do meu ladinho...
_ Sai pra lá, mulher. Eu gosto é de homem.
_ Não! Senta aqui, Irmã!
_ Aqui!
_ Aqui!
_ Aim, socorro! Não cheguem perto de mim! A minha neca está pra trás, tá?! Eu prendo a neca pra trás! - subi na mesa, levantei o hábito e mostrei a neca presa pra trás, formando a xaninha mais masculina do recinto. As irmãs olharam com espanto e a Madre Absolute esgasgou com o mingau.
_ Irmã Pirassununga! Retire-se pro seu quarto! Você precisa rezar muito para deixar passar o sentimento da perta de Irmã 51. Olha a situação que está causando entre as irmãs! Pode sair.
_ Eu nem tava com fome mesmo! Um beijo pra vocês!

Desci da mesa e passei pelas irmãs que iam virando a cabeça em minha direção. Ouvi o barulho dos pés afastando cadeiras. Olhei pra trás e vi uma irmã levantando. Já terminei. E veio andando na minha direção com o olhar sedento por pica. Anos de travestismo, meu amô. Reconheço o olhar de alguém que quer rola de longe! Outra irmã levantou à esquerda. Também terminei. O mesmo olhar de quero pica na minha direção. Mais uma levantou. E outra. E outra. Todas vindo em minha direção! Gritei socorro e sai correndo pro meu quarto com aquele monte de mulher correndo atrás de mim e a Madre Absolute gritando do fundo do refeitório pra todas sentarem. Entrei no quarto e tranquei a porta.

_ Abre a porta, Irmã Pirassununga! Mostra esse caralho pra gente!
_ Eu não abro não!
_ Você não pode morar pra sempre aí dentro!
_ Ah, mas eu não saio daqui nem por decreto!

Do lado de fora da janela que dava pro Largo São Bento, algum camelô colocou pra tocar Maria Magdalena da Sandra e ouvi vozes conhecidas.

_ Aim, adógo essa música!
_ É da minha época! - debrucei na janela e vi Litta Walitta, com um vestido feito só de pás de batedeira, e Kilo Minhoca dançando em volta de um círculo de curiosos.
_ Meninas! Socorro! Tão querendo a minha neca!

Continua...

(I'll Never Be) Maria Magdalena

Original Version
Extended Version
'93 Club Mix
'93 Radio Edit
'99 Remix

Hurt me and you'll understand...

Chupa meu edy com toda a breguice do seu ser:
Xente, eu acho que toda bilu que entende pelo menos um pouco de inglês PRECISA sentar e ler a porra da letra dessa música. Não tem o menor sentido at all! Uma loucura! Olha, eu achava que eu escrevia muita merda quando tô colocada, mas essa Sandra levou o prêmio! Bom, acho que Maria Magdalena não precisa de apresentações. Essa música é hit em qualquer festinha e todo mundo atóra balançar a cabeça pra lá e pra cá com ela! Podem se jogar na Original Version, mas o babadu é a Extended Version, com toda a glória dos anos 80. Em 93, remixaram Maria Magdalena novamente, mas ficou tão porco o serviço que é melhor a xente ignorar. A versão de 99 é uma regravação também muito da sem-vergonha. Certas coisas não deviam sair dos anos 80!

Antigos amores

Sabe, você não chega aos 30 anos toda inteiraça sem ter uma considerável coleção de corações partidos e cuecas roubadas na calada da noite. Eu já contei que atóron aquendar os bophys e dar a elza nas cuecas? Xente, o que eu já vi de boy voltando pra casa com a neca prendendo no zíper da calça jeans porque perdeu a cueca, não tá escrito! Mas hoje eu (in)felizmente não vou falar de cuecas e recheios. Hoje eu vou falar com você, biluzinha que tem mais ex-namorado do que CD da Madonna.

Eu sempre achei engraçado a capacidade da população geral em engatar um namoro atrás do outro. Bom, antes de falar em "namoro", vamos defini-lo como qualquer relacionamento que passa daquele período básico de ficada ou trepadinha amiga. Ou seja, meu amô, aquele bophynho que você conheceu na buatchi, deu uns beijos e sai pra tomar uma casquinha no McDonald's uma vez por semana NÃO é o seu namorado. A não ser, é claro, que você tenha cometido o erro de pedi-lo em namoro lá na buatchi mesmo. Também não vem chamar aquele boy da Internet que te come duas vezes por mês de namorado, néam? Meu kool.
Mas como eu tava falando, se no namoro, o normal é haver uma certa entrega de ambas as partes, como é que funciona a cabeça da bilu que troca de namorado uma vez por mês? Quando é que você sabe a hora de dizer "eu te amo" pra alguém e depois perceber que não era bem assim? Sim, porque se era amor mesmo, não teria durado apenas um mês, néam? Aim, xente, quanta pergunta! Esse post está mais duvidoso do que esclarecedor...

Bom, quando a xente começa a se relacionar com alguém e decide que os defeitos do outro podem ser facilmente ignorados em prol de "um bem maior", é normal que tudo pareça ser eterno. Que nada vai acabar... nunca. Bom, eu acho que se a xente levanta da cama todo dia pensando no fim das coisas, é melhor nem acordar, néam? A vida pode acabar ali... naquele exato dia, então é melhor não arriscar. Mas talvez seja isso mesmo o amor, achar que tudo é eterno. Mas como eu comecei dizendo lá em cima, quando você já é rodada na avenida, você provavelmente terá tido mais de um namorado. E quando você olhar pra trás e lembrar do que viveu com os ex-namorados e lembrar do atual, será que é normal achar que você nunca tinha amado de verdade até hoje?

Claro que é, meu amô! Ninguém ama da mesma forma duas vezes e nada substitui um amor do que outro grande amor. Então não se sinta a pior biluzinha da face da Terra se você lembrar do ex e achar que fez ele de bobo quando dizia que o amava. Você provavelmente amadureceu (espera-se!) desde o último relacionamento, os erros do passado não são mais cometidos e o amor que você sente pelo seu atual namorado é mais concreto.
Mas posso confessar uma coisa? Sou uma travinha velhinha, mas ainda poliana. Prefiro acreditar que eu realmente não conhecia o amor até hoje. Que todas as aventuras do passado foram esboços e práticas pra evitar certos erros e evoluir como um ser "amante".

Esse é o meu conselho pra você. Encare os erros e amores do passado como lições para o presente e futuro. Nenhum namoro é igual ao outro, ainda bem, e você sempre pode aprender algo com quem passa por sua vida. Algumas lições são mais fáceis, como o ponto exato da xuca perfeita, enquanto que outras são mais duras e para sempre, como a primeira dupla penetração. E amor de kool é rola.

Um beijo,
Maddyrain

Did You Ever Really Love Me?

Original Mix
Radio Edit
Instrumental
Big Apple Mix
Dazzling Diamond Mix
Dazzling Diamond Instrumental

You had to break all the rules...

Chupa meu edy no rádio:
Amore, se você NUNCA dançou ou ouviu Did You Ever Really Love Me? da Nicki French, eu acho digno uma morte bem lenta pra você! Os anos 90 em toda sua glória radio dance! Atóron! Foi com músicas como essa que eu virei biluzinha. A loka! Pra você que também é das antigas, momento da verdade: a Original Mix de Did You Ever Really Love Me? é um pop bem tolinho que tá anos-luz atrás da versão que tocava no rádio, o Dazzling Diamond Mix! O que deve ter de bilu que quis afogar a Nicki French quando comprou o CD da bunita...

Guia Prático da Diva do Transporte Público

Hoje em dia, se você depende só da Internet ou da buatchi pra arranjar um bophy fazible pra acalmar o seu constante fogo no rabo, minha filha, você tá ferrada! A buatchi tá cada vez mais repleta de bilu que só quer ser objeto de fetiche alheio e a Internet só tem xente esquisita (vide quem lhe escreve). O que fazer? Se joga no transporte público, meu amô! Pra você se tornar uma diva completa da lotação, Maddyrain vai te ajudar!

GUIA PRÁTICO DA DIVA DO TRANSPORTE PÚBLICO
VOLUME I
BY MADDYRAIN

Meu amô, se você mora no interior do interior e transporte público é sinônimo de charrete, o guia de hoje vai servir de fonte de inspiração pra você sair dessa vida pacata e bucólica e se jogar na cidade grande. Agora, se você tá cansada de tomar ônibus, metrô, balsa, trem e lotação durante a semana, pra não complicar sua vida, no Volume I eu irei tratar apenas do ônibus. Sei que as fascinadas pelo encoxamente no metrô vão ficar lokas do kool, mas aguardem porque eu ainda falarei dele no futuro. Se você se considera a última Coca-Cola Diet do deserto e acha que andar de ônibus ou metrô é coisa de xente uó, tadinha de você que tá aí perdendo a oportunidade de arrebitar esse kool de passarinho trancada dentro do carro.

Eu sei que andar de ônibus é um porre, principalmente quando a linha é repleta da completa ausência de desodorante e você fica duas horas em pé, se agarrando em algo que você desejaria que fosse uma neca, mas tá longe disso. Mas nem todo dia é um desespero, néam? Sempre tem alguém que é fazible, por pior que sejam as opções. Você tá lá, parada no ponto, posição de bilu que não quer dar pinta e repara no bophynho. A primeira dica de hoje é fundamental: NUNCA, JAMAIS puxe assunto com alguém pra conversar sobre linhas de ônibus. NUNCA chegue em alguém pra falar:

_ Aim, o 7865-C tá sempre atrasado, néam? Você toma qual? O 6859-D ou o 5858-meukool?

Tem coisa mais pobre do que saber número da linha de ônibus de cor?! Se você pega o mesmo ônibus todo santo dia, faça um esforço contínuo para não olhar na numeração. É tão glam parar o ônibus apenas pra perguntar se ele passa em tal rua ou avenida. Outra coisa uó de tudo é se encantar pelo motorista de ônibus e ficar empoleirada na frente do ônibus puxando papo. Amore, algumas profissões escolhem a dedo os profissionais e você pode ter certeza que os motoristas de ônibus são escolhidos com o dedo do kool. Eu juro que nunca vi motorista fazible nesta minha vida proletária, mas já vi alguns cobradores que até dava pra perder alguns minutos de puro prazer seguido do mais puro arrependimento, mas aqui vai o conselho de amiga preocupada com seu bem-estar: é mais interessante procurar alguém do lado de lá da catraca.

Nesta cidade prestes a parar conhecida como São Paulo, ir sentada no ônibus é uma dádiva que só ocorre com quem sobe no dito cujo junto com o motorista. Se você viajar sentado, talvez a diversão seja mais difícil, néam? A não ser, claro, que o bophy sente ao seu lado. Se isso acontecer, meu amô, você já conhece todas as técnicas de sedução é forçação de sexo gratuito, néam? Deixa a mão escorregar, deixa a neca dura e bem a mostra... enfim... essas coisas. Se quem sentar ao seu lado for uma mistura que deu errado entre cruz-credo com algum demônio, vira pro lado e dorme. Não se esqueça de manter a bolsa bem presa ao corpo. Xente feia tem a péssima mania de dar a elza em tudo.

Ficar de pé durante a viagem é uó elevado à nona potência, mas pode ser digno se o seu edy estiver piscando mais que farol descontrolado. O babadu é ficar no meio do ônibus, colocar a mochila pra frente ou jogar em cima de alguém que tá sentado e arrebitar a bunda na melhor posição Mulher Melância possível. Sempre tem algum "homi" que vai passar e "esbarrar" na sua bundinha. Esse lance de ficar de pé, dura que nem tábua, olhando para todo boy fazible com olhar de "sou virgem, use KY" é muito demorado. Lembre-se que ônibus é lugar de hetero. Já percebeu como o ônibus tem toda essa energia hétera? Então, meu amô, vamos começar a desconverter o maior número possível. Arranjar namorado no ônibus é super bonitinho, mas é tão contos de fada, néam? A vida real é mais hardcore.
Não sei e NÃO quero saber como são os ônibus de fora de São Paulo Capital, porque meu kool, néam? Era só o que me faltava me especializar em ônibus do Brasil depois de velha. Mas procure as linhas que vão para universidades. SEMPRE tem bophynho aquendável! E nada é mais gostoso do que se esfregar no bophynho que você sabe que tá tomando o ônibus pra encontrar a namorada tolinha, néam? Ele já chega na baranga com o calor de outro corpo masculino. Atóron!

Agora algumas dicas de comportamento no ônibus. Assim, eu confesso que acho válido ahazzar na malditagem no ônibus. O que você faz quanto tá sentado todo confortável e chega aquela velha com ares de "sou velha, exijo respeito" ou uma grávida? Amore, eu fecho o olho e até finjo que tô roncando. Sempre funciona! Outra coisa que eu também nunca faço é me oferecer pra carregar as coisas de quem tá de pé. Meu amô, quando você tá lá, toda pintosa de pé com a bolsinha de maquiagem e artigos de trabalho nas mãos, quem é que se oferece pra segurar suas coisas? Ninguém, néam? Entaum... Aqui se faz, aqui se paga! Nesta mesma linha de ônibus!

Outra coisa SUPER importante, não banque o mano brown fora de contexto e não passe a chamar o nosso kérido amigo ônibus de busão, porque nada é mais brochante do que uma bilu phemynyna de tudo falando busão. Uó! Por fim, meu amô, NUNCA... JAMAIS dê excessos de biluzice e coloque seu lindo MP3 player no último volume sem os fones de ouvido. Não obrigue as pessoas a ouvir o que você gosta. Isso é a coisa mais desagradável e inconveniente do mundo. Eu sei que sempre tem um pé-rapado que te obriga a ouvir o forró que ele atóra, mas você não precisa enfiar o seu bate cabelo na goela do povo. Fica sentada ouvindo Crush da Jennifer Paige bem phêmea no fone de ouvido, mas num volume suportável, néam? Também acho uó quando quem quer ficar surdo decide levar os outros no processo...

Um beijo e bom rebolation no ônibus!
Maddyrain

Crush

Instrumental
Extended Club Mix (low quality...)
Strobe's Deeply Crushed Mix
Dance Mix
David Morales Club Mix
David Morales Club Mix No Strings
David Morales Alt. Club Body
David Morales Radio Alt. Intro
David Morales Intro Piece
David Morales MoMo's Revenge Mix
David Morales La Crush Dub
Tiefschwarz Hollywood Extended Version
Tiefschwarz Hollywood Deep Mix (thanx to Manutek!)
Tiefschwarz Radio Edit
Klippa Remix Full Vocal
Chris Rockford Remix
Chris Rockford Club Mix
Chris Rockford Edit
Chris Rockford & DJ CrEdo Remix
Chris Rockford & DJ CrEdo Edit
Marc Reeve Remix
Max Farenthide Remix
Mike MD's Pop-Matic-Mix
Giorgio Sainz Remix
Taurus & Vaggeli Mix

Not like I faint everytime we touch...

Chupa meu edy de mocinha:
Aim, xente, Crush é o one hit wonder TOTAL e ABSOLUTO. Quando eu penso em one hit wonder, me vem à cabeça Crush da Jennifer Paige (Jennifer who?). Aliás, durante anos achei que era a Mariah que cantava essa música. Aim, a vida era tão cheia de falsos conceitos antes da Internet... Bom, Crush é uma baladinha super teen tolinha, mas que virou hit nas mãos do "God on Earth" David Morales. Se joguem com muita purpurina no ÓTEMO David Morales Club Mix. A versão que tocava na rádio e tornou essa música conhecida era o David Morales Radio Alt. Intro. Maravilhoso! Também acho válido a xente se jogar no David Morales La Crush Dub. Embora o Morales não seja famoso por dubs ahazzantes, esse é bem digno, com um piano house que me deixa toda arrepiada!

Outra versão que tocava no rádio era o Dance Mix do DJ Strobe. Uma gracinha, mas bem parecido com o remix do Morales. Se joga também na versão maior, o Strobe's Deeply Crushed Mix. Uma graça. Pras amantes do soulful house, temos a fase em que o Tiefschwarz ahazza no housezinho de qualidade duvidosa. O Tiefschwarz Hollywood Extended Version é bonitinho com todo um clima praia e sol. Podem pegar. Em pensar que eles se tornariam aquela chatice electro sem sentido...

Como todo one hit wonder, Crush foi relançada recentemente com novos (e dispensáveis) remixes. Nenhum se compara ao ahazzo do David Morales, mas enfim. O Chris Rockford Club Mix é bem moderninho e gostoso pra dancefloor. Os outros remixes não fogem muito do esquema "pegue a versão original e coloque batidas electro em cima". Meu kool GERAL! O pior é que eu sei que tem um monte de xente que gosta assim mesmo, néam?

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Xente, dessa vez eu me superei e consegui encontrar um monte de versão rara sozinha, mas algumas ficaram faltando, que vou fazer? Não sei se os remixes do David Morales são diferentes dos que eu já tenho, mas enfim...

dance instrumental 3:24
crushapella 3:26
david morales classic club mix 7:10
david morales radio mix 3:40
clubmix by klippa 3:41

Uma defunta muito santa

Sai desesperada pelo corredor principal do convento gritando e batendo nas portas dos quartos completamente loka do meu respectivo kool. Era só o que me faltava a mulher cair dura, ali, na minha frente! Só faltava jogar a culpa em mim, porque vocês sabem, a culpa é sempre da travesti!

_ Socorro! Tem uma cadáver no meu quarto! Socorro!
_ Irmã Pirassununga, o que está acontecendo?
_ A Irmã 51 morreu, tadinha! Eu não tenho nada com isso, eu juro! A xente tava batendo um papo gostoso e descontraído e ela morreu!
_ Vá até o quarto da madre! Eu vou acordar as outras irmãs! - cheguei na porta do quarto da Madre Absolute e comecei a berrar.
_ Madre! Acorda, garai! - a bunita abriu a porta assustada. Era uma visão do inferno. O cabelo todo preso pra cima, num amontoado que deixaria Diana Ross com inveja. Toda a religiosidade diária do hábito havia sido substituída por um babydoll muito do safadinho, semi-transparente, mas preto, pra manter as aparências - Madre Absolute, a Irmã 51 morreu! Tá lá, dura que nem pedra, no nosso quarto! Jesuis, não tenho nada com isso! Não fui eu, eu juro!
_ Irmã Pirassununga, acalme-se! Vamos até lá! - olhei por cima dos ombros dela e vi um movimento suspeito no quarto.
_ Aim, madre, vai na frente. Eu tô com vontade de fazer gogozito.
_ Por Deus, isso é hora de querer cagar?
_ Gata, depois dos 30, não dá mais pra se controlar. - a madre seguiu apressada pelo corredor. Esperei um momentinho e entrei no quarto - Quem é que tá aqui dentro? Manifeste-se em nome do Senhor! Estou munida da Bíblia e do último número da G Magazine! - ouvi um barulho vindo de dentro do guarda-roupa. Com toda cara e coragem da travesti brasileira, abri o armário e me deparei com um velho completamente pelado, com a nequinha miúda toda enrolada - Aim, quem é você?!
_ Em nome do Nosso Senhor Salvador, por favor, feche a porta do armário e finja que nunca me viu!
_ Levanta daí! Não sou tão santa assim pra você se ajoelhar na minha frente! Quem é você? Que você tá fazendo no armário da Madre Absolute?
_ Eu sou o Monge Superior do Mosteiro de São Bento.
_ Ela tá aquendando o vizinho!? Que óbiveo...
_ Eu lhe peço, irmã, não conte para ninguém que me encontrou aqui!
_ Olha, seu padre, eu sou uma mulher da vida... da rua. Pode deixar que eu não vou contar nada pra ninguém, mas que agora a Madre Absolute tá na minha mão, ah, ela tá! Agora, vai! Se troca e foge logo daqui, porque o convento vai pegar fogo. Uma das irmãs morreu e vai demorar pras irmãs pegarem no sono de novo.

Sai do quarto e deixei o monge se trocando sozinho com sua vergonha. Que babadu! Podia ser um noviço bonitinho, gostosinho e necudinho, néam? Mas naum! Tinha que ser um velhote com a neca miúda e inútil! Voltei pro meu quarto, agora entupido de mulher. Algumas choravam, outras se debruçavam pra olhar o que tava acontecendo lá dentro. Abri caminho pela mulherada e, no centro do quarto, caída no chão, estava a Irmã 51. O corpo todo magrinho, mas com um sorriso contente no rosto. Olhei pra lua pela janela. Acho tão uó ver xente morta.

_ Temos que dar início aos preparativos para a missa. Irmã Bloody Mary, ligue para a funerária que sempre cuida desses assuntos. Precisamos vestir a Irmã 51 devidamente. Irmã Caipirinha, vá até o subsolo e veja se tem lugar para a irmã em um dos freezers. Se não tiver, tire a irmã mais velha de lá.
_ Xente... não tô entendendo...
_ Você entenderá durante o enterro, Irmã Pirassununga. O resto de vocês pode voltar para a cama. Amanhã será um dia muito longo e a Irmã Pirassununga precisa descansar. Querida, pode me ajudar a carregar o corpo até a cozinha? Vamos deitá-la na mesa de refeições. Amanhã de manhã, os agentes funerários já terão preparado o corpo e poderemos dar o nosso adeus à Irmã 51.

Peguei a Irmã 51 pelas pernas e a madre ficou com os braços. Fomos carregando a irmã até a cozinha como se fosse um saco de batata. Deixamos o corpo em cima da mesa e a madre revirou o molho de chaves que sempre levava em volta do pescoço, fazendo aquele barulho infernal de chaves por onde ia. Escolheu uma qualquer, caminhou até uma das geladeiras que era trancada e tirou de lá uma garrafa de Absolute.

_ Hoje a noite merece. Você aceita?
_ Pergunta pro macaco se ele quer banana, meu amô! Claro que quero! - encheu dois copos americanos até a boca de vodka pura.
_ Como é que ela morreu, irmã?
_ Eu já falei. Não tenho nada com isso! Estávamos conversando e olhando o luar quando ela caiu dura.
_ Bom, ela andava muito adoentada...
_ Eu sei; ela me contou o que tinha.
_ Ah, contou? Bom, espero contar com sua discrição neste momento, Irmã Pirassununga. Nem todas as irmãs poderão aceitar a doença da Irmã 51 tranquilamente, você compreende, né?
_ Pode deixar, gata. Aliás, o seu segredo também tá seguro comigo.
_ Qual segredo...?
_ O tiozinho da Sukita que tava escondido no seu armário, gata.
_ Você entrou no meu quarto!?
_ Gata, invadir o quarto de alguém é o menor dos meus pecados. - a bichinha ficou nervosa. Encheu outro copo até a boca e virou tudo de uma vez. Levantou-se e guardou a garrafa sem nem me oferecer mais.
_ Boa noite, Irmã Pirassununga.

Sabe, chega uma época na nossa vida em que a xente percebe uma coisa muito triste: não existe essa de beber socialmente. Você molhou o biquinho com vodka, meu amô, então é bom encher o edy de pinga e dar showzinho básico, porque esses lances de beber só um pouquinho e ir dormir não rola. Levantei, fui até a geladeira trancafiada, tirei um grampo que prendia a piruka e, com toda a graça e técnica de Maddyrain, abri o paraíso da Madre Superiora. A geladeira tava cheia de refrigerante e vodka. Na parte de cima, potes de sorvete e tortas. Peguei uma torta holandesa (minha favorita), a garrafa de Absolute que estávamos bebendo e uma Coca pra fazer uma Cuba Libre no capricho e passei o resto da noite bebendo e comendo à memória da Irmã 51.

Um beijo,
Maddyrain

Im Nin'Alu

7" English Mix
Version 2000
Version 2008
Unplugged Mix
Extended Mix
Played in Full Mix
Exclusive Instrumental Mix
Gates of Heaven Mix
Brixxton Squad Mix
The Bridge Mix

You know I love you like no other...

Chupa meu edy no deserto:
Amores, a música de hoje é um clássico! Se você nunca ouviu os gemidos da Ofra Haza, uma das vozes mais belas do Oriente, hoje titia Maddyrain vai te apresentar à diva israelita! Eu fiquei passé compossé quando descobri que a Ofra Haza morreu em 2000 de AIDS. Não sabia! Pra festejar com honra essa mulher incrível, vamos se jogar no 7" English Mix de Im Nin'Alu! As mais velhinhas do recinto talvez já a conheçam. É talvez o maior hit da carreira dela no exterior, por isso foi relançada algumas vezes. Nenhuma das outras versões é tão boa quanto a original, mas podem pegar o Unplugged Mix que é MUITO lindo! Dá até vontade de chorar! Que dó... Assim como nenhuma versão atualizada é muito boa, o mesmo ocorre com os remixes. Então, meus amores, podem ficar com o Extended Mix e o The Bridge Mix, que é um pouco loko do meu kool!

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Aim, amores, confesso que procurei, procurei e procurei, mas não encontrei nenhuma das versões abaixo. Então, se você tem alguma delas, ahazza no coletivismo e me manda, tzá?

7" yemen vocal 4:50
ofra goes to hollywood mix 5:15
some skunk funk remix 7:30

Quando fecha a buatchi...

[modo "Confissões de Absorvente" on:]

No último sábado eu tava tomando meu café da manhã básico com as outras irmãs no convento quando li uma notícia que arrepiou até os pelinhos mais rebeldes do meu edy: a buatchi SoGo fecharia suas portas para sempre e daria espaço a um restaurante. Fiquei bege. Gomoasí restaurante? Gomoasí fechar a SoGo!? O último reduto guêi da Consolação! Pra onde iriam os órfãos da SoGo? E, principalmente, os órfãos do dark room babadu de lá?! Voltei pro meu quartinho com a notícia ainda rebatendo na cabeça. Eu sei que buatchis guêis abrem e fecham como água, mas mesmo assim... Bom, hoje eu farei um post todo dedicado à memória da SoGo e vou contar algumas coisas que vivi lá.

Eu e Kilo Minhoca descobrimos a SoGo quando a Tunnel já tava cansando a nossa beleza intestinal com aquela mulekada atrevida e sem glamour. Procuramos uma balada diferente, com homens de verdade, sem muito pão com ovo. Primeiros fomos na finada Puerto Libre, que mais parecia um bingo no Caribe. Não funcionou. O som era péssimo, pra dizer o mínimo. Descemos um pouco mais a Consolação, que na época era um dos lugares mais fervidos de São Paulo. Tínhamos duas opções na região, a também finada UltraLounge ou a SoGo. Escolhemos a primeira e passamos a bater cartão lá só nós duas durante alguns meses. Todos sábados líberávamos purpurina na dancefloor com o melhor (e pior) dos anos 80 e 90. Xente, tudo que eu mais queria era dançar All or Nothing, Strong Enough e Walking in Memphis na buatchi e as três tocavam lá TODOS os sábados! Nunca faltava Whitney com The Greatest Love of All e Madonna com Frozen. Enfim, a variação musical não era muito grande, mas era tão gostoso saber a sequência musical de sempre. Você já ia preparada pra coreografia.

Foi na SoGo que conheci minha finada amiga Shitnew Houston, que Diana Ross a tenha sabe-se lá onde. A primeira coisa que a bunita me falou quando me conheceu foi que me achava a vinhada mais colocada do recinto e queria conhecer meu dealer. A loka! Eu só atraio xente dubéin, perceberam?
Conheci lá também uma das rachas mais doidas que eu já vi na vida. LITERALMENTE doida. O apelido da bunita era Ozzy. Já deu pra imaginar a figura, néam? Toda de preto, cabelos numa constante briga conjugal com a cabeça e sempre uma bolsinha amarrada na cintura. Ela fez questão de se apaixonar pela biluzinha geriátrica da turma. Vivia pagando drinks pra ele e todas nós. Só não pagava a minha entrada porque eu achava muita maldade com a moça. Certa vez, ela se desentendeu com a Shitnew Houston. Disse que não gostava dela... assim... na cara dura. Shitnew Houston sempre foi uma escorpiana muito da maldita. Esperou a bunita voltar pro bar e botou fogo no cabelo dela! E o cheiro de cabelo queimado!? Um horror...

Também já tive muita paixonite na SoGo, sempre por gogo boys e barmen. Aliás, minha sina na época era aquendar esse povo. Os barmen eram tão sensuais, preparando os drinks com aquele olhar sedutor. Conheci um chamado Renato e ele foi o principal motivo pra eu ir pra SoGo durante semanas. Confesso que não lembro muito bem da cara dele, mas tenho até hoje na casa da Litta Walitta o mexedor de drink que ele me deu. Não foi muito fofo?
Foi na SoGo também que desenvolvi meu vício (que já passou) por absinto. Por Diana Ross, a noite não era noite se eu não bebia pelo menos dois copos longos de absinto puro com gelo. Não preciso nem dizer que eu me tornava a travesti mais fácil da avenida depois disso, néam? Os porres também eram monumentais, com direito a sair vomitando escada abaixo, na maior cascata etílica do mundo.

E o dark room? Foi lá que eu desenvolvi um prazer e carinho todo especial pelo quarto escuro. Acho que foi lá que minha fama de Rainha do Dark Room nasceu. Ia toda sorridente e sem sentir nenhuma parte do meu corpo depois dos absintos pra fila do dark room, que lá levava o carinhoso e sugestivo nome de Dungeon. Ainda caio na gargalhada com Litta Walitta e Alvina Petronilia quando lembramos de nosso show das bucetinhas na sala espelhada, com toda uma plateia sedenta por nossos corpos assistindo tudo. E a vergonça da vez em que quase gorfei durante um kétchi vítima da terrível fada verde?
Na época em que passava aquela novela maravilhosa, "O Clone", na TV, a mania era entrar no breu do dark room e sair gritando Mel, você tá aí? Larga esse frasco de perfume e venha para a luz!. Certa vez fui colocada pra fora do dark room! Alegaram que eu tava causando muito e atrapalhando a fofação dos outros! Vê se pode!

Enfim, buatchis vêm e vão, mas as boas lembranças ficam para sempre. Foi na SoGo que estabeleci laços mais fortes com minhas amigas Litta Walitta e Kilo Minhoca. Laços estes que duram até hoje. Foi lá que conheci músicas que me embalam até hoje. Nunca conheci nenhum bophy digno de minha paixão por lá, mas conheci muita xente interessante também. A buatchi fecha, mas a experiência lá vivida continua.

Um beijo especial pra você, que também virou órfão da SoGo.
Maddyrain

[modo "Confissões de Absorvente" off.]

Strong Enough

Male Version
Club 69 Future Anthem Mix
Club 69 Future Anthem Short Mix Edit
Club 69 Future Anthem Instrumental
Club 69 Phunk Mix

Pumpin' Dolls Cashmere Club Mix
Pumpin' Dolls Vocal Epic Club Mix
Pumpin' Dolls Radio Edit
D-Bop's Melt Mix
Marc Andrews Remix Edit

On being used, I could write a book...

Chupa meu edy no dark room:
Xente, que loucura! Quase dois anos de blog e só agora eu fui postar Cher! Que heresia guêi, néam? Bom, confesso que Cher nunca foi meu forte, mas acho um ahazzo. Strong Enough é uma das minhas músicas favoritas da bunita e já despiroquei horrores com ela na buatchi. Podem pegar a Male Version, que é basicamente a versão original só que com a letra no masculino, porque a Cher sabe que provavelmente não tem NENHUM fã hetero. Abaphe the case...

Os remixes têm a cara do final da década de 90, ou seja, club diva totais. Na época, Peter Rauhofer não era o arroz de festa chato de hoje e era mais fazible, by the way. O Club 69 Future Anthem Mix era o remix que tocava na buatchi na época e já vi muito vinhado perder a compostura quando toca Cher na noite. O clima dos remixes assinados como Club 69 é sempre muito club e marcou uma época que deixou saudades. O Club 69 Phunk Mix é bem diferente do Future Mix, uma coisa mais underground, sabem? Podem pegar.
Os dois remixes do Pumpin' Dolls também são bem diferentes entre si. O Pumpin' Dolls Vocal Epic Club é mais pintoso e vinhado. Perfeito pra você dar pinta enquanto limpa a casa. Já o Pumpin' Dolls Cashmere Club Mix segue a linha mais fervo. Aim, pega logo os dois! Os outros remixes a xente finge que não existem.

O monstro do armário

Quando eu abria meu armário, ele era assim: um monte de vestido Prada, Versace, Gucci e Marisa pendurado nos cabides. Na parte de baixo, meus sapatos... não sou muito ligada a sapatos, confesso que prefiro necas. Naquele cantinho babadu e super secreto, minha coleção de padê de origem desconhecida que eu não gosto de compartilhar. Já pensou dá um puta piriri nas amigas e a culpa é minha? Tô fora! Nas várias gavetas, várias calcinhas e todo aquele apetrecho phemynyno e variações de pataria by Calvin Klein. Aim, sempre achei que a marca Calvin Klein só foi criada pra fazer cueca séquisi. Num cantinho ao abrigo da luz solar, meus kéridos perfumes, porque quem deixa perfume no banheiro tomando sol e vapor do banho é uó! Esse era o meu armário nos meus tempos de glória. Hoje em dia a xente abaphe the case... Mas já pensou abrir o armário e dar de cara com uma bilu escondida lá dentro, com medo de sair e enfrentar a vida?

Pois é, meus amores, se vocês imaginassem o número de bilu que ainda não saiu do armário... Mas, afinal, o que é ficar no armário? Por que tem tanta xente nesse armário? Se fosse um armário coletivo com todo mundo lá dentro se catando, seria fácil de entender, néam? Mas o pior é que o armário é individual e sem graça.
O que leva uma pessoa a se esconder no armário não é nenhum mistério. Eu sei que tem muita bilu que atóra falar que a sociedade brasileira é um mar de rosas com os gays, que ser bilu no Brasil é a melhor coisa que tem, mas muitas vezes, a sociedade não reflete certos lares. Se ser gay no Brasil fosse mesmo uma maravilha, não seria problema algum andar pela rua de mão dada ou beijar em público o seu bophy, néam? A bilu não sofreria nenhum tipo de constrangimento no trabalho por falar com o gato na boca e ninguém apanharia de skinheads.
Ser gay no Brasil tá longe de ser essa maravilha que gostam de pintar. Só na novela a vida é colorida, meu amô. Pra muita bilu, a vida não sai das nuances cinzas. Embora algumas cidades sejam mais gay-friendly que outras, da porta de casa pra dentro, a realidade é outra. Claro que a solução mais rápida e prática é mandar um beijinho pra todos, virar as costas e cair fora, mas infelizmente nem toda bilu é independente financeiramente dos pais. O que fazer? O jeito é se trancar no armário e viver lá dentro.

Só que o armário não é o melhor lugar pra viver, meu amô. Ser gay é travar inúmeras batalhas diariamente contra o número mais variado de pessoas possíveis. Se o seu principal inimigo são os seus pais que ainda te sustentam, aprenda a bordar e dar o edy e caia na vida. Só não existe trabalho pra quem não quer ou quem não tem um pingo de estudo. Bom... até quem não tem muito estudo consegue emprego, néam... é só virar político! Mas é como eu sempre digo, minha criança, a avenida é largar e cheia de postes.
Eu sei que é comum entrarmos no armário quando estamos descobrindo quem somos de verdade. Não é todo mundo que tem coragem pra acordar certo dia e gritar pelo mundo "Eu sou guêi!". Mas por que não é bom viver muito tempo no armário? Bom, acho que o pricipal motivo é a falta de interação social com pessoas que vivem a mesma situação que você. Tem muita bilu por aí que ATÓRA falar que não frequenta o mundo gay. Acho isso tão ridículo... e hipócrita! Meu amô, se você é gay, o seu mundo é gay. Não tente viver uma vida de hetero, porque na hora que a rola estiver fofando seu edy, você será tudo, menos hetero.

Mas o PIOR motivo em viver no armário é o monstro que você pode cultivar lá dentro. Ser vítima dos próprios preconceitos é a coisa mais fácil que existe. Ao optar por viver uma vida fingida, você pode começar a achar que o errado é ter a coragem que lhe falta pra aceitar a realidade. Eu acho que não existe nada pior do que uma bilu preconceituosa com os seus próprios, sabe? Eu sei que TODO MUNDO tem preconceito dentro de si, isso é inerente às pessoas, mas tudo tem limite. Quando vejo uma biluzinha falando mal das ploc ploc (que são passivas, afeminadas etc.) e não consegue parar pra ouvir a própria voz de moninha, mando pro bueiro no ato.

Meu amô, não estou lhe dizendo que todo mundo tem que sair por aí escancarando a porta do armário e soltando purpurina pelo ar. Cada um sabe de si, mas acho que o convívio social seria tão mais gostoso se todo mundo soubesse respeitar o outro pelas suas diferenças e pecularidades, néam? Já pensou como o mundo seria chato se todo mundo fosse hetero? Imagine o porre que seria se toda bilu fosse complexada, depressiva e mal comida...

Um beijo,
Maddyrain

In the Closet

Radio Edit
7" Edit
Club Mix
Club Edit
Touch me Dub
The Underground Mix
The Underground Dub
The Mission
The Mission Radio Edit
The Mix of Life
The Promise
The Vow
The Reprise
KI's 12"
The Newark Mix
Freestyle Mix

Keep it in the closet!

Chupa meu edy no armário:
Xente, começo hoje falando de babadu e fofocas de bastidores musicais. Vocês sabiam que durante um tempão todo mundo achou que a voz feminina (não a do Michael, tzá?!) de In the Closet era da Madonna? Pois é! Mas até que havia um pouco de fundamento nos boatos. Eles viraram melhores amigos da infância do dia pra noite, foram até juntos pro Oscar e Madonna tinha planos de trabalhar com o Michael, mas adivinha quem vetou a parceria? Ninguém menos que a Janet Jackson! Sabem o que é isso? Mágoa de caboclo! No final das contas, quem fez a voz feminina NÃO é a Naomi Campbell (que aparece no clip), mas sim a princesa de Mônaco. Confesso que In the Closet não é uma das minhas favoritas do Michael, sabem? Prefiro os remixes!

Bom, vamos começar pelo Tommy Musto, que foi pro limbo musical e nunca mais voltou. O Club Mix é um dance house bem gostosinho e que casou perfeito com os vocais do Michael. Não tem nada de mais, mas é uma graça. O The Underground Mix é um pouco mais interessante e diferente. É menos club diva, mas também dá pra dançar gostoso. Acho válido se jogar nos dois dubs produzidos pelo Musto.

A segunda parte dos remixes ficou por conta do God-on-Earth Frankie Knuckles, mas já adianto que o remix dele pra In the Closet ficou um pouco abaixo do padrão Knuckles de qualidade. The Misson é o remix principal e todos os outros são derivados dela, mantendo o mesmo instrumental e batidas. O "problema" é que o remix demora MUITO pra empolgar e quando finalmente parece que vai estourar no house maravilhoso com cordas e tudo mais, ele volta pro esqueminha inical desempolgante. Bom, a versão The Promise é praticamente um instrumental/dub bem gostoso. Recomendada. Por fim, a terceira parte com os remixes freestyle a xente SUPER ignora!

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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