Vamos falar da Madonna: Like a Virgin

"Este disco é dedicado a todas as virgens do mundo"! Xente, vocês não têm saudades da Madonna de verdade? Hoje em dia, ela dedica os álbuns pra cabala. Ah, meu kool, néam? Enfim, a população mundial deve ser formada principalmente por virgens, já que mais de 21 milhões de virgens têm comprado o Like a Virgin desde 1984. Eu geralmente considero o primeiro disco da Madonna o Like a Virgin e não o Madonna. É como se o Madonna (álbum) fosse um esquenta para o furacão que seria o sucesso de Like a Virgin.
Dizem que Madonna ficou plantada na porta do produtor Nile Rodges, ex Chic, e só saiu de lá depois que ele topou produzir a bunita. Em termos musicais, o pulo do Madonna (álbum) para o Like a Virgin é notável. Enquanto o primeiro disco ainda apresentava muitos elementos já datados mesmo para a época de lançamento, Like a Virgin jogava Madonna em um pop mais atual e praticamente eterno, com bastante sintetizadores aqui e ali.

Pra começar a colocar lenha na fogueira, Madonna decidiu lançar o primeiro single, Like a Virgin, no primeiro MTV Video Music Awards de 1984 (onde a grande vencedora da noite foi Cyndi Lauper, by the way). Vestida de noiva e com fogo na pirikita, Madonna rolava pelo chão e gemia enquanto a plateia não sabia se fugia do recinto ou batia uma punhetinha. As associações familiares já caíram matando na coitada, achando aquilo tudo um absurdo. Quando o álbum Like a Virgin foi finalmente lançado, acenderam uma fogueira em praça pública especialmente pra Madonna. A clássica capa ficou a cargo de Steven Meisel, que viria a fotografá-la várias outras vezes no futuro, culminando no escandaloso livro SEX. O sucesso foi praticamente imediato. O tracking list do Like a Virgin é o seguinte:

1- Material Girl (single)
2- Angel (single)
3- Like a Virgin (single)
4- Over and Over
5- Love Don't Live Here Anymore
6- Dress You Up (single)
7- Shoo-Bee-Doo
8- Pretender
9- Stay
10- Like a Virgin (Extended Dance Remix)
(bonus track da versão remasterizada de 2001)
11- Material Girl (Extended Dance Remix)
(bonus track da versão remasterizada de 2001)


O álbum inteiro vomita pop por todos os cantos e os principais hits da carreira da Madonna estão no Like a Virgin, como Material Girl e a música título. Angel também virou single, mas é um daqueles singles menores e que poucas pessoas conhecem. Eu atóron e já postei por aqui. Over and Over é uma das várias músicas da carreira de Madonna com potencial para single de sucesso, mas que ficaram restritas a encher espaço no vinil. Ela acabou sendo lançada em alguns poucos países da Europa, mas nada muito impactante. Um dance pop acelerado super gostoso. Dress You Up felizmente foi lançada, mas eram tantos singles juntos nessa época, que só conseguiu ficar em quinto lugar na Billboard.
Eu considero Love Don't Live Here Anymore a primeira balada da Madonna. Embora não tenha sido lançada na época, é possível encontrar uma versão mais madura da Madonna. Eu fico toda cagada com essa música. Shoo-Bee-Doo também é baladinha, mas sabe... tão boba que prefiro não comentar muito. Parece música da Angélica. Fika a dika. Pretender é, para mim, a grande cagada do Like a Virgin. Eu confesso que nestes anos todos de fanatismo madônico, dá pra contar nos dedos as vezes em que ouvi Pretender inteira! Muito chata! Por fim, temos Stay que ficou para lado b apenas. Uma pena! Eu e só mais eu que eu conheça atóramos Stay! É bem diferente da versão demo lançada anos depois no Pre-Madonna.

O álbum foi relançado em 1985 pra incluir o mega hit Into the Groove, tema do filme Procura-se Susan Desesperadamente, mas ficou de fora da versão remasterizada de 2001. Além de Into the Groove, a atenção e exposição da Madonna era tamanha que ainda sobrava espaço pros singles Crazy for You, uma das baladas mais conhecidas da bunita, e Gambler, single obscuro que nunca foi lançado em CD. Você já parou pra pensar como devia ser ligar o rádio nessa época? Ou você ouvia Madonna ou ouvia Madonna! Foi uma verdadeira lavagem cerebral!
Pra comemorar o sucesso, Madonna estreou sua primeira turnê, The Virgin Tour, nos Estados Unidos e Canadá. Todos os principais hits dos dois primeiros álbuns faziam parte do tracking list. Infelizmente, os únicos formatos oficiais lançados dessa turnê são em VHS e LD, mas cortaram Angel, Borderline e Burning Up. Vai entender...

Embora o Like a Virgin revele uma Madonna extremamente sensualizada e materialista, características que a bunita tenta fugir de todas formas atualmente, foi com esse álbum que ela realmente fundamentou seu estilo musical e estabeleceu os hits que expressariam sua carreira até hoje. A expectativa para o próximo álbum era intensa e Madonna conseguiu lançar algo ainda melhor, o True Blue...

Dress You Up

The 12" Formal Mix
The Casual Instrumental Mix
Remix Edit
Live from The Virgin Tour
Re-Invention Tour Studio Version

Check comments / Surpresa nos comentários

Chupa meu edi que é de tecido:
Dress You Up é uma das minhas músicas favoritas do Like a Virgin. Acho uma graça, mas seu lançamento infelizmente foi um pouco ofuscado pelos singles de Crazy for You e Into the Groove, todos lançados num mesmo bolo fecal na mesma época. É duro ser famosa, meu amô. E olhem só que interessante: foi a última música incluída no tracking list do album e só entrou porque Madonna bateu o salto alto de quinta categoria.

Os remixes ficaram por conta do então namorado de Madonna e figura carimbada, Jellybean. Se joguem no The Formal 12" Mix. Um dos melhores remixes dessa fase da Madonna. Como todos os remixes da primeira metade dos anos 80, é apenas uma versão extended com mais batidas e batuques aqui e ali, mas ficou tão legal! O The Casual Instrumental Mix também é válido pra você treinar seus "dons" musicais.
Nem toda biluzinha presente no recinto já assistiu o The Virgin Tour, a primeira turnê da Madonna. A xente ainda tá esperando esse babadu sair em DVD, néam Dona Warner? Isso sem falar na ótema Blonde Ambition... Mas, enfim... se joguem na Live Version from The Virgin Tour pra ter uma noção de como era bonita a voz da Madonna ao vivo nessa época. A bunita tentou inserir Dress You Up no tracking list da Re-Invention Tour, mas super não rolou. Só temos a Studio Version pra ter uma noção de como ficaria ao vivo. Eu atórein! Felizmente não é aquela coisa "mamãe, quero ser rockeira". Finalmente, ela colocou Dress You Up na segunda parte da turnê Sticky & Sweet.

Meu nome é... Maddyrain!

Sabe, eu tenho um super problema sério pra guardar nome de bophy. É sempre assim pra me referir a algum bophy da buatchi Ah... aquele lá que tem a neca cabeçuda ou Aquela biluzinha que tem a boca fedida. Já é um sufoco guardar os nomes extravagantes das amiguêis, imagina guardar o nome de cada bilu que me aparece na buatchi querendo um abraço e um autógrafo! Minha amiga LuvSuxxx certa vez me ensinou uma dika ótema: levar um papelzinho pra anotar o nome e alguma característica particular da pessoa. Juro que tentei, mas no final da noite o meu papel tava lotado de telefones. Aliás, eu NUNCA ligo. Aí outro dia, uma bilu virou pra mim na buatchi e perguntou:

_ Maddyrain, da onde surgiu seu nome exótico?
_ Olha, mamãe me pariu, olhou pra essa bonequinha de luxo no berçário e gritou "Maddyrain"! A loka. É brincadeira. Ela gritou "Isso não é meu", mas abapha.
_ Ai, conta pra gente! Sempre quis saber!
_ Amore, não é óbiveo? É o remix de Maddy com Rain.
_ Tá, tô na mesma.
_ Gato, ou você é inteligente ou não é. No seu caso, não é, néam?

No começo de minha carreira performática até os dias de hoje de glamour cibernético, foi difícil deixar marcado meu nome. Então, amô, se você quer ser uma biluzinha famosa, siga minhas dikas pra ficar conhecida e destemida na noite! Antes de mais nada, o que eu já vi de xente escrevendo Maddy Rain, MaddyRain e coisas do tipo. Meu nome de guerra é Maddyrain. Tudo junto, sem acento e com sotaque de xente phyna. Se você não sabe fazer sotaque de xente phyna, então você não é xente phyna. Simples assim.

Na próxima vez que você for pra buatchi, leve aqueles canetões, sabe? Isso, aquele mesmo que a senhora usa pra cavocar o edy nas horas vagas. Corra pro banheirão, mas vá pro reservado. Sai dessa vida de bater punheta no mictório, tzá? No reservado, escreva na parede ou na porta "Fulana de tal esteve por aqui". Claro que você não vai escrever "Fulana de tal", néam? Eu tenho que explicar tudo porque tem cada biluzinha desinformada que me visita, que jesuis, viu? Se você tá afim de fazer dinheiro, coloca algo mais sugestivo, tipo "Fulana de tal, passiva, kool aberto. Ligue e goze". Funciona, tzá?
Acho bobagem escrever na parede do dark room, amô. Ninguém vai ler, neám? Então ahazze nos reservados. Depois você vai pros banheiros de shoppings e restaurantes CHIQUES, claro. Ninguém vai dar a mínima se a "Fulana de tal" aparece no Habib's ou no Shopping Light, mas será um ahazzo saber que a "Fulana de tal" esteve no Fasano e no Shopping Iguatemi, por exemplo.

Depois comece a espalhar a sua reputação pelos setes mares, amore. Certa vez, eu e Kilo Minhoca estávamos numa buatchi lá na Ilha Porchat completamente bêbadas e correndo o sério risco de cair no mar. A buatchi era em um antigo clube de Carnaval desativado em cima do penhasco. Uma coisa... assim... linda, mas super decadente, sabe? Já contei da vez que levei um choque no dark room? Então, foi nessa buatchi. Pirata. Olha o nome! Abaphe the case... Mas como eu tava contando, começou o show de drag queens caiçaras do local. Terrível. Até eu bêbada dublava melhor que as bunitas no palco. Virei pro lado e uma sapa mais máscula que muito bophy por aí pulava e vibrava.

_ Aim, gata... você tem que ver o show da Maddyrain! Aquela sim é drag queen!
_ Éam!
_ Ai! Maddyrain! Eu adoro a Maddyrain! Vi um show dela outro dia na Praia Grande! Adorei!
_ A senhora fez show na Praia Grande, Maddie? Não sabia... que nível, hein?
_ Gata, eu só faço circuito Consolação/Arouche, esqueceu? Então, amore, esse show foi divino, néam?
_ Foi! A Maddyrain é ótima!

Pra vocês verem como minha reputação já estava muito além do que eu podia imaginar, néam? Depois de espalhar seu nome pela noite guêi, se jogue nos orelhões de sua cidade. Ahazza nos adesivos sensuais e com propaganda enganosa. "Fulana de tal, mulata, peituda e necuda". Olha, não tem como não ficar famosa! No meu tempo pré-Internet, era super importante fazer esse tipo de propaganda, sabe? Meu adesivo favorito era "Maddyrain, faço faxina e engulo tudo" ou então "Maddyrain - 18 anos, PAM e mágica". O bophy ligava super curioso pra saber o que era PAM. Passiva até a morte, amore. A mágica você irá descobrir no local. Hoje o babadu é outro. Você faz propaganda pelo Orkut, Twitter... enfim, essas mídias sociais que super cansam a nossa beleza intestinal, néam?

Um beijo,
Maddyrain

Say My Name

Album Version feat. Kobe Bryant
Album Instrumental
Radio Edit (thanx to Haton!)
A Capella

Maurice's Bass 2000 Mix
Maurice's Last Days of Disco Millennium Mix
Maurice's Old Skool Dub Mix
Digital Black & Groove Club Mix (thanx to Haton!)
Digital Black & Groove Instrumental (low quality...)
Timbaland Remix
Timbaland Remix Instrumental (low quality...)
Nitro Remix with Rap
Nitro Remix without Rap
Nitro Remix Instrumental
Dreem Teem Club Mix
Noodles Mix (thanx to Haton!)
Storm Mix by Tariq


You actin' kinda shady...

Chupa meu edi que é de Novalgina:
Atendendo o pedido de uma bilu que tava me implorando Say My Name desde a época do especial Beyoncé, hoje é dia de Destiny's Child. Agora quero ver o bunito agradecer a gentileza, néam? Bom, Say My Name foi a primeira música das Garotas do Destino que eu ouvi na vida e achei um ahazzo. Uma diva da laje com muito glamour. Se você por algum motivo obscuro nunca ouviu Say My Name, super se joga na Album Version. A versão Instrumental também é uma graça pra você praticar suas aulas de canto clássico.

Hoje o selo "Chupa meu Edi" será super curtinho, já que só os remixe do Maurice Joshua são recomendáveis, como sempre. Vamos começar pela bateção de cabelo old skool do Maurice's Last Days of Disco Millennium Mix. Uma coisa... assim... disco house maravilhosa! E com vocais regravados. Atóron! O bunito tentou inventar moda e cagou com o Maurice's Bass 2000 Mix. Ficou parecendo funk carioca. Ou seja, fujam. O Digital Black & Groove Club Mix também é dele e é mais jogativo e pintoso que o remix disco. Super recomendado e eu tenho CERTEZA que ele usou um sample do remix do Calderone pra Beautiful Stranger da Madonna! O resto, meus amores, são aquelas coisas r'n'b e "wannabe drum'n'bass" que pedem pra ser ignoradas.

A tribo dos índios necudos

Eu, Kelly Caleche e Shana Shanshada fomos carregadas como três sacos rosas de farinha nos ombros musculosos e fortes dos índios. Nunca fui tão sensualmente recebida na minha vida.

_ Aqui é sempre assim, gatas? Você chega e é raptada por índios fortes e necudos?
_ Gata, a Amazônia é enorme. Tenho que pegar um teco-teco pra fazer show nas cidades mais afastadas!
_ Naum tem metrô por aqui? O babadu é andar de metrô dando pinta.
_ Naum. Aqui tem cipós. - chegamos até um jipe e fomos colocadas no porta-malas com a menor delicadeza do mundo.
_ Ai! Que horror. Amore, eu não sou feita de borracha pra ser tratada assim não, tzá? Vem cá. Vem cá, cafuçu. Coça minha bunda? Tá coçando e eu tô amarrada. Não consigo me coçar!
_ Mim não coçá. Só cutucá.
_ Jesuis! Shana, pelo amô de Diana Ross, preciso coçar minha bunda! - num malabarismo todo performático, joguei a bunda em cima da mão amarrada de Shana Shanshada.
_ Aqui?
_ Não, é mais pra dentro.
_ Maddie! Você tá querendo que eu coce o seu kool?
_ Vai, gata! Aproveita que tá limpo!
_ Ai que honra! Eu vou cavocar a Maddyrain! Dona do edy mais celebrado de São Paulo! Tira uma foto, Kelly.

No balanço do jipe pelas estradas de terra do interior de Manaus, fomos sendo jogadas uma contra a outra numa verdadeira guerra de travestis. Vez ou outra um índio olhava pra trás pra ver se nenhuma de nós três tínhamos caído pra fora do jipe.

_ Óiá como balançá as teta das travesti. Óiá o peitão daquela ali.
_ Tão falando de você, Kelly.
_ Cutucá o peitão daquela ali. - o índio pulou pra trás e começou a mexer super delicadamente nos peitjinhos de Kelly Caleche.
_ Ai que gostoso!

Chegamos na tribo e fomos novamente carregadas nos ombros dos índios até o centro. Ficamos presas numa madeira fincada no chão batido da tribo como três bruxas prestes a serem queimadas vivas. Shana Shanshada entrou em desespero e começou a chorar. Queria os seus florais. Uma entidade saiu de uma das ocas, toda encoberta com tiras de feno pelo corpo e dando voltas e mais voltas.

_ Xente, isso aí parece um orixá! Que loucura! - a entidade começou a cantar Love & Happiness e eu reconheci na hora os gritinhos histéricos latinos - India! La India! Não acredito! Estamos salvas!
_ Quem chama o nome da minha égua?
_ Eu, Maddyrain. Prazer. Quero falar com a India. Coloca ela na linha?
_ Maddyrain! Aqui em Manaus? O que você tá fazendo aqui?
_ Vim visitar minhas amigas Kelly Caleche e Shana Shanshada quando fomos raptadas por esses índios fortes e necudos, mas feios de rosto.
_ Você veio parar na minha tribo, gata! La Tribo de la India! Eu não acredito. Eu mandei esses cafuçus pegarem outras três travestis italianas no aeroporto!
_ Eu não sou italiana.
_ Kelly, gata, mas nem se você quisesse ser italiana você conseguiria com essa cara de portuguesa misturada com árabe.
_ Bom, agora só me resta soltar vocês, né? Ai que situação... Ô, Rabo de Carneiro. Vem cá! Chama o pajé!
_ Você não é a chefe da tribo? Não é a... qual é o feminino de pajé?
_ EU QUERO OS MEUS FLORAIS!
_ Duvido que seja tudo isso...
_ EU QUERO OS MEUS FLORAIS!
_ India, tem marijuana aím? Aposto que tem, néam? Onde tem La India, tem marijuana boliviana. Dá um pouco pra minha amiga Shana se acalmar, tadinha.

O pajé chegou. Mais boliviano impossível. De índio ele não tinha nem os ancestrais mais antepassados. A neca batia no chão. Imaginem a sujeira! Esmega terrestre. La India mandou que fôssemos desamarradas e colocadas nas ocas de luxo da tribo. Já estava quase anoitecendo e teríamos um festival para arrecadar fundos pra plantação de marijuana. Aim... atóron essas coisas antropológicas...

De Manaus, com carinho...
Maddyrain

Love & Happiness (Yemaya y Ochún)

12" Club Mix
Radio Edit
Dream Sequence
Tito and India
La Rumba
Congo Drums
House Nation Mix
Morales Mix
Junior Boys Own Super Dub
MAW Original Remix - Extended
MAW Original Remix - Short
MAW Original Remix DJ Tool
MAW Original Remix Keyapella
MAW 07 Remix
MAW Reprise
Masters at Work Dub
Masters at Work Dub Beats
KenLou Dub

That you represent all the richness of the world...

Chupa meu edi que é da macumba:
O retorno de La India e a house macumba do River Ocean (aka Masters at Work)! Atóron! Pras macumbeiras de plantão, como a Cindi Loka, a música de hoje é cheia de referências ao universo do candomblé. Uma loucura. Como eu sou quase uma freira, super fujo dessas coisas misteriosas demais, sabem? A loka. Mas como bater cabelo é gostoso, vamos se jogar com toda fé no ótemo 12" Club Mix. Puro classic house de qualidade com direito a animais exóticos e batidas tribais. Uma loucura! Pra você ahazzar na incorporação, se joga no Tito and India que são apenas as batidas. Super recomendado. O House Nation Mix não é muito diferente, mas tem toda uma pegada Missing do Everything but the Girl. O Junior Boys Own Super Dub também segue essa mesma linha house super gostosa. Por fim, o Morales Mix não foi lançado na época e virou raridade. É aquele house básico do David Morales, ou seja, recomendado!

Em 2007, o single foi relançado pela primeira vez, mas felizmente os remixes ficaram a cargo dos Masters at Work de novo! Ufa... Depois foi relançado mais uma vez, mas eu super ignorei os remixes novos. O MAW Original Remix - Extended mantém a linha house macumba da versão original, apenas acrescentando novos elementos. Uma delícia! O MAW 07 Remix tem batidas mais diferentes e todo um clima glam mais underground. A versão que me deixa TODA cagada é o MAW Reprise, que super pega elementos de Reach, com participação da India, que em breve aparece por aqui também. Atóron! Como eu sou uma bilu dubística, super se joga no Masters at Work Dub porque é válido. O KenLou Dub também merece um kétji gostoso e prolongado!

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Aim, amores. Vocês sabem como eu atóron quando um hit é relançado mil e uma vezes, néam? Soltei um peidinho pros remixes atuais de Love & Happiness e acabei não achando em lugar nenhum pra baixar! Vocês tem?

india mix 9:30
david penn vocal mix 7:36
david penn dub 6:38
michel cleis 'floreo' remix 10:12

Sobre a felicidade

Outro dia eu tava fantasiada de bophy no metrô. Claro que eu sou uma trava phyna e só tomo a linha verde que é nova e bunita. Aqueles vagões novinhos, com ar condicionado e xente bunita. Bunita, mas pobre, porque quem é ryko não anda de metrô, néam? Como eu tava falando, eu tava no metrô segurando na barra de metal. Aquela coisa dura e gelada na minha mão... lembrei da neca no mesmo instante... e pensei: o que será que faz todas essas pessoas aqui felizes?

Aliás, a felicidade é algo tão abstrato e particular de cada um, néam? Eu sei que tem muita biluzinha que só se sente completa e feliz quando a neca tá entrando no edi. Eu tenho uma amiga junkie que o dia só vale a pena quando a marijuana tá acesa na boca. Parece que tudo deu errado até o momento em que ela acende o cigarrinho. Acho que a maioria dos junkies é assim, néam? Atualmente, com esse monte de mídia social, tem biluzinha que só se realiza quando senta a bundinha de passarinho na frente do PC e escreve suas baboseiras diárias no Twitter. Olha, eu já tive essa fase, viu? Não vou negar, mas cheguei à conclusão de que quanto menos você usa o Twitter, mais ele perde a graça.

Eu tava no metrô, como eu tava falando, e olhei pruma mulher gorda... jesuis... como era gorda. Parecia que tinha comido toda a comida do mundo inteiro. E como todo gordo que se preze, tava com uma barra de chocolate super calórica na mãozinha estufada. A felicidade pra ela só podia ser essa: entupir o edy perdido na bunda banhosa de comida. Mas, de novo, quem sou eu pra julgar o que traz felicidade pros outros, néam? A xente não tem esse direito e, principalmente, não temos o direito de acharmos que somos a felicidade do outro. O que eu conheço de xente convencida que acha que é tudo e mais um pouco na vida dos outros... Com toda minha magreza escultural, sentei ao lado da bunita.

_ Inh... oi, tudo bem?
_ Oi. Quer um teco?
_ Nau... não, obrigada... obrigado!
_ Pega um pedaço, por favor, moço. Eu não posso comer tudo sozinha!
_ Ué, por que não?
_ Eu tenho que emagrecer. Não vê o estado em que estou? Quero fazer a cirurgia de reduçao do estômago, mas estou muito gorda e o risco é muito grande. Fico triste e começo a comer tudo que vejo pela frente. Não sou feliz.
_ Calma, amore... querida. Não chora. Dá essa barra de chocolate.

Como a xente se deixa levar facilmente pelos pré-conceitos, néam? Só porque ela é gorda, deve atórar fazer a esfomeada por onde vai. Enquanto eu comia o chocolate da bunita e ela se desfazia em lágrimas, comecei a pensar no que me fazia feliz. Acho que é mais fácil analisar o que nos deixa feliz. Terminar de ler um livro incrível. Terminar um jogo de video game maravilhoso e ter aquela sensação de trabalho concluído. Comprar um perfume ótemo ou um CD raro. Sair pra beber e dançar com minhas amigas kéridas. Correr pra pista de dança com a Litta Walitta quando toca um house ahazzante. Descer pra te encontrar... Olha, são tantas coisas A felicidade e alegria de viver estão presentes em cada momento. A xente só precisa querer ser feliz.

Um beijo,
Maddyrain

Don't Need The Sun To Shine (To Make Me Happy)

E-Smoove Remix (low quality...)
E-Smoove Remix Edit
Agent Sumo Remix
Dimitri & Tom Remix
D'n'D Vocal

You bring out the best in me...

Chupa meu edi que é caolho:
Você conhece a Gabrielle? Não fique triste se não conhece, amore. Você nem a torcida do Flamengo conhecem. A bunita não é um poço de sucesso aqui no Brasil. Acho que a última música que tocou por aqui foi aquela do filme da Bridget Jones, a loka. E já faz tempo isso, viu? Mas como eu sou uma biluzinha que nasceu pra ensinar, vamos conhecer um pouco da Gabrielle, néam? A música de hoje é uma graça, mas vou ser sincera: só conheço os remixes. A loka!

O E-Smoove Remix Edit é super dubabadu. Um house atual bem gostoso e dançativo. Atóron! O Agent Sumo Remix segue uma linha club underground completamente ahazzante! Pra você dar bastante pinta enquanto balança os têtês. Por fim, temos o dubístico Dimitri & Tom Remix. Confesso que nunca ouvi falar desses bunitos, mas atórein o remix! Uma batidinha club bem moderada, mas super glam. Recomendado! O D'n'D Vocal a xente SUPER ignora.

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Aim, é tão difícil encontrar coisas da Gabrielle pela Internet, viu? Olha só a capa do single de hoje... tem um puta adesivo enorme na cara da bunita, coitada! Enfonces, se alguém tiver alguma das versões abaixo, me manda, tzá?

instrumental 3:28
acoustic 4:17
e-smoove dub 6:58
d'n'd dub

Aula de dublagem

Hoje a nossa aula já começa com uma dika básica e importante: amore, se você quer se jogar no glamour da vida noturna, mas não sabe dublar nem MPB, se fecha em casa e pratique bastante. A coisa mais babada na buatchi é saber dublar sua música favorita. DUBLAR, amô. Não cantar. Se você e sua mãe acham que você canta bem, continue ahazzando no videokê nas festinhas da sua afilhada. Ninguém suporta alguém na orelha cantando na buatchi. Ainda mais quando está cantando tudo errado, néam? Mas essa dika fica pra aula de inglês instrumental. Hoje nós vamos aprender a dublar, porque toda drag e biluzinha de respeito têm que saber dublar. Aliás, uma drag que não sabe dublar é que nem uma passiva que não sabe dar o edy. Não combina, tá entendendo?

Eu acho que dublar é uma arte inerente às biluzinhas mais phemynynas. Claro que já vi muito ativo dublando, mas eu acho uma coisa... assim... super brochante. Se o bophy ativo dubla todas na balada, amore, se prepara... na cama ele vai te comer gemendo mais que você, viu? Fika a dika. Mas se você é ivone... passivone... meu amô, vamos ahazzar na dublagi. Vamos começar do princípio que o seu inglês é bem básico e super Ensino Médio de escola pública, tzá? Como praticar a dublagi se tudo na buatchi é em inglês, néam? Comece treinando em casa com a Ivete, meu amô. Eu sei que Ivete é muito povão, então se joga na Daniela Mercury que é mais conceitual. Se você, além de conceitual, é cult, ahazza na Elis Regina. Eu particularmente acho que Elis Regina de kool é rola, como dizia o poeta.

Eu sei que nem todo mundo tem facilidade pra aprender inglês, amores. Mas se você quer ser uma bilu de sucesso, você tem que saber a falar pelo menos "I'm gay and I enjoy being fucked". A xente vai aprender algumas coisas básicas nas nossas aulas de inglês básico, mas pra dublar você não precisa falar nada mesmo. Só finja. Já viu aquele programa Mulheres na TV Gazeta? Quando a Cátia Fonseca recebe algum cantor, ela senta bem phemynyna no braço do sofá, meche a cabecinha pra lá e pra cá, balança os pezinhos e dubla TUDO ERRADO. E olha que só recebe atrações nacionais, viu? Imagine o vexame se a Lady GaGa no fim de carreira decidisse ir divulgar algo no programa dela! Você não quer ser a Cátia Fonseca da buatchi, néam meu amô? Isso sem falar na Hebe com aquela boca de xana velha, néam?

Pra praticar em casa, comece com músicas mais calmas. Se joga na Internet, procura a letra da música e vai praticando aos poucos. Reserve alguns minutos diários pra praticar a dublagi. O twitter não vai morrer se você deixar de escrever suas chatices por uns minutos e praticar pra ser uma biluzinha ahazzadora na buatchi, amô. Em primeiro lugar, sua vida social real. Depois você se preocupa com sua vida cibernética. Depois de praticar com músicas mais calmas... aliás, super recomendo Roxette pra começar, viu?... parta pras músicas que tocam na buatchi. Como os remixes são geralmente muito rápidos pra uma bilu iniciante, procure as versões originais. Essas músicas de buatchi, na maioria, são todas mela calcinhas na versão original, amores. Já perceberam?

A dika básica é essa, amô: pratique em casa com a letra da música. Mas o fundamental é: PRESTE ATENÇÃO ÀS EXPRESSÕES QUE A MÚSICA PEDE! Se é uma música triste e a Whitney só falta cagar de tanto chorar enquanto canta, não vai dublar toda sorridente, néam amore? Claro que você não precisa fazer cara de choro na buatchi, mas um pouco de expressão é tudo na vida da drag queen. Coloque pra fora o seu espírito artista. Toda bilu é um pouco artista, néam? Bom, agora que a xente já sabe como mexer a boca direitinho e fazer caras e bocas, chegou a parte da gesticulação, amore. Você não vai ficar plantada no meio da buatchi como um espantalho mexendo a boca e fazendo a caruda, néam? Tem que mexer as mãos, os braços e o pescoço também!

Cada um tem o seu jeitinho especial de desmunhecar, eu sei. Vinhado que é vinhado desmunheca, não adianta. Na hora da dublagi, meu amô, é a hora de você ahazzar na desmunhecagem bem phemynyna. Mexa a cabeça pra lá e pra cá ahazzando nas caretas e prepare-se pro bate cabelo no pico da música. Pra bater o cabelo não há mistério. Jogue a cabeça um pouco pra baixo e finja que tá sendo possuído por alguma entidade maligna desconhecida. Jogue a cabeça abaixada prum lado e pro outro que nem uma frenética, mas com cuidado pra não acertar ninguém e acabar se machucando. Já vi muita biluzinha sair da buatchi desmaiada porque acertou a parede enquanto batia o cabelo. E atenção... NUNCA... JAMAIS bata o cabelo se você estiver com algum bophy. Bater o cabelo é uma das coisas mais queima filme da vida biluzística. Fika a dika.

A arte da dublagem não é para todos, amores. Vocês perceberam, néam? Envolve muita coisa: uma desenvoltura e espírito artístico maiores, um leve conhecimento em inglês (ou outros idiomas) e, principalmente, o foda-se ligado para o que os outros vão pensar, néam? Aliás, seria tão mais divertido se todo mundo na buatchi não estivesse tão preocupado com a opinião alheia, néam? Aí o que acontece? A biluzinha se joga no carão e retrai toda sua phemynylidadji aflorada. Quando você estiver num estágio mais avançado da dublagi, tente dublar artistas "masculinos" como George Michael, ou até mesmo o Michael Jackson! Esse é super difícil de ser dublado, viu? Pra ahazzar, comece dublando a música de hoje que é dubalacubacu!

Um beijo e bom treino,
Maddyrain

Desire

Original Extended Mix
Original Radio Edit
Acapella
Joey Negro Extended Mix
Joey Negro Z Mix
Joey Negro Z Radio Edit
Joey Negro RODX Dub Mix
Kerri Chandler Brazilian Mix
Kerri Chandler Undeground Mix
Thunderpuss Club Anthem
Thunderpuss Radio Mix
ThunderDub (thanx, Cindi Loka!)
Pussy 2000 'Feelin' It' Dub Mix
Ultra Pussy Dub Mix
Klubbheads Vocal Mix (thanx, Cindi Loka!)
Dubaholics Vocal Mix

My desire is just beyond all hope and reason...

Chupa meu edy que é de cetim:
Olha, eu atóron a Ultra Naté, mas sou suspeita pra dizer que a bunita só conseguiu emplacar 100% o hit Free. Os outros singles são ótemos, principalmente os do início da carreira, mas nenhum se compara a Free, néam? Desire é um pop super gostosinho e dance pra você ahazzar na dublagi. Pode pegar a Original Extended Mix porque essa música merece uma versão extended. Pras mais urgentes, temos a Original Radio Edit. O bapho dos remixes de hoje é que a maioria agrada todo mundo.

O kérido Joey Negro não aparece muito por aqui, mas o moço é dubalacubacu. O Joey Negro Extended Mix segue a linha da versão original e não adiciona muita coisa. O Joey Negro Z Mix tem uma pegada old skool disco mais bonitinha. É pra você dar close junto da família, assim ninguém percebe que você é super phemynyna. Os remixes do Kerri Chandler seguem a linha soulful house que eu atóron. O Kerri Chandler Brazilian Mix não é tão brasileiro assim. Tem umas batidinhas meio latinas, mas felizmente não temos uma escola de samba no meio do remix. Aliás, momento de crítica social musical: seria bom se os remixes feitos por DJs brasileiros fossem pelo menos um pouco parecidos com esse e não aquela chatice drum'n'bass que já passou faz tempo. Pronto. O Kerri Chandler Underground Mix é outro remix com o nome equivocado, porque de underground não tem nada. É uma gracinha, super house phyno. Recomendado!

Pra você dar bastante close na buatchi, no meio da bicharada, com ninguém por perto pra ficar espantado, nada melhor que a saudosa dupla Thunderpuss, néam? Você também chora de tristeza quando lembra que eles não existem mais? Se joga, meu amô, mas se joga com muita fé no Thunderpuss Club Anthem. Xente... desculpe as bilus mais conceituais, mas que saudades de bater cabelo ao som do Thunderpuss, viu?! Eu acho válido bater o cabelo em casa com o Thunderpuss Radio Mix! Os outros remixes, meu amô, estão aí só pra constar.

Maddyrain não tem, Maddyrain quer:
Assim, se você tiver pelo menos o U-max Radio Edit que é básico e saiu no single, me manda, tzá?

u-max radio edit 3:50
kerri chandler brazilian instrumental 7:28
dubaholics dub mix 5:55
klubbheads klubbdubb

Maddyrain no País das Rolas Maravilhosas

Terceiro Capítulo

Enquanto seguia pela floresta do País das Rolas Maravilhosas, Maddyrain começou a ouvir alguém chamando pelo seu nome. Bem, não necessariamente o seu nome.

_ Ô psit! Ô da poltrona!
_ Ai, não!! Era só o que faltava: o Didi por aqui! - Maddyrain voltou-se para trás e viu, formando em pleno ar, primeiro duas bolas e em seguida o resto de um cacete enorme - Diana Ross! Uma flying neca!
_ Eu sou nenhuma flain néca! Eu sou a Piroca de Xereca.
_ Mas que nome contraditório! Por que você não muda pra Piroca na Xereca?
_ E por que você não muda o seu nome pra... Qual é o seu nome mesmo?
_ Maddyrain.
_ Ah, você é que é a Maddyrain. - a piroca falava mexendo sutilmente uma boquinha minúscula na cabeça.
_ Será que você pode me ajudar, hein? Eu preciso encontrar a Travesti de Cócoras. Ela mora num castelo?
_ Não. É uma buatchi. Eu sei o caminho... mas terá um preço...
_ Eu já sei. Você quer padê. Hoje em dia tudo é na base do padê, já reparou? Olha, piroca, eu tô sem padê aqui, mas quando eu chegar em casa eu tenho um monte debaixo do taco solto.
_ E eu lá sei o que é padê, Maddyrain? Eu quero uma bimbada. Abaixa a calcinha. Preciso dar uma gozadinha.

Sem pensar duas vezes, Maddyrain ficou na famosa e gostosa posição em que Napoleão perdeu a guerra e foi comida por uma neca sem corpo. É praticamente um dildo vivo! pensou Maddyrain. E que dildo faminto! A loka! Depois de muito brincarem, chegou a vez da Piroca da Xereca mostrar o caminho para a buatchi da Travesti de Cócoras.

_ Siga sempre em frente, caminhoneira.
_ Só isso?
_ Só. Ah, quase me esqueci! Não deixe de tomar um chá com a Cantora Maluca.

Maddyrain continuou andando pela floresta até encontrar uma enorme clareira com uma mesa de chá colocada. Apenas três pessoas estavam à mesa, mas o silêncio era tão grande que todos dormiam. De repente, um enorme relógio cuco pendurado em um árvore começou a gritar.

_ Hora do chá! Hora do chá! Hora do chá!
_ Ai, que loucura! É a hora do chá!
_ Björk! Você por aqui!
_ Björk não! O meu nome é Bijórqui!

Björk levantou-se da cadeira e subiu na mesa. Completamente careca, a única coisa que cobria suas partes íntimas era um ganso morto. Começou a cantar Alarm Call e os outros dois convidados acordaram. Kate Bush e David Bowie ainda bocejavam enquanto Maddyrain tomava seu lugar à mesa.

_ Vamos todos orar.
_ Oremos.
_ Comemos.
_ Vamos todos orar. Agradecemos a mais um chá diário à querida Travesti de Cócoras. Aleluia.
_ Não sabia que você era tão religiosa, gata.
_ Não sou, mas se não rezo antes de tomar o chá, posso me engasgar. O que é isso aí na sua mão?
_ São cogumelos pro tamanho.
_ Cogumelos alucinógenos!
_ Não acredito! Você veio ao lugar certo! Sabe esse chá aí que você tá tomando?
_ Não é chá de cogumelo alucinógeno!
_ Não é não! É chá de calcinha da Kate Bush!
_ Por isso tem esse gostinho todo especial! - Maddyrain cuspiu o que ainda estava na boca e falou com a língua pra fora.
_ Que horror! Isso não se faz! Dar chá de calcinha pra uma bilu tomar!
_ E eu tava mestruada! Por isso tá vermelhinho!
_ Vamos fazer chá com o seu cogumelo!
_ Naum! Esse cogumelo é pra eu ter o tamanho certo! - David Bowie foi mais rápido, pegou os dois pedacinhos de cogumelo e jogou para Kate Bush. Completamente inebriada pelo odor deles, Kate Bush enfiou os dois pedaços no nariz. Björk gritou:
_ Tira isso do nariz! É pra gente fazer o chá com os cogumelos, não com sua caca de nariz... de novo!

Enquanto Bowie e Bush seguravam a histérica Maddyrain, Björk jogou os cogumelos em um bule com água fervente e bebeu uma xícara do chá. Tudo explodiu em cores. Passou o bule para os outros dois cantores. Maddyrain estava desesperada.

_ Xente! E agora! Ai que uó! Celebridade loka do kool é tudo igual! Me dá uma xícara dessa merda agora! Também mereço me colocar.

Enquanto o chá de cogumelo alucinógeno ia afetando violentamente suas sensações e percepções da realidade, Maddyrain escorregou da mesa e seguiu pela floresta deixando pra trás um ménage à trois entre os cantores. Sem saber como e quando, Maddyrain se viu em um estacionamento. Encontrou uma fila gigantesca e, como toda brasileira, se enfiou nela.

_ Escuta, dá licença. Deixa eu perguntar? Pra que é essa fila?
_ Pra entrar na boate da Travesti de Cócoras. Só entra quem a biluzinha da porta quer. - felizmente, a door da buatchi era a biluzinha magra e branquela que trouxera Maddyrain para esse mundo doido.
_ Aim, que tudo! Aquela biluzinha uó que me trouxe pra cá. Deixa eu ir lá falar com ela. Inhaím, meu amô? Tá lembrada de mim?
_ Maddyrain! Você chegou! Vamos entrando! Vamos entrando!
_ Aim, que fácil! Um beijo, meus amores! Fila é coisa de xente sem contatos!

Alarm Call

Radio Mix
Locked
Gangsta
Phunk You
Potage du Jour
Enough is Enough Mix
Rise and Shine Mix
Alan Braxe and Ben Diamond Remix
Alan Braxe and Ben Diamond Edit
Teasmade Dub
Snooze Button Mix
Reprosession Mix
Bjeck Mix
Rhythmic Phonetics Mix
Speech Therapy Mix

You can't say no to hope...

Chupa meu edy que é conceitual:
Atendendo ao pedido do meu kérido @sodaindie, eis que temos o retorno de Björk por aqui. Alarm Call não fez um sucesso loko do seu kool, mas o clip é super dubabadu e foi dirigido pelo finado Alexander McQueen. Que Diana Ross o tenha. Como todos os singles da fase Homogenic, os remixes são aquela coisa muito conceitual pra xente chegar gostar completamente. O Radio Mix é uma gracinha e mil vezes melhor que a versão original. Dizem que ela fez essa música pro Michael Jackson. Será que é verdade? Mark Bell reconstruiu e desconstruiu Alarm Call de tudo quanto é jeito. A versão Locked é super bonitinha e parece música de video game. Gangsta segue a linha eletrônica com batidas um pouco mais marcadas. E a Potage du Jour é um pouco mais jogativa e até dá pra dançar um pouco. E só isso que a xente pode recomendar vindo do Mark Bell.

O kérido Alan Braxe ahazzou com seu estilo chique e phyno com o Alan Braxe and Ben Diamond Remix. Uma coisa bem glam pra você tocar na sua festa quando virar rica. O Teasmade Dub também segue a linha club e é super recomendado! O Snooze Button Mix não é jogativo, mas é interessante. Um pouco mais calmo e gostoso pra deixar tocando enquanto você limpa a casa. Agora, meu amô, todo o resto a xente ignora. Tem drum 'n' bass, remix de kool que é rola do Beck e aquelas coisas horríveis e sinistras que só o Matmos faz por você.

Reflexões sobre passividade

[modo "Madre Maddyrain do Cú-que-Dá" on:]

Irmãs seguidoras da grande neca pulsante! Saudações!
Passei por um longo período de meditação no grande dildo que ganhei de um fiel. 35cms equivalem a muita meditação. Recebi uma notificação da prefeitura dizendo que querem fazer uma expansão do metrô com o que sobrou do meu edy. A loka. Durante minha meditação e reboladas, pensei muito em vocês, irmãs. Como é gostoso dar o edy! Não é à toa que o mundo biluzístico tem mais passiva do que ativa. Uma fatalidade para nós, irmãs passivas. Daqui a pouco estaremos todas batendo bunda com um dildo de duas cabeças. Claro que ainda podemos contar com as irmãs versáteis, néam? Mas até essas gemem gostoso quando a piroca tá entrando.

Recebi uma cartinha muito comovente de uma fiel seguidora do Twitter. Se você ainda não me segue no Twitter, procure por @maddyrain.

Irmã Maddyrain,

Ando muito cansado de sair pra buatchi, me jogar nos dark rooms da cidade e só encontrar necas pequenas ou necas que deviam vir separadas do corpo. Não tenho como evitar. O fogo no rabo é muito forte e não posso sentir alguém passando a mão na minha bunda que ela já fica toda arrebitada. O que eu posso fazer para acabar com tanto tesão no rabo?

Obrigado pela ajuda!

Gato, primeiro de tudo, irmã é você. Eu sou a Madre Maddyrain, a única com contato direto com a grande deusa da fertilidade guêi. Gato, por que você quer perder o tesão no rabicó? É tão gostoso ser sexualmente ativo. Bom, no seu caso, passivo. O que tem de bilu frígida que não consegue ficar de pau duro por nada nesta vida. Além disso, imagina o número de biluzinhas passivas complexadas que não conseguem balançar a bundinha com a mesma graça que você. O que a xente pode fazer é um trabalho pra tornar você versátil e, com o tempo, ativo, porque o mundo já tá repleto de bilu passiva e a xente precisa de mais ativas.

Quanto às necas que deviam vir sem o corpo que as carregam, super te entendo. Eu tenho uma amiga que não vou falar o nome... mas começa com Litta e acaba com Walitta... que super não se importa se o conjunto da obra é uó. O importante é a neca ser boa. Eu não consigo ser assim, sabe? Se a neca é odaríssima mas o dono é o que há de mais uó nesta vida, sorry, mas não vai rolar. Agora, gato, se você é uma irmã do dark room, não tem muito o que reclamar, néam? Se joga na escurdião, abraça a sombra, mas não dê beijo na boca. Vai saber por onde aquela língua já passou...

Um exercício gostoso pra você virar versátil e tirar o desespero de algumas irmãs passivas é o seguinte: pega umas fotos de bophy pelados na internet. Na verdade, pega umas fotos de bunda e kool. Sabe aquelas fotos com o edy bem aberto? Então. Todo dia você olha umas fotos de edy esbugalhado. Com o tempo a neca vai acabar ficando dura e você vai gostar de comer um edys. Eu nunca tentei esse exercício porque sou uma entidade PAM. Passiva até a morte. Outra coisa, fiéis seguidores da neca pulsante, se você for uma biluzinha toda phêmea e tem o gatinho na boca toda vez que fala, continue sendo passiva. Nada pior do que é uma bilu comendo e dando pinta, neám? F.A.D. Fika a dika.

Mas o gostoso é fazer na cama o que você gosta. Se gosta de rebolar na piroca, dá esse edy sorrindo. Se gosta de comer, come com vontade e força. Se gosta de fazer os dois, faz na ordem que preferir. O que não pode é fazer algo forçado ou sem vontade. Se não tá com vontade, não transa, meu amor. Mas continuo achando que o mundo precisa de mais irmãs ativas...

Um beijo,
Madre Maddyrain do Cú-que-Dá

[modo "Madre Maddyrain do Cú-que-Dá" off.]

A Deeper Love

C+C Music Factory Mix
C+C Hot Mix
C+C Radio Mix
A Deeper Mix
Tribesman Mix
Tribesman Edit
Bad Yard Club
Bad Yard Dub
Morales Radio Mix
Deftramental

I've got a strong will to survive...

Chupa meu edi que é de veludo:
Hoje é dia da diva soul! Aretha Franklin, meus amores! Essa escandalosa que inspirou muitas escandalosinhas! Atóron! Eu gosto de dar uns berros tipo Aretha Franklin quando vejo uma lagartixa. Já falei que morro de medo de lagartixas? Otéion! A Deeper Love é um desbunde classic house que super tem a minha cara. É de house assim que eu gosto, meus amores. A vadjaina da Litta Walitta também fica toda úmida com essa música. Também, o que esperar de um single remixado pelo incrível e saudoso C+C Music Factory e David Morales, néam? Não precisava de mais ninguém mesmo!

O C+C Music Factory Mix é doze minutos de puro arregaçamento house divino e maravilhoso! Uma coisa... assim... pra você entupir o edy de vodka e sair balançado os tetes pela casa! Uma delícia! Se você não aguenta doze minutos de pinta, se joga no C+C Hot Mix que é a versão editada. O C+C Radio Mix também segue a mesma linha, mas é menos vinhado. Como se isso fosse possível... mas enfim, é um pouco menos pintoso. O A Deeper Mix é uma versão mais dubística e underground, mas cheia de vocais. Super recomendado! Os backing vocals dessa música são fenomenais! O Tribesman Mix não faz muito a minha cabeça. É basicamente o mesmo remix, só que com as batidas mais marcadas...
O Bad Yard Club é aquele house básico do Morales que deixa a xente com lágrima nos olhos. Uma lição de house music pra você, ser do electro! O Bad Yard Dub fica mais nos elementos tribais do remix principal, mas super recomendável! Por fim, o house underground phyno com pianos maravilhosos do Deftramental pra você ouvir enquanto limpa a casa se esfregando na vassoura!

Bodas de cera

Outro dia, eu estava numa loja especializada em listas e presentes de casamento e li a relação completa de bodas. Descobri que quatro anos de casamento equivalem a bodas de cera. Como não gostei muito do nome, decidi que quatro anos equivalem a bodas de amor. Um pouco piegas, eu sei, mas melhor que cera.

Eu sou da opinião que quatro anos não são fáceis de se conseguir, já que inúmeros problemas podem ocorrer no meio do caminho. Assim como ocorreram em nossos quatro anos. Gosto de olhar para atrás e enxergar lá no começo o brilho do seu sorriso ao me encontrar pela primeira vez e vê-lo refletir até hoje. Não sei se já te falei isso antes, mas sempre achei o seu sorriso encantador. E o seu olhar também. Acho tão engraçado quando conseguimos nos falar apenas pelos olhares que trocamos. Claro que nem sempre a mensagem é positiva, mas pelo menos ela é compreendida.

Também gosto de encarar nossos quatro anos como uma nova conquista a cada encontro. A cada ato bonito. Claro que nem sempre conseguimos. Você talvez nunca soube disso, mas te encontrar na porta do velório de meu pai foi a coisa mais reconfortante do dia. Tão importante como conversar com ele pela última vez. Eu acho que já te disse isso antes, mas eu tenho tanto medo de morrer. De deixar tanta coisa inacabada. De não poder ter me divertido tanto como eu gostaria. De deixar pra trás pessoas importantes como você. Por isso, todo final de ano para mim é como se todos fossemos morrer juntos vendo os fogos de artifício. Não gosto nem de pensar nisso...

E quando nos separamos duas vezes por menos de um dia? Sim, foram horas em que os olhos não secaram um só instante. Horas em que nada de bom acontencia. Horas em que um pedaço do coração parecia ter parado de bater. Horas para valorizar o que, talvez pela comodidade, não damos sempre o devido valor.
Nossas vidas são uma melodia de amor. Já percebeu como a música esteve sempre presente? Foi um DVD de clips da Gloria Estefan o seu primeiro presente para mim. Foram os shows da Madonna e Kylie Minogue os que mais marcaram nossas vidas. O seu curso de DJ. Tantos CDs trocados. Tantas músicas que representam nossos momentos.

Talvez eu nunca tenha transparecido tanto no meu blog como hoje, mas não podia deixar de registrar aqui, no palco de tantas de nossas discussões, o quanto eu te amo e desejo multiplicar esses quatro anos por inúmeros outros quatros anos. Obrigado pelo amor constante, diário e inesgotável. E também pela compreensão de sempre.

ILY

Melody of Love (Wanna Be Loved)

West End 7" Radio Mix
Classic Club Mix
Classic Club Edit
Boss Mix
Junior Vasquez DMC Remix
Epris Mix
Epris Radio Mix
(thank you!)
AJ & Humpty's Anthem Mix
Mijangos Powertools Trip #1

Never dreamed that true love would help me find my way...

Chupa meu edi que é de borracha:
Back to Maddyrain: Aim, que delícia! Donna Summer é sempre bem-vinda, néam? Melody of Love não fez aquele sucesso todo e acho que nem tocou nas buatchis daqui, mas enfim. A música é puro balacubacu e eu SUPER recomendo quase todos os remixes. Mas vamos falar dos melhores, começando pelo David Morales. Aquele mesmo. O Classic Club Mix é puro classic house na veia. Eu atóron! Aim que saudades desses remixes dele, viu? Por que ninguém mais lança single com classic house? A bicharada phyna atóra! Bom, pelo menos eu e a Litta Walitta atóramos. Parece que não dá pra existir David Morales e Junior Vasquez ahazzando com a mesma música, néam? Quem saiu perdendo nessa foi o Juninho Vasconcelos, que lançou um remix porco e fraco. Vamos ignorá-lo hoje.

O West End 7" Radio Mix continua na linha classic house do David Morales, ahazzando com o começo básico mela calcinha e depois se jogando nas batidas house. Uma graça! Mas se você quer uma coisa... assim... mais arrombante pra você disporocar completamente e perder a compostura, se joga no ótemo Epris Mix. É o melhor remix de hoje! Uma coisa super bate cabelo e underground diva! Atóron! Aquele começo acapella me deixa TODA cagada. O Epris Radio Mix nem parece que é a versão editada do remix original, mas uma variação do remix do West End.
Quem acha que o Richard 'Humpty' Vission surgiu com American Pie da Madonna tá muito enganado. O bunito é das antigas, meus amores! Podem pegar o AJ & Humpty's Anthem Mix que também é super club diva. Um club com uma pitadinha latina. Por fim, o remix do Mijangos que também pode ser ignorado.

Meu primeiro encontro da Internet...

[modo "Confissões de Absorvente" on:]

Aim, já ouviu dizer que relembrar é viver? Certas lembranças a xente super não quer reviver, néam? O meu primeiro encontro pela Internet foi algo tão... mas tão brochante que serve de exemplo de furada cibernética. Quando eu marquei meu primeiro encontro eu nem tinha Internet em casa, acreditam? Aliás, eu mal sabia o que era um computador! Pra mim, era uma coisa... assim... meio voodoo! Eu ia toda inocente na casa de uma racha amiga que não sabia se gostava de chupar xana ou cutucar edy alheios e fingia que queria ver o site da Madonna. A bunita saia do quarto e eu me jogava toda phêmea no chat do UOL! Uma loucura! Naquele tempo era mais fácil encontrar alguém no chat. O bophy falou que era moreno jambo. Achei uma coisa tão exótica... Moreno jambo. O que será que é um moreno jambo? Eu, no auge dos meus 15 anos, achava que jambo era uma fruta.

Eu era completamente virgem de Internet, mas não fui boba. Marquei o encontro em pleno Centro de São Paulo, num lugar super movimentado. E, claro, fiz a maldita logo desde o começo de minha vida cibernética. Marquei o encontro num lugar e fiquei em outro esperando o "moreno jambo" aparecer. Na minha época, a xente não tinha muito controle sobre nossas roupas, sabem? Você usava o que a sua mãe comprava pra você com o bom gosto dela e não podia reclamar! Hoje, a biluzinha de 15 anos só usa o que lhe convém. Meu kool... sou nostálgica mesmo. Fui encontrar o bophy pra fazer nem sei o que... Beijar? Eu era BV. Transar? Mas nem pensar! Se era virgem da boca, imagine do edy! Acho que queria tomar uma coca e passar pela experiência de conhecer outro bophy e namorar. A xente entrava no chat pra namorar, sabem? Hoje em dia, se você fala que quer namorar no chat, você é zoado, néam?

Enfim, de trás de um poste eu vi o "moreno jambo" chegar com todo seu peso acima da média. Isso porque tinha falado que era sarado. Minha noção de "sarado" também era um pouco confusa. Nem existia tanta bilu sarada... A biluzada tinha o corpo mais durinho.. fortinho... sem exagerar só nos braços e deixar as pernas como duas varetinhas. O "moreno jambo" chegou e eu nem lembro da cara do bophy. Ficou me esperando chegar enquanto eu ahazzava na evacuação à francesa.

Esse foi o meu primeiro encontro que não ocorreu, néam? Então vou contar o segundo, mas que considero oficialmente o primeiro. Eu já tinha Internet em casa e minha diversão era passar a madrugada rezando pra conexão não cair e ter que acordar todo mundo com aquele barulho horrível do modem discando. A outra metade da minha diversão era ficar batendo uma punhetinha gostosa com os bophys pelo chat do UOL e no ICQ. Saudoso ICQ... Conheci então o "sarado Renato". Já mais versada nos assuntos estéticos das bilus, fui conhecer o "sarado Renato" esperando um bophy, no mínimo, saradinho.

No segundo encontro, fui mais burrinha e marquei pra xente se encontrar num parque perto de casa. Tava um friozinho super São Paulo e fui toda de moletom, parecendo um maninho. Uma trava wannabe mano, sabem? Então de repente, não mais que de repente, apareceu o "sarado Renato". Craro que o "sarado" do nick SUPER ficou em casa e quem veio foi o "gordinho Renato". Num esforço nítido pra esconder minha frustração... pra não dizer raiva... fiz a simpática. Sentamos num banco e começamos a conversar baboseiras quaisquer.

_ O que você faz da vida?
_ Eu? Nada, só estudo, né? E você?
_ Eu acabei de deixar o seminário.
_ Nossa... você é padre?!
_ Não cheguei a me formar padre.

Pensei na hora "Que delícia... um padre gordinho e feio quer namorar comigo". Sem saber como e pra onde fugir, fui levando o "sarado Renato" no banho-maria rezando pras horas voarem. Tudo que eu respondia era atrevessado, torcendo pra ele se tocar e dar o fora. Enfim... a noite chegou e eu ainda tava com o noviço do meu lado. Ahazzei na indireta direta e me ofereci pra acompanhá-lo até o ponto de ônibus.

_ Você vai se despedir de mim com um beijo?
_ Ah sim... bem no meio da rua? Claro que não.
_ Tá bom... Mas posso te fazer uma pergunta? Você quer namorar comigo? - sem saber o que responder e completamente virgem de experiências sociais e sexuais com outros bophys, quis morrer naquele instante.
_ Quero...
_ Nossa, é o dia mais feliz da minha vida!
_ Uhu! Da minha também...

Voltei pra casa com o peso daquele namoro arranjado. Como toda bilu, não tive coragem de enxotar o bophy ao vivo, mas nada que não pudesse ser resolvido pelo telefone ou uma conversa no ICQ. Passei a madrugada pensando como mandaria o "sarado Renato" pro bueiro. Será que eu devia fazer a maldita? Ou a confusa? Olha... não sei se quero namorar ou andar de bicicleta.
No dia seguinte, ele me ligou todo choroso.

_ Estou muito decepcionado com você?
_ Comigo? - o sangue começou a ferver.
_ É. Você nem ligou ontem pra desejar boa noite... Nem hoje de manhã pra desejar bom dia.
_ Olha, se você tá esperando isso de mim, sinto muito. Além disso, andei pensando e acho que não devemos namorar não. Você mora longe e temos muito pouco em comum...
_ Eu sabia... Eu já sabia. Você foi um sinal divino. Eu tenho que voltar pro seminário.
_ Eu também acho! - aproveitei a brecha e fiz o "sarado Renato" virar o "noviço Renato" de novo.

Demorou muito... mas muito tempo até eu ter um encontro pela Internet que desse certo. O terceiro, por exemplo, foi com uma biluzinha fã da Madonna e a xente acabou cantando o Ray of Light inteiro no Trianon. Uma coisa super phemynyna. Aprendi também uma lição super importante com o tempo: nunca marque um encontro com alguém sem ter trocado foto antes! É importante pra evitar possíveis sustos. Quanto ao "sarado Renato", eu nunca mais ouvi falar... Deve ter virado padre. Mas você sabem, néam? Uma vez guêi... sempre guêi!

Um beijo,
Maddyrain

[modo "Confissões de Absorvente" off.]

Horny

Original Mix
A Cappella
Mousse T.'s Extended Mix
Mousse T.'s Radio Edit
Boris Gets Horny Extended Mix
Boris Gets Edited
D.Y.M.K. Dub
Tiefschwarz Gets Horny Mix
Fused Mix

You got me horny in the morning and you know...

Chupa meu edy que é de plástico:
Xente, dois clássicos da dancefloor seguidos no blog. Eu sou ou não sou uma coisa... assim... de jesuis maria da silva? Eu acho que nunca vi uma biluzinha não dançar Horny na vida! Essa música tem uma coisa contagiante que é de outro mundo! Atóron! Mousse T. super ahazzou e arregaçou com o edy da biluzada. O Original Mix é basicamente o instrumental que serviu de base pras meninas do Hot 'n' Juicy cantarem. Então se joguem com fé no ótemo Mousse T.'s Extended Mix. Tenho certeza que as mais femininas do recinto vão começar a dançar que nem lokas quando ouvirem essa música!

Boris Dlugosch foi muito espertinho ao remixar Horny. O que ele fez? Não fugiu nada da versão original, apenas deu uma pegadinha mais house! Ficou um ahazzo! Podem pegar o Boris Gets Horny Extended Mix. O D.Y.M.K. Dub me deixa super úmida na calcinha. Recomendado! Outro que ficou de piroca dura foi oTiefschwarz quando ele ainda ahazzava no soulful house. Depois vocês já sabem... virou aquela chatice electro que a xente super ignora. O Tiefschwarz Gets Horny Mix tem uma vibe mais Ibiza super chique e phyna, mas não dá pra competir com a versão original. O Fused Mix é outro que existe não sei pra que... Pra ser esquecido, já que não fede nem cheira.

Destino: Amazonas - Parte II

Depois do show performático do piloto do nosso voo, eu cheguei à conclusão do óbiveo: o mundo é gay, meus amores. Até piloto da avião é bilu! Olha, que aeromoço é sinônimo de bilu caruda eu já sabia. Aliás, todo mundo sabe, néam? Shana Shanshada levantou do assento e começou a revirar o compartimento das bagagens que nem uma frenética.

_ Cadê?! Cadê?! Que horror, fui roubada dentro do avião! Só pode ter sido aquela aeromoça! Eu vi como ela ficou me encarando! Isso é inveja!
_ Calma gata, cadê o que? - perguntou Kelly Caleche.
_ Roubaram minha bolsinha de florais! Eu preciso tomar meus florais pra ficar calma durante o voo.
_ Xente, eu tenho toda uma variedade de narcóticos proibidos por leis brasileiras aqui comigo, gata. Fica calma que eu tenho como te deixar super colocada.
_ Naum! Eu preciso dos meus florais! Ô aeromoça! Vem cá, sua rapariga. Vem cá.
_ Pois não... senhor... a.
_ Olha, eu tava aqui sentada do lado das minhas amigas e comecei a sentir necessidade de tomar os meus florais. Tá sabendo? Sabe aqueles florais? Então. Eu levantei pra pegar meus florais e cadê os meus florais? Cadê minha bolsinha com meus florais? Sem meus florais eu fico perigosa!
_ É verdade...
_ A senhora procurou no compartimento de bagagens?
_ Claro, minha filha! Eu sei que você me deu a elza! Conheço seu tipinho! Bonitinha, mas ordinária!
_ A senhora está me acusando?
_ Eu tô! Eu vi como você me encarou! Não gosta de vinhado, é?!
_ Gata, calma. Xente... o que é isso saindo do seu edy?
_ É um zíper?
_ Como assim? Puxa aí pra mim!
_ Xente... vamos abrir o edy de Shana Shanshada como zíper! - Kelly Caleche, mais corajosa e amiga de Shana Shanshada dos tempos de escola, puxou o zíper pra fora.
_ Voilá! Sua bolsinha de florais!
_ Tava no meu edy?! Mas como?
_ Acho que a senhora sentou em cima e você já sabe... o edy esbugalhado engoliu a bolsinha!
_ Ai... você me desculpa?

A aeromoça foi embora e Shana Shanshada pingou várias gotas dos florais goela abaixo. Como os florais geralmente me dão dor de barriga, fui pro banheiro com Kelly Caleche enfiar outra coisa goela abaixo. Abri a porta do banheirinho. Mal cabia eu sozinha lá dentro.

_ Aim, gata! Como é que a xente vai entrar nesse banheiro pra consumir nosso narcótico?
_ Se espreme ali no cantinho em cima da privada. Eu fico aqui na porta.
_ Xente, que situação! Somos as travas sardinhas! Que uó!
_ Você trouxe o isqueiro?
_ Eu naum fumo, gata. Não tenho isqueiro.
_ Mas como é que a gente vai acentar a budega, meu amor?
_ Você não tem fogo? Chama o aeromoço bilu. Ele vai entender nosso desespero.
_ Continua aí em cima da privada. Psiu! Aeromoço. Vem cá, s'il vous plaît? Inhaím, tudo bem? Olha, eu e a minha amiga Maddyrain...
_ Oiê!
_ A xente tá querendo dar um tapa na pantera, sabe? Pra relaxar! Pra relaxar! Você tem fogo?
_ Senhoras, não é permitido voar no avião. O banheiro conta com um dispositivo anti-fumaça que indicará que vocês estão fumando.
_ Amore, a gente tá acostumada com esses dispositivos e temos nossos segredinhos pra burlar essas bobagens. Apenas responda minha pergunta: você tem fogo?
_ Tenho. Mas só vou emprestar se vocês deixarem eu dar um pega.
_ Aim, gato! Então entra no banheirão com a xente!

Completamente enlatadas naquele cubículo de banheiro, Kelly Caleche demonstrou toda sua elasticidade de anos como ginasta olímpica, acendeu nosso cigarrinho e pudemos degustar de momentos de desconforto corporal e relaxamento espiritual. Papo de bilu maconhada é uma coisa de loko.

_ Xente, eu sempre achei que os aviões são... assim.. uma coisa divina. A xente tá perdinho do céu! Pertinho de Diana Ross! Do Michael Jackson!
_ Pra mim, os aviões são como pássaros construídos pelos homens.
_ Pra mim, aviões são meu local de trabalho e é um saco. Vocês já pararam pra pensar como é fedido dentro do avião? É um futum danado.
_ Aim, faz sentido.

Saímos do banheiro completamente amarrotadas. Eu não sentia minhas pernas nem o pescoço. A cabeça parecia que planava no ar. Ahazzei no flying head. Sai pelo corredor cumprimentando todo mundo e cantando I Get Lifted da Barbara Tucker. Eu queria dizer que foi uma loucura voar com vocês, mas tenho que descer aqui, porque eu acredito que posso voar! Voar como uma andorinha! Como uma mariposa! Como um urubu, travesti dos infernos! Urubu é a senhora sua mãe. Obrigada, meus amores.
Quando finalmente chegamos em Manaus, a larica era tão grande que eu tinha formado um montinho de saquinhos de amendoim nos meus pés. Fomos recebidas por um cacique com a neca velha e mucha pra fora da tanguinha, numa coisa super sensual.

_ Você Maddyrain?
_ Aim, que loucura! Minha fama já chegou no Amazonas? Que delícia! Será que sou famosa no Acre, também?
_ Você ser da nossa tribo agora. Vocês também!
_ Aim, que loucura antropológica! Estamos sendo raptadas por índios!!

I Get Lifted

Original Radio Edit (low quality...)
The Underground Network Mix
Boyd Slams the Organ Mix
Go to Church
The Bar Dub
Duck Beats
X.T.C. Mix
The Unreleased Mix (low quality...)
Armand's "Lift Me Up" Mix
Armand's Get Deep Mix (low quality...)
San Frandisko Mix
F.O.S. Dream Vocal Mix (low quality...)
F.O.S. Pleasure Mix (low quality...)
F.O.S. RUC.O.LA Dub (low quality...)
Loveland's High On Life Mix
Loveland's High On Life Radio Edit
Loveland's Lift Me Down Dub
Bob Sinclar Remix
Bob Sinclar Dub
David Tort Remix

David Tort Dub

I get lifted everytime when the music is on my mind...

Chupa meu edi que eu gosto:
Finalmente! Tava faltando Barbara Tucker por aqui, néam? Olha, eu sei que ela não é uma club diva muito conhecida, mas a voz dela é uma das mais lindas que eu conheço. Eu atóron Barbara Tucker e I Get Lifted é um clássico da dancefloor que você precisa conhecer e dançar! O refrão é super catchy! I get lifted yes... I get lifted oh... I get lifted yes... I get lifted oh... A produção desse hino ficou por conta dos maravilhosos Masters at Work, que dispensam apresentação. Podem pegar o ótemo The Underground Network Mix. Classic house de qualidade, meu amô! O X.T.C. Mix é bem diferente, mas sem perder os principais elementos. É uma versão "calma-lá-minha-filha". Super lounge e relaxante com aqueles pianos lokos do meu kool. Atóron. Já as outras versões dos M.A.W. são basicamente versões dub mais underground e pesadas. Super recomendo o incrível Boyd Slams the Organ Mix, que ahazza no órgão. Lindo! A versão Go to Church é bem parecida, mais com mais ênfase nos backing vocals. Uma coisa ahazzadora! Como a boa travinha dubística que sou, não posso deixar de recomendar o arrombante The Bar Dub! Fico toda arrepiada com os gritos da Barbara Tucker! Por fim, o Duck Beats, que não irá agradar todo mundo, já que só fica nas batidinhas, mas super faz a minha cabeça!

Os outros remixes da época ficaram por conta do Armand van Helden e do Loveland. O Armand's "Lift Me Up" Mix é aquela coisa garage básica que o Armand fazia de monte durante os anos 90. Eu gosto bastante, mas super considero um estilo musical pouco guêi, sabe? O Loveland's High On Life Mix é uma versão dance pra você ahazzar enquanto faz suas aulas na esteira. Uma gracinha, mas eu prefiro as batidas e a construção do Loveland's Lift Me Down Dub. Recomendado!
Como todo clássico, I Get Lifted precisava ser relançada em 2009 e o sórdido Bob Sinclar, óbiveo, tinha que colocar as mãozinhas nela, néam? E ele ia perder essa boquinha? Como eu acho que os clássicos são clássicos da forma que são e não precisam ser relançados a cada dez anos, super ignoro esses remixes novos. Meu kool!

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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