Retrospectiva da Maddyrain

Pois é, meus amores, mais um ano acabou e chegou a hora de fazer um balanço de 2010 e rever o que aconteceu aqui no blog neste ano. Eu super dedico este post pra você que acabou de chegar por aqui e não sabe o que rolou e ficou boiando nos meus posts. Hoje você vai entender tudo, meu amô!
2010 foi um ano de mudanças por aqui. A mudança mais chata de todas foi o espaço de tempo entre um post e outro. Por n(eca) motivos, acabei deixando o blog um pouquinho de lado pra me dedicar a outras coisas mais gostosas. Mas enfim, meus amores, a vida é muito mais que isso, néam? Não posso ficar sentada dia e noite com a bundinha gostosa que a cirurgia plástica me deu escrevendo que nem uma condenada. Além disso, houve dias em que eu não tava inspirada e prefiro não escrever nada do que escrever algo xoxo. Adoraria prometer mais posts em 2011, mas isso está além de meus poderes travestis.


Outra mudança babadu no blog foi o rompimento com o campo ficcional. O blog deixou de apenas relatar coisas de minha vida ilusória e passou a apresentar posts mais sérios e reflexivos sobre comportamento e postura. Fui criticada por considerarem meus posts ataques indiretos. Bom, eu confesso que me inspiro sim em tudo que vejo e escuto no dia-a-dia pra escrever meus posts, então é capaz que eu tenha olhado pra algum amiguêi ou outro em determinado momento. Se fui indelicada ou invasiva nos comentários, peço desculpas, mas quando sento e analiso o mundo gay e seus componentes, também me analiso. Muita crítica que faço à cena guêi me envolve também. Afinal, meus amores, o blog acaba sendo uma forma de autoavaliação.
Mas também fiquei MEGA contente em receber e-mails durante o ano de leitores que se identificavam de maneira positiva com o que eu escrevia e sugeriram pautas pra discussão. Nunca pensei nessa minha vidinha ordinária que o que eu escreveria na Internet afetaria a vida de alguém, positiva ou negativamente. Fico contente em saber que tem xente que gosta e se diverte com o que escrevo.

Mas vamos falar da vida da Maddyrain, meus amores? Xente, 2010 foi um ano cheio de reviravoltas na vida da travesti cibernética mais querida do MEU coração! O ano começou com minha ressureição de um período turbulento no inferno, purgatório e céu. Amores, isso tudo aconteceu em 2009... meu kool que vou fazer retrospectiva de dois anos, néam? O babadu é que voltei à vida graças à Diana Ross e voltei... assim... mais phemynyna do que nunca. Voltei com uma XANINHA, meus amores! Voltei mulher! Mulheríssima! E virgem, tzá? Porque se é pra ser mulher, tem que ser mulher direita!
Numa crise financeira enquanto eu estava morta, Kilo Minhoca acabou vendendo meu flat na região da Paulista e tudo que me restou foi morar num cafofo terrível na Ilha do Bororé! Pra chegar lá, tinha que cruzar a cidade inteira e tomar balsa! Balsa, meu amô! Se você depende da balsa pra viver e trabalhar, você sabe do que eu tô falando!


A vida na Ilha do Bororé era muito pacata. Aliás, pacata até demais! E super crente. Incrível como crente consegue se reunir numa massa de xente chata em qualquer lugar. A ilha era apinhada de crentes! Todos com o kool quente, óbiveo! A crente mais loka do seu respectivo kool que eu conheci na Ilha do Bororé foi Terezinha Dêgezuis. Senti todo o potencial da bunita em dar o edy sem mágoa e culpa e transformei a crente de cabelão e saia jeans em uma diva do séquiso vaginal. Craro que antes disso, roubei o bophy dela... Fabinho das Bananas. Aim aim... Deixa eu falar que eu acho SUPER feio mona que rouba o bophy das amigas, mas Fabinho das Bananas merecia ser roubado. E o roubo foi super fácil e rápido. Terezinha não liberava a xaninha por nada neste mundo. Tudo que precisei fazer foi liberar um pouco e tê-lo pra mim.
Namoramos, noivamos e ele me pediu em casamento. Consegui controlar o bophy até o casamento e ia realizar meu sonho de casar virgem! Só da vagina, claro, mas virgem. Ninguém precisava saber que o edy era uma paródia de túnel de metrô e que até a virgindade do umbigo eu não tinha mais. Mas a vagina, meus amores... ah, essa tava seladinha! Minha despedida de solteira foi dubalacubacu. Chamei para a Ilha do Bororé toda a nação guêi glam que eu conheço e quase afundamos aquele pedaço de terra ruim!

Eu nem acreditava que ia casar! Se hoje em dia já é difícil biluzinha arranjar um namorado, imagina casar! Fui pra igreja toda bunita vestida de noiva. Usando branco com muita graça e coragem. Todas minhas amigas travestis estavam lá se recompondo da bebedeira da despedida. Todo mundo tava lá, menos o noivo. Fabinho das Bananas me abandonou no altar! Deixou uma carta dizendo que estava se vingando da morte do irmão, Murilo Muniz. E fugiu com minha inimiga número um, Roxxana Veludo. Ela também apareceu em 2009, meu amô. Roxxana Veludo é uma contra-parte minha de outra realidade que não aceitou muito bem o fato de eu ter voltado no passado e acabado com a realidade em que ela existia. Meu kool pra ela! Fiquei ahazzada! Fugi da igreja e da Ilha do Bororé com a população local correndo atrás de mim pra me pegar pelos estragos que eu causei na Ilha com minha despedida de solteira! Foi um horror!

Por sorte, encontrei Shana Shanshada e Kelly Calèche no aeroporto. Minha intenção era fugir pro leste europeu e me jogar de boca nos mocinhos necudos de lá, mas elas me convenceram de que a vida no Amazonas é mais caralhuda. Aceitei meu destino selvagem e fui com as duas para a selva amazônica. Chegando lá, fomos recepcionadas por uma tribo indígena! Bom... faz um pouco de sentido, néam? O que encontrar no Amazonas além de índios? Bom, minha amiga Kelly Calèche não é índia... pelo menos, diz que não! Anyway, a tribo era comandada por uma amiga do passado, La India. Fomos super bem recebidas, com vários índios musculosos, necudos e pelados o dia inteiro pra saciar nossa fome de vida. La India me contou que a tribo tava desenvolvendo todo um ritual de mudança de sexo. Cansada dessa vida de mulher e essa fragilidade toda, decidi que queria voltar a ser travesti.
O ritual da mandioca. Não sei o que é pior: ser mulher e chorar pelos cantos, ou ser homem e sentir os pentelhos coçando durante o dia. O ritual deu errado, meus amores! Não virei travesti, virei homem de novo! Eu não sabia mais o que era ser homem há muito tempo! E meu kool que eu ia voltar a usar o meu nome de batismo, néam? Virei Alejandro, em homenagem à Lady Gaga! Bem na época do lançamento do clip e single da música. Tudo muito contextualizado!

Completamente ahazzada pela mudança de sexo forçada, voltei pra São Paulo e decidi entrar num convento. Claro que eu não ia virar homem, néam? Tá loko? Coloquei a piruka e passei a ahazzar na gilete! Conheci o Convento da Santa Balalaika que fica ali no Largo São Bento. A Madre Superiora era a cantora Vanessa Williams depois da fossa. Fui bem recebida e adotei o codinome de Irmã Pirassununga. Como uma forma de penitência, todas as irmãs assumiam o nome de sua bebida favorita. Como já havia milhares de irmãs com nome de vodka, acabei virando a pinguinha mesmo.
A vida no convento era de muito trabalho. Primeiro, assumi a limpeza dos banheiros e passava os dias limpando latrinas e brincando com o cabo do esfregão. Formamos uma dupla e tanto! Com o tempo, descobri que todas as noites as irmãs se reuniam no subsolo do convento pra produzir a difamada vodka Balalaika. Xente, é um porre religioso! No final das contas, nem é tão ruim assim. Pelo menos tem o alvará de Deus. O tempo foi passando e eu saquei que eu tava perdendo a minha vida no convento. Eu tinha que sair de lá e dar o troco a quem tinha acabado com minha vida sossegada.

Decidi abandonar a vida de religiosa e contei com a ajuda de minhas amigas Kilo Minhoca e Litta Walitta. Deixamos o convento pegando fogo e introduzimos na vida das freiras um pouco de prazer carnal. Não tive mais notícias delas, mas aposto que estão se divertindo mais do que antes. Outro dia, fui na Tunnel com a Litta Walitta e notei certa diferença na qualidade da Balalaika... Não consegui identificar se é pra melhor ou pra pior... mas algo mudou!
Contei pras duas que voltei a ser bophy e elas decidiram me ajudar no meu plano pra acabar com a vida de Roxxana Veludo. A bunita vive a minha vida! E o pior, tá com o meu bophy! Ou melhor, meu ex-bophy! Roxxana Veludo e Fabinho das Bananas se casaram e foram morar no Morumbi. Kilo Minhoca conseguiu uma entrevista de emprego pra nós três e começamos a trabalhar na mansão de Roxxana. Eu sou o mordomo Alejandro, Kilo Minhoca virou o motorista Roberto e Litta Walitta virou o cozinheiro Fernando. Por enquanto, não coloquei meu plano em prática, néam? Eu tô ainda sondando o terreno, mas já adianto que foi triste reencontrar Fabinho das Bananas ainda mais gostoso e bem tratado do que na nossa época na Ilha do Bororé...

Bom, esse é um mega resumão do que me aconteceu neste ano! O que 2011 promete pra minha vida? Ah, só Diana Ross é quem sabe! O que posso adiantar é que continuarei trabalhando na mansão de Roxxana Veludo até conseguir tomar de volta a minha vida!

Como eu falei lá em cima, nunca imaginei que o que eu escrevesse num blog fosse capaz de afetar a vida de algúem. Fico super feliz em receber comentários, críticas e sugestões pro meu blog. Agradeço a cada um de vocês que sentam a bundinha no computador pra ler minhas histórias.

Um beijo,
Maddyrain

Arrasando

Original Version
English Version - It's My Party
Instrumental
Con Banda
M&M Blown Away Extended Mix
M&M Blown Away Radio Edit
M&M en la Casa Radio Mix
M&M en la Casa Dub Mix
Hitmakers Rio de Janeiro Mix
Hitmakers Rio de Janeiro Radio Edit

No sabes que lobos están a tu lado...

Ahazza e chupa meu edy:
Aim, que loucura! Tava precisando de um pouco de glamour latino no blog, néam? E nada melhor do que o glamour latino brega/chic da Thalia! Já contei que eu era loka do meu kool pela bunita? Xente... assisti Marimar inteira! Uma loucura!
Arassando é o tema da bilu moderna e caribenha que ahazza! Se joga na Original Version e bata bastante o cabelón pra lá e pra cá no maior clima diva de Porto Rico! A versão em inglês a xente SUPER ignora! Diva latina cantando em inglês não dá! Só a Gloria Estefan pode! A versão Con Banda tem toda uma aura de bandinha da cidade do interior do México. Bem bonitinha.

Hoje a indicação de remix vai ser bem breve. Primeiro a xente ignora os remixes dos brasileiros Hitmakers. O Rio de Janeiro tem coisa melhor pra oferecer, néam? O babadu é se jogar com fé e empolgação no M&M Blown Away Extended Mix! Nem sei quem remixou essa budega, mas ficou tão jogativo! O M&M en la Casa Radio Mix também é válido, mas segue a linha diva del pueblo! Uma coisa mais... assim... Marimar! Ay!

2 Bilus felizes:

D. disse...

Thalía? Ay Caramba! rs

Imperfect Angel disse...

Puede poner los mp3s de esta cancion otra ves porfavor?

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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