O primeiro dia de emprego de Litta Walitta

Litta Walitta chegou na cozinha da mansão de Roxxana Veludo e encontrou alguém abrindo os armários desesperadamente atrás de comida. A figura pegou um pacote de bolachas e encheu a boca de guloseimas.

_ Socorro! Os ratos evoluiram!
_ Ai que susto!
_ Quem é você, rato?
_ Eu sou a Suellen Regina. Suchéfi.
_ Minha chefe? Tá loka, né? Minha chefe é Roxxana Veludo!
_ Não! Suchéfi é minha profissão. E você?
_ EU sou seu chefe, querida. Essa é a MINHA profissão.
_ Você é Fernando, então? O novo cozinheiro?
_ Temporariamente sim. Onde tem uma tesoura por aqui? Preciso de uma tesoura?
_ Naquela gaveta. - Litta Walitta abriu uma gaveta qualquer e perguntou-se pra que existiam tantas coisas prateadas na culinária. Pegou uma arma mortífera disfarçada de tesoura pra cortar frangos e abriu dois buracos no uniforme, na região dos mamilos.
_ É pra ventilar.

Olhou ao redor. A cozinha reluzia com o aço escovado. Tudo era novo e limpo. Um fogão de oito bocas era rodeado por panelas e utensílios que Litta Walitta nunca tinha visto antes. Percorreu o lugar com os olhos e encontrou a amiga batedeira. Bom, sozinha não estou! Suellen Regina continuava enchendo a boca com bolachas como se não comesse algo há semanas.

_ Rato, você vai se engasgar! Come direito, menina!
_ Meu nome não é rato!
_ Enquanto parecer e agir como um rato, eu te chamarei de rato.
_ E eu vou te chamar de...
_ Fala! Fala bicha abusada! Fala que eu tô loka pra sentar a mão em alguém! Fala! Não tenho pena de gente pobre não! Fala!
_ Para! Não me bate! Eles não me dão comida há dias!
_ Por que, demônio? Você é a escrava da casa?
_ Dona Roxxana Veludo falou que eu só podia comer o que eu cozinhasse e eu não sei cozinhar nem miojo!
_ Somos duas.
_ Você também não cozinha?
_ Não. E pra não perder o momento, ninguém cozinha com meu cuzinho. - o telefone da cozinha começou a tocar - Nossa, tem telefone até na cozinha. Que moderno. Alô?
_ É o cozinheiro? É o Fernando.
_ Sim. É o cozinheiro atualmente conhecido como Fernando. There was something in the air that night... the stars were bright... Fernando...
_ Aim, que fofo! Ele sabe cantar! Kérido, tô te ligando pra passar o cardápio de hoje à noite. Anota tudo direitinho.
_ Quem é que tá falando?
_ Sua patroa, meu amô! Roxxana Veludo!
_ Pode falar, Dona Veludo. Tô com lápis e papel na mão. Vem cá, rato! Preciso de apoio pra escrever.
_ De entrada teremos salada de alface americana com molho caseiro de alcaparras e anchovas. O prato principal será lagosta ao molho de limão. A sobremesa será pudim de avelã com creme de baunilha e canela. Quero refeição para seis pessoas. Tchau.
_ Bom, rato. Tá na hora de você aprender a cozinhar. A patroa quer tudo isso pra comer.
_ Meu Deus! Lagosta! Tem uma lagosta viva na geladeira! Eles vêm mantendo a coitada dentro de uma bacia há dias! - correu para a geladeira e tirou uma bacia com a lagosta tentando prender algo com os tentáculos.
_ Gente! E o que a gente faz com ela?
_ Diz aqui que é ao molho de limão. E se a gente jogar limão nela? Eu li no jornal que eles vêm matando gente com limões há anos! Deve funcionar com lagosta também.
_ Sério? Bom, isso tem cara de notícia do Datena. Pega então os limões. Vamos tentar. Tentar não dói, é o que sempre dizia o poeta. - Suellen Regina correu para a fruteira, trouxe três limões.
_ E agora?
_ Taca o limão na bichinha. Mas taca com força. Ela deve morrer com o impacto. - Litta Walitta pegou um limão e jogou na lagosta. Suellen fez o mesmo. A lagosta não entendia nada. - Ela não tá morrendo! Como é que se mata uma lagosta, Jesuis?! Eu tinha uma arma, mas ela foi apreendida.
_ Eu já sei! É pra comer viva! Eu vi isso na TV, outro dia. Eles vêm comendo lagostas vivas desde os tempos bíblicos!
_ Sério!? Ai que fácil! Tira a água daquela bacia, coloca a bichinha lá, taca bastante limão e pronto! Que fácil! Nunca imaginei que fosse tão fácil cozinhar!

A salada foi o prato mais fácil do primeiro dia de Litta Walitta no comando da cozinha de Roxxana Veludo. Pegou algumas folhas de qualquer alface (Ela não vai saber a nacionalidade do alface! Alface é alface em tudo lugar!), jogou alcaparras e anchovas, misturou tudo com o óleo da conserva e colocou na geladeira. Para a sobremesa, mandou Suellen Regina ir até a padaria mais próxima e comprar uma torta Miss Daisy qualquer (Ela não vai nem perceber que é da Sadia depois de provar nossa lagosta!).
No final do dia, quando reencontrou Maddyrain e Kilo Minhoca, contou sobre seus dotes gastronômicos, como todos ficaram surpreso quando a lagosta saiu correndo pela mesa jogando limões com os tentáculos e como todos gostaram do musse de maracujá que Suellen Regina havia comprado.

Happy House

Original
Radio Edit
Château Flight Remix
Lazaro Casanova Remix
VHS or Beta Remix
Matthew Dear vs Audion Remix
Paul Woolford Apocalypse Version
Paul Woolford Apocalypse Dub
Will Saul & Mike Monday Remix
Will Saul & Mike Monday Dub
Cut Copy Space is the Place Remix
Lee Douglas Remix
Prince Language Dub Mix

I thank you for just being so damn excellent...

Chupa meu edy na sua casa:
Hoje é dia de house, meu amô! House com cara de moderno! House com cara de old skool! Happy House do The Juan MacLean! Se joguem nos quase 13 minutos da versão Original! Puro glamour pra sua vida cinzenta! Uma delícia, com direito a pianinho e tudo! Acho o máximo! Os remixes são aquela coisa atual e difícil de classificar, mas vamos tentar, néam?

O VHS or Beta Remix é parecido com a versão original, mas tem uma pegadinha mais club e gostosa. O Cut Copy Space is the Place Remix também segue essa linha mais dance club que eu adógo. O Lazaro Casanova Remix tem todo um clima "batucada na floresta" que eu acho gostoso e conceitual. O Will Saul & Mike Monday Remix tem uma pitadinha de electro house que não é muito o meu estilo, mas não é ruim também. Se o seu negócio for dub que nem eu, se joga no Prince Language Dub Mix, que não foge muito da versão original. Os outros remixes, meu amô, você pode pegar pra conhecer, mas não mudaram a minha vida...

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Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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