Balada pra mocinhos

Saudades do tempo em que eu sentava com as pernas pro ar, abria o edy numa careta anal e ficava horas pensando na vida conversando com meu narcótico proibido por leis brasileiras. Hoje em dia, meu amô, o babadu é o seguinte pra mim, Kilo Minhoca e Litta Walitta: acordamos cedo, às 05:30 da matina, enfrentamos todos os tipos de odores pestilentos pelos meios de transporte de São Paulo até chegarmos na mansão de Roxxana Veludo. Felizmente, o dia passa rápido, já que a bunita bate perna que nem uma condenada. Passo o dia fugindo das investidas de Fabinho das Bananas e cedendo à tentação antropológica de chegar junto da neca monstruosa de Pigmaleão. Quando esquecem que eu existo, corro pro banheiro, deito no chão e ronco alto. Outro dia, o cansaço era tanto que dormi durante uma hora. Sou tão essencial naquela casa que nem notaram minha ausência! Acordei com Kilo Minhoca me ligando no celular pra contar que havia dormido 45 minutos no banco de trás do carro.
A bunita tá cada dia mais automobilística. Descobriu que todo bophy hetero tem tesão por carros e decidiu se inteirar sobre o assunto pra arranjar cafuçus nas feiras de carros.

_ Tá boa que eu vou ficar cavocanu buatchi atrás de bophy! O babadu é ir nas feiras de carro atrás de neca!

Eu prefiro me jogar no banheirão... Litta Walitta continua criando experiências perigosas na cozinha. Outro dia explodiu todas as panelas de pressão da casa de uma vez enquanto tentava ferver água pro miojo do jantar.

_ Suellen Regina disse que viu na TV que andam fazendo miojo na panela de pressão na Europa. Eu sou uma cozinheira multi globalizada.

Chegamos em casa todos os dias podres (literalmente) e revezamos quem é a primeira a tomar banho. Não quero perder a amizade de mais ninguém, mas alguma de nós três sofre de um sério problema com odores estranhos nas axilas... No metrô, formam uma clareira ao nosso redor.

_ Maddie, a senhora peidou?
_ Eu naum! E vocês sabem que quando eu peido eu falo. Não tenho vergonha de peidar.
_ Por que é que tá todo mundo se afastanu da gente?
_ Deve ser esse futum, né?
_ Ah, eu não sou! Tô de Jean Paul Gaultier! Peguei lá no closet da Roxxana!
_ Deve ser por isso então...

Ainda não tínhamos ido pra buatchi após a mudança de gênero. Era sábado à noite. Acabei de tomar meu banho e encontrei Kilo Minhoca roncando na única cama do quartinho e Litta Walitta fazendo a unha, jogando as cutículas pela porta aberta.

_ Vamos à buatchi?
_ Tá loka? Eu tô super cansada pra me montar e olha o estado da Kilo.
_ Acorda, vagabunda! Acorda!
_ Ai! Que horror! Que foi?
_ Se arruma. A xente vai sair!
_ Mas hoje? Hoje é sábado!
_ Justamente!
_ Mas sábado é dia de dormir mais tarde. Dia de descansar. Eu quero descansar. Tô cansada.
_ Tá todo mundo cansada aqui, meu amô, mas a xente vai sair pra buatchi. Eu quero ferver, quero beber, quero dançar, quero dar o meu edy no cantinho da buatchi!

Litta Walitta conseguiu três energéticos e alguma substância química de origem desconhecida pra nós. Sem fazer muitas perguntas, viramos o babadu e ficamos completamente lokas do edy. Colocamos nossas melhores roupas masculinas e fomos pra estação de metrô cantando Madonna pelo caminho, numa coisa... assim... bem masculina. Aim, eu odeio não ter mais carro com motorista. Parece que pra todo lugar que quero ir preciso de metrô ou ônibus! Quero comprar absorvente! Preciso tomar qual ônibus até a drogaria? Eu definitivamente não nasci pra vida ordinária dos cidadãos comuns. Sorry.
Descemos na Avenida Paulista e caminhamos mais um tantinho até a Tunnel. Se eu soubesse que a gente vinha pra Tunnel, não tinha me vestido tão bem, né? Não gosto de dar pérolas aos porcos. Litta Walitta é muito franca.

A buatchi tava daquele jeito: dominada por heteros querendo pegar as barangas que tinham descoberto o mapa da minha, ou seja, pegar bophy na buatchi gay. Como eu acredito no poder da vodka, dei um perdido básico e fui pro bar. Simpatizei com o barman e sua cara de periferia perigosa.

_ Me vê um coquetel de fruta alcoólico, BEM alcoólico? E aproveita e anota seu telefone no guarda-napo.
_ Oi, posso te pagar um drink? - nem virei, mas já senti toda a phemynylidadji da bilu brasileira no convite. Diana Ross, tudo que eu mais preciso agora é uma passiva me embebedando. Se tem algo que eu gosto de fazer é explorar a boa vontade alheia. Encarnei o homem perdido que havia dentro de mim e virei pra encarar a bilu com olhos vidrados que me encarava.
_ Opa, beleza? Inhaím? Beleza? Pode sim. Barman, cancela o coquetel. Me vê um sex on the beach BEM sexual.
_ Eu te vi chegando com seus amigos. Achei os três tão gostosos. Sabe, eu tô super acostumado a transar a dois, a três... até a cinco eu já fiz.
_ Opa! Gang bang? Adógo! Adoro! Curto!
_ Não tá afim de me apresentar pros seus amigos e a gente ir pra um lugar mais reservado e brincar a noite inteira?
_ Amore... gato... cara, se eu te levar pro nosso quartinho, não vai sobrar kool... edy.. cú... rabo pra contar história! - preparei-me psicologicamente pra fazer o que eu mais gostava de fazer quando travesti - Vamos fazer assim: eu vou logo ali atrás dos meus amigos e já volto, tá baum? Beleza? Você fica aqui, amaciando o seu edy... o seu rabo e quando eu voltar a xente te leva pro nosso quartinho. Fica aqui.

Deixei a bilu no bar sentada no banquinho fazendo massagem na bunda e corri pra pista. Jesuis, que horror! Eu quero é homem! Encontrei Kilo Minhoca atracada com um bophy na parede, dois braços atolados dentro da cueca.

_ Ai... ai... continua assim e eu vou gozar aqui na pista!
_ Cadê seu cacete? Quero chupar seu cacete!
_ Vixi! Tá pra trás! Maddie! Maddie! Vamos lá embaixo, vamos? Gato, eu vou ao banheiro e já volto, tá? Maddyrain, obrigada! Fui salva pela ex-travesti! O bophy queria me chupar!
_ Ah, meu amô, você ainda deu sorte! Eu arranjei uma bilu que quer dar pra nós três!
_ Que horror! Que fome é essa!?

Litta Walitta tava na fila pro reservado do banheiro de mãos dadas com uma biluzinha.

_ Alejandro e Roberto! Esse aqui é o Flavinho, meu novo namoradinho.
_ Inhaímmmmmm?
_ ...
_ Que horror! O "m" do "inhaím" dele é mais prolongado que o meu! - debrucei no ombro de Litta Walitta e falei no ouvido da bunita.
_ Gata, você não deve ter percido, mas o "Flavinho" tá mais pra Flávia Alessandra, néam? Achei que você gostasse de homem.
_ Maddie, ser versátil duplica automaticamente as minhas chances de sexo num sábado à noite.

Nada mais a dizer...

Um beijo,
Maddyrain

Young Hearts Run Free

Original Version
Kiss my Brass - Main Vox
Kiss my Brass - Main Vox Edit
Young Hearts Dub Free - Underground Dub
Sure is Pure 12" Mix
Marc Andrews Mix

Love only breaks up to start all over again...

Chupa meu edy, Romeu:
Bom, meu amô, se você não viveu a época do filme Romeo + Juliet, que é chato pragarai, by the way, nós realmente não somos da mesma geração. Como é horrível sentir o peso dos anos! Foi basicamente com esse filme que toda mulher do mundo bateu siririca pro Leonardo DiCaprio. E se eu confessar que NUNCA deixei a calcinha molhada por ele? Eu gosto de HOMEM, meu amô... Bom, Young Hearts Run Free é um dance super gostoso e que toda bilu da época dançou horrores. Podem pegar a Original Version. Uma coisa disco house pop hiper mega válida.

O Kiss my Brass - Main Vox é do sumido Soul Solution. Aliás, será que eles ainda existem? Anyway, o remix é um dance bem gostoso e pintosinho. Não toque ele em casa se o povo ainda achar que você é hetero. O Sure is Pure 12" Mix também segue a linha dance house gostosinha e outdated que eu atóron. Não vai levar a biluzada pra pista, mas é gostoso pra ouvir em casa. O remix do Marc Andrews SUPER não faz meu estilo. Dance bobo e barato. Sou phyna, meu amô!

3 Bilus felizes:

dudurj disse...

ainh nunca bati sirica pro leo dicaprio tb, sempre achei ele uó!

poison disse...

"Tá boa que eu vou ficar cavocanu buatchi atrás de bophy! O babadu é ir nas feiras de carro atrás de neca!" kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Anônimo disse...

Sempre me pergunto qual música da Madonna estavam cantando!

Se puder dar mais detalhes desnecessários ficarei muito agradecia ;)

Beijinhos.

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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