O segredo das freiras

Sabe a virgem? Então. Virgem é tudo igual. Antes de dar a xereca, a virgem tem medo e acha que não vai gostar de séquiso. É só começar a levar linguada na xereca que já fica toda loka do kool pra dar todo dia. Com vinhado é a mesmíssima coisa. Minha primeira expedição noturna pelo centro de São Paulo fantasiada de freira do sexo acabou literalmente em merda, mas foi uma delícia. Minha nova diversão era esperar a sinfonia de roncos começar a tocar no corredor do convento pra escapulir pela porta da frente com toda cara e coragem. Apliquei meus 500 euros limpos, mas levement fedidos, numa poupança e passava minhas noites vivendo de renda e doações.

Como já tô ficando velha e não é de ontem, preciso de algumas horas de sono antes de me jogar na madrugada. Não dá mais pra ficar acordada 24 horas! Aliás, é um ótimo indicador pra saber quando a idade chegou. Se você vai pra buatchi e fica pelos cantos cochilando, cuidado! Você tá ficando velho. Acordei com o despertador gritando na minha orelha. Mais do que depressa apertei o botão pra desligar. Aim, ainda bem que a Irmã 51 tem o sono pesado! Olhei pra cama dela. Xente, a bunita tá acordada! Deve ter ido no banheiro. Voltei pra debaixo da coberta e esperei alguns minutos. A loka! Morreu no banheiro? Vou atrás. Calcei minhas pantufas com formato da cara do Papa Bento XVI e fui arrastando o pé até o banheiro do andar. Passei pelos quartos. Tudo em silêncio. Cadê a nona sinfonia em roncos de toda noite? Abri a porta do banheiro, tudo apagado. Irmã 51, a senhora tá aí? Silêncio. Morreu na privada! Tadinha! Que lugar pra se morrer! Olhei em todos os reservados, mas não encontrei ninguém. Será que ela tá no banheiro de baixo?

Desci a escada até o térreo. Decidi perguntar pra irmã Sex on the Beach, a porteira do convento, se ela tinha visto a Irmã 51 passar. Aim, que loucura! Não tem ninguém aqui também. Será que eu tô sonhando? Cutuquei o edy. Nenhum efeito, não acordei. Fui até a porta de entrada do convento que sempre ficava destrancada, mas agora tava trancada. Será que as freiras foram todas abduzidas por aliens? Voltei pro pátio interno do convento. Um silêncio espectral.

_ Tem alguém neste convento, garai?
_ Shh! Irmã Pirassununga! O que você tá fazendo acordada?
_ Irmã Mojito! Aim, que bom! Alguém vivo! Gata, as irmãs todas sumiram? Não tô encontrando a Irmã 51 e a Irmã Sex on the Beach não tá na portaria. Cadê todo mundo?
_ Volte pra cama, Irmã. A Irmã 51 deve ter cochilado na capela e a Irmã Sex on the Beach deve estar no banheiro.
_ Hmm... tá bom.

Gata, você não me tá me convencendo, pensei com meus botões. Fingi que voltava pro meu quarto, esperei num armário de vassouras e decidi seguir aquela mocreia suspeita. Nunca abençoei tanto o Papa Bento XVI como naquela noite pelo silêncio de suas pantufas. Segui a freira enquanto ela ia pra capela. Aim, tadinha. E eu desconfiando dela. Aposto que foi ver se a Irmã 51 tá dormindo lá! Entrei na capela e me escondi atrás de uma pilastra. Não havia ninguém cochilando nos bancos. Olhei pro confessionário, meu cantinho da soneca, e aparentamente ele tava vazio também. A Irmã Mojito caminhou até o altar, olhou ao redor bem suspeitamente e moveu um candelabro. Me senti num filme de espionagem! Uma portinha atrás do altar se abriu e ela sumiu lá dentro. Esperei alguns minutos na escuridão da capela com o coração batendo forte no peitinho de mocinha. Xente! Onde ela foi? Ela raptou a Irmã 51, coitada! Tomei coragem e fui até o altar. Quando eu tava quase chegando, a porta bateu com força e trancou-se por dentro. Saco, viu? Aim, perdão! Saco de Cristo! Mexi e mudei tudo de posição no altar. A Bíblia, os candelabros, uns negocinhos que não sei pra que servem, enfim... tudo. Nada fez a porta abrir. Ela nem tinha maçaneta pra eu arrombar. Anos de experiência na vida noturna me ensinaram a arrombar tudo, menos edy, porque sou passiva. Encontrei no chão um panfleto perto da porta. Será que elas celebram alguma missa satânica lá dentro?! Xente, máguêgarai é isso?

Vodka Balalaika
Fabricada pelas irmãs do Convento de Nossa Senhora Balalaika

De origem milenar e sacra, a vodka Balalaika tem um lema muito especial: embebedar quem não tem muito dinheiro. Durante anos, as devotas da Nossa Senhora Balalaika, uma santa russa que morreu afogada no álcool durante a Páscoa, produzem a vodka que todo brasileiro já experimentou e ficou de porre. A fórmula do segredo do seu terrível sabor amargo e teor alcoólico duvidoso? As irmãs não revelam. Aliás, até a localização do convento é um mistério...

Fiquei bege. Pa-Pum! Tinha até uma foto da vodka Balalaika! Eu sabia que conhecia esse nome de algum lugar! Mas o que é que tem a ver a vodka com o convento?! Xente, preciso conversar com a Madre Absolute RIGHT NOW!

Wonderland

Vocal Mix
Strings of Wonderland
The S-Man's Dark Tribe Mix

The world is spinning in my head...

Chupa meu edy no País das Rolas Maravilhosas:
Wonderland foi produzida pelos The Psychedelic Waltons, que nada mais são o Nellee Hooper e o Fabien Waltmann (que por sinal, já remixou The Power of Goodbye da Madonna) com vocais da diva Róisín Murphy. Podem pegar o Vocal Mix que é babadinha. Toda uma pegada disco super gostosa. O Strings of Wonderland é a versão dub e não foge da original. O babadu mesmo é o ÓTEMO The S-Man's Dark Tribe Mix do Roger Sanchez. Atóron esse remix. Todo um clima underground tribal super dark room. Tocava horrores nos meus tempos de bilu desvairada. Recomendado!

0 Bilus felizes:

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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