A infância sem fim

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Quando eu era pequeneninha e nem sonhava em ser mulher ou o que viria a ser uma Madonna, minha infância foi marcada por um filme que até hoje eu faço questão de assistir sempre que passa e lembrar de meus tempos de criança, A História sem Fim. Hoje em dia eu tenho o DVD com o primeiro e segundo filmes, o livro e os MP3s da música do Limahl, a loka.
A primeira vez que eu assisti esse filme foi no SBT. Peguei minha fita virgem, programei o videocassete e rezei pra estar tudo certinho no dia seguinte. Quando cheguei da escola, o susto. A fita tinha acabado na última parte do filme, então durante anos eu NUNCA soube o final da História Sem Fim. Olha só que simbólico.

Praticamente toda noite eu pegava minha fita pra assistir o filme. Deitava na cama dos meus pais, ouvia a música de abertura do filme e voltava até o começo pra ouvir tudo de novo. Eu achava a coisa mais linda aquela cena das nuvens no céu e NeverEnding Story tocando. Meu sonho era ouvi-la inteira. E desenvolvi todo um carinho pelas personagens. Eu achava o Bastian meio abobado e burro demais pra não perceber que ele era a salvação de Fantasia. Atreyu era meu favorito e eu queria namorar alguém como ele. A Imperatriz Menina eu também achava muito calminha e eu jurava que devia existir algum lugar que vendia Falkors, aquela mistura de dragão voador e cachorro. E, óbiveo, eu ficava toda cagada de medo com o Nada, principalmente nas cenas em que ele ficava rondando o Atreyu na escuridão. Eu sabia algumas falas de cor e de tão acostumada com a dublagem, quando eu ganhei o DVD eu fiquei COMPLETAMENTE decepcionada com a nova dublagem. Meu mundo caiu.

Mas o que mais me marcava era a cena em que Atreyu precisa atravessar o Pântano do Tristeza. Nesse pântano, caso quem estivesse atravessando-o se deixasse levar pelas suas tristezas, ele seria tragado pela lama. Atreyu era um guerreiro muito corajoso e bravo, então conseguiu resistir à bad trip geral do pântano, mas o mesmo não aconteceu com seu cavalo Artax, que acaba morrendo afogado. Xente, eu chorava TODA SANTA VEZ que via essa cena. Claro que hoje em dia já sou mulher crescida, mas ainda fico arrepiada com a cena e aquela música super drama queen que toca. Um horror.
Há também uma cena em que Atreyu chega em umas oráculos bem longe e elas falavam com uma voz toda espectral. Eu achava aquilo a coisa mais glam do mundo e queria andar por aí toda pintada de azul e falando daquele jeito bem misterioso.

É engraçado como a xente associa fatos ou objetos às memórias e momentos específicos de nossa vida. Mais do que lembrar de minha infância, sempre que assisto A História Sem Fim pela milésima vez eu lembro também do tempo em que meu pai morou em casa. Das vezes em que assistia comigo esse filme e debochava de mim porque eu tava chorando de novo na cena do Artax afundando no pântano. Uma memória puxa a outra, então também lembro da paixão dele em gravar filmes e desenhos da TV. Tínhamos um monte de fitas VHS empilhadas no canto do armário que acabaram embolorando. Lembro que assistir tudo aquilo de novo e de novo não era um problema e como hoje pra mim é um porre assistir um filme duas vezes seguidas.

Pode não ser a obra prima do cinema moderno, os atores mirins não são um poço de talento e os (d)efeitos especiais já estão pra lá de ultrapassados, mas sempre lembrarei da minha infância e de dias felizes quando assistir again e again A História sem Fim.

Um beijo,
Maddyrain

[modo "Confissões de Absorvente" off.]

The NeverEnding Story

7" Mix
12" Mix
12" Dance Mix
Dub Mix 12"
New Vocal Version
L'histoire Sans Fin - French Version (low quality...)

Hidden on pages is the answer...

Chupa meu edy na livraria:
Xente, essa música marcou minha infância! Se você nasceu a pouco tempo e nunca ouviu NeverEnding Story, se joga no 7" Mix, que é a versão original. Um pop old skool super gostosinho produzido pelo Giorgio Moroder. O cantor, cujo nome sempre me lembra limão, eu nunca vi mais gordo, mas tinha toda uma pinta "cantor do Roxette" misturado com "Junior do Sandy e Junior", néam? Até que não era feio! A versão 12" Mix é basicamente a extended com mais instrumental e batidinhas. Uma graça. Pra você ahazzar na sua festinha de flash house, pode pegar o 12" Dance Mix. Não é muito diferente da versão original, mas é válida. Por fim, a versão com vocais regravados a xente SUPER ignora.

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Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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