Uma freira da noite

A noite caiu no convento de Nossa Senhora Balalaika e as freiras se retiraram pros seus quartos. A Irmã 51, minha parceira de cela... ops... de quarto deitou na cama, fechou os olhos e começou a roncar em menos de 3 minutos. Uma coisa... assim... super Miojo! Eu dormia no beliche em cima da Irmã 51, então pulei pro chão no maior silêncio e abri meu armário. Xente, o que escolher? Os dias de Prada e Gucci se foram há muito tempo. Encarava aquele monte de hábito e não sabia qual pegar, o com furo debaixo do sovaco ou o todo manchado de cândida. Peguei o manchado de cândida mesmo. Meu kool, néam? O que mais tem por aí e xente pagando pra ter calças desfiadas e furadas! E pagando caro, diga-se de passagem.

Com o rabicó entupido de euro, corri pra porta de entrada do convento. Irmã Sex on the Beach fazia o turno naquela noite. No momento, o turno era na terra dos sonhos e pela posição dos dedinhos, era um sonho bem safadjinho. Abri a porta e a budega soltou um estalo alto que acabou acordando a irmã.

_ Irmã Pirassununga, é você? Estou sem meus óculos.
_ Sou eu, gata. Acabou o sabão em pó. Tô indo comprar mais pó.
_ Deus te abençoe.

Escapuli pra fora antes que ela desse conta do babadu todo. O relógio do Mosteiro de São Bento deu as doze badaladas. Xente! Meia-noite! Hora de morfar! Levantei a parte de baixo do hábito e deixei o ar da noite entrar. Olhei pros lados, tudo deserto. Um mendigo aqui, um noia qualquer ali. Bom, ninguém vai ter a audácia de tentar assaltar uma freira, néam? Virei pro Viaduto Santa Ifigênia. Um grupo de trombadas vinha em meu caminho. Incrível como a xente logo percebe quando um cidadão é trombada, néam?

_ Ih, olha lá! Uma freira perdida a esta hora da noite.
_ Ih, meu kool, viu? Boa noite, filhos e servos de Diana Ross. Não estou perdida porque carrego sempre comigo o Fever da Kylie Minogue.
_ Ih, a freira é gringa? Não entendi porra nenhuma do que ela falou.
_ Tem grana? Money?
_ Naum. Sou de uma congressão em que não trabalhamos com dinheiro.
_ Esse povo religioso é foda! Nunca tem dinheiro.
_ Dependemos de doação. - olhei bem para o quinteto e o material à minha frente antes de continuar a frase - Eu recolho as doações. Quanto VOCÊS têm pra me dar?
_ Tá loka, freira? A gente não dá nada não!
_ Ótemo. Eu dou. Vamos colher a doação de vocês cinco.

Acompanhei os doadores até debaixo do viaduto, no maior clima puta do Centrão do mundo. Por Diana Ross, pelo menos uma vez eu preciso ser sórdida e dirty! Tá bom que já fui várias vezes, eu sei! Mas faz tanto tempo que o mais próximo que eu chego de uma neca é da minha ou do meu esfregão fuck buddy! Esqueci por completo que eu tava prestes a conhecer uma verdadeira fábrica de queijo de Minas. Tirei as camisinhas de dentro do hábito, desenrolei tudo que tava prendendo a minha castidade, abaixei a calcinha e esqueci por completo que eu tinha nada mais nada menos que 500 euros dentro do edy. Acabei o babadu todo, me arrumei toda e virei pro bophy com cara de líder da gangue.

_ Gato, me vê uns trocados pro tira-gosto, faz o favô?

Peguei meus fintji reais e fui pra Vieira de Carvalho a pé. Parei na barraca de uma baiana fake pra comer um acarajé. Sorry, honeys, mas não recuso a uma delícia da Bahia.

_ Quer quente ou frio?
_ Aim, gata. E você acha que eu nasci ontem, néam? Eu sei que acarajé quente é com pimenta, tzá? Eu sou uma trava dubística e wannabe Spice Girls, amore. Taca um pouco de pimenta nesse troço.
_ Tem certeza, irmã? É pimenta das pesadas. Pimenta baiana.
_ Ahazza, meu amô. Eu tô acostumada com o tempero baiano. Qualquer dia me perco na vida e me jogo em Salvador.

Devorei o primeiro acarajé, olhei pro dinheiro na minha mão e separei o da buatchi. Dá pra comer mais. Me vê mais um, faz o favô? Quente, tzá? Quero misturar pimenta com vodka hoje! Acabei o segundo acarajé e comecei a sentir um terremoto intestinal. Bolas de merda quente pulavam pra lá e pra cá queimando tudo pelo caminho. Uma enxurrada começou a se formar e escorrer por todo canto.

_ Que horror! Eu acho que vou me cagar toda!
_ Eu falei que a pimenta era baiana, irmã. Vai ali atrás daquela árvore!

Corri pra árvore sentindo a perna ficar melada. MINHA DIANA ROSS!! Quem é que inventou tanto pano nesses hábitos! E tira pano daqui, dá volta naquele laço, levanta o hábito, abaixa o que restou da calcinha. Xente... como é bom cagar. Todo mundo dá aquela olhadinha encabulada pra obra depois de concluída, néam? Primeiro eu olhei pros lados pra ver se não tinha nenhum paparazzo me espiando aí então abaixei os olhos pro chão. Xente! Que babadu é esse!? Agora eu tô cagando dinheiro, éam?! Jesuis! São os meus 500 euros! Meu amô, se você já tá na merda completa e absolute, se joga, dá pirueta e fingi que é confete. Arregacei as mangas e meti a mão no dinheiro.

Voltei pro convento completamente cagada, com 500 euros completamente cagados enfiados num saco plástico de super-mercado e um trapinho que se dizia calcinha em algum lugar do passado super ahazzada. Às vezes aquele peidinho que não parece que vai feder super te fode por completo.

Um beijo,
Maddyrain

Lemon

Edit
Lemonade Mix
Lemonade Mix Edit
Bad Yard Club
Bad Yard Club Edit
Bad Yard Club Version Dub
Serious Def Dub
Momo's Reprise (low quality...)
Momo's Beats (low quality...)
Perfecto Mix
Jeep Mix
Trance Mix (low quality...)

Midnight is where the day begins...

Chupa meu edy com uma pitada de limão:
Eu acho válido qualquer dia eu fazer um post todo dedicado ao MARAVILHOSO Larry Mullen, o bateirista mais gato da história da música! Tá, hoje ele tá ficando velho, mas enfim... a idade chega pra todos, néam? Aim, U2 no blog de uma trava?! Pois é, meus amores. Confesso que não morro de amores pelo Bono e cia., mas acho Lemon um babadu loko do meu kool remixada pelo David Morales! Então a xente SUPER vai pular as versões chatas e se jogar no Bad Yard Club. Puro babadu house arrombante que já começa me deixando toda úmida com aquela sirene gritante. Atóron! Não segue a linha classic house de sempre do Morales e se joga mais no underground. Super recomendado! E eu acho super válido vocês pegarem também o Serious Def Dub. Muito ótemo!
O Perfecto Mix do Paul Oakenfold não é ruim, mas tá anos luz de ser ahazzante como o remix dele pra Ever Better Than the Real Thing! Do meio do nada surge uma mulher gritando que me dá um certo medo, viu? Mas é um remix bunitu, podem pegar.

0 Bilus felizes:

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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