Maddyrain e as sapas

A maioria das biluzinhas quando começa sua vida de looshu, poder e glamour na vida guêi se joga no meio das sapatas. As sapas super compõem um universo à parte do universo gay masculino. Algumas bilus adoram, outras não suportam, mas enfim... no fundo do poço, somos todos iguais. Quando eu era uma biluzinha novinha, ahazzadora de corações e virgem, eu tinha lá uns dois amiguêis que atóravam me dar o bolo. Era incrível! Eu marcava de encontrar os bunitos na porta da buatchi e ficava lá plantada até altas horas. Um uó. Como sempre fui uma trava... assim... super carismática... logo conheci uma caralhada de sapinhas pra compor meu ciclo de amizades.

Naquela época, o babadu certo era se jogar nas buatchis de sapas. Tinha uma que eu atórava, chamada Ipsis Club. Fechou, mas era um ahazzo. Tinha umas gaiolas lokas e a xente subias que nem lagartixa pela escadinha pra ahazzar na dublagi, mas com medo de tudo despencar. Uns cubos na pista pros gogo boys dançar... uma loucura! Os show de drag queen lá eram ótemos! E conheci o Garbage lá, acreditam? Com uma dublagi de Push It. Um ahazzo.
Lembro uma vez que foi meu aniversário... toda moninha... menor de idade ainda, mas ahazzando no RG falso... fiz festinha lá pras minhas amiguinhas sapas da escola. Meu presente foi subir pra dançar toda sensualizada com o gogo boy no cubo mágico. Não sabia onde enfiar minha cara. Decidi me enfiar no meio das pernas do gogo boy, óbiveo! Nunca entendi porque mandaram eu descer do cubo. Acho que eu nasci pra causar.

Mas as sapas são, como já falei, seres bem reservados e vivem no seu mundinho lésbico sem muita interação com a bicharada. E elas são super homofóbicas, viu? Claro que não a maioria, mas sapa quando quer ser um ser intragável, reinventa o conceito de intragabilidade. Se você vai sozinho pra buatchi de sapa, prepare-se para ser hostilizado. Uma coisa de loko. Pra entender melhor, existem dois tipos de sapa: a sapa lady, que é aquela mais femininas e bonitinha, e a sapa volvo, que é aquela que não sabe se é homem ou mulher, ou as duas coisas ao mesmo tempo. As volvos são de uma antipatia incrível... mas abaphe the case. Claro que eu estou super exagerando, néam? Já tive muitas amigas volvo e elas são divertidas e espontâneas, mas às vezes, se levam a sério demais.

Certa vez, eu e Shitnew Houston entupimos o edy de vodka e fomos pra uma buatchi de sapas chamada... aim, nem lembro o nome, mas já fechou. Acho que era Templo Z ou algo assim. Enfim, diziam que lá dava uns bophynhos dubéin e a xente foi conferir, néam? Não adianta, sapa gosta mesmo é de barzinho. Buatchi de sapa sempre fecha depois de poucos anos.
Nessa buatchi aí que eu fui, você pagava na entrada e passava por uma cortina pra entrar na pista. Coloquei meus pezinhos santos naquele lugar e já me vi envolvida numa briga entre duas volvos nervosas discutindo sobre alguma lady, que assistia tudo de longe dando risada. Fique bege, corri pro bar e comecei a chapar o coco com um drink delicinha de absinto com suco de uva verde. Uma coisa super exótica.

Entre aquele MPB que é a cara das sapas rolava uma bateção de cabelo. Como Shitnew Houston já tava se enlançando com alguém, eu ia pra pista sozinha, toda loka do meu kool. Fui fazer uma coreô mais performática, senti minha mão batendo em alguma coisa, olhei pro alto e vi uma latinha de cerveja (as sapas atóram cerveja) voando. Pensei na mesma hora Vixi... deu merda.

_ Pô, caralho! A minha bebida!
_ Aim, desculpa! Eu tô um pouco alcoolizada e sem controle do meu corpo.
_ Você derrubou a minha bebida, sua biba loka!
_ Aim, gata. Eu sei como é ficar sem bebida. Vem comigo que eu te pago uma cerveja.
_ Não... deixa pra lá. Te achei uma gracinha.
_ Aim... que fofolete. - lá no fundinho de toda volvo reside sua parcela feminina e simpática. Continuei dançando completamente desvairada e pisei no pé de outra. Na verdade, não pisei. Carimbei.
_ Porra! O meu pé! - vocês perceberam como elas atóram falar palavrões, néam?
_ Xente, hoje eu tô que tô! Desculpa, gata! Vou até sair da pista, porque daqui a pouco mato alguém!

Corri pra Shitnew Houston e implorei pra ser retirada daquele lugar. Gata, daqui a pouco eu sou espancada por alguma mulher mais masculina que a torcida do Corinthians! Vamos pra outro lugar! Vamos pra Loca!
Atualmente, eu tenho poucas amigas sapas, mas me dou super bem com todas. Mas a xente super tem aquele pé atrás, néam? Mulher já não é muito confiável... mulher que gosta de mulher, então... O importante é haver respeito e compreensão entre toda a variedade de pessoas que fazem parte da multicolorida sigla GLBT.

Um beijo,
Maddyrain

If I Were You

Smokin' Lounge Mix
Main Mix
Main Mix Dub
Junior's X-Beat Mix
Junior's X-Beat Miss Queen Dub

I would have everything if I were you...

Chupa meu edy que é phemynyno:
Hoje é o retorno da diva lésbica, ou divo... você decide, K.D. Lang! Atóron! Aliás, eu conheço muita biluzinha que ficaria com o edy todo molhadinho se visse a K.D. Lang na buatchi, viu? Mas, abaphe the case. Os remixes de hoje ficaram todos a cargo do ex-talentoso Junior Vasquez. Digo ex-talentoso porque hoje em dia ninguém suporta mais o bophy. Como a xente é vinhado pintoso, vamos ignorar esse Smokin' Lounge Mix que não leva a lugar nenhum, néam? O Main Mix é um house bem básico e dance dos anos 90. A cara dos remixes do Vasquez dessa época, lembrando um pouco os remixes de Secret e Bedtime Story da Madonna em alguns elementos. O Junior's X-Beat Mix é mais pintoso e club diva. Eu atóron! Tem um barulhinho de macaquinho dando risada que me deixa toda cagada! Recomendado! Os dubs são ótemos também, mas a qualidade não tá super boa, já que são de LP promocionais, então não reclamem!

0 Bilus felizes:

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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