Eu e minhas amigas

Olha, eu sei que tem xente que nasceu pra ser antissocial (by Nova Ortografia! Não é um looshu?), mas todo mundo precisa ter pelo menos um amigo com quem contar. Claro que no mundinho guêi, as amigas SUPER podem ser um problema, néam? Eu já ouvi alguém dizer que vinhado não nasceu pra ser amigo de ninguém. Acho que fui eu que disse isso uma vez... a loka.

Eu já contei como conheci a minha amiga Kilo Minhoca? Aim, se já contei, vale a pena ler de novo, tzá? Eu tava com mais dois vinhados indo pra buatchi. No meio do caminho, as bunitas decidiram abortar a balada e ficar dando close na Consolação, ex-point guêi de São Paulo. Vinhado quando é pobre, tem que morar longe e mal, e as passivas dependiam desesperadamente do metrô pra voltar pra casa. Sorry, honeys, eu sempre morei bem e perto da Paulista.
Bilu esperta aprende cedo a lidar com a larica. Três da madrugada e nós três já estávamos querendo comer qualquer churrasquinho grego. Paramos num carrinho de hot dog pra dar uma mordida gostosa na salsicha e eis que lá estava Kilo Minhoca, com toda sua glória, enfiando duas salsichonas na boca. Uma das bilus que estava comigo conhecia o bophynho de Kilo Minhoca.

_ Inhaím, mulher. Mas que fome, néam?
_ Ai, eu já tô acostumada a sentir fome às três da matina.
_ Loucura!
_ Loucura!

A identificação entre passivas foi imediata. Trocamos ICQ (pra vocês verem como essa história é nova) e logo passamos a bater bunda via telefone todos dias. Já choramos, rimos, bebemos até cair... enfim, já fizemos de tudo juntas. Menos séquiso, néam? Acho tão feio séquiso entre duas mariconas!

Eu já conhecia a fama de Litta Walitta muito tempo antes de conhecê-la ao vivo. A bunita era super famosa no Autorama. Saia toda noite com a bolsinha recheada de camisinha, remédios e cartões de visita. Distribuia aqueles cartõezinhos por todos os lugares do Autorama. Juro que quando eu via aquela criatura alta, magrérrima e com uma batedeira na cabeça chegando, eu me escondia no meio do mato com medo.
Só fui conhecê-la pessoalmente numa balada que foi um mega encontro de bilus que batiam papo no chat do UOL. Naquela época a xente entrava no chat pra fazer amizade, meus amores! Enfim, no meio daquele monte de vinhado que eu nunca tinha visto na vida, super me simpatizei com a Litta Walitta. Enchemos a cara de vodka, cheiramos uns sovaquitos juntas e ahazzamos na parte de baixo da Tunnel, cantando todos os classic house que conhecíamos. Incrível como repetimos esse ritual até hoje!

Embora tenha rolado uma super afinidade, a xente era amiguinha de balada, sabe como é? Você deve ter os seus amiguinhos de buatchi, néam? São aqueles amigos que você até gosta, mas só encontra na buatchi pra dar risada, sem trocar nenhum confidência. Só que a xente se encontrava demais nas buatchis de São Paulo. O nosso gosto trash sempre foi notável nos meios acadêmicos! Logo, ficamos super amigas, passamos a frequentar a casa uma da outra, sempre com muito house, vodka e narcóticos. Aim, o que é uma amizade sem house, vodka e narcótico!?

Com a Cindi Loka foi diferente. Nossa amizade foi total e completamente virtual durante muito tempo. A bunita veio chupinhar uns dubs raros (na época) de Love Don't Live Here Anymore da Madonna. Eu, sempre muito simpática e disposta a compartilhar minhas raridades, fechava a conexão na cara da bunita. A bunita, ahazzando na classe, veio pedir com jeitinho na quinta vez.

_ Por favor, posso fazer o download desses dubs?
_ Ai... pode néam! Que caralho...
_ Caralho!? Onde!?

Outra identificação imediata. Aliás, é só falar caralho em voz alta pra ver a reação do povo. Se alguém ficar todo arrepiadinho, pronto! Você encontrou um amiguêi (ou um fuck buddy, dependendo da situação). Cindi Loka ainda era mocinha virgem, menor de idade, viciada APENAS no cigarro e de conhecimentos musicais limitados. A loka... seja lá onde ela estiver agora, mas ela vai me matar. Tadinha, mas é verdade. Só falava da Madonna, a bunita. Claro que depois acabamos nos conhecendo ao vivo e eu super inseri a bunita no underground. Hoje a listinha de vícios vai longe. Já trabalhamos juntas durante um tempo no blog da bunita. A experiência foi ótima, mas eu sou uma diva. Preciso do meu espaço, néam?

A primeira vez que eu olhei pra cara da Baboooshka Sunny eu pensei Aim, essa vinhada deve ser tão nojenta! Sempre achei que pra se apaixonar por Baboooshka leva um tempinho pra quem não tem tanta coisa em comum com ela. Felizmente, nós temos. Livros, músicas, além do padê com vodka, claro. Ou melhor, sorvete com vodka. O que eu mais gosto da Baboooshka é seu guia completo de novelas globais. Uma loucura!
Sempre que estou com Baboooshka Sunny gosto de contar pra ela que trabalhei durante dez meses como operadora de telemarketing. Ela sempre reage de forma diferente...

Minhas amizades são uma coisa de loko. Conheço até a elite guêi do Amazonas, como minha kérida Kelly Caleche. Conheci a bunita na 25 de Março. Ela veio pra cá com uma listinha de compras pra revender em Manaus.

_ Quero comprar tudo original, claro. Não sou vinhada de comprar perfume falsificado.
_ Gata! Não seja burra. Compra os originais pra senhora; pra revender, compra tudo pirata! Ninguém vai perceber lá em Manaus, néam?

Gosto de ensinar pras minhas amiguêis que a vida é dura e cruel. Se você não for mais esperta, a onda passa e te leva. Eu sou do tipo de amiga que se joga nas amizades. Não leva muito mais que alguns encontros pra eu já estar toda aberta, contando toda minha vida e história. Compro briga, faço intriga e taco fogo no cabelo dos outros pelas minhas amigas. A música de hoje é uma gracinha e eu dedico a todas minhas amiguêis que citei e tantas outras amigas e amigos que não citei. Magina... sou uma diva, já falei... se for listar todo mundo que conheço e gosto, vou acabar escrevendo um livro!

Não é fácil ser popular!

Um beijo,
Maddyrain

Anytime You Need a Friend

Soul Convention Remix
String-a-Pella
C&C Club Version
C&C Extended Mix
C&C Radio Edit
C&C Dub
7" Mix
Video Edit
Anytime Edit
Dave's Empty Pass
Ministry of Sound Mix
All That and More Mix
Boriqua Tribe Mix

Even if you're miles away I'm by your side...

Chupa meu edy de amiga:
Hoje vamos voltar no tempo e lembrar da época em que a Mariah era Mariah e eu não tinha vergonha de admitir que sou uma lamb. Aim, hoje em dia, quando me perguntam se eu gosto da Mariah, eu digo num muxoxo: Aim, gosto dela no passado. Que vou fazer? Só posso admitir que a bunita atualmente é de uma chatice incrível, mas enfim. Anytime You Need a Friend é uma graça e faz parte do terceiro disco dela, o Music Box. A versão Soul Convention Remix tem uma pegadinha soul super fofa e não foge muito da versão original.

Nessa época, a bunita já tinha caído nas graças do David Morales com Dreamlover, mas os remixes da música de hoje ficaram a cargo do talentoso e saudoso duo C&C Music Factory. Aim, que saudades, viu? Sempre achei o Clivillés um tesão, mas o talento da dupla era o David Cole, que faleceu de AIDS. Tadinho. Vamos se jogar com muita fé no incrível C&C Club Version! Uma loucura! Quase onze minutos de vocais regravados, backing vocals lokas e histéricas e house music de qualidade! Um ahazzo! Bom, todos os outros remixes não fogem muito da base desse remix e são basicamente versões com edições diferentes pras menos corajosas, afinal 11 minutos de pinta não é pra qualquer vinhado. O C&C Dub tem uma pegada mais underground que eu super atóron. O Ministry of Sound Remix mescla os elementos do club mix com o dub, ficando um ahazzo. Por fim, o Boriqua Tribe Mix pras tribalistas de plantão.

1 Bilus felizes:

Raphael disse...

Aim Maddy..... já faleu q super atoron esses post "mais reais"?!? Fico toda cagada e trabalha na emoção!!! E nada como Mariah de ontem, não é mesmo?! Um bjo!

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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