Vamos falar da Madonna: Pre-Madonna

Amores, vamos falar da Madonna? Você pode até não gostar da bunita, achar ela velha e fora de moda após o surgimento de Lady GaGa e outras do mesmo gênero, mas ninguém pode negar a importância da influência da Madonna no mundo musical, artístico, cultural e fashion. Também acho que sua relevância hoje realmente seja menor, mas Madonna continua ditando moda e consegue atenção a cada peidinho que solta. Uma loucura!

E pra festejar essa diva suprema da música pop, yo, Maddyrain Martinez (a loka, acabei de criar um sobrenome dubabadu, néam?!), irei revirar a carreira da bunita desde os seus primórdios, sem me preocupar NEM UM POUCO com o que os fãs da Madonna pensam. E Sabem por que? Porque eu OTÉION fã da Madonna. Ô povinho chato! Jesuis! E quando pegam birra de outros artistas só porque eles não são a Madonna? Não tenho paciência, meus amores, e já adianto que entre os assuntos que eu mais gosto de conversar, além de neca e resquícios de minha vida masculina (como video game e quadrinhos), é Madonna. Então não sou nenhuma leiga, tzá? Claro que estou generalizando, meus amores. Nem todo fã da Madonna é chato.

As origens da Madonna ainda não são claras. Alguns alegam que ela veio do espaço, presente de alienígenas cínicos. Algumas bilus mais fervorosas juram que ela caiu em Nova York, catou comida na lata de lixo e deu pra quem quisesse até conseguir gravar algumas músicas numa fita demo. O babadu é que quando Madonna chegou em Nova York, no final da década de 70, ninguém queria saber da bunita. Ninguém se importava com uma loka do seu respectivo kool que havia fugido de casa com alguns trocados no bolso. Fez uns biquinhos aqui, uns boquetes ali, se juntou com um namorado e formaram uma banda. Confesso que a maioria das coisas da era Emmy não me chama muito a atenção. São aquelas cagadinhas de qualidade duvidosa beirando o punk rock. Tudo muito dispensável, mas recomendo e gosto de Drowning.

Nessa época, Madonna conhece seu futuro colaborador de muitos sucessos, Stephen Bray. Juntos, eles compuseram diversas músicas que acabaram sendo usadas nos primeiros discos da bunita pela Warner. Após ser dispensado por Madonna, Stephen Bray esperou o momento certo para lançar o CD não autorizado Pre-Madonna. Aproveitando o gancho do sucesso de Evita e as promessas de um álbum todo eletrônico, Stephen Bray se meteu no estúdio, recuperou parte do material velho e mofado das fitas demos que ficaram em seu poder e lançou um CD que poucos fãs têm ou conhecem. Além das versões demos originais de Everybody, Burning Up, Ain't No Big Deal e Stay, Stephen Bray liberou várias outras músicas que nunca foram utilizadas e eram desconhecidas do público. O tracking list inédito do Pre-Madonna é:

1- Laugh to Keep from Crying
2- Crimes of Passion
3- Ain't No Bid Deal ('97 Edit)
4- Everybody ('97)
5- Burning Up ('81)
6- Ain't No Big Deal ('81)
7- Everybody ('81)
8- Stay ('81)
9- Don't You Know
10 - Ain't No Big Deal ('97 Extended)

São 10 faixas que, no geral, são interessantes. Nenhuma pérola, mas é interessante conhecer o que poderia ter sido hit na carreira da Madonna. Como a distribuição do Pre-Madonna foi completamente cagada, as vendas acabaram sendo baixas. Toma no edy Stephen Bray. Não preciso nem comentar que eu DUVIDO que Madonna tenha qualquer intenção de trabalhar de novo com ele depois dessa, néam? É uma pena esse CD não ter tido uma divulgação maior, já que aquelas MERDAS HOMÉRICAS com o Otto Von Wernherr são super fáceis de se encontrar. Essa "parceria" com o Otto a xente SUPER vai ignorar, tzá?

Antes de chamar a atenção da Warner, Madonna ainda gravou uma fita demo sem banda pra sua primeira empresária, Camille Barbone. Felizmente, essa fita já vazou na Internet, como tudo dessa época, só que em qualidade de som ótema. Super indico Get Up, que é uma de minhas músicas favoritas dessa fase antes da fama. Love On The Run tem a cara do True Blue e super acho que viraria hit se tivesse sido lançada (com uma pós-produção mais decente, óbiveo!).

Depois de passar a noite fofando no chão do apartamento do DJ e produtor Mark Kamins, Madonna passou pro bunito a fita demo de Everybody e falou Se quiser continuar me comendo, vai ter que tocar minha música na sua buatchi! O povo gostou e Mark Kamins apresentou Madonna ao pessoal da Warner. Seu primeiro disco estava apenas um passo de se tornar realidade!

Ain't No Big Deal

Original Version
Demo, February 4th, 1983
'81
'97 Extended
'97 Edit

I got no tears to cry...

Chupa meu edi que eu gosto:
Vamos começar pelo básico: eu NÃO gosto de Ain't No Big Deal. Acho de uma sem gracisse tremenda e completamente dispensável. Aliás, esse é o karma dessa música. Ain't No Big Deal era pra ter sido um dos primeiros singles da Madonna pela Warner junto com Everybody e Burning Up. Stephen Bray cagou no maiô, deu a elza nos contratos e passou essa bucha pra frente. Resultado: jogaram Ain't No Big Deal pra ser lado B de Dress You Up, Papa Don't Preach e True Blue! Um lado b triplo! Não é muito loser?! Se você nunca ouviu, pode pegar a Original Version pra conhecer. É a versão produzida por Reggie Lucas. As versões do Stephen Bray, Jellybean e Mark Kamins talvez nunca verão a luz do dia. A versão demo não é muito diferente no instrumental, mas o vocal tá um pouco diferente.

Mas nem tudo é xuca, meus amores. A versão de '81 é bem interessante. Uma coisa meio banda de garagem de subúrbio, sabe? Todo o instrumental e os vocais são diferentes e provavelmente há alguma mudança na letra. Eu, particularmente, nunca me dei ao trabalho de comparar as versões. Stephen Bray foi ultra mega espertinho em lançar o Pre-Madonna. Devido à falta de material, deu uma remixada em Ain't No Big Deal e Everybody. A versão de '97 é mais gracinha ainda. Aliás, se a versão final lançada fosse essa, eu iria gostar mais dela!

1 Bilus felizes:

Madonna Ever disse...

Olá MaddyRain, nunca mais deixei recado mas sempre passo em seu blog, eu adorei seu review da era pre-madonna, concordo quase que 100% com as suas opiniões sobre essas canções. bjs

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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