Almôndega: bolinho de carne humana

Vale a pena ler/ouvir de novo:
Performance linda de minha kérida amiga Litta Walitta ao som da clássic Finally da CeCe Peniston! Atóron!

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[modo "Maddyrain Loyola" on:]

Queridos leitores,

Descobri recentemente que estou casada com um nouveau riche que ganhou dinheiro apostando em luta de travestis no gel. Ai que baixeza humana sem igual. Duas travas tentando uma arrancar a peruca da outra numa piscina de gel azul. Uma coisa super Viva a Noite do Gugu.
Já tive vários relacionamentos nestes 30 anos de carreira, mas confesso que nunca namorei uma banana. Quando vi aquela banana entrando no quarto usando pijama e tudo, virei pra ele e falei:


_ Banana de pijamas, subindo a escada... Olha, querido, estou com um pouco de dor de cabeça hoje, então irei à buatchi com minhas amigas. Beijos e até depois de amanhã.

Entrei no meu closet e descobri, rodeada de looshu, glamour e poder, que meu bom gosto para roupas ainda existe nos anos 90. Coloquei um vesitinho paetê Chanel, ajeitei a peruca e liguei para minha amiga Babooshka Sunny. Me senti num filme antigo segurando aquele telefone sem fio que mais parecia um dildo que eu já tive.

_ Oi gata, Maddyrain falando, tudo baum?
_ Maddyrain! Ai que loucura! Você nunca mais me ligou depois que ficou rica!
_ Pois é, gata. Estive impossibilitada de fazer ligações. Vamos à buatchi? Quero ir no Passivo. Quero fazer parte das almôndegas! Quero subir na gaiola! Quero me jogar no dark room! Quero viver!
_ Ai, demorou, gata!

Infelizmente, meus amores dos anos 2000, a maioria de vocês nunca tiveram o prazer de colocar os pezinhos sem um tratamento decente numa pedicure no Passivo. O Passivo bomba aqui nos anos 90 com a melhor seleção de house music! Ai xente, como faz falta um Passivo em nossas vidas! Todo mundo deveria ter um Passivo!

Por ironia do destino, nesta mesma noite, minhas amiguinhas estavam em peso no Passivo. Babooshka e eu entramos no recinto e na gaiola, completamente cheirada, de óculos escuros, Shitnew Houston dublava e balançava os peitinhos púberes com duas marcas enormes de hematomas. No dark room, Kilo Minhoca participava de uma sessão de mamadeira. Estava no centro de uma rodinha composta por toda uma gama de cafuçus com a neca pra fora chupando um por vez. Kilo Minhoca sempre me surpreendeu com suas técnicas originais de chupação.


De repente, a luz apagou. Uma escuridão completa e absoluta cobriu a buatchji. Algumas luzes começaram a piscar e eu via, de relance, Babooshka Sunny enfiada numa almôndega super gordurosa no meio do palquinho. Era um monte de gente... bofe e racha... todo mundo se pegando... um pinto aqui... uma xana ali... um Adidas perdido acolá. Então, a almôndega começou a se desfazer enquanto começava as batidinhas iniciais do remix de Finally de CeCe Peniston. Neste instante, eu já tava toda colocada. Aproveitei o escurinho do cinema para entupir todos meus poros com narcóticos proibidos por leis brasileiras.

Do meio do almôndega surgiu Litta Walitta, com um vestidinho todo branco e na cabeça uma batedeira batendo claras em neve. Foi um show espetacular. Fiquei toda emocionada de ver minha amiga no ápice de sua carreira, porque todas nós sabemos que nos anos 2000, ficar dublando aquelas merdinhas de pop electro enche a pirikita.

Eu não sei se estava muito colocada, ou se era efeito especial da performance, mas eu juro que começou a escorrer clara em neve por toda a cabeça de Litta Walitta. Ai que performance linda! Quando Finally já estava terminando, todo mundo subiu ao palco novamente e formaram uma nova almôndega. Fui carregada pela turba. Quando dei por mim, estava com um cacete na boca, outro no edi, uma teta na mão, uma coisa... assim.. super sexual.

A impressão que eu tinha era que o Passivo inteiro tinha virado um bolinho de carne humana onde cada um chupava alguma parte íntima do outro.

Booshka, eu, Litta e Kilo Minhoca fechamos a buatchi, como sempre. Shitnew Houston ficou perdida entre os corpos desacordados na pista. Fomos para o Fran's Café tomar um suquinho, limpar os respingos de porra no banheiro e comentar a noite. Me senti numa refilmagem dos anos 90 de Sex & The City.

Beijos meus amores.
Maddyrain Loyola
Sôssialáite da náitji guêi de São Paulo

[modo "Maddyrain Loyola" off.]

Finally

12" Mix
12" Mix w/o Rap
7" Mix
7" Mix w/o Rap
12" Choice Mix
7" Choice Mix
Journey Mix
Momo Mix
Somedub Mix
12" PKA Mix
Classic Funky Mix
Classic Funky Radio Mix
Nasty Funky Mix
Nasty Funky Dub
Sharp's System Vocal
Sharp's Funky Mirror Ball Dub
Accappella

With brown cocoa skin and curly black hair...

Selo "Chupa meu Edi" de Qualidade:
Ai xente! Toda biluzinha gosta dessa música! Incrível! Quem diz que não gosta é porque tem muita mágoa nesta vida! Que horror! Finally é tudo de bom e é, provavelmente, o maior hit da carreira da CeCe Peniston. E, minha filha, que porra de nome é esse? Se a senhora soubesse que cece aqui no Brasil significa suvaco fedido... a senhora jamais teria escolhido esse nominho!

Bom, quem produziu e fez os principais remixes de Finally foi ninguém menos que meu amado David Morales que, THANK CHER!, está super em moda aqui nos ano 90! Ele e Shep Pettibone remixaram até a mãe.
O Choice Mix é o remix que tocou em todo lugar e tornou a música conhecida. Embora o 12" Mix seja super parecido, não sei por qual motivo foi o remix fez mais sucesso que a versão original. O 12" PKA Mix também é da época do lançamento e foi remixado pelo Phil Kelsey. É um housezinho super gostosinho, mas eu juro que nunca ouvi em lugar nenhum, só aqui em casa. Meu amor... não dá pra concorrer com David Morales. É que nem Thunderpuss em 2000.

Em 1997 Finally será relançada... fazer o que?! Felizmente, a bola da vez será Eric Kupper, que eu amo, e, infelizmente, os Sharp Boys, que eu detesto!!!
O Classic Funky Mix é bem dançante e super diferente dos remixes originais da música. Recomendado! Assim como o Nasty Funky Mix, que é um pouco menos dançante, mais funk, mas super interessante. Os remixes dos Sharp Boys nós ignoramos.

0 Bilus felizes:

Alô?! Maddyrain chamando!

Você acaba de adentrar as entranhas do mundo de Maddyrain, uma profissional da "náiti guêi" de São Paulo que ama house music e decidiu fazer a boazinha e compartilhar parte de seu acervo musical.

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